Quase todos nós tendemos a encarar a presente crise como uma breve pausa no processo de crescimento a que nos habituámos de há 200 anos a esta parte.
Mas não é impossível que, mais tarde ou mais cedo, ele chegue ao fim. E pode ser que seja agora.
Que consequências decorreriam do esgotamento permanente do crescimento económico para as sociedades contemporâneas? É este o tema do meu artigo desta semana no Jornal de Negócios.
“Se as sequóias pudessem reunir-se e fazer um acordo de restrição de algumas zonas sensíveis deixando de competir entre si pela luz do Sol, podiam evitar o trabalho de construir esses troncos ridículos e dispendiosos, mantendo-se na forma de arbustos baixos e frugais e obter a mesma quantidade de luz solar que dantes”.
“ o não cumprimento de qualquer acordo de cooperação é sempre compensador se e quando ocorre, de modo que as árvores ficariam presas à “tragédia do bens comuns” (Hardin 1968) se não houvesse uma quantidade essencialmente inexaurível de luz solar. A tragédia dos bens comuns ocorre quando existe um recurso “público” ou partilhado finito de que os indivíduos terão a tentação de colher mais do que a sua justa parte – como o pescado dos oceanos. A não ser que se possa chegar a acordos muito específicos e vinculativos, o resultado tenderá para a destruição do recurso.”
Daniel Dennet, 1995
Ora, a Tragédia dos Bens Comuns foi considerada por Richard Dawkins (1989) uma EEE (estratégia revolucionariamente estável) e como tal, uma porção de software genético universalmente utilizado na biosfera.
Como poderá o homem fugir a esta lei natural? É pretensão a mais!
Ups, já sei! O homem foi feito à semelhança de Deus, é um ser sobrenatural (acima da Natureza).
O texto de João Castro bem podia chamar-se “sonho de uma noite de verão”.
Isabel Moreira
Miguel Vale de AlmeidaRogério da Costa Pereira
Rui Herbon
