Quarta-feira, 22 de Fevereiro de 2012

"why we journalists must continue going to war despite the dangers", Marie Colvin, a autora das palavras que se podem ler no link, e o fotojornalista Rémi Ochlik (página pessoal deste fotógrafo) morreram hoje em Homs.
A resposta à pergunta que Colvin fez e que serviu de título a este post é inequivocamente sim, com toda a carga trágica que esta resposta tem num dia destes.
De Niamey a 22 de Fevereiro de 2012 às 16:49
Sim, não deixa de ser uma resposta trágica a uma Pergunta Retórica.
Num só dia de Síria, duas mortes levantam as vozes de Cameron e Sarkozy para dizer Basta de Assad! Com uma veemência nunca antes experimentada.
É uma pergunta retórica a de Marie Colvin:
"Mais de 7.600 pessoas, na maioria civis, morreram devido a atos de violência desde o início da revolta na Síria em março de 2011. Das vítimas mortais, 5.542 eram civis, 1.692 soldados e membros de serviços de segurança"
É retórica questionar a diferença que faz a presença de jornalistas neste cenário.
É retórica quando a pergunta é feita no e para o Coletivo, quando o contexto é o mundo.
Não será tão retórica, esta ou uma pergunta muito semelhante, quando feita pela/o repórter de guerra a si mesma. Dúvidas, dúvidas, dúvidas. Quereria Marie Colvin esclarecê-las? Terá chegado a esclarecê-las?Difícil saber mas verbalizou corretamente a Rule nº One:
"We always have to ask ourselves whether the level of risk is worth the story. What is bravery, and what is bravado?"
thank you both.
De xico a 22 de Fevereiro de 2012 às 21:49
A morte de dois jornalistas, como outras mortes, é algo de lamentar. Mas seria igualmente lamentável que a morte de jornalistas, por si só, servisse para dar razão a um dos lados de um conflito. É que ainda não se provou qual dos lados tem razão se é que algum deles a tem.
Comentar post