Segunda-feira, 10 de Novembro de 2008

 

Este video, que descobri no Arrastão, esclarece definitivamente que espécie de avaliação pretendem os professores.

Notem, em primeiro lugar, que a professora da direita (que idade tem ela?) está aborrecida porque planeava reformar-se no próximo ano lectivo, e, afinal, vai ter que trabalhar mais doze anos. Que tremenda injustiça.

Depois, a ideia orientadora geral, como nos explica a da esquerda, é que "colegas não avaliam colegas", mas tampouco é aceitável que venham pessoas de fora avaliar o seu trabalho.

Como deveria então ser a avaliação? Segundo a da esquerda, deveria incluir duas etapas:

1. Auto-avaliação, ou seja, o professor avaliar-se-ia a si próprio.

2. Avaliação conjunta, ou seja, os professores de cada escola avaliariam em grupo o seu desempenho, sem todavia darem notas uns aos outros.

Parabéns ao Daniel pela objectividade da reportagem. Finalmente, ficámos todos a perceber.


29 comentários:
De Carlos Vidal a 10 de Novembro de 2008 às 15:19
É tão pateta achar que um professor deveria saber formular um correcto (ou alternativo e bom) processo de avaliação quanto achar que um crítico de arquitectura deveria ser capaz de desenhar um melhor projecto do que aquele que está a analisar-criticar, ou que um musicólogo tb deveria ser um grande compositor (senão é mau musicólogo) ou que um historiador de arte deveria ser um Giotto, um Donatello, etc. A cabeça serve para pensar, não ?


De Musicologo a 10 de Novembro de 2008 às 15:30
A avaliar pelo tom irónico com certeza que é a favor do actual modelo, que a professora tão bem explicou na segunda parte da entrevista: acha bem ser assistido a 3 aulas de 45 minutos e levar uma nota por isso? É que não são aulas surpresa: o avaliador sabe a hora e o local e o plano de aula com antecedência. Com certeza que são aulas ensaiadas e fictícias. E como o avaliador a maioria das vezes nem é da mesma disciplina vai avaliar concretamente o quê? Se eu estiver a dizer barbaridades sobre música aos alunos, o meu avaliador de educação visual vai engoli-las igual. Não vai avaliar o rigor dos meus conteúdos. Vai avaliar o quê? Se os alunos estão a gostar? O meu tom de voz? E depois isso serve para quê? Para darmos todos excelente uns aos outros pelas 3 aulas lindas que demos (que não correspondem à realidade do quotidiano, porque ensaiadas), e gastar tempo e dinheiro com uma data de papelada. Isso é avaliação?...

Porque não se utiliza simplesmente os modelos Franceses, Ingleses, Nórdicos em vez de um modelo pseudo-copiado do modelo Chileno? (Que como sabemos é o país modelo da educação).


De Luís Lavoura a 10 de Novembro de 2008 às 15:38
Segundo um colega meu, que é professor e tem dupla nacionalidade luso-canadiana, me disse, o modelo de avaliação ora a ser implementado em Portugal é cópia exata do modelo de avaliação em prática na província do Ontário, Canadá.

Quanto ao resto do seu comentário: se tem sugestões concretas sobre como melhorar o modelo de avaliação, porreiro, avance com essas sugestões. Nas manifestações de sábado sobraram críticas mas não se ouviu uma única sugestão concreta de melhoramento, que é extremamente lamentável.


De Musicologo a 10 de Novembro de 2008 às 15:54
Sirva-se... Eu gosto do Francês. ;)

Avaliação de Professores na Alemanha

1. Categorias. Não existe qualquer categoria similar à de professor titular. Apenas existem quadros de escola, tal como existia em Portugal.

2. Aulas Assistidas: Acontecem durante o período de formação e depois de 6 em 6 anos. A aula tem a duração de 45 minutos e é assistida pelo chefe da Direcção escolar. Essa assistência tem como objectivo a subida de escalão. Depois de atingido o topo da carreira, acabaram-se as aulas assistidas e não existe mais nenhuma avaliação.

3. Horários dos Professores. Não existe diferença entre horas lectivas e não lectivas. Os horários completos variam entre 25 e 28 horas semanais.

4. Avaliação de Alunos. As reuniões para efeito de avaliação dos alunos têm lugar durante o tempo de funcionamento escolar normal, nunca durante o período de interrupção de actividades ou de férias. Tanto na Alemanha como na Suíça, França e Luxemburgo, durante os períodos de férias as escolas encontram-se encerradas. Encerradas para todos, alunos, pais, professores e pessoal de Secretaria. Os alunos e os professores têm exactamente o mesmo tempo de férias.

Não existe essa dicotomia idiota entre interrupções lectivas, férias, etc.

5. Horários escolares: Nas escolas de Ensino Primário as aulas vão das 8.00 às 13 ou 14 horas. Nos outros níveis começam às 8 .00 ou 8.30 e terminam às 16.00 ou, a partir do 10° ano, às 17.00.

6. Férias: cerca de 80 dias por ano, embora possa haver ligeiras diferenças de Estado para Estado.

7. Máximo de alunos por turma: 22


Avaliação de Professores na Suíça

1. Categorias. Não existe qualquer categoria similar à de professor titular. Apenas existem quadros de escola (Professores do quadro).

2. Aulas Assistidas: Estas aulas só ocorrem durante a formação e para a subida de escalão.

3. Férias. As escolas durante o período de férias estão encerradas. Total de dias de férias: cerca de 72 (pode haver diferenças de cantão para cantão).

4. Os horários escolares: Idênticos aos da Alemanha. Até ao 4° ano de escolaridade, inclusive, não há aulas de tarde às quartas-feiras, e terminam cerca das 11.30.

5. Máxima de alunos por turma: 22.


Avaliação de Professores na Bélgica

1. Categorias. Não existe qualquer categoria similar à de professor titular. Apenas existem quadros de escola (Professores do quadro).

2. Aulas Assistidas. As aulas Assistidas só ocorrem quando são solicitadas pela direcção da escola, mas não contam para efeitos de progressão dos docentes.

3. Avaliação das Escolas. A avaliação dos professores está englobada na avaliação das escolas. Avalia-se o trabalho das escolas, e desta forma o trabalho dos professores que nelas exercem a sua actividade.


Avaliação de Professores na Inglaterra e País de Gales

1. Categorias. Os professores do ensino público estão divididos em função de duas categorias salariais: A Tabela Salarial Principal (dividida em 6 níveis) e a Tabela Salarial Alta (dividida em 3 níveis).

2. Avaliação. A progressão nas tabelas depende dos resultados da avaliação contínua e que envolve o director da escola, o conselho directivo e os "avaliadores de performance".


Avaliação de Professores na França

1. Categorias. Não existe qualquer categoria similar à de professor titular.

2. Aulas assistidas. As aulas assistidas só ocorrem no mínimo de 4 em 4 anos, a regra é de 6 em 6 anos, e são observadas por um inspector com formação na área do professor. O objectivo destas aulas é essencialmente formativo, tendo em vista ajudar os professores a melhorar as suas práticas lectivas.

3. Progressão na carreira. Para além da antiguidade, são tidos em conta os resultados da observação das aulas e as acções de formação frequentadas pelos professores.


Avaliação dos Professores em Espanha

1.Descentralização. A única legislação nacional que existe sobre avaliação dos professores e sistemas de promoção contemplam apenas o ensino básico. Cada "Comunidade Autonómica" estabelece os seus próprios critérios para a progressão dos professores.

2. Avaliação. Embora não existam progressões automáticas, na maioria dos casos as mesmas são feitas com base na antiguidade.


De João Pinto e Castro a 10 de Novembro de 2008 às 16:22
É claro que gosta do francês. O da Coreia do Norte não deve ser grande coisa.


De Joao Cardoso a 10 de Novembro de 2008 às 16:59
Essa da Coreia do Norte veio mesmo a propósito. Quando se perdem os argumentos, chega o sorriso amarelo

Este método de "avaliação" é mesmo copiado do chileno. As consequências também. Um vídeo denunciando a fraude da venda de portefólios entre professores pode ser visto aqui:
http://partilhadosaber.blogspot.com/2008/10/perverso-na-avaliao-dos-professores-no.html
É que este modelo de avaliação é um convite à fraude generalizada, beneficiando os oportunistas que podem, nomeadamente:
- fazer copy/paste das tais fichas que a ministra diz demorarem 2 horas a preencher.
- ajustar as notas dos alunos às suas previsões, falseando os resultados escolares.
- preparar aulas fantásticas para serem assistidas, embora nos restantes dias nem as preparem nem as saibam leccionar.
- engraxar o avaliador. Têm todos os dias para isso.
- esconder a sua ignorância científico-pedagógica, que passa despercebida quando o avaliador é de uma área diferente.
- e finalmente comprar um portefólio de instrumentos de trabalho que nunca usaram, nem sabem para que servem, como já sucede no Chile inspirador. E em Portugal já encontrei na net quem venda planificações...

Este modelo é mesmo muito mau, no que toca a seriedade. Tão mau que a ministra invoca a sua aplicação no ano passado, fazendo esquecer que apenas foi utilizada a assiduidade como critério, e que a atribuição de Excelentes e Muito Bons foi possível porque se estavam a avaliar maioritariamente professores contratados, para quem, não estando na carreira, os efeitos dessa classificação são nulos. O que já se aplicou ao pé da lei anterior é uma treta. As equipas de apoio à avaliação andam de escola em escola a vender a simplificação máxima, tentando salvar uma lei não a cumprindo. Em desespero, neste momento é o próprio ministério que apela ao não cumprimento da lei, porque até a ministra e o seu inefável V. Lemos já perceberam que a sua aplicação é completamente impossível.
Isto é um absurdo? Não, é normal, porque o Sócrates amigo do Lemos ainda não percebeu que a sua equipa educativa é acima de tudo incompetente, tem o pior gabinete jurídico de todos os tempos, e faz borrada atrás de borrada.
Como alguém escreveu numa faixa da manifestação: Obrigado ministra, conseguiste unir os professores...


De De Puta Madre a 10 de Novembro de 2008 às 18:27
Estou nuade propaganda: Por isso: repito uma vez mais: Exame Nacional de Acesso à Carreira Docente, Como Em Espanha!


De Sibilógica a 11 de Novembro de 2008 às 15:05
Belo nick!!!
NA MOUCHE!!!
(cumprimentos às suas colegas. Beijos respeitosos às MÃES!)


De Helena a 10 de Novembro de 2008 às 16:51
Sobre a avaliação de professores na Alemanha, convém dizer que:
1. Antes da avaliação, vem a formação. A dos professores do ensino secundário é muito diferente do que é feito em Portugal (enfim, do que era feito "no meu tempo" - talvez as coisas tenham entretanto mudado).
2. O número máximo de alunos deve andar mais pelos 32 que pelos 22. Os meus filhos (em escolas de Berlim) estão em turmas de 30 alunos. Na Baviera parece que é ainda pior.
3. É dificílimo uma escola ver-se livre de um professor mau. Já várias vezes pude observar que os professores realmente maus (estou a falar, por exemplo, de uma professora de russo que, depois da reunificação alemã, fez uma reciclagem à pressa para dar francês, e tem ar de sofrer imenso com a sua vida na escola - sobre o ambiente de trabalho na sua sala de aula, mais vale não abrir o capítulo das lamentações) são empurrados de umas turmas para outras.
Para os alunos que têm de suportar estes professores, há algo que falha no sistema de avaliação alemão.

Também ouvi uns rumores que andam a mudar o sistema de avaliação dos professores franceses, e que estes estão furiosos com o que por aí vem.


De De Puta Madre a 10 de Novembro de 2008 às 18:30
Exame¨Nacional de Acesso à Carreira ocente ( como em Espanha!) impava esse mal. Explico as razões (+-) em baixo.


De De Puta Madre a 10 de Novembro de 2008 às 18:25
Pena é que nã sejacomo em Espanha: Las Oposiciones!
Exame Nacional de Acesso à Carreira Docente. Ou não será assim???
Em baixo explico Porquê.


De De Puta Madre a 10 de Novembro de 2008 às 18:21
LV.
Muito idêntico ao dos EUA, tb.


De Marta a 20 de Novembro de 2008 às 22:57

Acho que se deveria dar mais tempo de antena aos professores para defenderem o seu parecer quanto ao modelo, pois eu não poderia estar mais a favor do Modelo de Avaliação, graças aos professores.
É incrível que a classe dos professores, que poderia ter imensas queixas quanto à segurança nas escolas, ao facto de serem colocados longe da sua residência, etc...opte por uma óbvia e inadmissível posição contra o Modelo porque vão ser avaliados. Meus caros, tenho uma novidade - a maioria dos trabalhadores portugueses são avaliados e imaginem por colegas, por superiores, por subalternos, por entidades externas, porque é que com os professores seria diferente?????
Os trabalhadores são auditados, que por colegas ou não, quer com hora marcada que sem, não tem conhecimento desta técnica "recente"? Não estudaram isso na faculdade?
O avaliador não precisa de ter conhecimento da disciplina para avaliar o colega, pode ser uma opção muito válida avaliar sob a perspectiva pedagógica.
A papelada, muito bem, isso de papéis é complicado, principalmente quando se "vende" aos alunos que têm de ler e escrever para conseguirem passar na disciplina. Vi uma reportagem em que a professora se queixava e de preencher 4 folhas por aluno para inscrever o aluno no programa Magalhães. Então vamos a contas, 4 folhas x 25 alunos ( máximo de cada professor) / 22 dias por mês = a 5 folhas por dia no máximo...bem não sei como aguentam.
Acho que deveria conhecer melhor esses modelos antes de os propor, leia a revista visão e vai ver que este modelo é mais “leve” para os professores do que os que sugere aplicar.
Não conheço, pessoalmente, ninguém que concorde com a posição dos professores nesta questão do modelo de avaliação, afinal são trabalhadores diferentes dos outros?

PS: Não se esqueçam de fazer greve durante os testes dos alunos, é que fica sempre bem, dá sempre uma imagem de profissionalismo dos professores.

Marta


De ezequiel a 10 de Novembro de 2008 às 15:53
algum dia haveria de concordar com o João Pinto.

Este modelo de avaliação é um desastre. Politiza a escola. Transforma colegas em inimigos. Transforma a escola numa instituição de micro-política, mesquinha, baixa. Introduz o panopticon na escola, com todos os efeitos adversos que daí resultam. Enfim, um desastre total. A avaliação poderia, deveria, ser efectuada por uma comissão, composta por representantes de reconhecida idoneidade dos Profs, dos pais, do estado e dos alunos. Esta comissão seria completamente independente. Há que despolitizar urgentemente a escola.

Tem que haver uma relação de confiança com os professores. Implementar uma política de supervisão é o pior que podem fazer ao ensino. A questão da qualidade resolve-se ANTES, quando os profs são FORMADOS: Os critérios de formação devem ser AUSTEROS, rigorosos, inflexíveis, brutais até. Há por aí milhares de profs que são uns perfeitos ignorantes, mal preparados etc!!??? Muitos são ignorantes porque não foram devidamente preparados. Apertem com os profs quando eles-as estão a ser formados. Apertem muito, MUITO mesmo. E paguem-lhes melhor. Muito melhor. As médias necessárias para aceder à formação e carreira pedagógica deveriam ser muito mais altas e o critério de avaliação não deveria ser meramente académico (sim, actividades extra curriculares dos profs são MUITO relevantes)
A profissão tem que ser dignificada para que possa ser possível estabelecer uma ética de responsabilidade profissional viável.



De De Puta Madre a 10 de Novembro de 2008 às 18:32
Ezequiel .... Desapareceste???
Exame Nacional de Acesso à Carreira Docente! A Dignidade tinha aí um excepcional começo.
Explico em baixo o pquê.


De Eduardo Lapa a 10 de Novembro de 2008 às 16:26
Ver
http://apresencadasformigas.blogspot.com/


De De Puta Madre a 10 de Novembro de 2008 às 18:17
EXAME NACIONAL DE ACESSO À CARREIRA DOCENTE!
É o que falta.
Y vou buscar uns comentários para situar a coisa.


De De Puta Madre a 10 de Novembro de 2008 às 18:19
Já agora remeto para o texto do Valupi no AspininaB
....................
Valupi… Geralmente curto muito a tua onda… li o texto na diagonal ( Soooooorrrrrrrrry) não captei se era tautologia do discurso cânone de jornalista chapa-4 ou se davas largo lastro à ironia esta última favorcerteia cá pró meu lado com se eu fosse decapitador de cérebros y ai que medo, dizes tu bem dito! …
Vamos lá ao que Interessa: sem ironia o teu discurso é bué conforme à Burrice da ME, dos Profs, dos sindicatos, da Sociedade Civil apalermada que nos calhou na rifa, do Zé Manel que está a andar de comboio descarrilado à muito tempo, dos opinadores a granel y do Miguel Sousa Tavares o Grande atascador de lama da classe ( dele y dos profs).
Ou seja, a haver avaliação de Professores que ela comece antes da carreira começar, ou não é? Pois. As pedagógicas??? Sim parece que quem tomou as rédeas a esta coisa se esqueceu que a realidade sobre a qual está a operar não é a Realidade até 1990! Até ai este sistema de avaliação que a ME propõem seria muito adequado y ajustado.
Face à actual realidade tudo isto não só é sinistro, bizarro como o é ridículo. ( Refiro-me por exemplo ao facto de – para se ser prof – na FLetras da UL, para além dos anos da Licenciatura faz parte do Curriculum mais dois anos no Ramo de formação Profissional da respectiva área. Sem qualquer GARANTIA de um dia se vir a leccionar! ( maravilhoso!!!!). Não é difícil concluir que não é a via que o ME propõe que se adequa a realidade de 2008.
Ou seja: EXAME NACIONAL DE ACESSO À CARREIRA DOCENTE ( tal qual como em ESPANHA, sim esse país vizinho!)
Essa sim! Faz sentido. Y faz sentido duplamente. Limpar o joio que anda a exercer a função de Docente apenas porque comprou um curso naquelas universidades y Institutos que surgiram na Década de 90 do Séc. Passado. Sim. Essas Universidades Cogumelo y Alucinadas.
EXAME NACIONAL DE ACESSO À CARREIRA DOCENTE mtv dois coelhos de uma só vez. Isso é que era! claro que prof. de Instituto/ universidade cogumelo-alucinada não vai gostar, ou não é? Mas tudo seria mais justo Y melhor!

...............
y depois
Valupi
Era um Bom Começo. Y era Justo.
( Sabes que com o Piaget tens muitos Profs que foram alunos que levaram mais de 3 anos para concluir o 12º, p. exemplo. Mas saem com média de 17/18/ 19 dessa Instituição. … Eu conheço uns casos da minha vila… é de arrepiar!)
Uma coisa que está Erradíssima é exactamente isso: retirar Autoridade ao Prof. Autoridade no sentido de Autorizado A. Com o Exame Nacional de Acesso à Carreira Docente ( como em Espanha, que quem sai das universidades chega a levar 2 anos a prepará-lo com Estudo, e disciplina de Estudo - fazendo simultaneamente esse nobre exercício da Autonomia - y não é garantido que consiga corresponder às exigências que são devidamente aferidas por tal Exame. É isso que Falta em Portugal. Esse espírito, esse empenho, essa barreira de saber que é exigida a qualquer professor para se propor a Ensinar a outro Humano em formação). Vamos quase com 20 anos de Erro. Porque será? Houve necessidade de Facilitar as ditas Universidades/Institutos Cogumelos, p. ex.. Isso teve repercussões: na facilidade dos seus clientes se encaixarem num mercado de trabalho que não tem noção de um patamar mínimo de qualidade y que, por isso, faz fé num número ( médias) y na vida real se depara com aberrações que cada vez mais vão deixando transparecer a sua Monstruosidade. Quer ir cortando os braços ao monstro ( avaliação contínua!) isso é um Ultraje para quem é competente y uma maçada para quem não tem muito a noção do papel da Escola ( é assim uma coisa para a gente ir fazendo, refiro-me aos inúmeros personagem do início do texto). Vale.
Paulo. Calma Homem! Há muitos gajos que se encaixam perfeitamente no texto do Valupi ( infelizmente).



De fdx a 10 de Novembro de 2008 às 18:40
JPC ,
Pegar neste video e fazer um post destes é sinal de má fé e estupidez. Manifesta um preconceito relativamente aos professores e revela ignorância sobre o tema da avaliação nas escolas.
Não é surpreendente, no entanto. Escreve sobre a avaliação dos professores como sobre o alargamento do porto de Lisboa. Atira umas bujardas e pronto!
Acabo com esta observação. Há professores maus e incompetentes? Claro que sim. O modelo de avaliação proposto pela ME vai afastá-los da escolas? Claro que não...


De João a 10 de Novembro de 2008 às 18:55
"Porque se nós fossemos a pôr, aquilo que a Ministra quer que nós pômos".

Nem é preciso falar em avaliação. Está chumbada logo à partida. Vá aprender a falar português, minha senhora, e depois talvez possa ensinar.


De DS a 10 de Novembro de 2008 às 19:41
Eh pá! Estes sócretinos são mais do que previsiveis! Basta ouvir o seu chefe nas suas encenações e sessões de propaganda barata para ficar a saber o que os seus papagaios de serviço vão dizer! E se isso implicar fazer raciocinios falaciosos pouco interessa, pois o importante é transmitir a mensagem do chefe.
Neste pseudo-comentário, de alguém que deve ter ligações familiares com o outro João Pinto que só fazia prognósticos no fim do jogo, conclui-se a partir de uma opinão de uma prof o tipo de avaliação que todos os profs defenderiam! Parabéns pela lógica, pá!
Por outro lado, pretende, de forma implicita, dar a entender que o modelo implementado pela secretária de estado das finanças só pode ser o melhor, na medida em que a respeito desse não faz qualquer critica. Como a querer dizer que por exclusão de partes (isto da parte que para o papagaio vale como um todo), o modelo socretino é o adequado e correcto. É a «lógica» João Pintista! Mas claro que é o melhor se o que se pretende é gastar o minimo possivel com a educação, e degradá-la por forma a levar as pessoas a fugir para o sistema privado, porque o que o socretino anda a fazer foi o que a Thatcher (uma «socialista» moderna) fez em Inglaterra, com os resultados que hoje se vêem com a falta de profs. HOJE e não um ano ou dois depois como os socretinos fazem questão de anunciar a propósito de resultados escolares aldrabados.


De Joana Dias a 10 de Novembro de 2008 às 20:24
João:

Na passagem do discurso oral para o escrito, colocou uma vírgula entre o predicado e o complemento directo.
Foi você que o fez, não a professora.
Quem tem telhados de vidro...


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