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O terror do fundamentalismo indeed

por Palmira F. Silva, em 23.07.11

(imagem roubada ao CC)

Na BBC, ouço que Anders Behring Breivik, um norueguês, louro e de olhos azuis, com ligações de facto a grupos fundamentalistas mas cristãos (e à extrema direita nacionalista), foi acusado de ambos os atentados terroristas que ontem abalaram o país nórdico. Vou esperar para ver as manchetes dos media, de que estes dois são apenas exemplo, que imediatamente e sem qualquer confirmação ulularam terrorismo islâmico. Mas estou certa que nunca irei ler nada parecido com terrorismo cristão**. E, já agora, quero ver se o PM norueguês tem a coragem do seu congénere irlandês* e mantém o recado.

 

* Enda Kenny, sem medo de afrontar a religião dominante do seu país, a propósito de mais um escândalo, muito recente, de abuso sexual de menores, chamou os bois pelos nomes e proferiu no Parlamento «The Cloyne report excavates the dysfunction, the disconnection, the elitism that dominate the culture of the Vatican today. The rape and torture of children were downplayed, and managed to uphold instead the primacy of the institution, its power, its standing and its reputation.»

 

** depois de escrever o post, descobri o Suspeito detido é um “fundamentalista cristão”  no Público. Os comentários são um must :)

 

Adenda: Melhor que eu, o "The omnipotence of Al Qaeda and meaninglessness of "Terrorism""no Salon explica este post, em particular, mas não só, este pequeno excerto"In other words, now that we know the alleged perpetrator is not Muslim, we know -- by definition -- that Terrorists are not responsible; conversely, when we thought Muslims were responsible, that meant -- also by definition -- that it was an act of Terrorism. "

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53 comentários

De Miguel Braga a 23.07.2011 às 14:45

Quando li o título do Público, pensei logo na Palmira: cá está mais uma «bomba» para a sua luta. Qualquer pessoa de bom senso sabe distinguir as coisas. É totalmente diferente dizer que um pessoa que se diz cristã, atacou alguém, do que dizer que alguém com motivações religiosas de teor cristão atacou alguém: aqui fala-se de fundamentalismo cristão (com expressão terrorista). Que os há. Também diferente é dizer-se que uma pessoa que se diz muçulmana atacou alguém, de uma pessoa que por motivações religiosas de ter muçulmano atacou alguém, aqui fala-se de fundamentalismo muçulmano (com expressão terrorista). Que os há.
Neste caso parece totalmente claro que as motivações serão qualquer uma menos religiosa. Por isso seria de esperar que uma pessoa como a Palmira viesse condenar o título do mesmo artigo. Mas não. É motivo para condenar aqueles que aqui se lamentam do título, vindo em defesa daqueles que alguma vez também foram injustiçados com títulos semelhantes (no caso os muçulmanos). Ou seja, qualquer motivo serve para a Palmira atacar o seu inimigo eterno.
Na mesma ordem, seria interessante um título: fundamentalista norueguês. E a partir daqui uma ululação, como muito gosta a Palmira, contra todos os noruegueses. É que se há coisa que não há dúvidas, portanto o título seria mais que verdadeiro, é que o homem é «norueguês de gema».
Mas claro, isso não vende tanto...

De Palmira F. Silva a 23.07.2011 às 15:24

sigh...

já agora transcrevo, pode ser que percebam ""It's a double shock. 99 percent of Norwegians immediately believed this was a Muslim terror attack. When it turned out not to be, that was the second shock," he said.

De Miguel Braga a 23.07.2011 às 16:08

Onde está a ficha técnica da sondagem?

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