Na última semana, dois ministros do Governo de Portugal®,™ , o da Economia e o da Segurança Social, aventaram a hipótese de delapidarem as verbas do FEFSS (Fundo de Estabilização Financeira da Segurança Social) nas suas políticas de "emprego" - so far, de protecção do patronato, excepto quando o patrão é o Estado. Mas este fundo, o garante das pensões e reformas dos actuais trabalhadores, não é do Estado para que esta gente o liberalize ao serviço dos privados e mercados financeiros, a única coisa em que de facto se têm mostrado excelentes, tirar ao público para dar ao privado*. Não sei bem o que pretendem com estes anúncios incendiários mas para já conseguiram algo totalmente inédito, que eu subscreva na íntegra uma opinação de Pacheco Pereira, em particular o parágrafo final: «A única hipótese plausível é que o governo quer mesmo que a greve geral seja um sucesso, para exorcizar qualquer coisa, ou para colocar o que acha a incarnação do Mal nas ruas para todos o verem».
*Por exemplo, na Educação, em que foi considerado prioritário reforçar as verbas destinadas às escolas secundárias privadas, que viram aumentada em 6.5%, de €80 080 para € 85 228, a verba paga por turma do OE, enquanto o ensino público, em particular o superior, foi sujeito a cortes tão brutais, cerca de 33% em relação ao OE2011, 48% inferior à dotação de 2010, que ameaçam a sua continuidade. Para ser mais clara, neste momento o ME considera que é mais importante e por isso merecedor de mais financiamento, do dinheiro dos nossos impostos, um aluno numa escola secundária privada que um aluno no ensino superior público.
Palmira, tenha paciência consigo mesma: teria sido bom, teria, para a sua causa, que o ensino ministrado nas escolas privadas (de ensino público, não esqueça) tivessem sido asfixiadas com os miseráveis €80 080 que os lacaios de Sócrates pretendiam. O seu raciocínio é capcioso: os valores atribuídos às escolas públicas (e o desbarato que por lá vai) não são comparáveis ao que se gasta naquelas escolas privadas, a quem este governo, justamente, atribui mais uns «peanuts» ao valor que o governo Sócrates queria, para acabar com elas. Os actuais € 85 228 alegadamente atribuídos já são um valente corte ao que recebiam, como a Palmira sabe (e não quer admitir). Ocorre perguntar: será que também a ilustre vice-directora do IST não gosta da excelência, comprovada em tudo quanto é ensino privado no nosso país. Amigavelmente.
meu caro IH: por quem sois, mas claro que este governo nunca iria "asfixiar" as escolas secundárias privadas que, como se sabe são poupadinhas, tão poupadinhas que custam mais ao Estado que o ensino superior público.
O valor que diz que acabaria com as escolas do básico e secundário, 80%, pelo menos, católicas, é mais do que actualmente o mesmo Estado se propõe dar por cada aluno do Técnico.
Com uma agravante, enquanto as escolas católicas não pagam impostos, no Técnico, em 2010 devolvemos ao Estado em impostos 34 milhões de euros, apenas menos 3 milhões de euros do que o OE tem previsto para nós em 2012.
«escolas do básico e secundário, 80%, pelo menos, católicas»... ... afinal é esse apenas o seu problema no post. Esclarecido. «tão poupadinhas que custam mais ao Estado que o ensino superior público»... ... Quod este demonstrandum (mas não aqui, porque os restantes 3900 caracteres que me atribui não mo vão permitir). Pergunto-lhe apenas: os edifícios dos privados com contrato entram nas contas da Palmira? E os alunos indesejados que o Estado lá vai despejando, também entram?
Esta beatada irrita-me mesmo, muito mesmo. Cambada de sanguessugas inúteis que vivem á conta do dinheiro dos meus impostos- e para o ano do meu subsídio de férias e de Natal.
Como esta cambada tem a lata de dizer merdas destas numa altura destas mostra bem as costas quentes que sentem com este governo de incompetentes empenhados em destruir o Estado e em subir os nossos impostos para alimentar bestas como a que por aqui se queixa dos míseros 10% de corte no financiamento dos privados que Sócrates queria fazer - e que agora fica em menos de metade, menos de 5%, quando as escolas públicas têm cortes de 50%.
Cambada de inúteis sanguessugas, chulos do dinheiro do povo! Não querem ser privados? Então sejam privados porra largam a mama do dinheiro de todos que devia ser para todos
Ainda ninguém me conseguiu explicar porque é que o financiamento das escolas privadas com ensino público se faz por turma e não por aluno, nem porque é que se continuam a financiar escolas privadas em locais onde existem escolas públicas com vagas suficientes para suprir as necessidades locais. Se me conseguirem explicar isso, talvez eu passe a raciocinar de modo diverso. Para já e tirando os casos em que os privados se substituem ao público por falta de equipamentos chamo a isso um benefício concedido a privados com dinheiros públicos o que não deveria acontecer. Nunca.
De henrique pereira dos santos a 7 de Novembro de 2011 às 06:28
Palmira, Independentemente de discutir as suas contas (por exemplo, como são contadas as bolsas dos alunos que pagam propinas) gostava de perceber melhor o que pretende concluir da comparação do pagamento do Estado por aluno a instituições que ministram um ensino universal e gratuito e a instituições de ministram um ensino não universal e não gratuito. Muito obrigado henrique pereira dos santos
De si não esperava mais de facto que esta menorização do ensino superior público desperdício do dinheiro dos contribuintes que devia ser desviado para quem de facto importa, os privados ora essa.