Sexta-feira, 21 de Novembro de 2008
Shyznogud

Ao contrário de outros  não posso deixar de considerar muito útil aquilo que se vai passar nos próximos três dias na área Metropolitana de Lisboa (faz-me impressão a postura do Daniel até porque ainda anteontem se tinha mostrado agastado com o chumbo, provocado pelo PSD, da criação de uma rede de bicletas partilhadas em Lisboa, argumentando que, e cito-o, "nem nas coisas mais simples, nada pode mudar nesta cidade". Parece-me que a mesma lógica se pode usar para o que está hoje em causa.). Exercícios de simulacros de sismo são indispensaveis, não só para testar a capacidade de resposta da Protecção Civil, mas também como instrumentos de pedagogia básica junto de populações que, ainda por cima, vivem em regiões objectivamente em risco.  É pouco e muito há a fazer noutros domínios? De facto assim é, mas menosprezar estes exercícios é ser-se insensato.


10 comentários:
De jorge c. a 21 de Novembro de 2008 às 12:40
Totalmente de acordo.


De Ana Matos Pires a 21 de Novembro de 2008 às 13:26
ai ai ai, tão fofinho.


De jorge c. a 21 de Novembro de 2008 às 13:28
Mas alguém falou consigo?
Vá lá meter-se com a sua amiga Palmira Silva que lhe roubou a temática. Deve estar toda roidinha! Ela também é tramada, postou logo por antecipação!


De Ana Matos Pires a 21 de Novembro de 2008 às 14:09
Atitudes sinérgicas, caro amigo, pcebe?


De GP a 21 de Novembro de 2008 às 13:38
Mas o Daniel tem uma certa razão. Isto é mais para o show -- e não é «pouco», antes fosse. Provavelmente, era muito mais importante fazer rotineiramente, em sítios normais, em circunstâncias normais, sem vir nas notícias, etc., simulacrozinhos.


De Shyznogud a 21 de Novembro de 2008 às 14:21
Se calhar tb. se fazem, não com esta dimensão daí que não sejam alvo de cobertura noticiosa. Silencio nos media com um simulacro destes é que me pareceria irresponsável, até pelo risco Orson Welliano ;-)


De GP a 21 de Novembro de 2008 às 15:10
Ah, era giro...
(Mas a sério: por exemplo, em Inglaterra, onde não há terramotos mas têm um pânico dos incêndios urbanos, estão sempre a fazer simulacros; pelo menos nalguns casos simulacros mesmo, que até simulam o lado inesperado da coisa. E de repente, no meio de uma aulas, lá se tem que bazar -- ordeira e fleumaticamente, claro; mas não será só porque já têm treino?)


De Shyznogud a 21 de Novembro de 2008 às 15:25
Existem - mas não são notíciados porque não têm de ser - simulacros de incêndios em várias escolas nacionais. Esses exercícios estão longe de ser generalizados e precisam ser mais regulares? Sem dúvida mas isso não é razão para que um exercício deste estilo não seja de utilidade indesmentível. Ou seja, as duas coisas não se excluem, completam-se.


De Yana a 22 de Novembro de 2008 às 15:02
Concordo plenamente, mas acho que foram um pouquiiiiinho longe demais ao cortar a energia da maioria das bombas de gasolina da margem sul no sábado à tarde... quando me apercebi que era geral, era tarde demais e estava na bomba da ponte vasco da gama, sentido montijo-lisboa... sem possibilidade de voltar para trás vi-me obrigada a atravessar a ponte na reserva e ter muita, muita esperança de conseguir chegar a uma bomba funcionante em Lisboa... quer dizer... não é como se tivessem dispensado as pessoas de ir trabalhar por causa do "sismo", e não vejo como é que isto ajuda em alguma forma capacidade de resposta da Protecção Civil... talvez o objectivo seja ensinar as populações que devem andar de depósito cheio, não vá o diabo tecê-las??


De Irregular a 23 de Novembro de 2008 às 18:49
Totalmente em desacordo.
Só um país como o nosso (em que o INEM demora 2 horas para socorrer uma pessoa e em que todos os anos a política de combate aos incêndios falha redondamente) é que se poderia dar ao luxo de gastar imensos recursos para realizar um mega simulacro de combate a uma tragédia, cujo probabilidade de acontecer na realidade é miserável.
Enfim, é o país dos 10 novos estádios para o EURO, do CCB, do TGV e da Ota (perdão, Alcochete).


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