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Errata

O Correio da Manhã diz que o programa eleitoral do PS erra no défice de 2010: em vez dos 9.1% reais refere 6.8%. Em vez de apresentar a citação truncada, o CM podia (e devia) ter referido o parágrafo todo:

 

Tendo em conta a base comparável, isto é, o mesmo universo das administrações públicas considerado para a determinação do défice de 2009, o défice de 2010 foi de 6,8% do PIB, isto é, menos 2,7 pontos percentuais do que no ano anterior. Este é um indicador evidente do esforço de consolidação realizado (pg 27)

 

Dão-se alvíssaras a quem encontrar um erro nesta passagem. É que, como o INE referiu, a execução orçamental de 2010 levou a um défice de 6.8, exactamente aquele que o PS colocou no seu programa. A alteração do universo das administrações públicas, que levou, primeiro, a um défice de 7.6% e, depois, a 9.1%, não tem nada a ver com a execução orçamental e, portanto, não pode ser utilizado para aferir se houve ou não esforço de consolidação orçamental. Se quisermos ser mais rigorosos, temos de descontar os efeitos (extraordinários) dos submarinos e do fundo de pensões da PT. Nesse caso o défice seria superior a 6.8%, mas não ficaria muito longe dos 7.3%, o objectivo definido pelo governo. Em qualquer dos casos, a consolidação orçamental é evidente. E isto - repito - independentemente das revisões efectuadas pelo INE e pelo Eurostat, que, como é óbvio, por alterarem a base comparativa não podem ser usados para formular quaisquer juízos (positivos ou negativos) em relação à execução orçamental de 2010.

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