De António Parente a 11 de Novembro de 2008 às 15:10
Maria João
A notícia que cita é condenável e merece reprovação total. Seja mulher, criança ou homem, são sempre situações condenáveis e criminosas. Enquanto não existir uma estratégia global para construção de uma sociedade não violenta, notícias dessas estarão sempre a aparecer. Eu podia citar-lhe notícias públicas de situações em que homens foram vítimas mas não é esse o ponto da questão. O que defendo é campanhas globais contra a violência, começando logo na infância.
Sou eu, não a João. Sugiro a leitura do comentário da Ana.
De Ana a 11 de Novembro de 2008 às 15:38
É óbvio que se deve lutar contra todos os tipos de violência. No entanto, no caso da violência doméstica todos nós sabemos que há muitíssimo mais vítimas mulheres do que homens. Acho que é óbvio que qualquer uma das violências é condenável, mas ninguém pode negar que as mulheres sofrem muitíssimo mais de violência doméstica...
Obrigada, Ana, talvez dito por si a coisa se netenda melhor.
De Luís Lavoura a 11 de Novembro de 2008 às 15:49
Mas isto NÃO É violência doméstica. Isto é um assassinato "vulgar", por motivos passionais. Os assassinatos sempre foram crime público, e já o eram, e já eram punidos, muito antes de se começar a falar da violência doméstica.
No caso vertente temos um homem que mata uma mulher por motivos passionais, mas fora de casa e não num contexto familiar, logo, não se trata de violência doméstica.
A violência doméstica é um crime muito mais insidioso, na medida em que geralmente não deixa marcas (não há um cadáver para ser enterrado), é feita dentro de uma casa, portanto às escondidas, e a vítkma e o criminoso continuam a viver um com o outro como se nada se tivesse passado. Em todos estes pontos, a violência doméstica é crucialmente diferente do presente assassinato.
De António Parente a 11 de Novembro de 2008 às 16:49
A notícia no Sol não tem a ver com violência doméstica. É um crime como acontecem, infelizmente, dezenas de outros todos os dias.
Em relação à violência doméstica, apenas conhecemos os casos que aparecem à luz do dia. Não sabemos o que se passa na casa de cada um. Há situações de violência psicológica que podem destruir lentamente a personalidade de uma pessoa.
Considero importante a luta contra a violência doméstica mas sem discriminação de género. Ao dar-se mais importância à mulher impede-se que os homens tenham coragem para assumir que também podem ser vítimas. Há uma coisa que se chama "vergonha social" e de que os homens sofrem bastante. Pense nisso.
De Luís Lavoura a 11 de Novembro de 2008 às 15:38
Muito obrigado pela parte que me toca.
A Ana insiste, não sei por quê, em considerar o assassínio de uma mulher como mais reprovável e mais digno e notícia do que o assassínio de um homem. Um assassínio é um assassínio e deve ser, e é, punido pela Justiça, quer a vítima seja homem ou mulher, e quer o assassino seja @ namorad@, um familiar ou um vizinho da vítima.
Recomendo a leitura do comentário da Ana, Luís Lavoura.
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