Domingo, 6 de Novembro de 2011

Na última semana, dois ministros do Governo de Portugal®, , o da Economia e o da Segurança Social, aventaram a hipótese de delapidarem as verbas do FEFSS (Fundo de Estabilização Financeira da Segurança Social) nas suas políticas de "emprego" - so far, de protecção do patronato, excepto quando o patrão é o Estado.  Mas este fundo, o garante das pensões e reformas dos actuais trabalhadores, não é do Estado para que esta gente o liberalize ao serviço dos privados e mercados financeiros, a única coisa em que de facto se têm mostrado excelentes, tirar ao público para dar ao privado*. Não sei bem o que pretendem com estes anúncios incendiários mas para já conseguiram algo totalmente inédito, que eu subscreva na íntegra uma opinação de Pacheco Pereira, em particular o parágrafo final: «A única hipótese plausível é que o governo quer mesmo que a greve geral seja um sucesso, para exorcizar qualquer coisa, ou para colocar o que acha a incarnação do Mal nas ruas para todos o verem».

 

*Por exemplo, na Educação, em que foi considerado prioritário reforçar as verbas destinadas às escolas secundárias privadas, que viram aumentada em 6.5%, de €80 080 para € 85 228, a verba paga por turma do OE, enquanto o ensino público, em particular o superior, foi sujeito a cortes tão brutais, cerca de 33% em relação ao OE2011, 48% inferior à dotação de 2010, que ameaçam a sua continuidade. Para ser mais clara, neste momento o ME considera que é mais importante e por isso merecedor de mais financiamento, do dinheiro dos nossos impostos, um aluno numa escola secundária privada que um aluno no ensino superior público.

8 comentários:
De IH a 6 de Novembro de 2011 às 21:25
Palmira, tenha paciência consigo mesma: teria sido bom, teria, para a sua causa, que o ensino ministrado nas escolas privadas (de ensino público, não esqueça) tivessem sido asfixiadas com os miseráveis  €80 080 que os lacaios de Sócrates pretendiam.
O seu raciocínio é capcioso: os valores atribuídos  às escolas públicas (e o desbarato que por lá vai) não são comparáveis ao que se gasta naquelas escolas privadas, a quem este governo, justamente, atribui mais uns «peanuts» ao valor que o governo Sócrates queria, para acabar com elas.  Os actuais € 85 228 alegadamente atribuídos já são um valente corte ao que recebiam, como a Palmira sabe (e não quer admitir).
Ocorre perguntar: será que também a ilustre vice-directora do IST não gosta da excelência, comprovada em tudo quanto é ensino privado no nosso país.
Amigavelmente.


De Palmira F. Silva a 6 de Novembro de 2011 às 21:41
meu caro IH: por quem sois, mas claro que este governo nunca iria "asfixiar" as escolas secundárias privadas que, como se sabe são poupadinhas, tão poupadinhas que custam mais ao Estado que o ensino superior público.

O valor que diz que acabaria com as escolas do básico e secundário, 80%, pelo menos, católicas, é mais do que actualmente o mesmo Estado se propõe dar por cada aluno do Técnico.

Com uma agravante, enquanto as escolas católicas não pagam impostos, no Técnico, em 2010 devolvemos ao Estado em impostos 34 milhões de euros, apenas menos 3 milhões de euros do que o OE tem previsto para nós em 2012.


De IH a 7 de Novembro de 2011 às 09:58

«escolas do básico e secundário, 80%, pelo menos, católicas»...
... afinal é esse apenas o seu problema no post. Esclarecido.
«tão poupadinhas que custam mais ao Estado que o ensino superior público»...
... Quod este demonstrandum (mas não aqui, porque os restantes 3900 caracteres que me atribui não mo vão permitir). Pergunto-lhe apenas: os edifícios dos privados com contrato entram nas contas da Palmira? E os alunos indesejados que o Estado lá vai despejando, também entram?


De Palmira F. Silva a 7 de Novembro de 2011 às 12:31
Quais edifícios? O 1 euro por mês que, por exemplo, o colégio São João de Deus paga mensalmente de renda à CML?

E, já agora, todas as obras de manutenção ou construção dos novos edíficios são pagas por nós, do nosso orçamento, não há dinheiro extra para obras.


De João Carlos a 6 de Novembro de 2011 às 21:56
Esta beatada irrita-me mesmo, muito mesmo. Cambada de sanguessugas inúteis que vivem á conta do dinheiro dos meus impostos- e para o ano do meu subsídio de férias e de Natal.


Como esta cambada tem a lata de dizer merdas destas numa altura destas mostra bem as costas quentes que sentem com este governo de incompetentes empenhados em destruir o Estado e em subir os nossos impostos para alimentar bestas como a que por aqui se queixa dos míseros 10% de corte no financiamento dos privados que Sócrates queria fazer - e que agora fica em menos de metade, menos de 5%, quando as escolas públicas têm cortes de 50%.


Cambada de inúteis sanguessugas, chulos do dinheiro do povo! Não querem ser privados?  Então sejam privados porra largam a mama do dinheiro de todos que devia ser para todos


De Teofilo M. a 6 de Novembro de 2011 às 23:10
Ainda ninguém me conseguiu explicar porque é que o financiamento das escolas privadas com ensino público se faz por turma e não por aluno, nem porque é que se continuam a financiar escolas privadas em locais onde existem escolas públicas com vagas suficientes para suprir as necessidades locais.
Se me conseguirem explicar isso, talvez eu passe a raciocinar de modo diverso.
Para já e tirando os casos em que os privados se substituem ao público por falta de equipamentos chamo a isso um benefício concedido a privados com dinheiros públicos o que não deveria acontecer. Nunca.


De henrique pereira dos santos a 7 de Novembro de 2011 às 06:28
Palmira,
Independentemente de discutir as suas contas (por exemplo, como são contadas as bolsas dos alunos que pagam propinas) gostava de perceber melhor o que pretende concluir da comparação do pagamento do Estado por aluno a instituições que ministram um ensino universal e gratuito e a instituições de ministram um ensino não universal e não gratuito.
Muito obrigado
henrique pereira dos santos


De Palmira F. Silva a 7 de Novembro de 2011 às 12:32
Meu caro Henrique:

De si não esperava mais de facto que esta menorização do ensino superior público desperdício do dinheiro dos contribuintes que devia ser desviado para quem de facto importa, os privados ora essa.


Comentar post

Autores
Alexandra Tavares-Teles
Ana Matos Pires
Ana Vidigal
Diogo Serras
Domingos Farinho
Fernanda Câncio / f.
Filipe Nunes
Gonçalo Pires
Hugo Mendes
Inês de Medeiros
Inês Meneses
Irene Pimentel
João Cóias
João Galamba
João Pinto e Castro
Maria João Guardão
Mariana Vieira da Silva
Palmira F. Silva
Paulo Côrte-Real
Paulo Pinto
Shyznogud
Tiago Julião Neves

Arquivo

Isabel Moreira

Miguel Vale de Almeida

Rogério da Costa Pereira

Rui Herbon

correio | twitter | facebook

Maio 2012
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5

6
7
8
9


22
23
24
25
26

27
28
29
30
31


artigos recentes

Com que então, é isto que...

História(estória) de F***...

bem-vindos ao maravilhoso...

E agora, completamente a ...

ligar os pontos

Frase Pró Infinito e Mais...

frase Twilight Zone do di...

frase Twilight Zone do di...

errar outra vez, outra ve...

vamos por partes

O que é isto?

Do twitter para aqui: cor...

Sim sim, o gajo só ligou ...

O que parece é?

têm medo de quê?

últimos comentários
Não sabia que o Cameron e o Obama eram da Académic...
Só me ocorre isto, amigo...http://youtu.be/wwlGNJy...
Fraquinho, fraquinho...
Se fosse só isto...
Pelo contrário meu caro. A cabeça é precisamente a...
always.
obrigada, valter. all my children, como diz o aust...
Eu, quando pago os meus impostos, é para pagar a s...
Uma frase com o selo oficial da ignorância e da ca...
A prova de que não delira são os coments excitadís...
arquivo
tags

todas as tags

outros lugares
Subscrever feeds