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O alívio que se sente relativamente à crise europeia não passa disso mesmo: alívio. O BCE retirou o espectro de uma falência sistémica do sistema financeiro de cima da mesa, pelo menos nos tempos mais próximos. A participação dos privados na reestruturação da dívida grega correu aparentemente sem sobressaltos de maior, mesmo com a activação das cláusulas de acção colectiva a ditarem a existência de um evento de crédito num país da zona euro.
Evitámos, portanto, o colapso da zona euro no curto-prazo. Hurrah. Poucos parecem, no entanto, preocupados com o facto de estas medidas não terem qualquer impacto nos problemas que continuam a existir, para além de comprarem tempo. Ou que o recente pacto fiscal, aprovado com pompa e circunstância, seja exactamente o contrário da necessária coordenação de políticas fiscais num espaço monetário comum e, como tal, contraproducente.
Já todos sabemos que a Grécia precisará de um terceiro pacote de ajuda internacional. E Portugal de um segundo. É cada vez mais claro que a recessão chegará durante 2012 aos países europeus que se declaram imunes a estes "problemas dos periféricos". E que a liquidez oferecida pelo BCE ao sistema financeiro não tem reflexo algum na vontade de concessão de crédito à economia, o que só aumenta os custos recessivos das unânimes políticas de austeridade. Já todos sabemos isto tudo. E, no entanto, ouvimos hoje van Rompuy (quem mais?) declarar que atingimos um ponto de viragem na Europa. Dado que continuamos a fazer o mesmo - comprar tempo e negar problemas - só pode estar a referir-se a uma volta de 360º.
Caro Diogo Serras.
E o homem está absolutamente certo! Certíssimo sem quaisquer hipotéticas dúvidas possíveis nem imaginárias; para lá de falar a absoluta verdade.
O que disse ele? Uma volta de 360º, não foi? Ou seja, uma volta completa.
Ora uma volta completa repõe tudo como estava sem tirar nem acrescentar nadinha. Marque um ponto de referência numa laranja e dê uma volta de 360º à mesma, e veja se não termina onde principiou.
Agora, se ele dissesse uma volta de 180º, ou seja, uma meia volta o que daria uma mudança de 100%, aí já havia sérios motivos para duvidar da sua, (dele) credibilidade.
Isto é malta finória que a sabe toda e há que saber interpretar a velhacaria desta corja.
Cumprimentos...
Isabel Moreira
Miguel Vale de AlmeidaRogério da Costa Pereira
Rui Herbon
Deu-me um ataque de simpatia e vou deixar aqui alg...
1milhar, Paulo
Do outro
pois... e não fico contente ao dizer isto.
Triste é esta gente se andar a rir de nós!