Quarta-feira, 25 de Agosto de 2010

Quase todos nós tendemos a encarar a presente crise como uma breve pausa no processo de crescimento a que nos habituámos de há 200 anos a esta parte.

Mas não é impossível que, mais tarde ou mais cedo, ele chegue ao fim. E pode ser que seja agora.

Que consequências decorreriam do esgotamento permanente do crescimento económico para as sociedades contemporâneas? É este o tema do meu artigo desta semana no Jornal de Negócios.


5 comentários:
De António Parente a 25 de Agosto de 2010 às 18:32
Bom artigo (o do jornal de negócios).


De Manolo Heredia a 25 de Agosto de 2010 às 20:53

“Se as sequóias pudessem reunir-se e fazer um acordo de restrição de algumas zonas sensíveis deixando de competir entre si pela luz do Sol, podiam evitar o trabalho de construir esses troncos ridículos e dispendiosos, mantendo-se na forma de arbustos baixos e frugais e obter a mesma quantidade de luz solar que dantes”.


“ o não cumprimento de qualquer acordo de cooperação é sempre compensador se e quando ocorre, de modo que as árvores ficariam presas à “tragédia do bens comuns” (Hardin 1968) se não houvesse uma quantidade essencialmente inexaurível de luz solar. A tragédia dos bens comuns ocorre quando existe um recurso “público” ou partilhado finito de que os indivíduos terão a tentação de colher mais do que a sua justa parte – como o pescado dos oceanos. A não ser que se possa chegar a acordos muito específicos e vinculativos, o resultado tenderá para a destruição do recurso.”


Daniel Dennet, 1995


Ora, a Tragédia dos Bens Comuns foi considerada por Richard Dawkins (1989) uma EEE (estratégia revolucionariamente estável) e como tal, uma porção de software genético universalmente  utilizado na biosfera.


Como poderá o homem fugir a esta lei natural? É pretensão a mais!


Ups, já sei! O homem foi feito à semelhança de Deus, é um ser sobrenatural (acima da Natureza).


O texto de João Castro bem podia chamar-se “sonho de uma noite de verão”.



De Paula R. a 26 de Agosto de 2010 às 12:28
essa questão é um bocado como a do holocausto nuclear, que todos preferimos acreditar ser de probabilidade longínqua


De maria a 26 de Agosto de 2010 às 15:37

diz bem : quase todos nós...
é que ele há alguns que já andam , sensatamente , a pensar nas formas de decrescer sustentávelmente . já vão na 3º conferência , penso que é a 3º ,  de decrescimento sustentável.
deixo-llhe um link  do projecto , caso queira ir espreitar :

http://www.decrecimiento.info/ (http://www.decrecimiento.info/)



De credito simples a 27 de Agosto de 2010 às 01:49
Caros,

Às vezes esta situação dá que pensar, e o seu fundamento não é completamente descabido. Pode, de facto, existir um ponto de difícil retorno face ao endividamento.


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