Quarta-feira, 28 de Setembro de 2011
Shyznogud

(notícia do Público de hoje)

 

Ter bons resultados escolares sempre foi por mim considerado uma obrigação se estivessemos a falar de alunos que o conseguiam, em minha casa nunca houve prendas por boas notas, daí nunca ter sido entusiasta destes prémios (QED). Tudo o que acabei de dizer não obsta, contudo, a que considere inadmissível esta decisão, a dias dos prémios serem recebidos e depois dos alunos que os iriam receber já terem sido convocados para tal. A cereja no topo do bolo é a parte que sublinhei, que roça a perversidade.


18 comentários:
De Carlos Pimentel a 28 de Setembro de 2011 às 10:17

E assim se educam os nossos adolescentes e as nossas crianças. Muito bem senhor Nuno Crato, isto é que é a pedagogia. Isto é que transmitir-lhes os valores chave para o sucesso, parabéns.  


De Manuel PL a 28 de Setembro de 2011 às 10:44
Não vi ainda ninguém chamar a atenção para o facto de o cancelamento dos prémios já atribuídos ser uma evidente ilegalidade, já que aos alunos em causa tinha sido já reconhecido o direito aos prémios faltando apenas proceder ao acto da entrega.
Acontece que já não é a primeira vez que o Governo mostra o seu despreso pela ilegalidade: o caso da extinção na prática dos dovernadores civis e da possibilidade aventada de entregar a canais privados a prestação do serviço público de tv, por exemplo, são exemplos de flagrantes inconstitucionalidades  que não fazem recuar o Governo. Já não falo da revisão do conceito de justa causa e da hipocrisia com que é apresentada. 
Será que além do Estado Social está em causa o Estado de Direito?

 


De A. Dias a 28 de Setembro de 2011 às 10:57
Tem toda a razão, sobretudo quanto à "cereja no bolo".
É o nó que se dá no ponto, a caridadezinha, o mesquinho assistencialismo que esta gente quer instaurar na sociedade portuguesa.
Vergonhoso...


De SoaresKafe a 28 de Setembro de 2011 às 11:04
500 Euros !??!

Quantos bons alunos é que seriam premiados ? 100 ? 1000 ?

Numa sociedade em que muitos preferem ficar em casa sem fazer nada a receber o subsidio, estamos a deixar de premiar uma parte da juventude que se destaca e que se esforça.



De Ativo a 28 de Setembro de 2011 às 12:41
Também é perverso no sentido em que muitas famílias gastam exatamente essa quantia em material escolar. Era uma forma de terem um retorno, principalmente numa altura em que vão começar a haver muitas pessoas a deixar de estudar por causa do preço que isso custa.

Mas a longo prazo é o país que vai pagar a conta da falta de formação da sua população.


De cratera a 28 de Setembro de 2011 às 13:11
Mas será que ainda ninguém percebeu?
Neste país não existe meritocratocracia!
Porra! Apre!
Existe buracos nas contas públicas que têm de ser tapados com o dinheirinho dos contribuintes (vencimentos e subsídios de Natal e desemprego e cortes nas rações dos miúdos e aumento nos comes e bebes e na água do banho e na luz do candeeiro e no gás que já ninguém tem e mais coisinhas assim).
Existe Amigos. Muitos Amiguinhos. Amigalhaços. Existe prejudicar quem não se gosta mesmo que tenha mérito. Existe o lambe-botas e outros sapatos que o chefe gosta. Existe chegar lá acima vindo de baixo, de muito baixo.
Existe pobreza, principalmente de espírito.
Existe o sonho de querer excelência gratuita. Um sonho lindo. Um sonho que eu também sonho. Muita lindo. Bué da lindo. 


De JASPC a 28 de Setembro de 2011 às 14:16
Pode-se dizer que é uma cratice do ministro Nuno Cretino.


De Também quero ! a 28 de Setembro de 2011 às 14:38
Diria mais...


Cratino...


De Ricardo Alves a 28 de Setembro de 2011 às 15:20
É uma cratice-trapalhice, mas acho que não deveria misturar a recompensa «familiar-afectiva» das boas notas com os prémios escolares, institucionais. Não é, sequer, comparável.


De Shyznogud a 28 de Setembro de 2011 às 15:24
O meu post antigo q linko explica o porquê do meu pouco entusiasmo e para mim faz todo o sentido apresentar o "meu" contexto para criticar esta imbecilidade.


De Niamey a 28 de Setembro de 2011 às 16:49
Sobre a notícia, torceria que o aluno e a família  tivessem a presença de espírito e o senso para se escolherem a si mesmos como "aquela" que deve ser beneficiada ou que simplesmente se recusassem a fazer a escolha. parece que é desta mensagem que o atual executivo e muitos dos restantes portugueses necessitam para inverter esta dinâmica crescente da caridade e para perceber que, de facto, a solidariedade não se impõe. Seria uma boa lição de um bom aluno.

De resto, tenho ainda que me refazer da "novidade" de 2008(nem sempre estive atenta a tudo, passou-me ao lado) do prémio de 500 euros para os melhores alunos. Foi uma iniciativa de desespero? Foi a desesperança e a descrença total da Educação? Nunca ouvi os argumentos da ministra.

O exemplo dado, no blog vizinho, é pacífico embora dê especial destaque ao sentido de humor "perder dinheiro por te ter como mãe" que acaba por ser a prova de que tem valido a pena. 
o que sinto também, com muito menos experiência, é que o sentido e o prazer da "obrigação educativa" não será forçosamente posto em causa se um bom desempenho escolar ou uma subida para bom de uma razoável nota fôr festejada, tiver um yeaah e acabe num jantar bem forex de casa.  talvez a frase "prendas para boas notas" não soe bem a quase ninguém. o festejo das boas notas, tal como o sério e por vezes chato monólogo(?) sobre as menos boas pode levar em conta o "futuro adulto" mas também o prazer do presente. Creio que isso estará implícito no post. 
Acredito que o exemplo dado só pode ser bom sobretudo porque sinto que aquilo é apenas uma pequenissima parte de mãezice. uma miúda só bate assim(sentido de humor) quando tem bastante mais o do que essas aparentemente "duras diretivas". só por esse sentido de humor e pontaria, parabéns à mãe e à educadora.
e acrescento o arrepio: afinal é provável que sejam duas, diferentissimas mas ambas not very gud ;)


De Stand bye bye me a 28 de Setembro de 2011 às 18:46

http://youtu.be/zCRUPWDIgYM (http://youtu.be/zCRUPWDIgYM)


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