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jugular

O centenário como mote, "De la guerre comme affrontement historiographique"

 

2014 vai ser marcado por inúmeras evocações da Grande Guerra, por aqui também surgirá a espaços e, como sugestão para o feriado (para aqueles a quem o cansaço e/ou outros estados menos confessáveis não tenham deixado demasiadas marcas), deixo esta mesa redonda*, com cerca de 1h30m. Muito provavelmente só interessará quem tiver um gostinho muito especial por História mas uma das grandes piadas de um blog - ou, pelo menos, deste blog -  é que não tem de ter preocupações com "público", nem temática específica, vive ao sabor dos vipes e vontades de partilha de cada um dos seus escribas.

 

[ avec Damien BALDIN, Mission du Centenaire de la Première Guerre mondiale, André LOEZ, professeur en classes préparatoires à Paris, membre du CRID 14-18, Nicolas MARIOT, chargé de recherches, CNRS, Hervé MAZUREL, maître de conférences à l’université de Bourgogne, Emmanuel SAINT-FUSCIEN, maître de conférences, EHESS. Au-delà de la controverse caricaturale contrainte/consentement, il s’agira ici de discuter des véritables enjeux historiographiques et épistémologiques qui animent la recherche sur la Première Guerre mondiale et sur le phénomène guerrier en général]

Notas sobre as consequências sociais da austeridade

Pedro Magalhães levanta algumas questões interessantes neste post sobre os efeitos sociais da austeridade. É importante recordar que indicadores usados são relativos ao ano de 2011, sendo por isso é difícil retirar conclusões sólidas - sobretudo se tivermos em conta que Portugal começou a consolidação orçamental mais tarde do que a Irlanda e a Grécia, e que viu os seus níveis de desemprego aumentar rapidamente só em 2012, mais tarde do que a subida brusca que se assistiu na Irlanda, Espanha e Grécia. Para além das diferenças no esforço de consolidação orçamental que Pedro Magalhães aponta, esta diferença de 1 ou mais anos (dependendo do caso) pode ter impacto no desempenho dos indicadores em causa. No caso português, parece-me por isso fundamental esperar por dados mais atuais. 

Antes de ilustrar estes pontos, porém, é sempre bom recordar que o risco de pobreza é medido a partir do rendimento mediano. Se o rendimento mediano cai, a linha de pobreza também cai. Pode acontecer que, se a classe média perder rendimentos ao mesmo ritmo que os mais pobres, o risco de pobreza não se altere, embora todos estejam a empobrecer: foi isso que aconteceu entre 2009 e 2011, uma vez que a linha de pobreza caiu de €5207 em 2009 para €5046 em 2010, e para €4994 em 2011.

Uma forma de procurar contornar este problema é calcular a linha de pobreza ancorada num dado ano, calculando para os anos seguintes a percentagem da população em risco de pobreza como se a linha de pobreza tivesse acompanhado a inflação. O INE fez isso na publicação de julho passado, de onde retirei a imagem seguinte: 

 

Assim, embora a percentagem da população em risco de pobreza tenha sido 17,9% de acordo com os rendimentos de 2011, ela teria sido 21,3% com a linha de pobreza ancorada em 2009. Pelo que sei, o Eurostat não faz este exercício para todos os países da UE. O gráfico seguinte mostra a diferença entre a evolução real da linha da pobreza e a sua comparação com a linha de pobreza ancorada. Entre parênteses está a % da população em risco de pobreza. 

Como se vê, sem a linha de pobreza ancorada, a população em risco de pobreza mantêm-se nos 17,9%, apesar de uma diferença de quase €500 entre os dois valores de referência (ambos 60% do rendimento mediano) para cálculo da percentagem da população em risco. 

 

2. Há uma forma de olhar para as diferenças entre países que não foi referida no post original: a intensidade e o ritmo do aumento do desemprego (ver gráfico; valores do Eurostat). Os números são bastante impressionantes no caso da Espanha e da Grécia, mas mesmo o caso irlandês não deve ser ignorado, uma vez que parte de um nivel de desemprego muito baixo pré-2008. Assim, entre 2008 e 2011, o desemprego aumentou na Irlanda 10 p.p., semelhante ao aumento em Espanha (10,4 p.p.) - certamente menos do que na Grécia (16,6 p.p.), mas mesmo assim muito superior ao aumento que teve lugar em Portugal (4,4 p.p.) ou em Itália (1,7 p.p.).

 

O momento em que o desemprego disparou em determinados países parece-me ser importante, porque dele resultou um aumento significativo do desemprego de longa duração que, por sua vez, terá seguramente resultado, ao fim destes anos todos, na perda progressiva dos apoios públicos de cariz não-assistencialista de que os trabalhadores ainda disporiam logo após a perda do seu emprego (em particular, o subsídio de desemprego). É fácil imaginar que, quanto mais tempo passa, mais estas situações geram níveis crescentes de privação material (e não só), à medida que as famílias também vão esgotando as suas almofadas financeiras. Em Portugal, este fenómeno de erosão da protecção social pode simplesmente chegar mais tarde. 

 

2. Talvez a grande surpresa dos quadros seja a Itália, que nos indicadores relativos ao risco de pobreza e à privação material apresenta um desempenho bem mais negativo do que o português, sobretudo tendo em conta que, ao contrário do que aconteceu com os 3 países já referidos - Grécia, Irlanda e Espanha -, a Itália não terá assistido a um brutal aumento do desemprego. Convém, a propósito disto, não esquecer dois elementos que podem ajudar a perceber o que se passa:

(i) nível de desemprego oficial não contabiliza um fenómeno que é capturado por outro indicador menos conhecido, que mede as pessoas que afirmam querer trabalhar mas que não procuram emprego. Como se vê neste gráfico retirado deste relatório da Comissão Europeia de janeiro passado, a Itália sobressai pela elevada percentagem das pessoas nesta condição em % da população ativa; se somássemos estes quase 12% aos 8,4% de desemprego oficial, o desemprego estaria nos 20% em 2011. 

(ii) É importante recordar que a taxa de actividade das mulheres italianas é muito baixa (ver tabela; dados Eurostat de 2011 para individuos entre os 20 e 64 anos).

Isto significa que muitas famílias italianas dependem fundamentalmente do emprego do elemento masculino; parece-me válido concluir que, ceteris paribus, para um idêntico aumento do desemprego, o indicador relativo à "intensidade de trabalho" será mais agravado no caso da Itália do que no de outro pais - qualificando muitas famílias italianas para uma situação de "risco de pobreza ou exclusão social". Talvez isto ajude a explicar que, em 2011, apesar do desemprego registado ter sido bem mais elevado em Portugal (12,9%) do que em Itália (8,4%), a percentagem de pessoas entre os 18 e os 59 anos que viviam num lar em que ninguém trabalhava era superior em Itália (11,1% contra 8,2% em Portugal; dados Eurostat). Na Irlanda, por exemplo, este valor era de 15,6%, o que, juntamente com os valores também muito elevados de desemprego de longa duração (quase 9% em 2011, mais de metade do total da população desempregada), pode ajudar a explicar a forte subida no indicador relativo aos indivíduos em "risco de pobreza ou exclusão social" neste país.

A minha homenagem a Albino Aroso, ao Serviço Nacional de Saúde e, claro, ao "25 de Abril"

Ocupada com dados estatísticos, encontrei estes, na PORDATA, que são a expressão do título deste post.

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                 
Anos         

Taxa de mortalidade infantil- 0/00 

    
1960       

77,5

   
1961       

88,8

   
1970       

55,5

   
1971       

51,9

   
1972       

41,4

   
1973       

44,8

   

 

1974   

   

37,9

   
1975       

38,9

   
1979       

26,0

   
1980       

┴24,3

   
1987       

14,2

   
1988       

13,0

   
1989       

12,1

   
1990       

10,9

   
1991       

10,8

   
1992       

9,2

   
1993       

8,6

   
1994       

7,9

   
1995       

7,4

   
1996       

6,8

   
 1997       

6,4

   
1998       

6,0

   
1999       

5,6

   
2000       

5,5

   
 2006       

3,3

   
2010       

2,5

   
 2012       

3,4

   

Fontes/Entidades: INE, PORDATA

Última actualização: 2013-10-17

zica, 1963/2013

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

viram a tua foto no meu fb e perguntaram-me 'era alguém?'. como quem diz: deveria saber quem ela foi, publicar uma notícia?

 

eras alguém, claro. como toda a gente é -- claro. mas o que tinhas só teu como explicar a quem nunca ouviu falar de ti?

 

o mesmo problema quanto ao . mas no caso do zé podíamos dizer 'fez as noites longas'. mesmo se o zé seria o zé e grande sem ter feito as noites longas -- porque o que o zé tinha e era, como o que tu tinhas e eras, não tem nada a ver, especificamente, com fazer ou ter feito alguma coisa.

 

de que posso então falar? de seres tão tão bonita, uma gueixa de porcelana e gestos lentos no rock house, no frágil e no trumps, a espantosa roupa feita por ti (mesmo costurada, não só desenhada, por ti) ou em assemblage de peças vintage, quando em portugal ninguém conhecia sequer a palavra, numa mistura de fifities com forties e japão, os passos curtos nas saias hiper travadas, as mãos longas de unhas compridas sempre impecavelmente pintadas de vernizes de todas as cores que conseguiamos encontrar (e o drama quando partias - partiamos - uma unha), o cabelo ripado com laca (e tu bêbada em frente do espelho minúsculo do rock house, a tentar acertar na torre de cabelo e a sprayar a cara da pessoa na fila indiana atrás de ti), as tuas conversas de fim de noite -- olha, fernanda, olhaaaa --, a espetares-me o dedo no braço e a partilhar o teu riso silencioso, interminável, de lábios escarlate. o corpo esguio, estreito, a cintura impossível de cós sempre alto e justo como nos filmes anos 40 (e como ficavas irritada quando alargavam), as nossas conversas -- de que falávamos nós? música, vocalistas, filmes. e roupa, lojas secretas de coisas antigas descobertas num primeiro andar da rua dos sapateiros ou da conceição, uma fábrica de cintos num último andar da rua dos correeiros, uma outra de luvas na praça da figueira, fivelas nas retrosarias, tecidos no eduardo martins, na casa penim, na tatá rodrigues, nos david, no paris em lisboa, nos souzas, cabedais no lopes & lopes, o sabão ou gel certos para pôr o cabelo em pé, a última exposição de um dos pedros (casqueiro, calapez, cabrita reis, croft).

 

oh, éramos fúteis, deliciosamente, sim. sempre com o nosso wilde na boca (só as pessoas fúteis acham que a futilidade é uma coisa fútil). miúdas de uma raça nova, a fundar um novo império.

 

mas como dizer o deslumbramento? como dizer-te a quem nunca te viu, a quem não tem a mínima pista sobre esses poucos anos de ouro -- de prata, chamou-lhes mário cabrita gil, o autor desta foto -- que hão-de ser aquilo a que se costuma chamar 'o nosso tempo', esse espaço delimitado que foi só nosso antes de ser de todos (tanta gente, toda, no nosso santuário, nunca falámos sobre isso, que acharias tu?) e onde, a salvo das bocas e agressões do resto da rua, podiamos andar com o nosso negro total, os nossos ombros desproporcionados, enchumaçados, de blade runner, as nossas saias travadas e meias de rede e saltos agulha e botas da tropa e cabelos em pé, como em casa (melhor, muito melhor que casa, aliás)? 

 

como explicar a quem não sabe o que foram os anos 80 -- esses, os nossos -- e esse bairro alto que sem ti, como sem o zé, não seriam esses anos 80 e esse bairro alto?

 

e que ires, com ele, assim, nos dois meses finais deste ano, é como que o toque a rebate sobre tudo isso, a certificação de que se fechou o ciclo, que somos crescidos, grandes, adultos, velhos (meu deus, velhos, nós, zica?) que esse lugar onde fomos tão desvairadamente felizes e irmãos, esse reino da nossa aristocracia de vontade e desafio se foi, não volta, cada vez mais fantasma por cheio que esteja. 

 

que nos fins de noite, nas pistas de dança onde ainda vamos, teremos espíritos -- os nossos espíritos, os vossos -- por companhia.

 

surpreendidos, num sorriso complacente, doce: ainda aqui estás? 

 

alguém tem de ficar para o fim. i got this.  

Há aqui qualquer coisa errada

"A inexistência de pagamento por abortos recorrentes ou casos em que a motivação não é clínica ou o facto de médicos não objectores de consciência poderem intervir nas consultas prévias ao aborto são alguns dos "erros desnecessários" apontados por Oliveira da Silva". Ou a notícia está errada e Miguel Oliveira da Silva não disse o que está notíciado ou o médico ginecologista e Presidente da CNECV está todo baralhadinho.

 

Começando pelo fim, que médicos, se não os não objectores, quereria MOS a fazer as consultas prévias? Os médicos objectores de consciência face à ivg são-no para o processo todo, certo? A propósito, o próprio Miguel Oliveira da Silva já escreveu que, não sendo a situação dominante, existem "em Portugal clínicos que, de forma militante e organizada, emprestam à sua objecção contornos que se aproximam da dissidência civil" (In: Sete Teses sobre o Aborto).

 

E falar em "motivação não clínica" como "erro desnecessário"? Mas que diabo, alguém recorde MOL da questão que foi referendada e que ele votou favoravelmente. De caminho mostrem-lhe a posição dos psiquiatras espanhóis.

 

o disse e repito, até aceito que seja passível de discussão e eventualmente revista, com base na actual situação económica e social do país, a isenção de taxas moderadoras na ivg mas não entendo esta versão punitiva que amiúde surge de taxar os abortos de repetição.

 

Por último, os abortos não diminuíram em relação a quê? Os abortos feitos em condições de saúde precárias, com riscos brutais para a vida da mulher, diminuíram e muito. Isso é, ao contrário do que é dito por Oliveira da Silva, um grande consolo.

 

Adenda: Como Miguel Oliveira da Silva bem sabe... "Portugal é, na Europa, de acordo com os dados do Eurostat e com um estudo europeu recentemente divulgado e coordenado pelo obstetra Miguel Oliveira da Silva (também presidente do Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida) um dos países com mais baixo número de abortos e, dentre os que apresentam dados sobre repetição, aquele onde as mulheres menos reincidem.".

 

Mais aqui. E mais, a cores e tudo.

Os psiquiatras espanhóis a dizer o óbvio

"Eudoxia Gay diz que, pontualmente, os psiquiatras intervêm em processos de aborto mas sempre a pedido da mulher e para a acompanharem e apoiarem na decisão que tomou, nunca o fazem para determinar uma decisão. (...) a estes profissionais não cabe fazer juízos morais nem fazer pender a balança para um lado.".

 

Para além da patologização e da psiquiatrização de uma situação que, em si, nada tem de de patológico nem de psiquiátrico, é uma mostra descarada de hipocrisia. Haja quem ponha os pontos nos is. 

R.I.P Albino Aroso

 

 

 

No dia da sua morte uma vénia a este senhor espantoso, que fez brutalidades pela saúde reprodutiva das mulheres e, consequentemente, da saúde materno-infantil em Portugal.

 

Adenda: uma biografia bastante completa na TSF, de que realço:

 

Foi na década de sessenta que Albino Aroso se tornou num verdadeiro militante do planeamento familiar. Envolveu-se empenhadamente na fundação da Associação para o Planeamento da Família, que surgiu em 1967, e participou no processo de integração dos médicos hospitalares nas correspondentes carreiras, como delegado da Ordem dos Médicos.

Em 1969 foi nomeado diretor do Serviço de Ginecologia do Hospital de Santo António, cargo que ocupou até à aposentação. Já na qualidade de diretor, e nesse mesmo ano, criou a primeira consulta pública e gratuita de planeamento familiar, uma ousadia para a mentalidade dominante ao tempo. Em 1974 foi eleito para o Comité Executivo da Região Europeia da Federação Internacional do Planeamento da Família, e introduziu em Portugal a distribuição gratuita dos primeiros dispositivos intra-uterinos.(...) 

Albino Aroso ocupou cargos governamentais por duas vezes. Em 1976 integrou o VI Governo Provisório como secretário de Estado da Saúde, e entre 1987 e 1991 fez parte do XI Governo Constitucional como secretário de Estado Adjunto da Saúde. Foi um ativista na causa da despenalização do aborto, e o primeiro vencedor do Prémio Nacional de Saúde, criado em 2006 pelo então Ministro da Saúde, Correia de Campos.

Defensor da dignidade e dos direitos da mulher, Albino Aroso foi um dos obreiros mais persistentes na luta contra a mortalidade infantil, contribuindo decididamente para colocar Portugal nos lugares cimeiros deste indicador da saúde, nomeadamente através do trabalho desenvolvido na Comissão de Saúde Materno-Infantil.

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