Terça-feira, 6 de Março de 2012

 Dados retirados do "Estatística/Relatório Anual 2011" da APAV saído há poucos dias:

 

19 mulheres por dia foram vítimas de violência doméstica

 

Perfil da vítima de crime, com base nos dados recolhidos pela APAV:

- É Mulher

- Tem 35-40 anos ou mais de 60 anos.

- É portuguesa

- É casada

- Vive na família nuclear, com filhos

- Trabalha por conta de outrém

- Reside nas grandes cidades.

 

*Pelo menos, fora as que desconhecemos e as que tiveram este fim. Está muito por fazer.

7 comentários:
De leopardo a 7 de Março de 2012 às 16:47
a maior parte das mulheres de Portugal entra dentro desse "perfil".


De leopardo a 7 de Março de 2012 às 22:42
ou explicando-me melhor, a grande  maioria das mulheres de Portugal, é portuguesa, casada e com filhos. Ou seja é um perfil que para pouco serve porque não permite definir claramente um grupo especifico.
Talvez se especificassem a classe socio-económica, o nível cultural delas ou dos parceiros, se já tinham sido divorciadas ou não. Reside nas grandes cidades... é uma possivel pista, embora atualmente grande parte das mulheres viva nas grandes cidades. Nas grandes cidades é mais fácil o isolamento social...


De Ana Matos Pires a 8 de Março de 2012 às 10:24
A não existência de um grupo com características diferenciadoras torna o fenómeno muito generalizado, o que o agrava e dificulta a sua prevenção.


De leopardo a 8 de Março de 2012 às 16:53
não me parece que essa leitura possa ser feita. Para começar não é a dificuldade em estabelecer um grupo especifico que faz com que seja um crime muito generalizado. Para ser um crime muito generalizado tem de ter uma taxa elevada entre a população.
Ora 505 fatos criminosos (Declarados que não declarados devem ter sidos muitos mais) é uma taxa baixa, mesmo muito baixa.
Simplesmente o estudo pode não estar bem dirigido, pode não ter conseguido descobrir os fatores de risco que podem nem ter sido inquiridos. Eu gostaria de saber, por exemplo, em quantos casos o consumo de alcool ou drogas estão envolvidos, o grau de instrução, o nível economico. Ou em quantos casos a vitima está desempregada, ou seja dependente financeiramente do agressor.
E aí está, se o estudo não for bem feito, torna mais dificil a prevenção porque os grupos de risco não ficam assinalados.
Mas fui analisar rapidamente os dados. As conclusões tiradas parecem-me não ser as melhores. Por exemplo, em apenas 36% dos casos o agressor é o marido. A maioria das vitimas é casadas, mas na maioria dos casos o agressor não é o marido!
Olhe, olhando para as estatisticas, e isto sem estudar nada, consigo identificar rapidamente aquilo que me parece um grupo de maior risco. Parece-me que comparativamente há existencia na sociedade em geral há um indice elevado de agressores que são ex-companheiros. Aí está um grupo de risco.
Por outro lado estão misturados nestas estatisticas diversos tipos de crimes (volecia psicologica, fisica, etc). Assim não é possível concluir grande coisa.


De Ana Matos Pires a 9 de Março de 2012 às 02:28
505? Ora veja lá melhor. O relatório é essencialmente uma estatística descritiva.


De Ana Matos Pires a 9 de Março de 2012 às 02:29
ah,  gosto do "só" 36%


De leopardo a 9 de Março de 2012 às 09:35
Ler à pressa dá asneira. O meu erro  vem da frase "Na área da violência doméstica verificaram-se mais 505 factos criminosos ao nível dos maus tratos físicos, relativamente a 2010"

Outro ponto - Claro que é "só" 36%. Quando se diz que a maior parte das mulheres é casada induz-se a pensar que a maior parte, ou seja mais de 50% dos agressores são os maridos e não é o caso. E quando em relação à percentagem de mulheres em Portugal que está casada esta é uma taxa significativamente abaixo da média. O que está acima da média, em relação ao numero existente na população é a % de companheiros e principalmente de ex-companheiros.
Mas aqueles dados não indicam estratos socioeconomicos, nivies de instrução, desemprego, consumos de alcool, etc... são muito omissos.
Já agora o forte aumento de vitimas masculinas indica apenas que eles perderam um pouco a vergonha de denunciar os maus tratos. Homem não chora.


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