Sexta-feira, 6 de Agosto de 2010

Depois do despacho que ficará para a história como "o das 27 perguntas", o caso Freeport brindou-nos com mais uma estreia mundial: um jornalista que é assistente de processo para escrever sobre o mesmo. E que depois de escrever sobre o mesmo sem em parte alguma ele ou o jornal assinalarem o seu/deles estatuto no processo, se vem explicar - após ter sido denunciado pela advogada dos dois arguidos -: que não se fez assistente para se "tornar parte interessada na investigação, para contribuir com informações, requerimentos de diligências ou com uma acusação particular" (ou seja, aquilo que a lei diz, nos artigos 68.º a 70.º do Código de Processo Penal, serem as competências dos assistentes, cuja definição é a de "colaboradores do Ministério Público") mas para "informar prontamente os leitores do Público". Ou seja: o jornal e o jornalista contrataram advogado (obrigatório) e constituíram-se parte num processo para o noticiarem em primeira mão, obtendo assim vantagem informativa e comercial em relação à concorrência.

 

É certo que a lei diz que em certo tipo de processos qualquer pessoa pode ser assistente, mas talvez seja inconcebível que depois de um assistente denunciar assim a perversão que está a fazer do seu estatuto - e portanto da justiça - não suceda nada. Como será pelo menos igualmente estranho que nem o jornalista nem o jornal nem as instâncias fiscalizadoras da deontologia se tenham recordado de outra lei, a do Estatuto de Jornalista, que, precisamente, estatui que um jornalista não pode noticiar assuntos em que tenha interesses. Há, já houve ocasião de constatar, quem tenha dificuldade de compreender o que poderão ser estes "interesses" e o que, igualmente importante, não poderão ser. Mas, por definição, o estatuto de um assistente de um processo - que pode até requerer indemnização - é o de parte interessada, quer o jornalista o admita ou não, e quer se veja ou não como tal. E um assistente que noticie o processo só pode ser visto como uma espécie de agente duplo, uma perversão do sistema judicial e do jornalismo e um símbolo da promiscuidade entre um e outro, por mais que os seus objectivos sejam, como afirma serem, os de obviar àquilo que caracteriza como "esquemas promíscuos" - e até por isso.

 

Quando se chega a este ponto é preciso perceber que temos de pensar tudo outra vez - ou melhor, pensar tudo do princípio. A não ser que nos habituemos, como jornalistas e cidadãos, à ideia de que vale tudo. Mesmo tudo.

 

(publicado hoje no dn)


73 comentários:
De Nuno Palha a 6 de Agosto de 2010 às 12:59
Não quero acreditar que o que escreveu é verdade! Mas será que ninguém vê que isso é muito grave? Não há consequências? Não há um pedido de desculpas pela falta de ética do Público e do seu jornalista?


De f. a 6 de Agosto de 2010 às 15:24
se calhar tem de perguntar isso ao provedor do público: http://provedordoleitor10.blogspot.com/


De Pedro Almeida a 6 de Agosto de 2010 às 13:44
Mas esse jornalista que é assistente do processo está a publicar notícias falsas sobre o que está no processo ou está a publicar exactamente aquilo que efectivamente está no processo?
Convinha fazer essa destrinça.


De f. a 6 de Agosto de 2010 às 14:08
extraordinária destrinça essa. portanto se um dos arguidos fosse jornalista e escrevesse notícias sobre o processo o importante era saber s o q vinha nas notícias correspondia ao processo; se como arguido podia escrever notícias sobre o processo em q era arguido é q não interessa nada. muito bem.


De maiquelnaite a 6 de Agosto de 2010 às 17:02
f, nesta sua afirmação vê-se cristalinamente a licenciatura google: você fala como se o assistente fosse a contraparte do arguido. Não é. É (entre outras coisas) um fiscal do processo, uma pessoa que pode sindicar os actos, principalmente nos crimes públicos e mais principalmente ainda nos crimes públicos que admitem a constituição como assistente por parte de qualquer pessoa.


De f. a 6 de Agosto de 2010 às 17:06
o q s vê cristalinamente na minha afirmação é q o assistente é parte no processo. pelos vistos vc, q deve ter cinco licenciatura cinco aí debaixo do braço, acha q s limita a assistir. é giro.


De maiquelnaite a 6 de Agosto de 2010 às 17:27
f, o assistente, por definição, não é parte no processo. O processo penal, por definição, não é um processo de partes. Mas pode haver partes em processo penal? Sim, chamam-se "partes civis". O assistente é um sujeito processual, tal como o são o  o MP, o arguido e até o juiz e o tribunal. O assistente pode efectivamente ter um interesse pecuniário na condenação do arguido, se tiver pedido indemnização (o que obviamente não é o caso). O assistente pode ter um interesse pessoal -justificado ou mesquinho- na condenação do arguido? Pode mas isso é irrelevante para a sua posição processual, a lei é indiferente a tal interesse e não lhe dá um miligrama a mais de poderes processuais por isso. Será este o caso do jornalista-assistente? Desconheço, mas não vejo ninguém a apontar-lhe uma falha de rigor nas noticias que deu.




Há uma posição (muito minoritária em face do modelo processual que temos, só tenho ideia de Pires de Lima ex bastonário da OA a defender, mas pode haver mais alguem) que afirma que o processo penal é efectivamente um processo de partes. Mas mesmo neste entendimento minoritarissimo só serão partes o arguido, o MP e o assistente-que-peça-indemnização.


A sério f, se não acredita em mim peça à Isabel que lhe diga. Tem todo o direito a escrever sobre o que não domina ou domina pouco. Mas se o fizer, parece-me que deve aceitar que lhe corrijam as faltas de rigor.


De f. a 6 de Agosto de 2010 às 17:38
certo, é indiferente, ser assistente ou naõ ser. é tudo igual. e aliás é mm por isso q o próprio cerejo assume q s fez assistente não para fazer o q fazem os assistentes, -- e é, imagine-se, ele q diz e defime o q é ser assistente, ao dizer q não o vai fazer : 'não para me tornar parte interessada na investigação, para contribuir com informações, requerimentos de diligências ou com uma acusação particular', mas, precisamente, para assistir. para tomar notas. para servir de microfone. assim tipo homem transparente.


De Anónimo a 6 de Agosto de 2010 às 18:03
Não sei se é o homem transparente ou não, mostre-me que não é. A sério, mostre-me o que ele fez que indicie que não é. Não mostra pois não? Precisamente como nunca niguém mostrou que vocâ não fosse rigorosa quando escrevia sobre you know what e só se debruçavam sobre a sua "posição processual"...


De f. a 6 de Agosto de 2010 às 20:00
esqueceu-s do seu 'nome', desta vez. e como o seu nick, o seu u know what é mm só seu. está a falar d quê? e s não quer falar porq fala? e s quando fala pede desculpa por falar e diz -- vide exemplos abaixo -- q não é isso q quer dizer, quer dizer o quê? acho q anda um bocadinho confuso. mas tem desculpa -- afinal, o q há mais é confusões, e gente q s aproveita delas p dizer 'ah, a confusão é tanta q vou confundir mais um bocadinho, ok?'


De maiquelnaite a 6 de Agosto de 2010 às 20:17
Sim, eu assino maiquelnaite em vez de assinar raquel dias, sendo uma pessoa desconhecida fazia uma grande diferença dizer que sou o antónio santos de massamá. Enfim, o internet tough guy que há em si no seu melhor e mais um dodge fantástico ao essencial do que eu dizia: você fez o mesmo  ao jornalista-assistente que lhe fizeram a si e que a indignou tanto: reduziu-o a uma parte interessada sem lhe apontar uma falha no rigor. Um beijinho e até à próxima.


(sim, eu sei que tinha dito que não comentava mais neste post e estou a quebrar a promessa. Porque não usa isso como manobra de diversão agora?, Seria fantástico!)


De f. a 6 de Agosto de 2010 às 20:31
desculpe estar a entrar na sua intimidade, mas tem d ir devagar nos alucinogénios (e não, não lh tou a chamar génio)


De rui david a 7 de Agosto de 2010 às 13:32
boa questão. como é que se pode saber se o que ele publica é verdade, mentira, ou distorção?


De fernando antolin a 6 de Agosto de 2010 às 13:53
O j'accuse , uma vez, ainda teve piada...


De f. a 6 de Agosto de 2010 às 14:04
fernando, quer explicar exactamente ao q é q acha piada?


De fernando antolin a 6 de Agosto de 2010 às 14:19
Não.


De f. a 6 de Agosto de 2010 às 15:25
pois, bem m parecia.


De fernando antolin a 6 de Agosto de 2010 às 15:36
Guardo os motivos para mim, a f. ainda não se chama cândida,nem me pediu muito por favor, nem me chamou fofinhozinho...


De dnemesio a 6 de Agosto de 2010 às 14:19
"promiscuidade e perversão"
são mesmo estas  as palavras, f. 
em relação aos 'interesses', parece que só alguns é que são alvo de críticas. pelos vistos, a situação denunciada no texto é pacífica, tanto para os senhores da 'justiça' como para os colegas jornalistas. está tudo doido.


De maiquelnaite a 6 de Agosto de 2010 às 14:22
O que tem graça neste post não é a f mostrar que é uma licenciada google em processo penal, é a f indignar-se por o tal jornalista "escrever sobre o mesmo sem em parte alguma ele ou o jornal assinalarem o seu/deles estatuto no processo" quando a f aqui há tempos tinha um "estatuto"  (wink wink nudge nudge) com muito maior conflito de interesses em relação a um actor importante da praça pública sobre o qual escrevia frequentemente e até processou gente que cometeu a ousadia, a infâmia, de mencionar a "posição processual" da f. Nuns casos só conta a "posição processual" do jornalista e é irrelevante se o que escreve é rigoroso, noutros só conta a objectividade do que a jornalista escreve e ai de quem se atrever a mencionar a posição processual do/a jornalista. Hiprocrisia, meet f.


De f. a 6 de Agosto de 2010 às 14:36
malquenaite, eu não sou licenciada em direito, mas como qq cidadão q não seja analfabeto sei ler leis e interpretá-las. aliás, é suposto ser para isso q as leis servem: para serem entendidas e acatadas por todos. percebo q haja quem prefira pensar q as leis só podem ser entendidas por especialistas, claro, e ai d quem s atreva a deles discordar. sucede q é a/o malquenaite q demonstra um conhecimento apenas googlistico ou nem isso daquilo d q fala.
assim, s m quiser dar conta de q escritos meus -- frequentes, ainda para mais -- fala, e dos processos que coloquei, agradeço muito. também seria interessante explicitar d q é q está a falar no seu último parágrafo, nomeadamente, o que será a minha posição processual. sou arguida, assistente, juiz, advogada ou mm escrivã em algum processo sobre o qual
tenha escrito? quando fala de objectividade, e em relação a mim, fala exactamente d quê? e, já agora, acha bem uma pessoa entrar num processo penal, requerendo estatuto d assistente e fazendo-se representar por advogado, para reportar sobre ele, é isso?
parece-lh um precedente saudável? acha que os 7000 jornalistas com carteira profissional devem passar a usar esse expediente para noticiar processos e a justiça
deve permiti-lo? percebo q não lhe dê jeito falar do assunto do texto. mas se não é disso q quer falar, s calhar melhor calar-se.


De ??? a 6 de Agosto de 2010 às 15:01
Tendo as coisas chegado ao ponto a que chegaram já não é criticável a utilização de expedientes manhosos. Este caso e o Casa Pia estão semeados deles. Friso que não estou a nomear esta ou aquela parte, porém, como vulgar cidadão, há muuito que desconfio de tudo e todos e assim sendo quantas mais fontes de informação melhor.
Depois de tanta sujeira torna-se inútil e até caricato querer invocar condições assépticas.


De f. a 6 de Agosto de 2010 às 15:10
os expedientes manhosos são, por definição, sempre criticáveis. mas o fulcro do meu texto é, s reparar, o q a utilização deste expediente diz do estado a q isto chegou. os motivos invocados por cerejo na sua explicação -- q está lincada no post -- são d uma perversão extraordinária precisamente porq o q ele diz é 'isto é a bandalheira total, portanto não há nenhum problema em abandalhar mais um bocado'. é certo q a situação q ele descreve e q usa como justificação é deplorável, mas quer na justiça quer no jornalismo os formalismos têm significado para além da superfície. a subversão d todas as regras, q está implícita no q cerejo faz, é útil pelo menos para dar conta do desvario em q s vive, da total ausência d critério. e alguns dos comentários a este texto, q aliás eram completamente antecipáveis, mostram-no bem.


De ??? a 6 de Agosto de 2010 às 15:18
Não será necessário abandalhar mais para que se endireite? Como alguém disse um dia (alguém que não se ateve ao formalismo):
“Meus senhores, como todos sabem, há diversas modalidades de Estado. Os estados sociais, os corporativos e o estado a que chegámos. Ora, nesta noite solene, vamos acabar com o estado a que chegámos! De maneira que, quem quiser vir comigo, vamos para Lisboa e acabamos com isto. Quem for voluntário, sai e forma. Quem não quiser sair, fica aqui!”


De f. a 6 de Agosto de 2010 às 15:26
para q o abandalhamento total surta esse efeito será preciso q s consciencialize e denuncie esse mm abandalhamento.


De fernando antolin a 6 de Agosto de 2010 às 15:38
give it your best shot...


De f. a 6 de Agosto de 2010 às 15:40
queria agora q eu lh desse um tiro? ó fernando, a palermice não merece tanto castigo. e além disso, não pára quieto, é mto difícil acertar numa enguiazita.


De fernando antolin a 6 de Agosto de 2010 às 15:50
mau feitio e aqui o palerma não é bem enguia, sei lá, mais tipo moreia. E se me acertar, aponte para as pernas, não me desfigure...


De f. a 6 de Agosto de 2010 às 15:54
uma moreia com pernas? e ainda por cima controladora aérea? decididamente, um fenómeno, fernando.


De fernando antolin a 6 de Agosto de 2010 às 16:05
Não sou controlador de tráfego aéreo, mas oficial de operações aeroportuárias... já a estou a ouvir, wtf ??!! Explico no próximo jantar jugular, para o qual conto com as cunhas da FIA, da AnaMPires e até do comentador reaction man...não de si, que tanto me odeia, malgré eu ser um ribatejano de gema...


De f. a 6 de Agosto de 2010 às 16:08
sim, eu destilo ódio por si. nem dou plo calor, até.


De fernando antolin a 6 de Agosto de 2010 às 16:12
Afinal sou útil, viva !! Nem me fale de calor, lá pelo aerotrotinetes está de ananases !! E vou estar de serviço no fim de semana, enquanto vocês podem esfriar as cabecitas e praiar despudoradamente...maldosos...


De maiquelnaite a 6 de Agosto de 2010 às 16:07
"percebo q haja quem prefira pensar q as leis só podem ser entendidas por especialistas, claro, e ai d quem s atreva a deles discordar"
Como se eu fosse uma dessas pessoas não é? Eu não estava a afirmar que o que a f escreve demonstra um desconhecimento grande (talvez indesculpável para um jornalista) sobre o que escreve, estava era a ser arrogante para com os proles não licenciados, não é? Boa onda f, assim é que se discute.


"assim, s m quiser dar conta de q escritos meus -- frequentes, ainda para mais -- fala,"
I'll bite: os que escreveu sobre o primeiro ministro, como ...rufar de tambores... este post que comento.


"e dos processos que coloquei"
As queixas que apresentou ao Conselho Deontológico do SJ e à Comissão da Carteira Profissional dos Jornalistas contra o pessoal da SIC e do Correio da Manhã. 'nuff said.


"também seria interessante explicitar d q é q está a falar no seu último parágrafo, nomeadamente, o que será a minha posição processual. sou arguida, assistente, juiz, advogada ou mm escrivã em algum processo sobre o qualtenha escrito?"
Eu não fiz parágrafos. Você sabe perfeitamente que não é arguida ou juiz e que eu apenas aludia (tentando ser minimamente elegante porque o assunto é delicado) à sua especial posição quanto ao primeiro ministro. Simplesmente quis que eu viesse explicitamente falar sobre essa sua relação pessoal para depois  se indignar com eu vir explicita e despudoradamente falar sobre  essa sua relação pessoal. "I'm shocked, shocked I tell you!!"


De f. a 6 de Agosto de 2010 às 16:15
portanto queria falar d uma coisa q acha ser deselegante mencionar sem a mencionar, era isso?

é tão deslumbrante essa proposição como a d
q este texto é sobre o pm. ou q fazer uma queixa a um organismo profissional é o mm q processar. enfim, basicamente, é tudo o mesmo. ou seja, o q o caluniador, no caso vc, entenda q é. e já agora, importa-s d dizer em q é q eu m enganei ou o q é q eu percebi mal no q respeita ao fulcro do meu texto? a ver s consegue sair da grosseria e tornar-se útil à comunidade.


De maiquelnaite a 6 de Agosto de 2010 às 16:40
Viu como percebeu? "Shocked!!"


Eu tentava falar com algum gosto -algum porque  serei o primeiro a reconhecer que o assunto é todo ele só da sua conta, tal como o é a constituição pessoal como assistente num processo crime- achei graça à hipocrisia.


Quanto ao resto não respondi logo porque não cabia, já lhe mandei a resposta partida em mais dois comentários. Para ser útil à comunidade e não um caluniador grosseiro.


De f. a 6 de Agosto de 2010 às 16:55
a hipocrisia, portanto, de dizer o q penso, com o meu nome bem visível, e prestar-m às calúnias dos malquenaites q nem cara têm p mostrar. certíssimo. e o azul é preto, e o branco é encarnado.


De maiquelnaite a 6 de Agosto de 2010 às 17:09
A hipocrisia de nuns casos só contar a posição processual do jornalista e noutros só contar a objectividade do que ele escreve.


(Quanto à parte da calúnia, f, estou a partir do principio que a informação pública sobre uma questão da sua vida pessoal é verdadeira. Se não é verdadeira, aceite desde já o meu pedido de desculpas, sincero. Se é verdadeira não será calúnia, mas é ainda assim uma coisa que não me diz respeito. Porém a informação está aí, todos a conhecem, não vou fingir que não a conheço se ela, em confronto com a questão do jornalista-assistente mostra hipocrisia da sua parte. Nunca a quis ofender na sua intimidade e se o fiz inadvertidamente, peço-lhe desculpas sinceras.)


De f. a 6 de Agosto de 2010 às 17:19
malquenaite, acredito q as suas cinco licenciaturas cinco não incluam nada sobre saber ler português e mto menos ter os mais básicos resquícios d ética, coisas q nem com muito boa vontade e queimando mta pestana se apanham no google, motivo pelo qual as suas elegantes tentativas de me pôr a falar da minha vida provada m fazem sorrir. a calúnia, como qq pessoa decente percebe, está no facto de, por exemplo, face a este texto m dizer q é sobre o pm. calúnia essa q releva daquilo q julga saber sobre a minha vida e q deverto não vou sequer começar a debater consigo, mas q s consubstancia no processo d intenções q está plasmado na ideia d q eu só posso, ao escrever sobre um processo judicial ou sobre a cobertura desse processo judicial, estar a fazê-lo com base num psicionamento q seria de 'parte' por causa das tais 'informações' q toda a gente, pelos vistos, detém sobre a minha vida. a calúnia é essa e só essa: reduzir o meu posicionamento cívico (quando não jornalístico, embora não seja esse o caso num artigo de opinião) à representação d uns quaisquer interesses mais ou menos ocultos q m seriam atribuídos. q essa imputação caluniosa surja, desta vez, quando falo d um caso em q os interesses de parte são formalmente -- eximo-m d interpretar quaisquer outros, embora talvez pudesse fazê-lo -- evidentes é apenas mais um episódio cómico no meio deste festival de comicidade trágica q é a actualidade portuguesa e juducial e jornalística em particular. obrigada por ter feito esse papel, alguém tinha d o fazer nesta caixa de comentários. e diga-se em seu abono q teve pelo menos a lata d dizer ao q vem, ao contrário d outros -- lata anónima, pois claro, mas lata ainda assim.


De maiquelnaite a 6 de Agosto de 2010 às 18:08

Certinho que nem um relógio suíco, cá está o "shocked I tell you"! Você pediu que eu explicitasse e mencionasse e referisse para agora ficar muito chocada com o que explicitei mencionei e referi. Boa manobra de diversão f, do que lhe respondi sobre a substancia da atitude do jornalista-assistente nem uma palavra, nicles, rien, nem sequer autorizou os comentários ainda. Nice!



Quanto à calúnia, percebo agora que o que acha insultuoso é que a reduzam apenas a uma "pessoa com interesse especial". Digo-lhe desde já que nunca fiz isso, mas percebo porque parte do principio que o faço (disse-lhe que você estava a ser hipocrita, logo em principio estou contra si). E nem percebi que era essa a calúnia porque precisamente não a vejo dessa maneira. Fazendo um pouco de circlejerk (e o que é este blog senão um enorme circlejerk) até lhe digo que enquanto li o que escrevia no jornal (a partir de certa altura deixei de o comprar, já lá vai muito tempo, por isso não me pronuncio sobre o que desde então escreveu: não li) sempre me pareceu objectiva e rigorosa no que escrevia sobre you know what. Mesmo. Ponto final. Mas se acha insultuoso reduzi-la a uma mera posição processual porque não vê que está a fazer exactamente o mesmo ao jornalista-assistente? É que é o mesmo, mesminho mesmo mesmo. Não aponta uma falha de objectividade ou rigor ao senhor, vê-o apenas como um "posicionado processual", precisamente o que acha errado fazerem-lhe a si. Sempre foi este o meu point.



Quanto ao mais:

Dói-me um bocadinho menos o meu assumido bad taste original ao vê-la insultar-me que não sei ler português.



Dou-lhe 20 valores nos ataques ad hominem que me faz por eu ter um nickname e 5 licenciaturas. É uma vergonha tão grande ser licenciado como não ser.



Por fim, não me interessa para nada a sua vida pessoal nem quero que fale dela, honestamente. Ponto final. Já vi que a f não quer ler o conteudo do que escrevi e mais comentários só vão fazer crescer a espiral de conflito entre nós. Ora sendo este um tema que, repito pela enésima vez, só lhe diz respeito a si, este é o meu último comentário aqui no post. Mais uma vez, se a magoei de alguma forma (e acredito que o possa ter feito, mesmo que sem intenção -e também não estou a partir do principio que a magoei, até porque você deve ter uma pele bem dura, habituada ao que lhe façam aquilo que julga que eu lhe fiz) peço-lhe sinceras desculpas.


Fin.



De f. a 6 de Agosto de 2010 às 20:07
não há nada q m enjoe mais q a sonsice. vem p aqui fazer comparações e paralelismos, insinuar interesses ocultos, chamar-m hipócrita à conta dessa ocultação, chega ao ponto d dizer q a minha posição  face ao processo -- como opinadora, ainda por cima, e não como reportadora de factos -- é mais duvidosa q a do jornalista do público q s valeu d um estratagema para ficar 'dentro do processo' enquanto se afirma 'fora', e depois ainda diz q não foi p magoar e q pede desculpa. ao menos tenha o descaramento, como outros, d insultar limpinho. não é bonito mas ao menos não é tão cansativo.


De maiquelnaite a 6 de Agosto de 2010 às 20:36
Não lhe insinuei nenhum interesse oculto f, (ainda quero que me mostre onde o fiz. Não vai fazer porque não consegue) disse-lhe que a f aqui há uns tempos estava numa situação que poderia ou não configurar conflito de interesses. Poderia tê-lo tornado público, o possivel conflito, ou não (é consigo, a vida é sua, não tenho voto na matéria). Quando o pessoal da SIC e do CM o tornou público, o possível conflito, ai jesus aqui d'el rei (e se calhar fez muitissimo bem em chamar jesus e o rei). Mas agora, é o escandalo porque o malvado jornalista não disse logo que era assistente. ಠ_ಠ

Depois do pessoal da SIC e do CM lhe fazer aquilo, fizeram-lhe outras pulhices, insinuaram que a f isto ou ou aquilo sem lhe ir ao sumo do que dizia ou assinalar alguma efectiva falta. Mas agora é a f que faz uma pulhice equivalente ao outro, insinua isto e aquilo sem lhe ir ao sumo do que ele escreve. ಠ_ಠ

Só isto, parece-me legível. E olhe que eu tenho cinco licenciaturas cinco, às tantas até sei ler.


De f. a 7 de Agosto de 2010 às 01:17
não, não insinuou nada.
não, não comparou nada. só comparou. o q aliás foi boa ideia: no meu caso, houve primeiras páginas d jornal e peças d jornal nobre na tv; neste caso, nada. deve ser porq os deveres deontológicos d um opinador, q por acaso não vêm em lei nenhuma nem em qualquer código deontológico (eheh, parece até, escândalo, q não existe um sindicato dos opinadores) são muito mais estritos q os d um jornalista/autor d notícias. vê como até se faz, malquenaite (ou lá como s chama)? e eu é q faço pulhices, é claro. às tantas ainda fui eu q fiquei com os milhões do fripór.


De maiquelnaite a 7 de Agosto de 2010 às 12:56
Oh f, gaita mulher! Não insinuei nada, ponto final. Comparei, isso sim (admitidamente) duas situações que me parecem análogas e apontei a sua diferença de atitude nos dois casos. Se fosse para insinuar interesses ocultos não tinha chamado "hipocrisia" à atitude, o nome tinha sido outro né?


De maiquelnaite a 6 de Agosto de 2010 às 16:35

"e, já agora, acha bem uma pessoa entrar num processo penal, requerendo estatuto d assistente e fazendo-se representar por advogado, para reportar sobre ele, é isso? "

A menção que faz ao assistente fazer-se representar por advogado é simplesmente desengenhosa... Como se isso tivesse algum mal e nem sequer fosse obrigatório. Enfim.

Quanto a o jornalista constituir-se assistente:

A lei diz quem se pode constituir assistente, e há muitos e bons motivos para justificar que em alguns crimes todos, mesmo todos -incluido jornalistas-, se possam constituir assistentes. A lei define também o que pode e o que não pode ser reportado num processo (tipo: curiosidade injustificada, não pode, factos relevantes de interesse público, pode). Se o jornalista cumprir a lei nestes dois pontos, sim, acho muito bem que o jornalista se constitua assistente. Ou a f não sabe (sabe, mas finge que não sabe) que o assistente é notificado das coisas no processo? Um cidadão tem de pedir as coisas, requerimentos que demoram montes de tempo, recusas muito duvidosas de consulta de peças processuais, demoras -justificadas ou não- na decisão de facultar consulta, gente que aparece -de forma totalmente surpreendente diga-se, ninguém desconfia que é para certas pessoas terem tratamento favorável no jornal- com as peças que interessam muito antes dos outros, etc etc etc. O assistente é logo notificado das coisas, ponto final. E pode consultar o processo logo. E pode sindicar os actos processuais. E a sua constituição é validada por um juiz independente. Que pondera os interesses que a lei quer proteger ao possibilitar a constituição como assistente. Tudo isto a f esquece. Finge que esquece. Finge mal.



De maiquelnaite a 6 de Agosto de 2010 às 16:36

"parece-lh um precedente saudável? acha que os 7000 jornalistas com carteira profissional devem passar a usar esse expediente para noticiar processos e a justiça"

Desde que cumpram a lei no que pode e pode ser noticiado (ver supra), é lá com eles se querem pagar a unidade de conta ou não. Se é um direito (ainda mais justificado precisamente pela especial importância pública dos crimes em causa), e se não se reporta nada que não se possa, acabou-se a história.



"deve permiti-lo?"

Deve, exactamente porque estabelece os limites do que pode e não pode ser noticiado (ver supra, novamente) e se o jornalista abusar da sua posição sofre a consequência. Mas se não abusar e, respeitando aqueles limites, noticiar as coisas com interesse público então está precisamente a cumprir a sua missão enquanto jornalista.


"percebo q não lhe dê jeito falar do assunto do texto."

Eu só vim aqui dizer o que é que tinha mesmo graça neste post, o jornalista em questão é-me simplesmente indiferente, don't get your knickers in a twist.



" mas se não é disso q quer falar, s calhar melhor calar-se"

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De f. a 6 de Agosto de 2010 às 20:12
bem digo eu: q cansaço. não sabia dizer tudo o q tinha a dizer d uma vez? apre. no meu texto está claro q o assistente tem obrigatoriamente d s fazer representar por um advogado. a menção a essa representação serve para 2 coisas: para frisar o nível d formalidade e de assunção de interesse do estatuto de assistente e a ideia d q é suposto intervir no processo e não ser mera testemunha; e para sublinhar a bizarria da posição do jornalista q é 'testemunha' por interposta pessoa, neste caso pela via de um seu representante legal. como é óbvio p qq pessoa q tenha lido o texto sem estar obcecada por apontar-m falhas no juridiquês. sto não é um exame de direito. é mm e só de cidadania. zero para si.


De maiquelnaite a 6 de Agosto de 2010 às 20:57
Não cabia tudo no mesmo, f, o sapo dava erro dizia que era por causa do número de caracteres. Parti em 3 e funcionou.

Quanto ao advogado eu percebo o que quer dizer (acho eu). Mas o que quer dizer está pura e duplamente errado: a formalidade não é nada de especial (ai um advogado, ui que medo, são tão malvados eles, isto se mete advogados deve ser mesmo uma coisa do outro mundo); e o assistente não é uma testemunha, não vai testemunhar no processo se não tiver conhecimento directo de facto a ele atinentes e não precisa (em alguns casos, como este em que qualquer pessoa se pode constituir assistente, e ainda há outros), de ter qualquer interesse na condenação do arguido. A f não sabe mas insiste que sabe. Not cool!

Se isto é tudo o que tem a dizer do meu comentário fico feliz e não justifica o zero.

O zero, em si mesmo não dói, não é o meu primeiro, não será o último. Julgo que é imerecido, mas admito poder estar enganado. A f é que pensa que só tira vintes. Eh!


De f. a 7 de Agosto de 2010 às 00:58
testemunha tem mais q um sentido, já reparou? não, não reparou. só sabe uma língua: juridiquês. vai-m desculpar mas estou cansada d repetir a mm coisa. s não consegue ler o q escrevo e perceber q a expressão testemunha neste caso se referia a testemunhar o processo e não no processo, é porq ou não quer perceber ou é incapaz. either way, tenho mais q fazer. 


De maiquelnaite a 7 de Agosto de 2010 às 13:40
Oh f, o assistente não testemunha-vê nada do processo que um cidadão comum porque o processo é obrigatoriamente público na fase de julgamento sob pena de nulidade. Por isso, quanto a ele testemunhar-ver, o assistente não é mais do que um cidadão comum, salvo alguns detalhes sem grande importância. Possivelmente a f não sabia, mas é assim. E por isso quando diz "jornalista q é 'testemunha' por interposta pessoa" só se pode concluir que a f se refere a testemunhar-prestar-declarações (coisa que muitos assistentes fazem, se forem os ofendidos) e não a testemunhar-ver o processo. A f fala de coisas jurídicas, baseia o que diz num equivoco seu (de que o assistente vê mais alguma coisa que o cidadao que vá ver o julgamento ou consulte os autos), e se eu não adivinho que se equivocou manifestamente na substancia e por isso se exprimiu dessa forma... sou eu que só falo juridiquês. Enfim.

A conversa já vai longa, agora ficamos assim, fique na sua que eu fico na minha, autorize os meus comentários que ainda faltam, continuamos para a próxima. Até ver eu sou um analfabeto sonso que só sabe juridiquês apesar das minhas 5 licenciaturas e a f é uma analfabeta hipocrita porque ficou com os milhões do fripor. Podia ser pior. Vá, um beijinho.


(a proposito, o seu post novo sobre o casamento é bom, parece-me que principalmente porque tentou perceber o direito sobre o qual escrevia -não o post não é só sobre direito, eu percebi isso, não vejo só juridiquês à frente, calma-. Era para lhe dizer isto nos comentários de lá, mas como a f me ia acusar de stalker fica aqui.)


De Anônimo a 6 de Agosto de 2010 às 16:07
Brilhante como sempre.


De joao honorio a 6 de Agosto de 2010 às 16:51

um texto que é uma pequena vergonha para o jornalismo. O interesse que Jose Antonio Cerejo é o interesse da opiniao publico, o interesse colectivo e social, nada tendo que ver com qualquer interesse pessoal, que é que o Estatuto do Jornalista procura acautelar.

A Fernanda Cancio desistiu do jornalismo, é pena.


De f. a 6 de Agosto de 2010 às 16:53
ah mas é claro. evidentemente, nem podia ser d outro modo. eu é q sou a vergonha do jornalismo -- a ver s nunca mais m esqueço dessa.


De joao honorio a 6 de Agosto de 2010 às 16:56
voce nao é a vergonha do jornalismo. Há infelizmente muitos exemplares desastrosos. Voce escreveu uma vergonha, porque tresleu o estatuto do jornalista, tresleu o papel do josé antónio cerejo, não é jurista, ataca-o por ser assistente no processo mas nao o pode atacar pela substancia das coisas que ele tem revelado que sao indiscutivelmente materia jornalistica.

E o que é triste é que eu tinha admiracao por si, desculpe a pieguice.


De f. a 6 de Agosto de 2010 às 17:03
só podemos então concluir q m treslia antes. eu acho o q cerejo fez uma vergonha; vc acha uma vergonha q eu ache uma vergonha. e acha mm q o q interessa é o q cerejo acha q est´a fazer -- seja lá o q for -- e não o q o estatuto do assistenye diz q ele é objectivamente por ser assistente e o q isso implica para a sua actividade d jornalista. s cerejo podia ser assistente no processo sendo jornalista? podia. pode escrever notícias sbre o processo sendo assistente? para mim é claro:
não pode.  a posição dele é mais transparente e clara e até honesta q a dos q recebem info traficada d quem tem acesso ao processo -- ou diz q tem -- e a pespegam nos media? é. é mais clara e transparente e até honesta q a dos q s constituem assistentes para traficar info ou q recebem info traficada de assistentes, sejam eles jornalistas, jornaleiros ou trabalhem na jorna? é. mas isso diz o quê? q é admirável? q é o caminho a seguir? é espantoso, d facto, como as pessoas conseguem perder d todo as referências e virar os princípios d pernas para o ar.


De joao honorio a 6 de Agosto de 2010 às 17:11

"a posição dele é mais transparente e clara e até honesta q a dos q recebem info traficada d quem tem acesso ao processo -- ou diz q tem -- e a pespegam nos media? é. é mais clara e transparente e até honesta q a dos q s constituem assistentes para traficar info ou q recebem info traficada de assistentes, sejam eles jornalistas, jornaleiros ou trabalhem na jorna? é. mas isso diz o quê?"

diz exatamente isso que diz. que é mais transparente e clara e até honesta do que a traficancia de informacoes. E certamente mais transparente e clara e honesta do que a sua que aos costumes disse nada e em vez da mensagem decidiu atacar o mensageiro. e uma posicao que se legitima pelo resultado porque ele nao anda a inventar nada mas a informar o publico de materia que é profundamente relevante.

quem perdeu os princípios foi a fernanda que nao consegue dar o braço a torcer. voce é só emocao, razao nada.



De f. a 6 de Agosto de 2010 às 17:22
aos costumes disse nada? ah, eu sou suspeita num processo? e é de costumes? bem m parecia. d facto isto bateu no fundo, e fundo é tão lá em baixo. que nojo tudo isto, que nojo esta gente.


De joao honorio a 6 de Agosto de 2010 às 19:44
aos costumes quer dizer - expressao juridica - que nunca se ouviu de si rigorosamente nenhum ponto de vista que levantasse duvidas sobre o comportamento politico no licenciamento do freeport, que pensasse importante o esclarecimento das muitas pontas soltas desta historia. E com isto nao estou a dizer que o pm nao tenha razao em muitas coisas, de que as fugas do segredo de justica sao melhor exemplo

(claro que nada tem a ver com "costumes", rapariga. nao se exalte)

nao de licoes de moral porque nao tem condicoes nenhumas para isso. E fiquemos por aqui. Como disse, voce e so emocao e a emocao aqui nao chega. 

 


De f. a 6 de Agosto de 2010 às 20:14
não, lições de moral só mesmo as de uns gajos quaisquer q m falam como se me conhecessem da escola primária e mandam bocas ordinárias para depois assegurarem q eram só bocas ordinárias, desculpe.


De dnemesio a 6 de Agosto de 2010 às 17:32
"O interesse que Jose Antonio Cerejo é o interesse da opiniao publico, o interesse colectivo e social, nada tendo que ver com qualquer interesse pessoal"

pois, com toda a certeza. tudo o que cerejo tem escrito sobre o tema é completamente imparcial, desinteressado e isento. bastante isento, mesmo.

agora a sério. sou dos que pensa que o jornalista não pode ser neutro, pois a notícia é sempre construida através da  perspectiva, do olhar daquele jornalista em concreto, e não d'outro, e isso (a sua perspectiva, o seu olhar) fica sempre reflectido no que está a escrever. mas, mesmo para quem está de fora (do jornalismo) o q o jornal público e cerejo estão a fazer é altamente questionável. como já foi dito pela f é perverso, é fazer jogo duplo e por isso mt pouco transparente (q é aquilo q o jornalismo não deve ser). é um jornalismo sem ética alguma.


De joao honorio a 6 de Agosto de 2010 às 19:46
deixe-se de retorica. contesta a veracidade de alguma das informacoes trazidas por cerejo ao conhecimento publico? tem conhecimentos para isso? ja agora, a sua opiniao e contraditoria porque ao mesmo tempo que critica o cerejo, diz que o jornalismo nunca e neutro. Portanto temos duas opcoes: ou suprimimos o jornalismo, ou admitimos apenas o seu. Acho que e isso que voce quer.


De eu a 6 de Agosto de 2010 às 18:28

Para que serve um assistente? O interesse do Cerejo é pessoal ou público? Há ou não quebra de deontologia? Tudo questões muito bonitas no domínio formal... faz lembrar aquela do conhecimento oficial e não oficial...

Indigne-se Fernanda! Alguém tem de ter cara de pau neste país...


De f. a 6 de Agosto de 2010 às 20:15
acho q no seu caso teria de começar por ter cara.


De ocantodojoao a 6 de Agosto de 2010 às 18:40
Eu que não sou jornalista, gostava de saber quantos processos o Sr.Cerejo já enfrentou, qual foi o resultado dos mesmos e se por acaso foram publicitados? 

João do Canto Lagido


De moutinho11m a 6 de Agosto de 2010 às 19:17
"que um jornalista não pode noticiar assuntos em que tenha interesses."

Parei de ler aqui. Embora não devesse sequer ter começado...


De f. a 6 de Agosto de 2010 às 20:16
olha outro. onde é q está a notícia, ó 11?


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