no sociedade civil que terminou há pouco, e cuja visão recomendo a toda a gente, com a minha vénia ao paulo côrte-real e à solange, que lograram manter a compostura perante o chorrilho de inanidades que se ouviu da boca de crespo e serrão, com relevo para o primeiro (que fez o professor parecer quase atilado, e não é qualquer pessoa), ouviu-se crespo dizer que o casamento de pessoas do mesmo sexo 'desfigura o casamento' (incluindo o dele) e que quer 'uma revisão constitucional'. constata-se que de assunto sem importância, para crespo, este passou a ser merecedor, nem mais nem menos, que de revisão constitucional. parece que é para que fique 'bem claro' que o casamento é só para gajos com gajas, que isso é que dá meninos. é caso para dizer que estas opiniões desfiguram a ideia que eu tinha de mário crespo. till death do us part.
De possidónio a 6 de Outubro de 2008 às 16:03
Volto a pedir ajuda para uma dúvida inocente:
3 bi-sexuais - 2 homens e uma mulher.
Os dois homens estão apaixonados, um pelo outro e ambos pela mulher.
A mulher também os ama aos dois.
A Fernanda Câncio, ao contrário do Mário Crespo, é suficientemente moderna para aceitar esta situação passível de casamento?
Se sim, é coerente.
Se não, cai exactamente no que agora acusa o Mário Crespo - ou não será assim!?
De André a 6 de Outubro de 2008 às 16:26
Este Mário Crespo é que desfigura a televisão. É um verdadeiro Pateta Alegre!!
De Mário Crespo a 6 de Outubro de 2008 às 16:34
Francamente, prezada Fernanda, confiava que de si viesse muito mais tolerância para com um ponto de vista diferente. Enganei-me duplamente, porque surpreenderam-me também os termos que usou e a brutalidade fácil com que os enunciou. Tão abusivos e infelizes que podem de facto conduzir a um “parted until death”. Mas enfim, aceitemos que a blogosfera tem uma vida própria e que os excessos de linguagem sejam parte dessa liturgia dos novos tempos a que eu terei manifesta dificuldade em adaptar-me. Quanto ao mais, prefiro ficar-me por uma citação de Reinaldo Ferreira, poeta da minha terra que julgo se aplica bem à sua atitude:
(…) Entre o que eu penso
E o que tu sentes,
A ponte que nos une é estar ausentes.
Perdoe-me o tratamento por tu, mas decorre do original.
Cordialmente Mário Crespo
De i. a 17 de Fevereiro de 2009 às 14:56
"novos tempos a que eu terei manifesta dificuldade em adaptar-me. "
Assim me parece também.
f. subscrevo-a e não sou tolerante para com pessoas que ousam achar-se no DIREITO de amputar e recorrentemente negar DIREITOS aos seus semelhantes.
De possidónio a 6 de Outubro de 2008 às 16:33
Cara Fernanda, apreciei a qualidade do seu argumento - esclareceu mais do que uma resposta que, pelos vistos, não consegue dar.
Estou a falar de um casamento a 3.
A questão é que a fernanda e outros arautos contestam a convenção de casamento apenas entre sexos diferentes, mas acabam por impor a de casamento entre 2!
E é isso que não entendo - porquê abandonar uma convenção e criar outra!?
E ainda ninguém me conseguiu explicar isto - como se pode ver pela resposta da FC.
Enfim... Se calhar o que vc. diz perdeu pelo Mário, acabo por perder eu por si.
possidónio, creio que não vale a pena sugerir-lhe que não seja possidónio
De F Gomes a 6 de Outubro de 2008 às 16:18
Possidónio,
Desculpe estar a intrometer-me na sua pergunta à Fernanda.
O que é passível de ser aceite ou deixar de ser aceite? E de quantos casamentos estamos a falar, de um, de dois, ou de três?
Quer-me parecer que você quer meter o "confusor" numa coisa muito simples. A do Código Civil não estar de acordo com a Constituição!
De
gata a 6 de Outubro de 2008 às 16:00
tens toda a razão, fernanda. desde que a homossexualidade é uma escolha até à ideia do grande arquitecto, passando pela comparação com o incesto, foi tudo lamentável. eu também achava que o mário crespo era uma pessoa sensata e afinal... até fiquei mal-disposta só de o ouvir. parabéns ao paulo e à solange. não deve ter sido fácil manter a compustura perante tanta barbaridade.
De
MPR a 6 de Outubro de 2008 às 16:21
Acho interessante ouvir os argumentos da "tradição", fazem lembrar os defensores da escravatura há dois séculos, dizendo que olhando para a História todas as sociedades sempre foram baseadas na escravatura, na exploração de um povo em benefício do outro, que essa sempre foi, enfim, a "tradição".
Sobre seja que assunto for, a "tradição" pode sempre justificar as maiores barbaridades...
Fernanda,
O Canal 2 repete o debate? Se sim, a que horas?
De Cam a 6 de Outubro de 2008 às 17:01
Porque não o casamento incestuoso? A uns repugna o casamento homossexual, a outros o incestuoso mas se são maiores e vacinados porque lhes deve estar vedado o casamento?
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