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jugular

Prepotência e absurdo

 

Em que é que a facilitação dos despedimentos que o Partido Popular Europeu nos pretende impor por intermédio da Comissão Europeia e do BCE contribui para reduzir o desemprego num momento como o actual?

Ainda se as reformas laborais sugeridas visassem reduzir os custos da contratação, poder-se-ia perceber; mas reduzir as barreiras ao despedimento conduz directamente ao aumento do desemprego.

Por outro lado, em que é que a facilitação dos despedimentos contribui para reduzir o défice das contas públicas? Mais desemprego implica mais subsídios de desemprego e, logo, maior pressão sobre a segurança social.

Nada menos apropriado nas circunstâncias actuais. As propostas da Comissão não têm nada a ver com a superação da crise, trata-se apenas de uma tentativa de aproveitamento da situação para agravar a condição dos mais fracos.

5 comentários

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    Romeu 30.11.2010 23:07

    Não é "exactamente". Quando existe tanta incompetência e falta de rigor em Portugal, não é à primeira nem à segunda que se encontram pessoas adequadas para ocupar certos empregos.


    E nem precisam de ser bons empregos. 
    Conheço vários casos de pessoas que são contratadas e se instalam no bem-bom e a serem incompetentes porque sabem que é difícil despedi-las. 


    Facilitar os despedimentos facilitaria a sua substituição para procurar pessoas melhores, e melhoraria certamente a qualidade do trabalho dessa pessoa enquanto lá estivesse.


    E não me falem que isso é exploração capitalista das empresas e mais não sei quê. A grande maioria dos casos que conheço é em ONG's sem fins lucrativos que até pagam por tabelas fixadas pelo Governo e são financiadas pelo Estado e são uma constante, uma praga!
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    Abel 01.12.2010 13:52

    Romeu, você não está falar do sector privado pois não?
    É que no sector privado quem não faz é posto a andar.
    Sempre foi assim e sempre será.
    Só pode dizer que é difícil despedir quem nunca foi despedido como parece ser o seu caso.

    E essa história da incompetência é um mito  da muito portuguesa e endémica arrogância ignorante, resultado da falta de mundo.
    Em Espanha não há incompetência? E em Inglaterra? E na Dinamarca? Não sei que mundo é esse em que você vive rodeado de incompetentes aboltados por todos os lados.
    Tem que escolher melhor as companhias e viajar mais.
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    Romeu 01.12.2010 15:24

    ó Abel, deixe-se de treta, que eu conheço bem as indemnizações que é preciso pagar para despedir certos trabalhadores do privado que não fazem nenhum ou fazem mal só porque estão na casa há muito tempo e sabem que se podem acomodar. 


    E, ao contrário de si, já vivi na Finlândia. E sabe o que lhe digo? É isso mesmo. Lá, a quantidade de incompetentes e de incompetência é muito, mas MUITO, menor do que cá. O resto é treta. Eu vi e vejo com os meus próprios olhos.


    Acho que quem não tem viajado muito é você. Vive num Portugal muito utópico e desfasado da realidade.
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    helder 01.12.2010 22:57

    "...eu conheço bem as indemnizações que é preciso pagar..."
    Tenho a ideia que é um mês por cada ano. Como vivemos num país em que o ordenado médio anda pelos 800 euros, apesar da maioria ganhar bem menos, de que indemnizações falas?
    É que se falas de gestores ou boys, não é por alterar o código de trabalho ou agilizar os despedimentos que resolves o problema.
    O resultado vai ser , por ex., este:.
    -gravidas e pessoal com mais de 50 anos para a rua (convém lembrar que a malta tem que trabalhar até aos 67).





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