Quarta-feira, 10 de Novembro de 2010
Paulo Côrte-Real

Em Janeiro de 2008, o regime das famílias de acolhimento foi revisto e o novo Decreto-Lei não incluía qualquer exclusão explícita de casais de pessoas do mesmo sexo (na altura apenas no âmbito das uniões de facto). A então (e agora) Secretária de Estado Adjunta e da Reabilitação, Idália Moniz, afirmava que o entendimento em relação ao Decreto-Lei era que se manteria uma exclusão dos casais de pessoas do mesmo sexo, porque teria que ser ponderada, na sua interpretação, a legislação relativa à adopção.

 

Ontem, o jornal i afirmava que a nova lei do apadrinhamento civil "abre a porta" a casais do mesmo sexo. Isto quando, ao contrário do Decreto-Lei sobre famílias de acolhimento, esta lei explicita que, no âmbito do apadrinhamento civil, deve ser ponderada a exclusão na adopção para casais de pessoas do mesmo sexo. Ou seja, a figura é mais exigente que a do acolhimento e é feita uma menção expressa à necessidade de ponderar a exclusão na adopção. A porta está aberta (ou entreaberta, porque a porta mudava de estado do título para o corpo da notícia) exactamente onde? A mesma Secretária de Estado já tinha de resto afastado essa hipótese no JN, há vários meses. E hoje, o Público e o DN corrigem a informação.

 

E vale a pena ler o Decreto-Lei, que vem elencar as condições a ponderar.

Os factores de habilitação (art. 3º) incluem, entre outros, "personalidade, maturidade, capacidade afectiva e estabilidade emocional", "capacidades educativas e relacionais para responder às necessidades específicas da criança ou do jovem e para promover o seu desenvolvimento integral", para além de "condições de higiene e de habitação" e "situação económica, profissional e familiar", bem como a "ausência de limitações de saúde que impeçam prestar os cuidados necessários à criança ou ao jovem" e "motivação e expectativas".

Segue-se a exclusão de quem foi condenado por violência doméstica, maus tratos ou crimes contra a liberdade e autodeterminação sexual, bem como de quem foi inibido de responsabilidades parentais. E finalmente recomenda-se a "ponderação" da exclusão de casais de pessoas do mesmo sexo na adopção (seja o casal casado ou unido de facto).

 

Em primeiro lugar, este Decreto-Lei vem ajudar a tornar evidente que a orientação sexual não tem rigorosamente qualquer relação com as capacidades parentais ou com qualquer dos factores elencados. Nesse sentido, este é um documento importante: é bom poder ver de forma tão clara que a exclusão de casais de pessoas do mesmo sexo na adopção é completamente arbitrária e não baseada em qualquer critério objectivo que esteja relacionado com o bem-estar de qualquer criança.

Em segundo lugar, o Decreto-Lei torna evidente o quão vergonhoso é ter que adicionar esta ponderação de exclusão às situações referidas anteriormente.

Ainda houve quem se precipitasse a dizer que esta é uma forma de "preparar a sociedade" para a adopção por casais de pessoas do mesmo sexo. Recomendando a ponderação da orientação sexual como factor de exclusão? Na sequência da exclusão por maus tratos ou crimes contra a liberdade e autodeterminação sexual? É sempre uma óptima preparação...

 

Pela enésima vez, não é preciso abrir portas para haver crianças criadas por casais de pessoas do mesmo sexo. Elas obviamente já existem e obviamente o problema é termos legislação que não as protege adequadamente por não reconhecer as suas figuras parentais. E tudo isto só se resolve quando se olhar para todas as questões relativas à parentalidade (que vão muito para além da adopção) com responsabilidade, ou seja, quando não se achar que o preconceito é suficiente para justificar a limitação dos direitos de crianças.

 

E, nessa linha, era capaz de ser boa ideia constatar que a própria lógica da introdução do apadrinhamento civil é uma porta travessa. Mantém-se uma primazia biologista cega, que é em muitos casos incompatível com a prossecução do bem-estar de crianças (e que vai naturalmente dificultar o recurso a esta nova figura). É que, pelos vistos, a biologia é suficiente para justificar que se obrigue crianças a não terem legalmente reconhecidas enquanto tal as suas figuras parentais (que só podem ser "padrinhais", ainda que as responsabilidades padrinhais se chamem "parentais").

Não era bom que qualquer criança pudesse ser adoptada, no sentido de ser desejada pelas figuras parentais que a vão criar e que se vão responsabilizar pelo seu desenvolvimento? Não seria altura de repensar, de uma vez por todas, a lógica da legislação sobre parentalidade? E se, para variar, puséssemos mesmo as crianças em primeiro plano?

51 comentários:
De António Parente a 10 de Novembro de 2010 às 14:57
Se pusesse as crianças em primeiro plano não falaria em "primazia biologista cega". Não percebe que a forma como defende os seus pontos de vista é uma agressão a quem tem filhos biológicos? Que pode ser entendido como estando a considerar incompetentes para criar os filhos os pais biológicos?

Estou convencido que vai conseguir o que pretende porque pertence a um lobby forte e competente na forma como desenvolve as suas acções e com capacidade para influenciar o poder. 

Pode conseguir uma vitória na lei mas não ganha o debate de ideias porque a forma como as expõe e as defende não é a correcta: se as crianças estão em primeiro lugar o Paulo devia ser o primeiro a querer negociar e fazer cedências em vez de reivindicar. Essa estratégia de querer tudo e de assumir uma postura agressiva mostra que as crianças não estão em primeiro lugar mas sim os interesses de um grupo.


De Ana Matos Pires a 10 de Novembro de 2010 às 15:32
Engraçado, não me senti nada agredida pelo Paulo e tenho filhos "biológicos".


De António Parente a 10 de Novembro de 2010 às 15:50
É natural que não se sinta agredida. Tenho a certeza que encontrará mais pais que pensem como a Ana. Tal como eu tenho a certeza que há pais que pensam como eu. O mundo é mesmo assim: plural. E ainda bem.
Mas não me parece que o Paulo Corte Real queira convencer quem está convencido da bondade das suas teses. Procurará convencer quem discorda. A mensagem que eu quis transmitir foi que o caminho escolhido não é o melhor. É a minha opinião pessoal, como é óbvio.


De Paulo Côrte-Real a 10 de Novembro de 2010 às 15:58
A adopção é uma agressão? E não há "pais biológicos" incompetentes? 
Lá está, é precisamente esse o problema - continua a pôr em primeiro plano "quem tem filhos" e não as crianças. Deu por isso?


De António Parente a 10 de Novembro de 2010 às 16:26
Há pais biológicos incompetentes, há casais de pessoas do mesmo sexo incompetentes, há pessoas individuais incompetentes.  Mas não é o que transparece do seu texto. O que transparece é que os casais de pessoas do mesmo sexo são o modelo ideal para educar crianças e que os pais biológicos até podem ser um empecilho ao bem estar das crianças. Ataca outros modelos de parentalidade mas há um que fica incólume: o dos casais de pessoas do mesmo sexo. Será que aí não se encontra um único caso de incompatibilidade com o bem estar das crianças?  Ninguém o impede de seguir esse caminho mas confundi-lo com o interesse das crianças parece-me excessivo.

O problema aqui não devia ser "quem tem filhos". O problema é que existem vários candidatos à adopção: casais com pessoas de sexo diferente, pessoas solteiras e casais com pessoas do mesmo sexo. Entre estes três grupos de candidatos, quais as vantagens e desvantagens para as crianças? Essa é a questão principal deste tema. Infelizmente, vejo-o falar na "primazia biológica cega", um termo que me custa a entender. Se quer referir-se a casos de pessoas divorciadas que vivem com os filhos e pretendem que sejam adoptadas pelos parceiros/parceiras parece-me um pouco estranho na medida em que o pai/mãe biológico não renega a criança e participa na sua educação. Introduzir uma terceira pessoa na parentalidade parece-me excessivo, seja no caso dum casal formado entre pessoas do mesmo sexo ou de sexo diferente.


De Jorge Soares a 11 de Novembro de 2010 às 12:06
António, primazia biológica cega é o que faz com que existam institucionalizadas mais de 10000 crianças em Portugal e dessas menos de mil tenham como projecto de vida a adopção, sendo que as restantes estão condenadas a viver toda a sua vida institucionalizadas, longe dos pais que não as querem por perto e longe dos milhares de candidatos que as querem adoptar e não conseguem.


Dar primazia ao biológico é o que fazem os juízes quando dão mil oportunidades a pais que não querem ou não conseguem recuperar as suas vidas, juízes que prolongam por anos as medidas de protecção que fazem que as crianças que chegaram bebes às instituições e que vão para adopção quando tem 11 ou 12 anos.


Dar primazia ao biológico é o que fazem as instituições que mentem e escondem o facto de as famílias passarem anos sem se interessarem nem darem sinais de vida.


Podia dar mais exemplos.. mas acho que estes chegam


jorge Soares


De António Parente a 11 de Novembro de 2010 às 14:11
Não me parece que seja um problema de primazia biológica cega. Para mim, é mais um problema da burocracia estatal e de um sistema que se auto-alimenta.

Eu não defendo a primazia biológica cega. Pais que espancam os filhos, que cometem abusos sexuais e que os negligenciam nos cuidados básicos de forma culposa não são dignos de ser pais e a sociedade tem o dever de oferecer protecção às crianças.

Mas se não defendo a primazia biológica cega, também não defendo a primazia ideológica cega que pensa em primeiro lugar no interesse dos adultos e na sua afirmação como grupo social.

O que é mais conveniente para uma criança? É essa sempre a primeira questão que se deve colocar. O resto vem por acréscimo. Neste tipo de discussão invertem-se os termos.


De Jorge Soares a 11 de Novembro de 2010 às 15:48
Eu não queria entrar por aí... só tentei explicar do que se fala quando se diz dar primazia ao biológico..


Eu tenho dois filhos adoptados ... conheço muitas crianças adoptadas, e digam o que digam, para qualquer criança é sempre melhor estar com alguém que lhes dá carinho, amor e atenção, que estar numa instituição onde muitas vezes não há há mais que as condições mínimas,.. o resto é conversa de quem não olha mais além do que para o seu umbigo.


Jorge Soares


De Paula R. a 10 de Novembro de 2010 às 18:18

António Parente, o que é de facto relevante é que  ainda há mto. preconceito a envolver a discussão da homoparentalidade, e as opiniões ainda que não demolidoras, deixam transparecer este preconceito “light” que sem pôr a homoparentalidade no patamar da aberração (já mto. “demodê”…), persiste a despeito dos estudos divulgados por especialistas, a colocar o modelo tradicional como o de eleição . Defender a homoparentalidade, não significa eleger esse modelo parental como preferencial em relação ao tradicional, essa interpretação decorre tão sómente de um raciocínio imbuído de preconceito. Defender a homoparentalidade é tão somente valorizar a única coisa que é de facto valorizável, atenta a nossa condição de seres humanos, os AFECTOS, que sem preconceito são iguais quer sejam dados por casais heterossexuais ou homossexuais.


Quando refere que há inúmeras pessoas a pensar como o António, de acordo, mas desde quando isso significa que esteja certo no que defende ? É  aliás porque há vozes dissonantes, que as mais importantes aquisições de direitos e liberdades do homem, têm o nome de Conquistas



De Dmitry.G a 10 de Novembro de 2010 às 18:33
ouch!
Isto é q é matar a cobra e mostrar o pau. O resto é o resto...


De António Parente a 10 de Novembro de 2010 às 19:10
Paula


Não existe um direito à adopção. Ninguém, independentemente da sua orientação sexual ou do seu estado civil, tem direito a adoptar. Se considera que os critérios de selecção de pessoas que adoptam são errados então deve propor a sua alteração. Tão simples como isso. Tem é de provar que essa alteração é feita no interesse dos potenciais adoptados. E isso ainda não foi demonstrado. Fala-se  apenas em conquistas e direitos como a Paula o fez. 


De Paula R. a 10 de Novembro de 2010 às 20:52

António e como entende que essa prova deva ser dada? Pq. desvaloriza os inúmeros estudos de especialistas s/ esta matéria ? Quando refiro direitos e liberdades, em momento nenhum as  entendo dissociadas do interesse das crianças.
O problema António, não está nas crianças mas nos adultos ...


De António Parente a 10 de Novembro de 2010 às 23:06
Penso que não vale a pena dar provas nenhumas nem ligar a esse tipo de estudos. É só uma questão de tempo e oportunidade para que as leis sejam modificadas na direcção que a Paula deseja. Tenha uma excelente noite.


De Romeu a 11 de Novembro de 2010 às 02:17
De facto é, António. 


O conhecimento sucede sempre à ignorância, e não o contrário.


De Rodrigo a 8 de Fevereiro de 2011 às 00:25
Conhecimento??? Tal como o António, também acho que as leis serão modificadas na direcção que a Paula e o Romeu desejam... Mas, desde quando, isso significa que haja um maior conhecimento ou esclarecimento? Também eu acredito que a acontecer será devido a um "lobby forte e competente na forma como desenvolve as suas acções e com capacidade para influenciar o poder" e moldar a ignorância.


De Rodrigo a 8 de Fevereiro de 2011 às 00:25
Conhecimento??? Tal como o António, também acho que as leis serão modificadas na direcção que a Paula e o Romeu desejam... Mas, desde quando, isso significa que haja um maior conhecimento ou esclarecimento? Também eu acredito que a acontecer será devido a um "lobby forte e competente na forma como desenvolve as suas acções e com capacidade para influenciar o poder" e moldar a ignorância.


De Rodrigo a 8 de Fevereiro de 2011 às 00:02
Os diferentes estudos de especialistas na matéria defendem  o mesmo que o António. Que, em primeiro lugar, estão os interesses das crianças, e que, o que a Paula R. e o Paulo Corte Real defendem não é o melhor para as crianças...


De Romeu a 10 de Novembro de 2010 às 22:29
Isso está demonstrado.


Pergunte à Associação Americana de Psiquiatria, Associação Americana de Psicólogos, Associação Americana de Pediatria qual foi a posição deles relativamente ao tema baseado nos inúmeros estudos já realizados. Isto só para citar alguns exemplos.


O António sabe muito bem que existem imensos estudos reconhecidos pelos especialistas da área que mostram que casais do mesmo sexo são tão competentes a criar crianças e jovens como casais de pessoas de sexo diferente. Só não vê se não quiser. Faça-se de tolo, está no seu direito.


De Rodrigo a 8 de Fevereiro de 2011 às 00:33
A psiquiatria e a psicologia defendem que as crianças precisam de uma referência feminina e de uma masculina. Para encontrar estes estudos só precisa de pesquisar um pouco mais e/ou não seleccionar tanto.


De Romeu a 8 de Fevereiro de 2011 às 01:07
António, está aí um post algures no Jugular que sumaria as posições, citadas, das principais organizações profissionais americanas (da pediatria, psiquiatria, psicologia, etc) quanto à adopção por casais do mesmo sexo depois da revisão dos estudos produzidos sobre esses casos e em que todas se pronunciam inequivocamente a favor das crianças e da possibilidade de estas poderem alargar o seu leque de opções familiares também a famílias de casais do mesmo sexo, pois estas famílias não lhes criam quaisquer problemas ou diferenças de desenvolvimento em relação às restantes. É só procurar o post, força.


De nuvens de fumo a 8 de Fevereiro de 2011 às 10:01

que parvoíce pegada


De Jose Carlos a 10 de Novembro de 2010 às 15:02
Privar uma criança de um pai e de uma mãe parece-me uma aberração apenas possível num regime nazi/stalinista.


De Ana Matos Pires a 10 de Novembro de 2010 às 15:34
Por falar em aberração...


De Romeu a 10 de Novembro de 2010 às 22:30
Realmente, é pior do que privar de duas figuras parentais competentes para serem Pais ou Mães no verdadeiro sentido da palavra. Coitadinhas das crianças, é mau serem bem tratadas de forma não-homofóbica.


De Pedro a 10 de Novembro de 2010 às 15:46

O posto está muit bem escrito mas na minha modesta opinião falha ou falar em maternidade e paternidade.

Pergunto Paulo. É indiferente para si que uma criança tenha em vez de um Pai uma Mãe dois Pais ou duas Mães ?

Para mim não é indiferente e a lei deve ter isto em consideração.

Claro que é melhor que a criança seja amada e será podemos esquecer a paternidade e a maternidade?

Cumprimentos

Pedro


De Niamey a 10 de Novembro de 2010 às 16:15
se me dá licença. Indiferente? Nem pensar. é completamente diferente e lhe garanto que uma criança que desde sempre viveu com duas mães apanha um susto e um desgosto se de repente lhe aparecer alguém a reclamar-se pai e a querer o lugar de um dos adultos. A criança ama as duas mulheres que a amam também e ai de que alguma vez uma delas lhe falte. experimente tirar uma de duas mães à criança e verá o que a criança lhe faz. não lhe perdoa. por favor não vá pela discriminação na escola que é a falácia das falácias. e olhe que a mãe de coração não é obrigatoriamente a biológica e a mãe que sabe descrever o seu filho como ninguém, nem sempre será a biológica. 
consegue colocar-se no lugar nesta criança ou está demasiado entretido a pensar em si e em quem conhece? não podemos esquecer a paternidade e a maternidade nem a maternidades e as paternidades, não podemos esquecer nada, é disso que se trata.


De Anónimo a 10 de Novembro de 2010 às 17:11
Niamey
Ainda bem que concorda que é diferente uma criança ter dois pais ou duas mães.

Para uns é diferente mas não é melhor nem pior.

Para outros é melhor uma criança ter um Pai e uma Mãe.

Depende do entendimento que temos da maternidade e da paternidade.

Eu entendo que se complementam que têm posições diferentes e que para um desenvolvimento da criança o ideal é que tenham a participação da maternidade e da paternidade.

Pedro


De Niamey a 10 de Novembro de 2010 às 18:49
não Pedro, não depende do nosso entendimento, depende do entendimento da criança. esqueça as duas mães. quantas vezes um padrasto não foi mais pai em 10 minutos do que o pai biológico em anos? quantas vezes uma criança não encontrou sossego e sentido na namorada do pai, mais do que na mãe? quantas vezes o filho quer só a mãe biológica e mais ninguém, ou só o pai? quantas vezes troca tudo pelo avô? e quantas mais pede para viver com a avó? tudo isto depende de nós também mas o último impulso é da criança. Isto não é uma questão da minha ou da sua opinião. há crianças que exigem o afeto de duas mulheres porque foi com elas que cresceram e tudo correu vulgarmente que é o que se quer. Há quem tenha crescido com 2 homens e tudo correu vulgarmente que é o que se quer. há crianças mal tratadas pelo pai e pela mãe, há crianças mal tratadas pelas 2 mães ou pelos dois pais, há crianças mal tratadas pelos avós. Deixe de ver isto como um ativismo gay.Há de tudo em todo o lado e há as coisas básicas que têm de ser garantidas, que têm de ser feitas. A burocracia, as leis, as cláusulas têm de abranger todos os casos. Opinião? mas o que raio interessa aqui a minha ou a sua opinião. São os afetos das crianças. Elas já existem, onde é que andou? Aquele caso das mães não é meu mas porque haveria de ser? É só não andar a dormir por sistema. A mim também me escapam factos, muitos, mas se não estamos atentos aos estafermos dos miúdos que raio andamos nós cá a fazer armados em adultos? Ter a noção dos outros é o minimo olímpico para se ser uma pessoa vulgarissima de lineu, Pedro.


De Pedro a 10 de Novembro de 2010 às 19:20
Niamey

Claro que a opinião dos portugueses interessa. Vivemos em democracia não?

Eu acho que maternidade e paternidade são realidades diferentes e aliás que se complementam. O ideal é que a criança cresça num ambiente saudável e com amor. Mas é preferível que tenha um Pai (paternidade) e uma mãe (maternidade).

Não que não existam situações em que crianças com um Pai e uma Mãe são maltratadas, situações horríveis aliás que nã devemos suportar.

Mas essas situações não nos devem levar a seguir o caminho segundo o qual uma criança deve ter dois pais ou duas mães em vez de um pai e uma mãe.

E isto nada tem a ver com a homosexialidade ou a orientação sexual de cada um.

Pedro


De Niamey a 10 de Novembro de 2010 às 19:56
uma criança não Deve ter. Uma criança já tem. E se já tem há tanto tempo o mais provável é que "volte" a ter daqui para a frente. é a vida a correr para todos, calha disto e daquilo. o que não pode ser ao calhas é a forma como se organiza a vida em sociedade.
Quer que se penalize as crianças que já existem com 2 mães ou 2 pais? Penalizamos os 2 pais e as 2 mães? o que fazemos "nós" a esta gente? penalizar é Não legislar abrangendo-os, entenda-se. Se acontece ao miúdo morrer-lhe a mãe biológica por exemplo, o miúdo fica sem o direito à outra que não lhe é nada juridicamente. Não lhe parece um cenário do fantasporto?
Será que já somos província chinesa? porque é que isto não é aeiou? o que vale é que o jantar está adiantadinho pronto sempre dá para me entreter a bater com a cabeça na parede, realmente, Pedro. eu acabo sempre com bocas foleiras mas também se põe a jeito de uma maneira caramba, só com sangue de barata Peter ;)


De Rodrigo a 8 de Fevereiro de 2011 às 01:11
Em Portugal não tem...
E as bocas foleiras não saem porque o Pedro se põe a jeito. As bocas foleiras saem por falta de argumentos.
Isto também está provado: A falta de argumentos leva à agressividade.


De Niamey a 11 de Fevereiro de 2011 às 13:27
trouxe os "estudos"? não? tente então deixar as criancinhas em paz e não lhes invente mais questões. já agora deixe-me a mim tb. há estudos que provam que o Rodrigo não tem razão. Boa tarde.


De Romeu a 10 de Novembro de 2010 às 22:36
Então diga lá o que é que entender por Paternidade e Maternidade?


É que eu quero fazer a check-list e ir pedir responsabilidades aos meus pais, para ver se se complementam efectivamente enquanto homem e mulher nos papéis que o Pedro entende como sendo os devidos e adequados para que eu e o meu irmão cresçamos saudáveis.


Vá, diga lá. Depois posso comparar com outras famílias e analisar os resultados para ver se o que o Pedro diz corresponde efectivamente à verdade, ou não.


De Pedro a 11 de Novembro de 2010 às 09:40

Romeu

Não me diga que não vê diferença entre a maternidade e a paternidade ?

Ser Pai não é a mema coisa de ser Mãe. Há coisas que uma Mãe compreende muito melhor que um Pai na relação com um filho e outrs que um Pai.

É essa complementariedade que é maravilhosa.

Claro que como diz a Niamey e muito bem já há crianças que não têm Pai e que até vivem com duas senhoras ou dois senhores. Que os amam e que procuram educar a criança o melhor que podem.

Mas essa realidade nãonos deve esquecer que a maternidade e paternidade se compplementam.

Temos de ter muito cuidado quando pretendemos defender a adopção por "casais" do mesmo sexo exactamente por isso porque sendo ambos do mesmo sexo à partida não estão em condições de desempenhar da melhor formas as capacidas de maternidade e paternidade.

Repito. Isto nada tem a ver com a orientação sexual de cada um. Mesmo se estivermos perante heterosexuais a questão é a mesma.

O estado quando entrega crianças em adopção deve procurar encintrar um Pai e uma Mãe para a criança que o amem e que se complementem.

Pedro


De Jorge Soares a 11 de Novembro de 2010 às 15:58
Pedro, presumo então que se o estado deve procurar um pai e uma mãe, deve colocar em pé de igualdade os casais homossexuais e os candidatos singulares, certo? e deve vedar a adopção a uns e a outros?.. e já agora, deve retirar os filhos aos pais e mães solteiros?


Qual a fronteira que define que alguém está ou não preparado para ser pai ou mãe? e a que define se o pode fazer sozinho, acompanhado de alguém de outro sexo ou de alguém do mesmo sexo? quem a define? e é válida sempre ou só para a adopção?


Porque podem os homossexuais com filhos casarem-se com outros sem que lhe retirem os filhos e não podem adoptar?


Jorge Soares


De António Parente a 11 de Novembro de 2010 às 17:17
Tantas perguntas excedem o meu tempo disponível (o tempo de beber um café e bebo uma média de 7 ou 8 por dia) para responder mas vou tentar responder por grosso.

O Estado não deve retirar filhos a ninguém - casados, solteiros, heterossexuais, homossexuais, lésbicas - sem um fundamento grave, como lhe referi no comentário anterior. Eu acredito que os filhos são concebidos por amor. A capacidade de amar é independente da orientação sexual ou de se ser casado ou solteiro.

O Estado não deve procurar pais e mães para ninguém. O Estado deve estabelecer um quadro legislativo que incentive a adopção, salvaguardando o bem-estar físico e emocional das crianças. Esse quadro legislativo deve estabelecer critérios para selecção das pessoas que adoptam. Penso que é o que sucede hoje.

À partida, não é possível saber se as pessoas estão, ou não, preparadas para adoptar crianças. Para minimizar os riscos, deve-se ser rigoroso na selecção e optar por modelos mais tradicionais que à partida possam constituir um ponto de partida para o sucesso embora tal nunca possa ser garantido. Por isso, parece-me ser preferível em primeiro lugar optar por casais constituídos por homens e mulheres e em segundo lugar por pessoas sózinhas. São modelos testados e em relação aos quais se conhecem virtudes e defeitos.

Porquê excluir os homossexuais/lésbicas da adopção? Quando leio as reivindicações por aí, leio sempre "conquistas" e "direitos". Fico com a sensação de que o que se pretende com a adopção, tal como sucedeu com o casamento, é a legitimação pelo Estado de uma orientação sexual através da publicação de leis que conferem, de um ponto de vista grupal, a chamada igualdade. Ora a adopção não deve servir para esse fim. O interesse da adopção está no bem-estar das crianças e não na afirmação política dos adultos.

Espero ter sido claro. Não estou interessado em prolongar este debate porque não pretendo participar nele. Emito a minha opinião mas não quero convencer ninguém nem ser convencido. Para isso existem os lobís próprios que se encarregarão dessas acções. Eu estou fora.

Cumprimentos,














 


De Pedro a 12 de Novembro de 2010 às 19:01
Jorge
 
Vou tentar responder às suas questões. Muito pertinentes aliás.
 
1- O estado deve colocar em pé de igualdade os casais homosexuais e os solteuiros?

Penso que não. A adopção singular é um tema muito polémico. Saber se o estado deve abdicar de encontrar um pai e uma mãe e "entregar" a criança a um pai ou a uma mãe não é pacífico.

Claro que idealmente o estado entrega a um pai e a uma mãe.

No entanto entende-se que os solteiros também deverão ter acesso. Eu concordo. Há aliás muitas crianças que não têm mae ou pai. Eu não tenho Pai mas nem por isso não deixo de ter as referencias masculinas, decorrentes das memórias e de outras realidade.

Coisa completamente diferente é uma criança ter duas mães ou dois pais. Isso deve ser evitado.

2- A segunda questão é, salvo o devido respeito, absurda. Claro que o estado não deve retitar uma criança a um solteiro. Aliás mesmo que a criança apenas viva com um tem sempre o outro. Pode não viver com ele.

Todas as crianças têm Pai e Mãe. Isso é da natureza. É preciso um Pai e uma Mãe para fazer m filho. As crianças não são fabricadas em computadores.

3- Essa fronteira não sei definir mas uma coisa sei. Um homem não pode ser Mãe e uma mulher não pode ser Pai.

Logo um casal homoseual nunca reunem as condições de Pai e Mãe.

Pedro




 


De Rodrigo a 8 de Fevereiro de 2011 às 01:17
A ignorância anda de mãos dadas com o atrevimento!!!


De Rodrigo a 8 de Fevereiro de 2011 às 01:15
Concordo Pedro! Isto apenas tem a ver com os interesses das crianças.
E são elas que são importantes!


De Anónimo a 8 de Fevereiro de 2011 às 01:02
Niamey, tem razão "É só não andar a dormir por sistema. (...) que raio andamos nós cá a fazer armados em adultos?"
Mas, o que interessa é o que é o melhor para os "miúdos". E são os adultos, por terem essa condição, que averiguam o que é melhor para os miúdos.
Quando diz "
há crianças que exigem o afeto de duas mulheres porque foi com elas que cresceram e tudo correu vulgarmente que é o que se quer. Há quem tenha crescido com 2 homens e tudo correu vulgarmente que é o que se quer. há crianças mal tratadas pelo pai e pela mãe, há crianças mal tratadas pelas 2 mães ou pelos dois pais, há crianças mal tratadas pelos avós." E, também estas crianças maltratadas porque (também) cresceram com o agressor  podem sentir e procurar afecto pelo e no agressor.


De Rodrigo a 8 de Fevereiro de 2011 às 01:02
Niamey, tem razão "É só não andar a dormir por sistema. (...) que raio andamos nós cá a fazer armados em adultos?"
Mas, o que interessa é o que é o melhor para os "miúdos". E são os adultos, por terem essa condição, que averiguam o que é melhor para os miúdos.
Quando diz "
há crianças que exigem o afeto de duas mulheres porque foi com elas que cresceram e tudo correu vulgarmente que é o que se quer. Há quem tenha crescido com 2 homens e tudo correu vulgarmente que é o que se quer. há crianças mal tratadas pelo pai e pela mãe, há crianças mal tratadas pelas 2 mães ou pelos dois pais, há crianças mal tratadas pelos avós." E, também estas crianças maltratadas porque (também) cresceram com o agressor  podem sentir e procurar afecto pelo e no agressor.


De Niamey a 8 de Fevereiro de 2011 às 14:43
procuram o afeto de quem lhes dá afeto. tudo o resto são dinâmicas de hollywood ou casos de polícia que, como lhe digo, são indiferentes à orientação sexual.
de qualquer modo não vejo que conclusão pretende tirar desse comentário, nenhuma presumo. 


De Pedro II a 11 de Fevereiro de 2011 às 15:06

Pedro, pai e mãe devem ter "posições diferentes" na concepção da criança, disso não tenho dúvidas. Há uma infinidade de variantes nessa matéria, umas mais eficazes do que outras, ao que consta, mas só resultam se cada um cumprir um determinado papel que lhe foi destinado pelo criador. Durante a vida da criança, no entanto, as suas posições só são distintas se eles quiserem. Há muitos pais a fazerem o papel que sempre coube tradicionalmente à mãe, e vice versa. Antigamente o pai ralhava e a mãe passava a mão na cabeça do menino e dava-lhe chocolates. Ora, acontece agora muito o contrário nestes tempos de relaxamento de costumes. Mas as crianças, assim mal habituadas e nunca tendo conhecido outra coisa, ficam felizes na mesma e podem até chegar ao doutouramento para finalmente poderem ir trabalhar para um call center. Portanto, chegados a este descalabro, dois pães ou duas mães já é indiferente. Daí que colocar a questão nesses termos, não leva a nada, na minha opinião.  


De Rodrigo a 8 de Fevereiro de 2011 às 00:46
Niamey, está mais que provado que para a estabilidade emocional de qualquer criança ela necessita da presença de uma figura masculina e de uma figura feminina. E, até pode encontrar isto em estudos sobre filhos biológicos de casais heterossexuais casados, mas, em que por algum motivo um está muito ausente. A falta de um referência masculina leva a determinados distúrbios e a de uma referência feminina a outros tipos distúrbios.


De Niamey a 8 de Fevereiro de 2011 às 12:02
já ouvi dizer que os hospitais psiquiátricos estão cheios de "filhos biológicos de casais heterossexuais casados".
hoje em dia, filhos de casais homossexuais casados tb já podem ir lá parar com distúrbios, calhando o casal conseguir lixar a cabeça à criança ou algo do género, os bandalhos dos adultos. tb há adultos a quem surge um ou outro distúrbio com a cabeça lixada pelas crianças. enfim, infinitos e dois. 
Já agora se me pudesse deixar aqui a referência desses estudos agradecia-lhe bastante que isto já não basta chegar aqui e dizer a palavra "estudos", passou a haver os estudos sobre os estudos.obrigada.


De joao a 10 de Novembro de 2010 às 16:57
Para si não é indiferente a criança ser criada por casais do mesmo sexo. Mas isso é só a sua opinião. Existem estudos psicológicos sobre crianças criadas por casais do mesmo sexo, que mostram que não existe nenhuma diferença nas suas faculdades sociais ou intelectuais. Ver aqui (http://www.apa.org/about/governance/council/policy/parenting.aspx).
Acha que se deve legislar com base em opiniões ou com base em estudos?


De Paulo a 10 de Novembro de 2010 às 19:40
Legislacao nao se deve efetuar com base em "opinioes" pois essas variam consoante o tempo e lugar e outros interesses camuflados que muitas vezes se constam nestes tipos de "opinioes.

Esta mais que provado que nao ha qualquer impacto negativo numa crianca que cresca num ambiente parental com pessoas do mesmo sexo ou nao.

As questoes que se levamtam sao do forum "das mentalidades individuais, educacao e influencias religiosas de cada um que todos sabemos moldam cada um de nos.."e de um certo modo egoismo tambem..que so mesmo o tempo resolve como alias sempre acontece.

Criei o meu filho desde a idade em que completou 2 anos hoje com 14, e um jovem com uma postura que deixa muito a desejar a alguns dos seus colegas criados em relacionamentos "chamados convencionais" juntamente com o meu companheiro sempre estivemos presentes nos momentos bons e menos bons... Nao assistiu a gerras e conflitos ou a cenas de violencia domestica (inlefizmente a muitas criancas que o nao podem dizer) , cresceu num ambiente com base no respeito pelo ser humano, amizade e tolerancia.

Cada um e livre de ter as opinioes livres... mas nunca julgar o que desconhece... pois tende a cair-se no ridiculo .

Criancas sao indeferentes "ao sexo" de quem lhes da de comer, vestir, muda as fraldas ou ensina a dar os primeiros passos...as primeiras palavras.. os primeiros TPCs, ouvir e responder as duvidas e questoes inerentes as diversas fases do seu crescimento, a liberdade de expressao e de escolha... entre muitos outros valores... isto pode e e conseguido quer por familias de todos os tipos e generos....

Opinioes nao devem servir para criticar so pelo prazer de criticar sem terem conhecimento de causa, ou porque as normas religiosas ou socio-culturais nao lhes permitem ver mais alem de um palmo a frente do nariz.... Leis e sociedades de futuro nao se constroem com base nessas "opinioes" que em nada contribuem para debate de ideias mas que em Portugal infelizmente uma minoria continua teimosamente a querer debater sem qualquer legitimidade ou conhecimento de causa..

Como este exemplo ha muitos mais que tenho conhecimnto.. por isso nao e NADA de NOVO ter criancas a crescerem super felizes no meio parental entre pessoas do mesmo sexo... isto e irrelevante !!!

PD


De Margarida a 10 de Novembro de 2010 às 21:57
Quando o país está de rastos e nada mais resta a dizer, inventam-e discussões inúteis que nada têm a ver com o país real, para variar. Enfim...os blogues de esquerda t~em que sobreviver de alguma forma não é?!


De Romeu a 10 de Novembro de 2010 às 22:41
Pois, e os blogues de direita falam do quê?
Da cura da maior crise do capitalismo desde a Grande Depressão?


Agora a crise também foi provocada pela esquerda!


Por favor! Trate-se!


De Paula R. a 11 de Novembro de 2010 às 08:50

... pimenta no cu dos outros é refresco para mim


De Ricardo Alves a 11 de Novembro de 2010 às 09:56
Não entendo como é possível falar em «manter uma primazia biologista cega» quando a lei vem criar uma nova figura de «apadrinhamento civil». A conclusão do texto parece-me confusa.


Comentar post

Autores
Alexandra Tavares-Teles
Ana Matos Pires
Ana Vidigal
Diogo Serras
Domingos Farinho
Fernanda Câncio / f.
Filipe Nunes
Gonçalo Pires
Hugo Mendes
Inês de Medeiros
Inês Meneses
Irene Pimentel
João Cóias
João Galamba
João Pinto e Castro
Maria João Guardão
Mariana Vieira da Silva
Palmira F. Silva
Paulo Côrte-Real
Paulo Pinto
Shyznogud
Tiago Julião Neves

Arquivo

Isabel Moreira

Miguel Vale de Almeida

Rogério da Costa Pereira

Rui Herbon

correio | twitter | facebook

Maio 2012
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5

6
7
8
9


22
23
24
25
26

27
28
29
30
31


artigos recentes

Com que então, é isto que...

História(estória) de F***...

bem-vindos ao maravilhoso...

E agora, completamente a ...

ligar os pontos

Frase Pró Infinito e Mais...

frase Twilight Zone do di...

frase Twilight Zone do di...

errar outra vez, outra ve...

vamos por partes

O que é isto?

Do twitter para aqui: cor...

Sim sim, o gajo só ligou ...

O que parece é?

têm medo de quê?

últimos comentários
Só me ocorre isto, amigo...http://youtu.be/wwlGNJy...
Fraquinho, fraquinho...
Pelo contrário meu caro. A cabeça é precisamente a...
always.
obrigada, valter. all my children, como diz o aust...
Eu, quando pago os meus impostos, é para pagar a s...
Uma frase com o selo oficial da ignorância e da ca...
A prova de que não delira são os coments excitadís...
só memo naquela da "verdade": falência? oi? se a r...
Revelador o autor ou amigas deixarem passar este c...
arquivo
tags

todas as tags

outros lugares
Subscrever feeds