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jugular

O terror do fundamentalismo indeed

(imagem roubada ao CC)

Na BBC, ouço que Anders Behring Breivik, um norueguês, louro e de olhos azuis, com ligações de facto a grupos fundamentalistas mas cristãos (e à extrema direita nacionalista), foi acusado de ambos os atentados terroristas que ontem abalaram o país nórdico. Vou esperar para ver as manchetes dos media, de que estes dois são apenas exemplo, que imediatamente e sem qualquer confirmação ulularam terrorismo islâmico. Mas estou certa que nunca irei ler nada parecido com terrorismo cristão**. E, já agora, quero ver se o PM norueguês tem a coragem do seu congénere irlandês* e mantém o recado.

 

* Enda Kenny, sem medo de afrontar a religião dominante do seu país, a propósito de mais um escândalo, muito recente, de abuso sexual de menores, chamou os bois pelos nomes e proferiu no Parlamento «The Cloyne report excavates the dysfunction, the disconnection, the elitism that dominate the culture of the Vatican today. The rape and torture of children were downplayed, and managed to uphold instead the primacy of the institution, its power, its standing and its reputation.»

 

** depois de escrever o post, descobri o Suspeito detido é um “fundamentalista cristão”  no Público. Os comentários são um must :)

 

Adenda: Melhor que eu, o "The omnipotence of Al Qaeda and meaninglessness of "Terrorism""no Salon explica este post, em particular, mas não só, este pequeno excerto"In other words, now that we know the alleged perpetrator is not Muslim, we know -- by definition -- that Terrorists are not responsible; conversely, when we thought Muslims were responsible, that meant -- also by definition -- that it was an act of Terrorism. "

2 comentários

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    Ricardo Alves 23.07.2011 13:59

    Há cegueiras para todos os gostos. Também há quem diga que a religião nunca pode originar violência. Do 11 de Setembro para cá, não faltou quem escrevesse que um acto violento, «por definição», nunca pode ter motivação religiosa. «A verdadeira religião é sempre pacífica, pa-ta-ti-pa-ta-ta...»
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