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TROPA FANDANGA, UMA REVISTA À PORTUGUESA DO TEATRO PRAGA I Não perca este espectáculo "pela sua saúde" (mental)!

(imagens ©Filipe Ferreira, para TNDM)

 

A Revista à Portuguesa volta a entrar na casa de Almeida Garrett e promete mostrar que, tal como tudo o que é português, tem alma e não morre. Bonita, alegre, estouvada, ela vem sacudir os espíritos mais calados e agitar o espectador com uma revisão que nos faz aplaudir a vida de pé. A sua estrutura cerrada e intocável é utilizada pelo Teatro Praga para comemorar duas efemérides coincidentes e separadas por várias décadas: os 40 anos do fim da Guerra Colonial e os 100 anos do início da Primeira Guerra Mundial. Em tempos de paz, o Teatro Praga faz-se à história para desenterrar memórias que não domina, num espetáculo de guerra, a preto e branco, que, sem ironia, procura o modo mais justo para tempos conturbados em que os passados e as geografias se misturam unidos por uma batalha com uma só bala presa por uma guita. Um espetáculo histórico, com história a pontapé, que passa a revista às tropas ao som de música para levantar o moral da pátria presa na mata e trincheiras. Um texto escrito a várias mãos, que nos faz desejar o impossível, que fala da História, do que está perto e do que está longe. O Rossio estende novamente a passadeira vermelha que nos leva ao Teatro. Por isso, agarrem-se às cadeiras. Esta é uma viagem onde tudo pode acontecer.

 

("má nada!)!!!!!!!!!!!!!!!!! Vocês são maravilhosos, Obrigada!

temos mais cronistas mas este bate todos no sprint

Eu sei que estou sempre a fazer contas, muitas, sempre, mas é bom fazer contas, não é? O papá estava a olhar para o calendário, estava. Gostamos de fevereiro mas detestamos março. Não é por nada, filho, é por causa dos três dias, todos os meses deviam ter 28 ou menos. Estar de olho nos cupões do Continente, 50% de desconto em todas as massas. Não perder, nunca, os dias em que o Pingo Doce faz enormes descontos no vitelão ou no frango. Não baixar a guarda, a vigília, que bom era ter vários pares de olhos, há uma promoção ali, bolas, o Intermarché fica tão longe. Nada, nada, não ligues, estava a pensar alto. Nada de notas de 5, que escorregam, sempre notas de 20. Uma nota de 20 que se "destroca" é uma dor no coração, sobretudo se desaparecer inteirinha. Fazer contas, orçamentar, prever, renda já está, água já está, luz já está, mas ainda falta, e o mês que nunca mais acaba. Essa mochila dá para mais um ano, está gasta? Pede à avó se lhe pode dar um jeitinho, amanhã a mãe vai ver se traz duas canetas do emprego. Verde? bolas, precisas mesmo de uma caneta verde? Almoça bem, filho, e se não comeres o pão, traz, que a senhora da cantina não se importa, pois não? o avô vai-te buscar, sim, e jantas lá, que bom, depois o papá apanha-te quando vier do trabalho. Vou ver se chego antes de adormeceres, faz os trabalhos de casa. Sim, a mana já perguntou por ti, que pena que ela já esteja a dormir quando chegares, estás um homem, no sábado podes contar-lhe como foi. Vamos ao parque, a mamã não, tem que trabalhar, mas fica convosco no domingo. Eu é que não posso. Depois vemos de que dia gostaram mais, está bem? Pois, quando a gente puder, compra. Por enquanto ainda não pode ser, talvez no verão, tu já compreendes, isto está mau, mas há-de melhorar. Sim, filho, a crise está a passar, o senhor do governo disse na televisão. Agora dorme que amanhã é dia de escola.

 

(dedicado ao Henrique Raposo e às suas magníficas crónicas)

limpidez laranja

Teresa Leal Coelho e Luís Montenegro discutiram. Aquela terá dito que "passou a imagem de que o PSD recorreu a expedientes dilatórios para travar um projecto de lei do PS sobre a co-adopção", ao que este terá defendido que, "se o PSD desistir do referendo, vai dar razão aos que acusam o partido de utilizar manobras dilatórias para travar o projecto de lei do PS". Portanto, tudo se resume a não dar razão ao PS. Logo, nem pensar em desistir do referendo. Presume-se que foi para isso que o partido elaborou uma proposta. Mas esta é inconstitucional. Faça-se outra? Reformular as tais perguntas? Isso poderia ser feito nos "próximos dias", "mas o Presidente da República deverá marcar eleições europeias «nas próximas duas ou três semanas»". Deixe-se portanto tudo como está. Ou seja, em sítio nenhum. Depois das europeias, não faltarão novos pretextos para adiar. Mas e se o PS avançar para a votação em plenário? Ah aí, Montenegro "espera que não seja essa a posição dos socialistas e recorre a uma declaração do líder da bancada quando disse, há uma semana, que o assunto «não era prioritário»". Estratégia? Garantir "a compatibilização entre a dificuldade legal e a não prioridade do assunto". É tudo muito claro. Podia ser "a incompatibilização entre a facilidade legal e a prioridade do assunto", mas assim fica melhor. E se não resultar? Bom, nesse caso, "«os deputados do PSD assumirão as suas responsabilidades e farão a votação»", e "será dada liberdade de voto". Espera aí, espera aí, mas quando a dita foi concedida, a coisa não correu mal? e não foi para garantir que iria, digamos, correr bem, que foi recusada, na memorável sessão da votação do referendo? Quando Teresa Leal Coelho se demitiu de vice-presidente da bancada? Na tal disciplina de voto que foi imposta mas que ninguém sabe quem a ordenou? Aguardam-se os próximos desenvolvimentos, interessantíssimos para a história parlamentar portuguesa, da novela. Quanto aos pais, às mães e às crianças afetadas por este bric-a-brac, que esperem, façam apostas, tenham paciência. Talvez se fartem, desistam, emigrem, desapareçam. Que se lixem.

o trator de 3 rodas

Quem conhece As Farpas de Eça/Ramalho sabe do que falo: no fascículo de junho/julho de 1872 fala-se do salva-vidas. Uma lancha voltara-se na foz do Douro e 14 homens haviam morrido. O salva-vidas estava lá, tinha uma comissão atribuída e um fiscal que recebia o seu salário, mas não tinha tripulação. O texto é de uma ironia profunda e cruel: o salva-vidas como metáfora de todo um país imobilizado e apodrecido, dotado de burocracia ineficaz e inútil e incapaz de cumprir a sua função básica e elementar.

Há dias, a propósito dos celebrados sorteios da "fatura da sorte", uma notícia apareceu nos jornais, mais ou menos discreta, que respondia a uma pergunta que terá passado pela cabeça de muita gente: irá o Estado sortear os automóveis penhorados pelo fisco? A pergunta não é de todo descabida, mas a resposta, infelizmente, é dececionante. Não, provavelmente não irá. E porquê? Porque não tem nada de jeito para sortear. Nada? nada. Mais precisamente, a viatura mais valiosa que possui, obtida em penhoras, é um trator... a que falta uma roda.

Li e ri. Ora pois, se o salva-vidas é uma metáfora do Portugal de 1872, o trator de 3 rodas pode bem ser a do de 2014. Da retoma, da recuperação, da saída da crise, do crescimento anunciado e apregoado da economia, do fim do ajustamento, do milagre económico de que falou o ministro da Economia há dias. Tem uma bela cor verde, está desejoso de voltar ao serviço, de ser produtivo, de contribuir para a saída do marasmo. Terra arável também não falta. É verdade que anda a gasóleo e não a energia solar, a cortiça ou a vinho do Porto mas, e ao contrário do salva-vidas, não será difícil arranjar tripulação. Aliás, é o que não deve faltar, pelas estatísticas de mão-de-obra qualificada e desempregada. E vale 25 mil euros, que não é coisa pouca. Não é muito, mas é qualquer coisinha. Digamos que é um valor dentro das nossas possibilidades. Tem é um problema irritante: falta-lhe uma roda. Dizem os arautos da desgraça - aqueles que se recusam a ver a retoma que aí vem e que se comprazem no bota abaixo - que, sem ela, nada feito. Ah. Não liguem. O trator de 3 rodas há-de andar, funcionar, lavrar orgulhosamente os campos e garantir a saída para a crise. Devagarinho, dentro das suas possibilidades, mas certamente que sim. Ainda que, bom, esteja penhorado, mas isso é um pormenor, tal como a falta da 4ª roda. Como é que estou seguro de tudo isto? Porque, tal como no ano passado, perante a seca, a ministra da agricultura dizia "ter fé" que iria chover, hoje o ministro de estado Paulo Portas também disse "acreditar" no aumento das exportações e, portanto, "achar" que 2014 vai ser um ano de crescimento. Uma crença irrevogável, decerto. Acreditem.

10 sugestões natalizantes

1. Fazer sorteios de carrinhos de bebé em vez de automóveis topo de gama. Sai sempre. Substituir por chuchas se a troika torcer o nariz.

2. Esgotar os stocks de pílulas contracetivas e, se possível, substituí-los por analgésicos para a dor de cabeça. Dupla estratégia infalível.

3. Distribuir às mulheres-alvo caramelos carregadinhos de químicos pró-fertilidade. Sai um par de gémeos, ganhos entre 100 a 300%, é só faturar.

4. Campanha "Também vc pode ter um Relvas fofinho", destinada a afastar os temores dos papás e mamãs: mesmo que (ou sobretudo se) o seu filho saia mongo e nhurro, ascenderá aos mais altos cargos da Nação.

5. Substituir o Galo de Barcelos pela Galinha do Coliseu; em simultâneo, criar o estatuto da Mulher-Poedeira, a recrutar entre as desempregadas em idade fértil. A crise ao serviço do fim da crise.

6. Deixar o controlo de qualidade do fabrico de preservativos ao clero católico. Garante-se ineficácia a 100%.

7. Promover a imagem do JOGAPA (Jovem Garanhão Patriota), eventualmente inspirado na figura física do primeiro-ministro (oculinhos quadrados, discurso com tiques de vigarista e penteadinho à mete-nojo). A conjugar, eventualmente, com o lema "Siga o Coelho, faça como os coelhos".

8. No Norte, idem, mas inspirado no Nuno Melo (menos óculos e penteado mas igual imbecilidade, que é o que conta). Sem lema, porque Melo não rima com nada de jeito (só com "caramelo", a evitar).

9. Meter o Relvas a cantar o Grândola em direto nos 4 canais, sábados à noite. TVs desligadas e hot nights garantidas.

10. Recuperar o antigo slogan do PPD "Hoje Somos Muitos, Amanhã Seremos Milhões". Não sei para que serve, mas imaginação disparatada é o que não tem faltado por ali.

Sobretudo, tenha filhos, ame-os, dê-lhes carinho e educação (se for superior, tanto melhor). O Brasil, a França, a Alemanha, e tantos outros, agradecem o seu esforço e prometem dar-lhes emprego decente e salário adequado.

Só uma pincelada porque o tempo é pouco

Estive a ler na diagonal a moção que António Pinheiro Torres apresentou ao Congresso do PSD. O senhor, e os congressitas que a votaram, têm todo o direito a opinar, não podem - ou não devem - aldrabar. Onde estão os 25% de abortos de repetição? E a morte de uma mulher por aborto em 2010? De acordo com dados da DGS houve, entre 2001 e 2007 - nos 6 anos anteriores ao Referendo, portanto - "12 mortes em 92 atribuíveis a aborto. Depois disso, houve o caso de  uma morte por aborto medicamentoso. E depois de 2009 nenhuma mulher morreu em Portugal por aborto.” , isto é, entre 2007 e 2013 - nos 6 anos posteriores ao Referendo, portanto - houve uma morte (e mais mortes por parto, já agora, e não é por isso que se deixa de prestar apoio médico à gravidez).

 

Adenda: acrescento uma informação que o próprio António Pinheiro Torres deixou na caixa de comentários mas que se esqueceu de referir na moção que apresentou aos congressitas, com sublinhados meus: "Em 2010, entre as 10 mortes maternas notificadas durante a gravidez e puerpério, ocorreu uma morte na sequência de um aborto medicamentoso, por choque tóxico com Clostridium sordellii

Trata-se de uma infecção muito rara – frequência descrita de 1:100,000. Existem casos descritos após aborto
medicamentoso, aborto espontâneo e pós-parto.


O caso foi comunicado imediatamente pela unidade hospital em causa à DGS. Foi realizada autópsia médico-legal que confirmou o diagnóstico clínico e laboratorial. As normas de conduta foram observadas e estiveram de acordo com o protocolo nacional.

- Em 2009 e 2010 não se registaram mortes associadas a interrupções de gravidez fora do quadro legal."

o homem da natalidade de passos e a sua teoria da 'guerra contra a família' (isto promete)

à escolha de passos para presidir à tal comissão da natalidade que em três meses vai apresentar propostas, joaquim azevedo, não se conhece qualquer trabalho na área em questão, na qual portugal tem especialistas de renome como maria joão valente rosa.

 

além de director do pólo do porto da universidade católica e especialista em educação, este ex secretário de estado do ensino básico de cavaco, mandatário da candidatura de luis filipe menezes à câmara do porto, nomeado já por este governo para representante na casa da música e para dirigir a reforma do ensino militar, é presidente da fundação manuel leão (da qual o irmão carlos azevedo, bispo da igreja católica, é vogal) e director do secretariado diocesano da pastoral da cultura.

 

joaquim azevedo é, pois, não só um homem há muito ligado ao psd como um homem da igreja católica.  

 

não sejamos, porém, preconceituosos. procuremos perceber o que pensa sobre a questão da natalidade, antes de tirarmos conclusões precipitadas. procuremos.

 

e depois de muito procurar, encontramos, num enorme texto intitulado 'um carro desgovernado', de outubro de 2012, esta afirmação: 'erguemos uma sociedade contra a família, como se ela fosse essa coisa antiquada e anquilosada a descartar e local de manipulação das vontades individuais e de perda da independência. A tradição tem um importante lugar na construção do presente e do futuro, mormente no que à família diz respeito.'  

 

e prossegue: 'As famílias transformaram-se muito, após 1974. Muitas dessas mudanças foram bastante positivas, por exemplo, na medida em que libertaram os membros das famílias de amarras insuportáveis e na medida em que foi concedido outro grau de autonomia aos filhos. Mas as famílias não foram nem muito provavelmente serão algum dia substituídas por qualquer outra instituição social, por mais que estejamos ou venhamos a estar em período “revolucionário”. Ela é o locus social privilegiado de construção da relação, da experimentação do amor humano e do desenvolvimento de laços humanos. Ela é a primeira escola de sociabilidade que nenhuma outra “escola” poderá substituir, pois nenhuma outra contém a textura relacional profunda e a marca de humanidade que a família contém.

 

Por outro lado, muitas crianças e jovens crescem agora em famílias monoparentais, cujo número não pára de crescer. Uma nova aprendizagem se foi impondo em torno do ser mãe, pai e filho(a), para lá do modelo tradicional. Os portugueses e as suas famílias, em boa parte fruto do individualismo dominante, foram deixando de ter filhos. Portugal ocupa os primeiros lugares do mundo na redução da mortalidade infantil e preenche o penúltimo lugar entre os países do mundo no índice sintético de fecundidade (1,3), estando há trinta anos seguidos abaixo dos 2,1 necessários para que haja renovação de gerações. Somos um dos campeões do mundo em envelhecimento da população. A pirâmide etária está a ficar invertida, mas olhámos
para isso como se tivesse de ser assim mesmo, como daí não viesse qualquer problema, como se fosse “natural” e inapelável. 

A base da pirâmide etária não pára de diminuir, ameaçando seriamente a sustentabilidade do país e dos seus sistemas sociais. Está a ser cada vez mais difícil nascer em Portugal e constituir família e o próprio futuro deste retângulo debruçado sobre o mar fica ameaçado. Somos uma cultura própria e autónoma, com um património vivo e valioso aos olhos de todo o mundo, um país mais do que improvável, ou como diz
o Bispo do Porto, Dom Manuel Clemente: “Portugal culturalmente é uma teima, como geograficamente é uma praia, feita cais de partir e chegar, chegar e partir.” Somos uma teima ameaçada, um cais a afundar-se.

 

Além disso, as famílias sentem-se crescentemente ameaçadas pela crise atual, pelo desemprego e pela pobreza, mormente os jovens casais, que começam a reagrupar-se em torno das famílias de origem, pais e avós, provocando um reagrupamento intergeracional e o regresso às famílias alargadas. Novas realidades sociais desabrocham e lançam novas perguntas e apelam a novas respostas. Este quadro social tem de ser revisto, de outro modo o individualismo e o egocentrismo tomarão ainda mais conta dos nossos dias. Como disse, são visíveis os sinais da violência crescente que a falta de lugares de encontro-ágoras nas cidades está a gerar entre os diferentes (grupos sociais, culturas, estatutos profissionais, etc), quando sabemos bem que só no encontro é possível a busca do reconhecimento e do enriquecimento mútuos e a ocorrência das óbvias complementaridades.


Como se pode incentivar a nascimento de novas famílias e o nascimento de mais filhos nas novas famílias? Que laços intergeracionais podem ser reforçados? Como é que as políticas públicas podem e devem encarar o apoio à natalidade?'

 

portanto, o presidente da comissão que vai propor medidas para aumentar a natalidade acha que estamos (em portugal? na europa? no mundo?) em guerra declarada 'contra a família'. não explica porquê, mas parece que tem a ver com o pós-25 de abril -- que será sucedeu no pós 25 de abril de especial na área familiar? hum, terá sido o facto de as mulheres passarem a ter os mesmos direitos que os homens? de ter passado a ser possível o divórcio nos casados pela igreja? de os anticoncepcionais terem passado a ser acessíveis a todos? joaquim azevedo não diz, mas a gente imagina que sim. porém, que terá isso a ver com a ideia de 'guerra à família'? que impedirá qualquer dessas coisas que a família, entendida na acepção de azevedo como meio em que se nasce, seja a 'primeira escola de sociabilidade'? que trapalhada (mas trapalhada nossa conhecida, não é?).

 

prossegue com a monoparentalidade. chama-lhe família, vá lá. e diz que 'não pára de crescer', para começar, gostava de saber onde vão as pessoas buscar as comparações para dizer que há hoje mais monoparentalidade que por exemplo no século xviii, mas pronto, deixem lá. o que é mesmo importante para o caso que aqui nos traz é esta frase: 'Os portugueses e as suas famílias, em boa parte fruto do individualismo dominante, foram deixando de ter filhos.' temos pois o culpado, indicado por joaquim azevedo, de toda esta desgraça: o 'individualismo reinante'. 

 

sempre gostava de saber que medidas vai a comissão presidida por este senhor apresentar para combater o individualismo, esse malandro, já que o outro problema causal que identifica para a dificuldade de produzir crianças, a pobreza, foi um objectivo confesso do governo que o nomeou. mas ver um governo que erigiu o 'empreendedorismo' como religião e tem a precarização como catecismo, que fez tudo para pôr jovens contra idosos e erodir o papel dos sindicatos, a combater o individualismo vai ser mesmo um prato. a não ser que em causa esteja só e apenas o 'individualismo' das mulheres e os pavores do feminismo e 'teoria de género', d'aprés a conferência episcopal. vale uma aposta?

 

 

 

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