Sábado, 28 de Janeiro de 2012
O Financial Times divulgou um documento onde a aprovação de um novo empréstimo à Grécia está sujeita a um conjunto de 'inovações institucionais':
- Prioridade absoluta ao serviço da dívida: 'State revenues are to be used first and foremost for debt service, only any remaining revenue may be used to finance primary expenditure';
- Suspensão da soberania do parlamento: 'Greece has to accept shifting budgetary sovereignty to the European level for a certain period of time. A budget commissioner has to be appointed by the Eurogroup with the task of ensuring budgetary control. He must have the power a) to implement a centralized reporting and surveillance system covering all major blocks of expenditure in the Greek budget, b) to veto decisions not in line with the budgetary targets set by the Troika and c) will be tasked to ensure compliance with the above mentioned rule to prioritize debt service (...) The commissioner will have broad surveillance competences over public expenditure and a veto right against budget decisions not in line with the set budgetary targets and the rule giving priority to debt service.” Greece has to ensure that the new surveillance mechanism is fully enshrined in national law, preferably through constitutional amendment';.
Esta 'inovação institucional' corresponde à suspensão da democracia grega. Por uma questão de coerência, aquele pequeno artigo dos tratados que diz que a UE é uma união de democracias também devia ser temporariamente suspenso.
De JgMenos a 28 de Janeiro de 2012 às 15:44
Uma das boas regras do capitalismo é expressa no regime da insolvência.
Assim deveria ser para os países.
Regra: Se o capital não é salvaguardado numa certa percentagem, os administradores obrigatóriamente são substituídos por representantes de credores, ou administradores judiciais.
NOTA: Neste nosso paraíso, até essa regra está suspensa desde há muitos anos!
As empresas imprimem nos seus documentos 'Capital social: x milhões' e valem xxx milhões de dívidas!
Por aqui se vê a seriedade dos nossos legisladores.
Daí a credibilidade desses iluminados.
Daí que pagar dívidas seja coisa de crianças...
De Nuno a 30 de Janeiro de 2012 às 10:01
Um país não é uma empresa.
Eu receio uma intervenção do exército grego perante uma solução destas. Saem do euro, nacionalizam tudo e não pagam a ninguém. Irão sofrer mas serão ssenhores do seu destino. Receio também que a Alemanha se esteja novamente a posicionar pela 3ª vez em 100 anos como um problema europeu.
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