Sábado, 24 de Setembro de 2011
Já por aqui falámos no Education at a Glance 2011, a publicação da OCDE que tantos engulhos provocou em tantos. Mas ainda não tenho visto referido em sítio nenhum o Government at a Glance 2011, publicado no dia 1 de Agosto. Quiçá porque, para além do que ilustra a figura, explica que em Portugal, «Graças a programas sucessivos de consolidação fiscal e a uma economia em crescimento, o balanço fiscal melhorou consideralvelmente entre 2005 e 2007. Mas deteriorou em 2008 e 2009 devido à crise económica e aos pacotes fiscais de estímulo em resposta à crise».
Antes que o último período provoque a avalanche de comentários do costume, acrescento que não se aplica apenas a Portugal. De facto, «No entanto, após o início da crise, a proporção da despesa pública aumentou em 4.9 pontos percentuais na OCDE durante o período de 2007-09. Apenas parte deste aumento reflecte uma diminuição do PIB; outra parte reflecte igualmente o aumento da despesa pública desencadeado pela necessidade de garantir a estabilidade do sistema financeiro e de estimular a economia em resposta à crise.» Mas, claro, por cá a crise internacional só teve efeitos a partir de 5 de Junho...
De João Carlos a 24 de Setembro de 2011 às 22:27
Ora um post tão interessante às moscas e quem deveria comentar tão entretido a defender o bicho da madeira. curioso...
De Pedro a 25 de Setembro de 2011 às 09:21
as verdades (incómodas) calam toda a gente.
um grande post que partilhei com agrado.
De Alexandre Carvalho da Silveira a 25 de Setembro de 2011 às 13:50
Ainda não ouvi ninguem da area politica do "bicho da madeira" defende-lo nesta triste historia da despesa publica; o que tenho visto é toda a gente a condenar o que ele fez. Mas os saudosos do "animal feroz" não param de o defender, como se pode ver neste postal.
De Pedro a 25 de Setembro de 2011 às 17:45
não sou nada saudoso do animal feroz.
Como é óbvio, devemos afastar-nos de sociedades atrasadas como a finlandesa, a norueguesa, a dinamarquesa e a sueca que têm mais de 25% da população activa empregue no estado. É mesmo preciso destruir o estado, esse malvado.
De Alexandre Carvalho da Silveira a 26 de Setembro de 2011 às 12:39
Ficamos então a saber que os indices de desenvolvimento economico e social dos paises, se mede agora pelo numero de funcionarios publicos que sustentam. Boa!
De Pedro Pinto a 26 de Setembro de 2011 às 17:30
quando a vontade é não ouvir e não ver não há argumento possível.
eu não disse isso. eu assinalei uma coincidência entre duas variáveis. não disse que uma era a régua da outra.
De Ora, ora... a 27 de Setembro de 2011 às 17:03
Entre o bicho da madeira e animal feroz, que venha o robalo e escolha...
De Alexandre Carvalho da Silveira a 25 de Setembro de 2011 às 13:44
Já ouviu falar em desorçamentação?
Quanto é que a economia cresceu entre 2005 e 2007? E a consolidação fiscal, deve-se a quê? ao aumento de impostos, ou aos impostos gerados pelo crescimento da economia?
É preciso ter uma grande lata para defender as politicas de quem arruinou este país!
De Não brinque connosco :-) a 27 de Setembro de 2011 às 16:54
Esses relatórios da OCDE têm tanta credibilidade como os da economia planificada da URSS de Stalin.
De Paulo Correia a 29 de Setembro de 2011 às 08:15
O seu post fica mais completo se virmos como: http://adoutaignorancia.blogs.sapo.pt/231481.html (http://adoutaignorancia.blogs.sapo.pt/231481.html)
De Anónimo a 2 de Outubro de 2011 às 19:19
Esse gráfico mostra como é mentirosa a ideia defendida pela direita e pelo PS e constantemente martelada na Comunicação Social de que Portugal tem funcionários públicos a mais. Há serviços, por exemplo nas Câmaras Municipais, com pessoal a mais mas há muitos outros, por exemplo na Saúde, com falta de pessoal e que recorrem constantemente a formas precárias de contratação. Não é com regras estúpidas de restrição das contratações (por cada 5 que saem só entra 1) que se vai melhorar a Administração Pública.
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