Sexta-feira, 27 de Janeiro de 2012

 

Se quiserem explicação mais detalhada comecem por aqui, depois vão ali e ainda ali.


22 comentários:
De Luís Lavoura a 27 de Janeiro de 2012 às 12:02
Quais são os 8 feriados católicos?

1 de novembro

15 de agosto

8 de dezembro

Corpo de Deus

sexta-feira santa

Natal

Faltam-me dois. Quais são eles?

A não ser que se considere 1 de janeiro (Dia Internacional da Paz) como um feriado católico, ou então o Carnaval (que é uma festa profana e, embora ligada à tradição católica, não é defendido como feriado católico pela Igreja).

Ou seja, a mim parece-me que de facto só há seis feriados católicos. Há mais dois - o 1 de janeiro e o Carnaval - que são dias festivos profanos, não são feriados católicos.


De Shyznogud a 27 de Janeiro de 2012 às 12:06
O qto a si é irrelevante, o 1º de janeiro em portugal é feriado porq se celebra a solenidade de sta maria, idem para o carnaval, mm q tenha origens pagãs aqui o q se celebra é o entrudo, ou seja, o início da quaresma.


De Luís Lavoura a 27 de Janeiro de 2012 às 12:13
(1) O Carnaval não é uma festa católica. Pergunte a qualquer padre. Não há missas de Carnaval, nada. É uma festa que existe em países de tradição católica, mas não é uma festa católica. Jamais a Igreja defendeu ou iria defender que o Carnaval deva ser feriado.

(2) 1 de janeiro é feriado em todos os países que seguem o calendário gregoriano. Até nos EUA é feriado, veja lá, nesse país que praticamente não tem feriados religiosos. 1 de janeiro pode ser dia de santa maria (praticamente todos os dias do calendário são dias de algum santo ou santa), mas não é por esse facto que é feriado. É feriado por ser o primiro dia do ano.


De Anónimo a 28 de Janeiro de 2012 às 20:48
"mas não é por esse facto que é feriado. É feriado por ser o primiro dia do ano."

LOLOLOLOL
LOLOLOLOL

Há pessoas que muito gostam de se enterrar.
O que é que os outros países fazem é chamado para aqui? Em Portugal o 1 de Janeiro é celebrado como Solenidade da Nossa Senhora e é por isso um feriado religioso. Ponto.
Podia ser feriado por ser o primeiro dia do ano civil? Podia, claro que podia. Mas não é.
E o Carnaval não é feriado nem nunca foi. Simplesmente há tradição de se dar tolerância de ponto nesse dia.

LOLOLOLOL
LOLOLOLOL




De Marco a 27 de Janeiro de 2012 às 12:13
O Carnaval (ou o Entrudo) não é, nem nunca foi, feriado - religioso ou não.


O que falta ao Luís é a Páscoa, mas trazê-la a esta discussão é de uma má fé incrível - mas de quem traz o 1º de Janeiro, já espero tudo...


De Shyznogud a 27 de Janeiro de 2012 às 12:34
sobre o carnaval, vide resposta ao comentador abaixo


De Marco a 27 de Janeiro de 2012 às 12:54
Resposta correcta, mas incompleta. Essa "determinação por dl" só afecta... funcionários públicos.


É uma tolerância de ponto, não é feriado. Significativamente diferente.


De Shyznogud a 27 de Janeiro de 2012 às 12:57
verdade, foi para simplificar


De k. a 27 de Janeiro de 2012 às 12:18
Objectivamente, o Natal é uma celebração pagã (saturnalias, solsticio de inverno) que os romanos rebaptizaram de "nascimento de cristo"


Bem, o 10 de junho tambem ERA o feriado municipal de Lisboa..

estas coisas mudam =)

De qualquer modo, para mim são 4 dias que trabalho a mais, sem receber mais dinheiro - efectivamente, uma redução do meu salario.

Seria de bom tom um "agradecimento" sarcástico ao nosso primeiro ministro, mas só me apetece manda-lo para um sitio feio


De Luís Lavoura a 27 de Janeiro de 2012 às 12:41
Conclusão: a Fernanda e a Maria João, para tornar os seus argumentos anti-católicos aparentemente mais fortes, resolveram considerar o 1 de janeiro como um feriado católico, e resolveram que no domingo de páscoa não se trabalha por ser feriado. Brilhante!!!

Note-se que eu até concordo com o argumento geral da Fernanda - aliás, muito antes dela falar deste tema eu já a tinha por diversas vezes criticado por jamais se atirar aos feriados católicos, que a meu ver são uma manifestação de não-laicismo muito mais importante do que os capelães nos hospitais ou os crucifixos nas salas de aula - mas não concordo que, para se tornar o argumento mais pungente, se falsifique a realidade.


De Shyznogud a 27 de Janeiro de 2012 às 12:44
vá lá reler tudo o q foi escrito antes de dizer baboseiras e a malta não tem culpa da sua ignorância sobre o tema, ok?


De manuelcav a 27 de Janeiro de 2012 às 12:26
Avançando desculpas por não ter acompanhado a evolução desta questão, o post fala em 13 feriados, contudo, eu contei 14: 1 de janeiro, carnaval, sexta-feira santa, páscoa, 25 de abril, 1º de maio, 10 de junho, corpo de Deus, assunção de Nossa Senhora, implantação da república, todos os santos, restauração da independência, imaculada conceição e Natal. Estarei enganado?

Já agora qual é o feriado palerma?


De Shyznogud a 27 de Janeiro de 2012 às 12:31
o carnaval tem um estatuto diferente dos outros, não faz parte da lista de feriados nacionais, é determinado - ou não - por dl em cda ano.


De manuelcav a 27 de Janeiro de 2012 às 13:05
Obrigado pelo esclarecimento. E afinal qual é o feriado que a Fernanda qualifica de "palermice"?

 


De f. a 27 de Janeiro de 2012 às 13:30
é fácil perceber, manuel. exclusão d hipóteses. o 10 d junho, claro.


De manuelcav a 27 de Janeiro de 2012 às 14:11
Está a referir-se a isto? "Até ao 25 de Abril de 1974, o 10 de Junho era conhecido como o Dia de Camões, de Portugal e da Raça, este último epíteto criado por Salazar na inauguração do Estádio Nacional do Jamor em 1944. A partir de 1963, o 10 de Junho tornou-se numa homenagem às Forças Armadas Portuguesas, numa exaltação da guerra e do poder colonial. Com uma filosofia diferente, a Terceira República converteu-o no Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas em 1978."
Pois, de fato, foi uma palermice dos governantes de então manter este dia feriado e sabe que cometeu tal palermice?....o II Governo Constitucional liderado pelo Dr. Mário Soares....dá que pensar, não?


De manuelcav a 27 de Janeiro de 2012 às 14:14
Está a referir-se a isto? "Até ao 25 de Abril de 1974, o 10 de Junho era conhecido como o Dia de Camões, de Portugal e da Raça, este último epíteto criado por Salazar na inauguração do Estádio Nacional do Jamor em 1944. A partir de 1963, o 10 de Junho tornou-se numa homenagem às Forças Armadas Portuguesas, numa exaltação da guerra e do poder colonial. Com uma filosofia diferente, a Terceira República converteu-o no Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas em 1978."
 
Pois, de fato, foi uma palermice do II Governo Constitucional liderado pelo Sr. Dr. Mário Soares...dá que pensar, não?


De Graça Coelho a 27 de Janeiro de 2012 às 13:02
Espero contribuir para o bem da Nação com esta minha humilde sugestão.
Passar a Sexta-Feira Santa para Sábado Santo e a Terça-Feira de Carnaval para o Domingo anterior.


De mdsol a 27 de Janeiro de 2012 às 13:18
O rigor semântico às vezes não é armanço nem esquisitice. Se chamassem como devem ser chamados Dias Santos de Guarda àquilo que chamam feriados religiosos, talvez fosse mais clara a evidência do disparate que é negociar o que não é da mesma natureza.


De Anónimo a 28 de Janeiro de 2012 às 00:34
Os feriados ditos católicos, são e sempre foram festas cíclicas de antigos rituais agrícolas. Por isso representam eles próprios a identidade do nosso povo, muito mais do que os feriados ditos civis. Por isso também são sempre muito mais celebrados que os outros. Querer acabar com eles com o argumento de que são católicos e o estado laico, é disparate de ignorante. Quanto ao entrudo, lembro de que Cavaco não deu tolerância de ponto aos funcionários públicos durante o tempo que governou. E isso reflectiu-se na economia de muitas terras. Porque essas festas são autênticas celebrações populares, ao contrário de 1º de Dezembro ou cincos de Outubro.
Basta ver a movimentação de gentes que se faz no 1º de Novembro, rumo às terras onde enterraram os seus mortos.


De Miguel a 28 de Janeiro de 2012 às 20:54
"Quanto ao entrudo, lembro de que Cavaco não deu tolerância de ponto aos funcionários públicos durante o tempo que governou."

Mentira. O Cavaco não deu tolerância de ponto em apenas um ano nos dez em que foi primeiro-ministro.

"
Basta ver a movimentação de gentes que se faz no 1º de Novembro, rumo às terras onde enterraram os seus mortos."

Esse exemplo é muito engraçado, porque antes da Concordata dos anos 60 o 1.º de Novembro não era feriado e as pessoas iam aos cemitério do dia 2 de Novembro (que é o Dia dos Finados, onde por tradição se visitava os cemitérios), mas como depois sabe-se lá porquê (suponha que haja alguma razão teológica por trás disso) o Vaticano e o Estado Novo decidiram que o dia 1 é que devia ser feriado e a estrutura da ICAR portuguesa teve de se adaptar e passar a fazer as celebrações no dia 1 (se for a muitas aldeias por esse país fora no dia 2 ainda se celebra o Dia de Finados com peregrinações aos cemitérios idênticas às que se fizeram no dia anterior). Moral da história? As pessoas não são atrasadinhas das ideias (como muitas vezes se faz crer neste país sempre que alguém tenta mudar alguma coisa) e adaptam-se às novas realidades, venham elas por decreto (como foi este caso) ou por simples evolução da sociedade.


De José-ICThUS a 28 de Janeiro de 2012 às 01:11
Para quem leu a Concordata, deve ser claro:
1- "A República Portuguesa reconhece como dias festivos os Domingos." (art. 3 § 1)
2- "Os outros dias reconhecidos como festivos católicos são definidos por acordo nos termos do artigo 28." (art. 3 § 2)
3- "Enquanto não for celebrado o acordo previsto no artigo 3, são as seguintes as festividades católicas que a República Portuguesa reconhece como dias festivos: Ano Novo e Nossa Senhora, Mãe de Deus (1 de Janeiro), Corpo de Deus, Assunção (15 de Agosto), Todos os Santos (1 de Novembro), Imaculada Conceição (8 de Dezembro) e Natal (25 de Dezembro)." (art. 30) - Nota: são 6.
4- A Páscoa (sempre ao domingo) não é feriado abrangido como tal pela Concordata. O Governo pode acabar com ele por sua simples decisão
5- O mesmo em relação à Sexta-Feira Santa que passou a ser feriado por decisão do Governo da altura e pode deixar de o ser do mesmo modo pelo Governo do momento.
6- Se achar por bem, o Governo pode até tornar dias de trabalho os dias festivos reconhecidos como tal, desde que garanta que "a República Portuguesa providenciará no sentido de possibilitar aos católicos, nos termos da lei portuguesa, o cumprimento dos deveres religiosos nos dias festivos." (art. 3 § 3)


Permita-me ainda acrescentar, para além do que está dito na Concordata:
7- Qualquer dos dias festivos de cariz religioso acima referidos pode ser entendido na mesma linha de "uma celebração mundial dos...". Tanto o trabalho como as convicções religiosas são forças dinamizadoras da sociedade e do bem comum. Se um Estado laico reconhecer que lhe estão associados simbólicas que devem ser celebradas colectivamente, não belisca nada da sua laicidade. Se outros grupos tiverem peso semelhante função social que desempenham deverão ser abrangidos por atitudes semelhantes por parte do Estado e do Governo. Sem preconceitos de qualquer espécie.


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