Segunda-feira, 26 de Dezembro de 2011
Ana Matos Pires

"Em primeiro lugar, a expressão não é adequada porque uma gravidez não é apenas uma questão de barriga". Na verdade verdadinha, Helena, chama-se "maternidade de substituição" e não "barriga de aluguer". Deixa de lhe fazer espécie, presumo, pois a coisa já não se resume à barriga. E estão lá todas as "emoções" da gravidez, até as mais ruinzinhas, que as há, garanto-lhe.

 

Adenda1: A proposta do Bloco de Esquerda diz respeito, para além de aspectos relativos à PMA, à legalização da maternidade de substituição em caso de ausência ou de doença grave do útero que "impossibilite de forma definitiva e absoluta a gravidez".

 

Adenda2: Ainda aqui volto... Se bem percebi o problema da Helena Matos é a desadequação de uma expressão - que não é usada - e o aluguer de um corpo - que não é alugado -, sendo que não tem nada contra alugueres de corpos, daí não defender (e bem) a criminalização da prostituição. É isto, não é?

22 comentários:
De Nuno Gaspar a 26 de Dezembro de 2011 às 22:19
Já lá não está quem se deixou distrair com a  diversão das questões fracturantes do jugular. Pagou caro o entretenimento, talvez sem merecer.


De Miguel Braga a 27 de Dezembro de 2011 às 11:11
Penso que a proposta poderia ir mais longe, e, desta forma, Portugal voltaria a estar na linha da frente da evolução civilizacional, permitindo que se criassem empresas que disponham de empregadas cujo trabalho seja o de «maternas de substituição». Criava-se uma nova carreia profissional, sim por que até para isto é preciso ter jeito, surgia uma nova forma de negócio (que o país bem precisa) e facilitava-se a vida às pessoas que tivessem esta necessidade. Não teriam de andar à procura. A empresa teria logo um catálogo a sugerir.
Penso que o grave problema que poderia sugerir, sim por que as outras questões não são sequer problemáticas, era o problema dos recibos verdes. Como há uma classe empresarial portuguesa oportunista certamente que as «maternas de substituição» iriam ser "contratadas a recibo verde, porque nao estavam para pagar salário para ter uma funcionária somente 9 meses a trabalhar (não esquecer a licença de maternidade, ou espera, quer gozará esta: a que dá os óvulos ou a de aluguer?!)


De Ana Matos Pires a 27 de Dezembro de 2011 às 17:09
É isso e cuspir na sopa, Miguel Braga. E ler tudo antes de comentar?


De Miguel Braga a 27 de Dezembro de 2011 às 18:16
Concorde ou não concorde, é o que eu penso sobre o assunto, independentemente do seu outro artigo sobre a matéria. (Não pense que todos os comentários que são expressos, são para concordar ou discordar de si... Muitos são para expressar opiniões pessoais. Há cada umbigo...)


De Ana Matos Pires a 27 de Dezembro de 2011 às 19:04
E é a minha sobre a sua. O ler tudo incluía os links, naturalmente, o que quer dizer ler a proposta de lei do BE (o meu cicatrizou bem, a minha mãe foi uma querida, gosto dele)


De Miguel Braga a 27 de Dezembro de 2011 às 20:00
O artigo «linkado» li. Apesar de me dispensar de ler «lixo», li parte da proposta do BE. Nada de novo: um conjunto de tiradas sobre estudos e estatísticas europeias (deve ser complexo, por que quando constantemente nos comparamos com os outros, só pode ser) para depois embrulhar o tema central com uma capa de preocupações «humanistas».


De Rui Felício a 28 de Dezembro de 2011 às 00:05
Miguel Braga, não era para ler parte da proposta, era para ler tudo. Se não ler tudo, a única coisa que consegue é fazer textos irónicos, porque fica sem perceber nada. Diz que "deve ser complexo"?... você tem orgulho em mostrar ignorância?


De Ana Matos Pires a 28 de Dezembro de 2011 às 00:44
Gabo-lhe a paciência, Rui, obrigada pela pedagogia.


De Miguel Braga a 28 de Dezembro de 2011 às 01:03
Bem, decidi aceitar o seu desafio e li todo o documento (também não é muito grande). E na verdade, por muita volta que se dê a um caixote de lixo, nele só se encontra lixo. Até se pode reciclar, mas na origem será sempre lixo.
E como disse  anteriormente, certamente resultado da minha «ignorância», é uma tentativa encapotada de legalizar a «barriga de alugar» à boleia de uma, justa, preocupação com a as técnicas de Procriação Medicamente Assistida. Desde quando a reprodução é uma técnica «medicamente assistida»? O Felício precisa de um médico a assistir, nos dois sentidos, para poder ter filhos? Não era mais honesto separar as questões (PMA e «maternidade de substituição» - já agora, arranjam sempre cada nome tão pomposo para cada uma destas merdas...)?


De Ana Matos Pires a 28 de Dezembro de 2011 às 09:56
Quando não há nada pr se dizer diz-se nada.


De Rui Felicio a 28 de Dezembro de 2011 às 11:20
Miguel Braga, não sei que lhe diga.


De Miguel Braga a 28 de Dezembro de 2011 às 16:45
cito o pensamento do dia: «Quando não há nada pr se dizer diz-se nada.»


De Joao a 27 de Dezembro de 2011 às 12:55
Sim, porque a maternidade resume-se aos 9 meses, o resto já não é maternidade...


De Teofilo M. a 27 de Dezembro de 2011 às 19:44
Quem mete "aluguer" na conversa sobre este assunto é francamente mal intencionado e tenta desviar a conversa para terrenos onde tal não se desenrola.
É a demagogia habitual dos que gostam de ter os seus vícios privados mas ostentam candidamente o distintivo da moralidade na banda do casaco.


De Ana Matos Pires a 28 de Dezembro de 2011 às 00:44
Pois.


De Miguel Braga a 28 de Dezembro de 2011 às 00:47
Só falta dizer que acredita no pai-natal e na fada madrinha...


De Ana Matos Pires a 28 de Dezembro de 2011 às 09:57
f por f prefiro acreditar noutro.


De Teofilo M. a 28 de Dezembro de 2011 às 11:35
Caro Mihuel Braga,
adorei o tempo em que acreditava no Pai Natal e infelizmente ainda vejo por aí muita gente a acreditar nele. Quanto à fada madrinha, parece-me ser figura de importação e em tempo de crise como esta devíamos ficar apenas com as lendas cá da terrinha.


De Miguel Braga a 28 de Dezembro de 2011 às 01:06
Já agora explique-me que tipo de «negócio jurídico», expressão da própria proposta, pode ser celebrado entre ambas as partes.


De Teofilo M. a 28 de Dezembro de 2011 às 11:41
Caro Miguel Braga,
negócio jurídico é todo aquele contrato que tem consequências jurídicas, como por exemplo contrato-promessa, testamento, doação, etc.
Têm na sua base uma manifestação de vontade que pode ser solene ou não.


De O Rural a 27 de Dezembro de 2011 às 22:32

Já não se fazem meninos artesanalmente, como antigamente.

Está a ficar linda est merda!


De Ana Matos Pires a 28 de Dezembro de 2011 às 00:46
É, agora é só à mão


Comentar post

Autores
Alexandra Tavares-Teles
Ana Matos Pires
Ana Vidigal
Diogo Serras
Domingos Farinho
Fernanda Câncio / f.
Filipe Nunes
Gonçalo Pires
Hugo Mendes
Inês de Medeiros
Inês Meneses
Irene Pimentel
João Cóias
João Galamba
João Pinto e Castro
Maria João Guardão
Mariana Vieira da Silva
Palmira F. Silva
Paulo Côrte-Real
Paulo Pinto
Shyznogud
Tiago Julião Neves

Arquivo

Isabel Moreira

Miguel Vale de Almeida

Rogério da Costa Pereira

Rui Herbon

correio | twitter | facebook

Maio 2012
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5

6
7
8
9


22
23
24
25
26

27
28
29
30
31


artigos recentes

Com que então, é isto que...

História(estória) de F***...

bem-vindos ao maravilhoso...

E agora, completamente a ...

ligar os pontos

Frase Pró Infinito e Mais...

frase Twilight Zone do di...

frase Twilight Zone do di...

errar outra vez, outra ve...

vamos por partes

O que é isto?

Do twitter para aqui: cor...

Sim sim, o gajo só ligou ...

O que parece é?

têm medo de quê?

últimos comentários
Não sabia que o Cameron e o Obama eram da Académic...
Só me ocorre isto, amigo...http://youtu.be/wwlGNJy...
Fraquinho, fraquinho...
Se fosse só isto...
Pelo contrário meu caro. A cabeça é precisamente a...
always.
obrigada, valter. all my children, como diz o aust...
Eu, quando pago os meus impostos, é para pagar a s...
Uma frase com o selo oficial da ignorância e da ca...
A prova de que não delira são os coments excitadís...
arquivo
tags

todas as tags

outros lugares
Subscrever feeds