Quinta-feira, 5 de Maio de 2011

Disse o representante da Comissão Europeia na troika. Como é óbvio, Thomsen não podia ter dito outra coisa. Caso contrário, estaria a admitir que Portugal fez bem em esperar que a troika reconhecesse erros nos programas na Irlanda e na Grécia. Dizer outra coisa que não isto implicava um 'mea culpa' da troika, coisa que, como é evidente, não querem, nem podem assumir. Se calhar estavam à espera que Thomsen dissesse: sim, o governo português percebeu que a resposta europeia estava a ser um desastre e foi muito competente em esperar que nós mudassemos de atitude.


35 comentários:
De António Parente a 5 de Maio de 2011 às 13:15
Se disse isso, então significa que a oposição fez bem em reprovar o PEC IV porque o nosso primeiro-ministro não queria pedir ajuda externa. Ah, já me esquecia! O nosso primeiro-ministro nunca erra e nunca se engana! É tudo culpa da maior crise internacional dos últimos 1000 anos!


De Honesto Intelectual a 5 de Maio de 2011 às 13:25
Pois. Parece-me óbvio. Mas também me parece óbvio que o pedido nesta altura não dependeu de nenhuma estudo do nosso governo sobre a forma como a intervenção na Grécia e na Irlanda estavam a decorrer. Aliás, havia até o receio de que a intervenção em Portugal pudesse ser parecida com as outras, apesar das evidências do fracasso.


De António Carlos a 5 de Maio de 2011 às 13:28
Talvez fosse útil comparar as medidas sectoriais do Memorando de Entendimento com as propostas para o mesmo sector que constam do Programa Eleitoral do PS. Para termos uma ideia do desfasamento entre a realidade do que vai ser aplicado e a fantasia cor de rosa do que é proposto aos eleitores.


De Anónimo a 5 de Maio de 2011 às 13:31
1 + 1 = 3


De Francisco Gonçalves a 5 de Maio de 2011 às 13:34
Para compor o ramalhete, só falta mesmo dizerem que quem sugeriu a vinda do FMI, quando os juros atingissem os 7%, foi o Dr. Catroga.

Claro que quem disse cobras e lagartos do FMI,  em entrevista a um canal de televisão,dois dias antes de anunciar a sua vinda, foi o Dr. Passos Coelho.

Claro que quem disse ser anti-patriótico reconhecer a necessidade da ajuda externa foi o mesmo Dr. Passos Coelho.

Nunca ninguém referiu estar indisponível para governar com o FMI... Bem, a não ser que tenha sido o Dr. Passos Coelho.

Se calhar, o mesmo que duplicou a dívida pública, em 4 anos.

Já toda a gente se esqueceu dos desempregados que havia em 2005: cerca de 200 mil! Agora, por culpa do Dr. Passos Coelho são, na verdade, cerca de 750 mil.



 


De João Dias a 5 de Maio de 2011 às 13:43
Era para ter piada?


De António Carlos a 5 de Maio de 2011 às 13:45
Caro João Galamba,

só falta dar a volta ao texto desta frase:
"Kröger precisou, no entanto, que o PEC IV, chumbado pela oposição, foi um "bom ponto de partida, mas não era suficientemente abrangente". "Tinha elementos muito positivos em termos orçamentais, mas não era suficientemente profundo em termos de reformas estruturais”, acrescentou."

http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=482885


De Karlo Marques a 5 de Maio de 2011 às 14:27
Este post deve representar um novo recorde. Só não digo de quê porque não gosto de escrever palavrões.


De Javali a 5 de Maio de 2011 às 14:35
Galamba, poupa (e poupa-nos) o latim. Em breve vais ter que procurar outro emprego.


De IH a 5 de Maio de 2011 às 14:55
A avaliar pela avalanche dos seus posts só nas últimas horas, o João Galamba anda zeloticamente empenhado na apologia do Chefe. Forçado a largar a representação do povo, sobra-lhe agora, coitado, eros apologético para se manter na linha da frente dos aspirantes a cargo mais fino. Até aqui, nada de mal para o próprio. O único senão está em a sua sempre pitoresca prosa ficar definitivamente anexada pelo  problema ... e não pela solução.
Vem aí mais um biltre engomado? Sou um dos seus 17 admiradores que teriam pena...
Amigavelmente.


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