Quinta-feira, 29 de Julho de 2010

Eu gostava muito de poder explicar aos senhores Procuradores do Ministério Público que fazem "declarações à imprensa", muito queixosas, que ficou mais uma vez demonstrado, e, desta vez, com a sua especialíssima ajuda, que o Ministério Público tem-nos saído muito caro, mas muito, muito caro, coisa importante de ser dita em qualquer momento e não apenas em época de crise. Impressiona-me que venha da boca de Procuradores do MP, assim, claro, clarinho como água, que por eles este processo continuaria a arrastar-se numa clara perseguição política, com material, que adiantam, que seria chocolate puro, lentamente derretido, claro, para mais e mais páginas inúteis de imprensa especulativa.

Já não têm sequer a decência de esconder, não só da comunidade jurídica, mas de qualquer pessoa com dois dedos de testa, aquela listinha de perguntas absurda? Bravo. É Freeport, é Face Oculta, é casos reabertos com equipas de investigação que dão em nada. E, no final, ninguém, mas ninguém é responsabilizado. Ai, se em matéria de revisão constitucional se falasse de justiça à séria..

Importam-se de trabalhar? O desperdício já vai alto.  

 

Adenda: o comunicado do PGR desmentindo os senhores jornalistas Procuradores

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27 comentários:
De Maria a 29 de Julho de 2010 às 18:24
Na "mouche"! Tudo o que escreve está certinho, direitinho e na hora.
É tempo de essa gente começar a trabalhar a sério, porque o sol vai alto e esquenta demasiado nas nossas bolsas.
Dá vontade de mandar aquela que alguém que trabalhava inventou : "VÃO TRABALHAR MALANDROS ". 


De Pedro Almeida a 29 de Julho de 2010 às 18:27
Deixem o Sócrates em paz!
O Sócrates é nosso amigo, ele só faz bem a Portugal.
Os procuradores são mauzões.
Os jornalista são mauzões.
Sócrates amigo, tens aqui a tua gente!
Olé! Olé! E quem não salta não é cá da malta!


De f. a 29 de Julho de 2010 às 19:09
pedro almeida, já experimentou ir bardamerda? acho que devia, é o lugar q mais se lhe adequa.


De Pedro Almeida a 29 de Julho de 2010 às 19:13
Ó amiga, quem não quer ser lobo que não lhe tivesse vestido a pele.


De f. a 30 de Julho de 2010 às 12:40
ainda por cima deve fazer-lhe cá um calor. dispa isso, homem. e amiga, bom, já sabe: a tia.


De Pedro Almeida a 30 de Julho de 2010 às 12:52
Ó Fernanda, nem nos conhecemos e já me manda despir.
Olhe que eu sou um bocado conservador nesses aspectos, bem sei que a Fernanda é toda feminista e tal, mas...

Olhe se me permite a ousadia deixo-lhe uma sugestão de banda sonora para este Verão, acho que é bem apropriada:
It's a complot - Nel Assassin
http://www.youtube.com/watch?v=s13GI9WQnGY (http://www.youtube.com/watch?v=s13GI9WQnGY)

Procuradores, juízes de Aveiro, jornalistas, tios e primos....it's a very big complot!


De Pedro Almeida a 29 de Julho de 2010 às 18:30
Se a Isabel diz que o Sócrates é inocente, é inocente, ponto final.
É como o Carlos Queiróz, se ele diz que um jogador não está em condições de jogar é porque não está, ponto final.
E os procuradores que vão procurar para o ventre da mãe deles, mai'nada.


De f. a 29 de Julho de 2010 às 19:10
ver meu comentário supra.


De Pedro Almeida a 29 de Julho de 2010 às 19:15
já vi.


De Céu a 29 de Julho de 2010 às 21:02

É confrangedora a sua ignorância, Pedro Almeida.
Por outro lado, a sua existência, assim revelada à saciedade, é a prova provada da razão pela qual o País não anda para a frente.


De nuvens de fumo a 30 de Julho de 2010 às 12:54
Outro zombie ... brain dead


De j a 29 de Julho de 2010 às 18:51
o que eu acho é que se fosse você ou eu algumas das pessoas faladas em 'certos' processos, e não me refiro a ninguém em concreto, seríamos ouvidos na qualidade de testemunhas, garantidamente...!
por bem menos já fui arguido e andei 4 anos pendurado para ser absolvido, e ficou-me bem cara a 'brincadeira', e, nem por isso, censuro os magistrados, porque estes trabalham com as leis que têm.

o resto da sua 'conversa' é mera retórica de blá blá (sem ofensa...).

e para 'trabalhar' é preciso que (nos...) deixem, em certas circunstâncias e sem falar no caso concreto, como, eufemisticamente, alguns dizem para falar de casos... concretos.

às vezes, não percebo se anda por aqui ingenuidade a mais ou ingenu-'idade' a menos...!
embora deixe bem claro que a presunção de inocência é (quase) sagrada.
mas, como diz lá o Daniel, o que me interessa é o contexto político. mas isso parece que por aqui não querem entender.


De nuvens de fumo a 29 de Julho de 2010 às 19:30
Não tiveram tempo ? Não percebi, esta gente em 6 anos de investigação não teve tempo de fazer exactamente o que ? a teoria 
O MP e as pessoas que lá trabalham podem dizer que não tiveram tempo e não serem despromovidas de imediato ?
Estamos com estes padrões de qualidade no trabalho que por ali se anda a fazer ?


É de meter medo , é tipo a noite dos mortos vivos mas com procuradores zombies,  .


De Anatácio a 29 de Julho de 2010 às 22:04
Pelo que vejo tem gente que escreve crónicas como esta e que deve gostar de usar palas. Eu pelo menos interessa-me saber a verdade pura e simples. Se o PM deste país se encontra envolvido eu certamente que quero saber. A desvalorização intelectual de quem pretende desviar atenções é simplesmente desonesta, e não vejo que um blogue destes tenha alguma utilidade a não ser partidária.


De Isabel Moreira a 30 de Julho de 2010 às 10:11
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se um dia andar arrastado nos jornais 6 anos, acusado de nada, suspeito de coisa nenhuma, com o nome na lama, e, no final, confirmar-se isso mesmo, que nunca foi nada em processo algum, que não é acusado e, mesmo assim, depois disso, 2 procuradores violarem a sua deontologia e tentarem defraudar o estado de direito para o seu nome continuar na lama a conta gotas, conte comigo. é-me indiferente se é sócrates , ferreira leite, paulo portas, louçã, jerónimo de sousa ou o anatácio , está a ver a coisa?


De Céu a 29 de Julho de 2010 às 23:32
"Nem a Senhora Directora do DCIAP, nem os magistrados titulares do processo requereram qualquer prorrogação de prazo ou invocaram a necessidade da realização de qualquer diligência", revela Pinto Monteiro. (http://sic.sapo.pt/online/noticias/pais/PGR+ve+com+surpresa+necessidade+de+mais+inquiricoes+no+caso+Freeport.htm)


ahahahah

Quanto à competência do MP, estamos conversados.


De Ricardo a 30 de Julho de 2010 às 10:15

Isabel,

Eu não consigo deixar de registar que a Isabel ontem se insurgiu contra o Daniel de Oliveira por este colocar a hipótese de o Ministério Público ser incompetente (lá se vai o Estado de Direito!) e hoje a mesma Isabel se insurge com a incompetência do Ministério Público.

Acho que toda a gente tem o direito de mudar de opinião, mas custa-me ver este nível de volatilidade.


De Isabel Moreira a 30 de Julho de 2010 às 10:54
ricardo,
releia o que escrevi ontem, sim? insurgi-me contra continuar-se a colocar a hipótese de culpa do PM, ok?


De Pedro a 30 de Julho de 2010 às 11:18

Isabel Moreira, é tão legítimo defendermos a inocência de alguém incriminado, como a culpa de alguém ilibado. É uma questão de convicção pessoal, insidicável, como, acima de tudo, de liberdade.  Como tal, tem também um custo. Se o visado se sentir atingido, pode reagir na justiça, assim como podem reagir na justiça, os funcionários e magistrados acusados de negligência na investigação, como faz a Isabvel Moreira. Ontem, despachou sumariamente a questão da culpa e inocência do Sócrates com o Estado de Direito. Ora, se o Estado de Direito serve para uma coisa, também serve para outra. Não deveria o Estado de Direito também servir para encerrar de vez a questão da actuação dos procuradores?



De Isabel Moreira a 30 de Julho de 2010 às 11:41
pedro, sócrates foi ilibado? de quê se não era acusado de nada?


De Pedro a 30 de Julho de 2010 às 12:00

Ok, Isabel, substitua então  “a culpa de alguém ilibado”, por a “a culpa de alguém que não foi acusado de nada”. Não muda em nada o sentido do meu comentário.


 


Desculpe se isto sair outra vez em bold.



De rui david a 30 de Julho de 2010 às 12:23
"em toda a liberdade" consegues reduzir a discussão sobre o tema a pura conversa de futebol.
"eu posso acreditar isto", "eu posso acreditar naquilo", ... isto não é de "acreditar", pá, acreditar tu acreditas que as galinhas têm dentes, que a terra é plana ou que as avestruzes têm conta quilómetros e jantes de titânio. Acreditas em Deus.
Aqui não há já "crenças".
Há um facto.
Aquilo de que se trata aqui é que o processo judicial que alimentou uma série de patranhas sobre um sujeito em que tu e outros acreditam porque sim, e em que querem acreditar porque "são livres e tal", não concluiu nada sobre o tal sujeito. Népia. Isso é que interessa.
Tu e restante manada  podem ficar agora a meditar, a "acreditar", a resmonear pelos cantos, a tentar dar vida ao morto, etc., mas já é história, capisce? Já não interessa ao Pai Natal e já não há uma ponta de legitimidade ("está na justiça" e etc...) para alimentar a conversa.
Partam para outra. Não se vitimizem. Tratem dos "graves problemas do País"...


De Ricardo a 30 de Julho de 2010 às 11:32
Isabel,

A Isabel insurgiu-se contra o que o Daniel Oliveira escreveu.  E o que ele escreveu é que é uma possibilidade que o Ministério Público seja incompetente e que portanto o PM seja culpado apesar deste não ter sido produzido prova da sua culpabilidade (por culpa da incompetência do Ministério Público).

Parece que a Isabel concorda com esta hipótese no que diz respeito à incompetência do Ministério Público.

A hipótese com a qual discorda (possibilidade de culpa do PM) é uma consequência que decorre da hipótese com a qual concorda (incompetência do Ministério Público).

Se não existe volatilidade de opinião, então existe incoerência.


De Isabel Moreira a 30 de Julho de 2010 às 11:46
a sua tentativa de lógica formal não colhe. o que critico é que quando um assunto é encerrado na justiça, no caso, alguém que nunca teve papel algum no processo, nunca foi suspeito , arguido, nada, não foi acusado, zero, nada de nada, não se deve continuar a colocar a hipótese dessa pessoa ser culpada. é isso. aquilo de que acuso o MP é claro. o que os 2 procuradores fizeram é inadmissível. já expliquei as razões. e o MP já provou de mais que faz o que não pode fazer. permite a perseguição política e dá disso notícia. e, sim, é incompetente. meios e meios postos ao serviço anos a fio de nada, de coisa nenhuma . sai caro. é uma conclusão.


De rui david a 30 de Julho de 2010 às 12:13
ricardo podes pensar o que quiseres sobre o assunto e em "toda a liberdade".
O que é pueril é não perceberes que só podes encontrar essas "contradições" que apontas ao texto e à posição da Isabel em relação ao post do Daniel se tiveres um problema sério de iliteracia.
A Isabel escreveu sobre um determinado assunto, exprimindo um ponto de vista, contestável, certamente, mas tu divagas sobre outro.


De A. Monteiro Nunes a 30 de Julho de 2010 às 11:41
Porquê? Por ser o PM , está arredada qualquer hipótese de culpa, ou seja, nem hipoteticamente devia ter sido investigado? Está portanto este PM acima de qualquer suspeita, sendo suspeito que se suspeite dele? E, obviamente, está acima da lei, não?. Falta saber se é por ser o Pm, se é por ser este PM . Parece-me mais ser a última. Às vezes as verdades saem sem querer...


De Marcelo do Souto Alves a 30 de Julho de 2010 às 12:49

TRÁGICO, sim! Concordo inteiramente consigo, da primeira à última sílaba! E sinto-me, mais do que indignado, enfurecido e horrorizado com a manifesta e insuportável impunidade desses patifes que abundam no sistema judicial português. Esta cólera, que não é só minha, está a ensopar o tecido social do País e, um dia, a correspondente sede de Justiça terá de ser saciada. Que o seja quanto antes e por linhas Direitas, é o meu único desejo.


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