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Os deputados da maioria têm dito que todo o dinheiro que o Estado está a injectar nos bancos paga juros elevados e que, por isso, a operação tem um risco reduzido e até é bastante lucrativa. Se isso é em parte verdade no BPI e no BCP, não o é de todo no Banif. Nas operações de recapitalização do BPI e do BCP, o Estado recorreu apenas a instrumentos financeiros híbridos - que, sim, pagam um juro elevado -, mas no caso do Banif o Estado entrou mesmo no capital do banco, o que o expõe a riscos consideráveis. O Banif paga quando puder pagar, isto é, paga quando tiver resultados que o permitam. O facto do Estado, ao contrário do que fez no BPI e no BCP, ter optado por entrar directamente no capital mostra que este longo prazo não está para breve. O Banif pode não ser um novo BPN - que se saiba não estamos perante um caso de polícia -, mas não é certamente apenas mais uma operação banal de reforço da estabilidade do sector financeiro. E é esta diferença e suas implicações que Vítor Gaspar tem de explicar muito bem explicadinho no parlamento.
Isabel Moreira
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Rui Herbon
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Pago para ver essa resposta. E se não chegar o que...
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