Sexta-feira, 27 de Janeiro de 2012

ainda bem que há quem faça as contas e denuncie esta vergonha. isto serve para quê? fez o governo algum tipo de estudo para saber quantas vendas as empresas vão perder com estas subidas inacreditáveis? fez contas para saber quanto ia prejudicar as pessoas que não têm remédio senão usar transportes? e fez contas para saber se no fim o país ganha ou perde com com tal barbaridade?

 

claro que não. o álvaro e o vitor agarraram numa máquina de calcular e calcularam quanto precisam de aumentar as tarifas para que a operação deixe de dar prejuízo. não contam com o efeito negativo que o aumento pode ter nessas contas, ao contribuir para afastar ainda mais as pessoas dos transportes públicos, e ao incrementar o recurso ao carro e o consumo de combustíveis e tornar mais morosos e dispendiosos os percursos casa-trabalho, com os efeitos esperados na mobilidade laboral e na deusa produtividade, a tal em cujo altar estão preparados para sacrificar tudo, até a própria.

 

afinal, esta operação transportes públicos é a caricatura do que o governo está a fazer na gestão do défice. 


7 comentários:
De Rafael Ortega a 27 de Janeiro de 2012 às 23:45
Pode ter razão nalguns pontos, mas falha clamorosamente quando pergunta

"fez o governo algum tipo de estudo para saber quantas vendas as empresas vão perder com estas subidas inacreditáveis?"

Como é que irão perder alguma coisa? As pessoas não podem simplesmente deixar de ir trabalhar. Ir de automóvel (para os que podem) não é solução. Não só pelo tempo perdido mas porque, mesmo com estes aumentos, o automóvel continua a ser mais caro.


De J Veiga a 28 de Janeiro de 2012 às 00:03
Aquelas contas estão bem feitas???


É que um passe que dos 25.20€ foi parar aos 47.95€ é um aumento de 90% e não 31%.... O_o a gralha está na percentagem ou no preço? Espero que no preço, mas ainda assim parece que é a gozar com as pessoas.


Já os passes com desconto vão passar temporariamente a 25%  em vez de 50%. E chegando Julho ou lá o que é, vai passar a ser preciso apresentar os rendimentos do agregado. Enfim... Isto já depois dos aumentos do ano passado...


Qualquer dia fica mais barato andar de carro


De J Veiga a 28 de Janeiro de 2012 às 00:12
Depois de ver os pdfs com os dados dos passes, já deu para confirmar que a gralha é de facto no valor antigo do passe ML/CP(Queluz) -- é na realidade 35.2€ e não 25.2€...


oh well... Mais uma confirmação que este governo gosta é de mandar uns números cá para fora para atordoar os ouvidos das pessoas, para fingir que não dói.


De Manolo Heredia a 28 de Janeiro de 2012 às 09:32
Só é viável privatizar os transportes públicos quando eles forem rentáveis.

Eu ainda sou do tempo em que a Carris era dos ingleses, e nos eléctricos e autocarros da manhã toda a gente levava a lancheira pró trabalho...

Ó Tempo, volta pra trás ! 


De fernando f a 29 de Janeiro de 2012 às 21:37
É prós chineses.


De desigenrferro a 31 de Janeiro de 2012 às 22:15
Tambem tivemos aumentos de eletrecidade de 4% que não o eram.
http://www.pouparmelhor.com/noticias/subida-do-preco-da-electricidade/ (http://www.pouparmelhor.com/noticias/subida-do-preco-da-electricidade/)


De manuel rocha santos a 31 de Janeiro de 2012 às 23:26
Há qualquer coisa que não bate certo. Faz-me espécie como é que, mesmo atendendo ao preço exorbitante da gasolina , em muitos trajectos o preço dos transportes públicos sejam mais caros que o carro próprio e isto para 1 pessoa. Porque se for para uma família de 4 pessoas nem é bom falar. Como é possível o comboio ser tão caro? E depois vêm com desculpa esfarrapada que é por causa dos ordenados e das regalias dos maquinistas e revisores, numa hora de ponta quantos passageiros leva uma composição? Uma só viagem num comboio urbano de Lisboa ou Porto,em hora de ponta, dá para pagar alguns meses a estes 2 trabalhadores que é normalmente a tripulação da composição. Procurem, poupar é nas despesas nas mordomias e na má gestão dos responsáveis e deixem os trabalhadores em paz. Os ordenados dos trabalhadores não são, normalmente, o que mais pesa no produto final mas são o primeiro pretexto que os patrões "tugas" se agarram para espoliar quem trabalha.


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