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chronicas da Terra Sancta -3

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Saiba V. S. q estou ha duas semannas en esta terra de iudeos & infieis e q. nam me foy possiuel sayr e seguir en uisita a cidade sancta onde preguou e morreo N.S. porq. me foy dito q. nam he bõa occasiam nē momento pera laa yr aguora por seer tempo en q. os judeos estam en granndes festeios celebrãdo a sua tomada da terra ē q. a filharã aos mouros da terra e q. nom he tempo pacifiquo pera laa yr. E tambē q. la esta agora hũ poderozo Rey estrangeyro cõ q. tem grandes cuydados en seruiço de uigia e cautella e cerran tudo e nam sey se hē aquelle de q. todos fazen suas chacotas per conta de seus cabellos desuayrados ē cõor de laranjas e tonteryas q. diz q. parece bobo e nam sey se he esse ou nam mas nam m parece que tal couza possa seer. Deyxo aqui hũ debuxo pello natural do q. uy nũa parede nam sey o q. signifiqua porq. nam sey leer estas leetras mas pareceome pouco respeitozo e desaguisado poys assi uay o desuaryo do mundo e diguame V.S. se he ou nam he o q. signefiqua.

Não podēdo yr fuy entam uisitar esta cidade na parte mays antigua della q he muy fermosa o porto mays q. outras he este foy de turquos antes ser de christãos mormēte dos ingrezes hereges q. senhorearam tudo por aquy antes dos hebreos o fazeren. He estyue tambē no ceentro nũa praça cõ muyta horden e asseio como conuen e laa tem hũ logar õnde matarom hũ chefe destes iudeos ha huns uynte annos e tudo esta assinelado no chãao honde caiu elle he estauam seus guardas he o homē que ho matou cõ hũ tiro q. era judeo como elle porq. nam querya pazes nē treguas cõ os mouros da terra e chamauase Isac Rabino segũndo laa vy o chefe q. o outro nam sey.

Nesta terra ha grãnde myngua de agoa seguũdo me disseron mas tall nam parece poys a gastam ēn grande cantidade e desperdicyo tãto en iardins pera rega de reluados cõmo em repuxos nas praças q. nam entendo q. entēdimento de orden hee este. E tudo he caro como ja disse a V.S. e a unica couza q. comprey q. o nam foy he hum corta unhas q foy barato he nam entendo a rezom quiça (nom alcanço ouutro entendimēto q. sou homē pratico he nam letrado) que seia taluez que Deos N.S. faça crecer en esta jente endemoninhada grãdes unhacas en seos dedos e mui asinha em jeyto de garras cõmo os do mafarrico pera lembrallos de suas damnações q os aguardan e q assy elles ajam mister de cortalas amiude e per quall rezom sam estes estromētos comũns e baratos. De resto he gente como nos e andam em as ruas como os de Portuguall tanto moços e moças e os de prouecta ydade sēmpre cõ suas uentas e narizes preguados no chão e os olhos ora mirando os piquenos aparelhos ora fallando cõ elles sē olharē pessõa algũa na cara. E os q. guiam as carroagēns grandes en q andey san barbaros como os de Portugal creo q he syna ou malldiçam ou pragua cõ q. naceram aquy como laa e os q. guiam bicicretas tambē o sam igualmēnte andam sem cuydado nē ciuilydade he os outros apitam muyto na rua e quasi ha toda hora posto que nam tamto como na Yndia.

Loguo darey mais noticias a V.S quãndo puder he tyuer inspiraçam posto q. nam me enfado por ēnquãnto irey en breue a terra dos Cruzados S. Joam de Acre que foy a deradeyra q teuerom os Christãaos he q se perdeo en o anno de 1291 pera os Mamelucos.

Desta cydade de Thelauiv, 23 de mayo anno dezessete,

de seu fyel seruidor,

PP

Mau serviço. É grave.

"Tenho aprendido com os meus pacientes que a depressão é sempre uma depressão infantil, na medida em que radica numa dinâmica relacional primária sentida como desvalorizante do próprio na infância.". Começa assim um texto ontem publicado no jornal Público, assinado pela psicóloga e, pelos vistos, psicoterapeuta Catarina Rodrigues.

 
A isto chama-se desinformação e psicologia - e psicoterapia - de cordel. É grave, muito grave, equivale à banha da cobra vendida como "cura para o cancro".
 
A depressão é uma doença. É uma doença polimorfa, isto é, que se apresenta de diferentes maneiras do ponto de vista clínico, e a sua etiologia é multifatorial. E não, a depressão NÃO é "sempre uma depressão infantil".
 
Mais, a depressão não tem masculino nem feminino. A cereja em cima do bolo deste naco de pseudo-ciencía são os exemplos sexistas e primários escolhidos para dar corpo à depressão numa mulher e num homem  Que patetice é esta de exemplificar o adoecer depressivo de uma mulher dizendo que os pais a viam "como uma menina (não como um projecto de mulher)" e que a desvalorização ia de "coisas tão pequenas como a culinária... a coisas tão grandes como o nunca dizerem que eu era bonita.” por oposição ao adoecer depressivo num homem, onde é escrito “os meus pais não apostam muito em mim como futuro homem. Não acham que eu perceba de política, não me vêm como capaz de ganhar a vida por mim mesmo, sem a ajuda deles.”?
 
Repito, a depressão é uma doença: tem um curso, um tratamento - biológico e psicoterapeutico - e um prognóstico. É multideterminada, com contributos biológicos, psicológicos e sociais. Pode surgir em qualquer etapa do ciclo da vida. Tem uma enorme prevalência e incidência. Pode ser grave. Pode matar.
 
A responsabilidade dos técnicos de saúde mental no diagnóstico e tratamento da depressão é enorme. A contribuição que estes técnicos, em particular os médicos e os psicólogos clínicos, têm obrigação de dar para o aumento da literacia em saúde - uma das principais medidas para o diagnóstico precoce da depressão e para o seu correto e eficaz tratamento - não se compadece com falsa e incorreta informação passada através de meios de comunicação social importantes.
 
Nós, os senhores doutores psis, nunca podemos esquecer que não matamos mas deixamos morrer e, por isso, temos de ser responsabilizados pelos erros que cometemos. A desinformação é um desses erros e é um grave exemplo de má práxis.
 
PS: Um pedido aos órgãos de comunicação social: ajudem a informar, não se prestem a este tipo de espatáculo. Hoje lá aconteceu outra vez na RTP. Sobre este outro caso cito o David Marçal "Um trabalho lamentável da RTP, que procurou fazer uma apologia acrítica da agricultura biológica, aparentemente com base em apenas um estudo (estudos há muitos, ó palerma) e que nem sequer é identificado (é mesmo um estudo sério? que métodos foram usados, onde foi publicado?). O convidado para o comentar é Pedro Lobo do Vale, um dos sócios do Celeiro Dieta. Não podia ser apresentado simplesmente como médico, pois é muito relevante conhecer a sua actividade empresarial para enquadrar a sua opinião (imagine-se que na quadratura do círculo não se sabia que Jorge Coelho era do PS). De resto o conteúdo é tão deprimente e absurdo ("alimentos biológicos podem funcionar como vacinas", dichote que aparece sorrateiramente em rodapé sem mais discussão) que me escuso aqui a comentar.". 

amnésia colonial

Há anos, existia um blogue cujo lema era "aqui não se diz mal de Portugal". A recente discussão pública sobre a abolição do tráfico de escravos, desencadeada pelas declarações do Presidente da República no Senegal, corre o risco de resvalar para a tentação de reduzir tudo ao dizer bem ou dizer mal de Portugal, mais especificamente, do passado ultramarino português. É um risco. Mas é importante que se faça, ainda assim, porque a nossa memória coletiva dos contactos com o mundo extraeuropeu permanece um terreno de silêncios, omissões e amnésias, minado por conotações ideológicas e perceções enviesadas das realidades históricas.

Disse "ultramarino"? Bum! Já pisei a primeira mina. As próprias palavras, termos e conceitos utilizados para definir e caracterizar a nossa história colonial queimam dedos e escaldam neurónios. Escrevi "colonial"? Bum! Lá foi outra. As fogueiras em que ardem são de teor diverso, acopladas geralmente - e de forma grosseira - à "direita" ou à "esquerda" e que têm em comum a projeção das preocupações e tensões do presente no passado do império português. Disse "império"? Ai!

O debate sobre o tráfico de escravos e, de um modo geral, sobre a história da expansão portuguesa já foi feito e continua a fazer-se, mas limitado aos círculos estreitos e pouco porosos da academia. Não é esse que é urgente; é outro, o que envolve a opinião pública. E porque é que é importante? Porque nunca foi feito. A principal razão decorre da ausência de uma tradição de divulgação histórica entre nós, com origem no divórcio entre o mundo académico e o público leigo. Isto tem permitido a proliferação de informação deficiente, parcial e simplista, quando não simplesmente errada, que se traduz em evocações mais ou menos confortáveis e comodistas de figuras ou eventos, um disfarce para uma relação traumática, difícil e amnésica com o passado.

As palavras de Marcelo não contêm apenas erros, não são apenas declarações desajeitadas e diplomaticamente inconvenientes. Já seriam razoavelmente graves se proferidas por cá; ditas ali, aproximam-se perigosamente do insulto, quando o tema do tráfico de escravos permanece uma ferida mal sarada no quadro identitário dos povos africanos e um foco de desconforto no relacionamento com os ex-colonizadores. Ninguém esperava - nem tal parece sensato - lamentos ou pedidos de desculpa. Mas um mínimo de respeito obrigava ao reconhecimento de um passado lesivo e doloroso, em vez de um discurso apologético sobre alegados méritos próprios. As suas palavras, curiosamente, são a expressão e a confluência da amnésia nacional sobre o passado além-fronteiras, que oculta os odores desagradáveis dos seus esconsos com um humanismo precoce e uma suavidade cosmopolita típicos da especificidade portuguesa. Espera-se que o debate que desencadeou seja extenso, aberto e frutífero. Sobre a escravatura, sim, mas não só, porque esta não é mais do que a ponta de um enorme icebergue da memória coletiva sobre o nosso passado colonial.

Historiador

(publicado no DN de anteontem)

chronicas da Terra Sancta -2

Perdoeme V.S. por perturbar as oraçõoes em que q. esta absorto por estar oje o Sancto Padre em nossa terra rezaaando muyto per a salvaçam de nossas almas portuguezas ē Fatima cõ ayuda destes nouos mininos Sanctos bucollicos q. estãdo em seu pastoreo de cabras uiram N. Sra. Mãi de Jesu pousada ē ũa azinheyra que he decerto millagroza Graça e proua que tem Deos Portugal en especiall consideraçam e agrado como sempre teue. Bem q. por aquy precisaua de hum pouco dessa Fee grandioza q. aquy nom ha q. som todos hebreos e algũs mouros cõmo escreui ha dias se a V.S. aprouue leer e diguo q. os padres do Sancto Offiçyo teriã aquy infindos seruiços a fazeer e nom teriam mãos a medir. Ainda mays q. hoje he sabado e sendo terra de iudeos he dia sancto pera elles e ho guardam e tudo estaa cerrado e nã se ue jente mays que ũa pouca en as ruas. E ysto nã sey se he por deuoçam religioza e se estam todos en seus templlos rezando - pois la non entrey - ou se he dessimulaçam e fingen que uan mas pollo contrayro toman estes dias pera folgar como fazen muitos maos christãaos en Portuguall. Ontem descobry ũa tauerna onde me disserã q. estaa aberta hoje e irey laa daquy a poucoo e pensei loguo que taluez fosse de christãaos mas achey milhor nam preguntar.

Algũus doctos dizē q. ha primeyra impressam de hũa terra he a mays valerosa por seer empreuista e nom acordada mas he mester dizer q. por uezes assi nom he como aguora digo q. as jentes nom sam tam sezudas como fuy leuado a creer ab initio pois algũas o sam en contrayro. Ha dyas hũas señoras iudias portuguesas de provecta edade q. me estauã ouuyndo me desseram q. eu parecya hebreo como ellas e q. quasy era assi sē deferença algũa e creiame V.S. q. fiquey temendo per minha sorte quãdo regressar ha conta do Sancto Officio posto que creo foy cortezia e deseio de agrado somēte e nada mays Deos queyra.

He esta terraa mui suspeitosa de guerra e temerosa dos imiguos tudo he vysto assim bagages e alforges quãdo se entra ē todo lado casas e lojas igualmēte e nos preguntã quē somos e querē ueer papeys as uezes posto q. outras nom. Quãdo cheguey estauua tudo cheo de ũas bandeirynhas aluas cõ a estrella de Davi no meo azul q sam as armas desta naçam e me disserom que era por seer dia de celebraçam e hiam as carruagēs todas cõ ellas ao uento. A primeyra impressam q. tiue foy q. esta jente he mui uaidosa e soberba e pouco humilde pois tudo na uniuersidade tē nome de gente casas e partes dellas e jardins - todos mui cuydados e cheos de melros e fllores - posto q. me disserom q. he pera ficarē grauadas suas bēfectoryas q. fizerã e nam se perder seu nome e memoria q. cõcedo he cousa louuavel e pena q. nom se faça en Portugal e os nossos Portuguezes nom liguarē nē prezarē as cousas da Historia e memoria como estes fazen. Gatos ha muytos e por todo llado mas nom sey porque.

A uida aquy he cara como nũca uy e tudo custa os olhos da cãra nam sey se he per a naturall enclinaçam usuraria desta jente se he por outra rezom, quiçã pelas despezas que custã tantos soldados nam sey e nam conseguy aueriguar. E as fructas sam bõas posto que os figos da Índia sam entreuados e as alfaces mui rijas - rijaas como os cornuos das mãais delles, como diria a minha auoo q. Deos tem - e comidas pellas lagartas. E o pam he bom e ũa comida chamada humus mui bõa tambē, posto q. da uolta as tripas as uezes e ha hum sitio que ha seruen bē e nã cara e ha dias nam percebi ho q. me disserã en acabãdo e estando cheo disse q. sim e me trouxerã mays e me uoltaran a encher o prato per cortezia e fiquey de papo pleno quasy em rebētando como hũ nababo.

Não incomodo mays V.S. en V. oraçoēs em comungãdo cõ o Sancto Padre q. he ocasiam propicia he muyto neçessarya per os gramdes desvaryos deste Mundo e nossos pecados q. aquy mais perto da Terra Santa tambem ficarey segũdo minhas pobres abilidades e condiçam. E peçouos apenas q. me ynformeis segũdo V. conueniencya e ē tēpo q. uos aprouuer notiçias dos folguedos q. sey se esperam en breue em Portugal en rezon do Bēfica e de D. Xpo. Sobrãll.

Desta cydade de Thelauiv, 13 de mayo anno dezessete,

de seu fyel seruidor,

PP

chronicas da Terra Sancta -1

Saiba V. S. que cheguey a esta terra Sancta ha tres dyas comforme esperado e q ja me encontro cõ trabalho en pleno, aynda q cõ peq.nos desaguizados como he mester. Esta he terra chea de judeos muytos he quase todos, mouros algũs poucos q uisse e christãos nenhũs nē gentios q nam ui nenhum. He esta jente da naçam hebrea mui atarefada he sezuda, nam primam pela sympatia como nos en Portuguall q sempre estamos prestes en ajudar os q. sam de foora y nam entendē nossa lengua, sam brutos posto que despois ora dam un sorriso; e nysto mays os pretos q a gemte branca como nos. Nam sey se he de sangue se de feytio se do estado de guerra cõ q. uivē cõ os mouros vezinhos se de estarē todos damnados por nam reconheceren nossa verdadeyra Fe quiça por anteceparem as pennas do Inferno mas sobre ysto nam escreverey por ser homē pratico e nam ser theologo. Nam falam nē entendem portuguez nē lyngua de jente christãa, posto que ingrez entemden algũs aynda q. nam muyto, antes fallam ũa algarviada e espreuem en rabiscos sem entendimēto algum de rezão.

Sam mui superstiçyosos en suas cremças, tem todolos quartos en suas portas hũas pequenas caixas de lado enclinadas sem saber pera q. seruem perguntey e me disserã q. he cousa de fee (delles) q daa boa sorte por estar en algũ liuro do Antiguo Testam.to - elles chamã de outraa sorte - e q he bõo e nam se atreuēn a tocar nellas nē aq.lles que fee nom tem. E os homees sam de indumentaria como a nossa e as molheres tambē sem ser as daa fee de Mafoma q. andam de guisa deferemte; he os nouos e os velhos como nos posto que algũs quasi rapados em pello mui curto he outros barbados. Mays nam sey q. nam tiue  tempo, Portugal he aqui terra ignota mas creya V.S. q. muyta satisfaçam tiue en fallar de Portugall e dos portugueses e dos feytos delles en desvayradas partes do Orbe e q. estas gentes de naçam folgaran ouuir e muy interessados e atentos e graças a N.S. nenhũ me fallou de Christiano Ronaldo o que tomey por sinnal do Ceo e de bõ auspicio.

Nam sey mays q. desserã me q. esta he a parte noua e iguall a nossa terra sem deferenças e q. noutras partes sam mays arabicos e ha moda de mouros e podendo irey veer e darey deuida conta a V. S. E tamb.ē yr a Jherusalem logo que puossa dizen que mudou muyto desde os tempos do rey Balduino. 

Desta cydade de Thelauiv, 10 de mayo anno dezessete,

de seu fyel seruidor,

PP

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