Sexta-feira, 12 de Dezembro de 2008
Acordou mal disposto.
Era fim-de-semana e não podia ir trabalhar e anunciava-se mais um dia a ouvir a mulher aos berros. Das duas uma, ou a mandava foder ou fodia com ela e para esta segunda hipótese, bem mais apetecível, havia mesmo que a aturar. A verdade é que dificilmente arranjaria outra, certo que, em não mentindo o espelho, o seu aspecto, outrora de macho apenas feio, assumia agora formas cada vez mais grotescas, a raiar o inumano. Ou seja, a ficar sozinho seria de vez - que não havia quem o aturasse ou pegasse naquilo. Havia pois que aguentar, inchar que nem um porco, esperando que a matança viesse longe. Enquanto pensava nisto, arrotou. Lançou asinha a mão à estrepitosa eructação, prática em que se aproximava da categoria de perito, e foi a correr publicá-la. Que seria da sua vida de cronista sem a publicação diária dos seus arrotos? (continua um dias destes)
De Luis Moreira a 12 de Dezembro de 2008 às 13:55
Ainda ontem levei com um arroto nas trombas.Você não percebe nada.Das sandes da cantina das escolas.As receitas são regidas por uma (várias) portarias, não vá haver roubos, diz o arroto.Mas as pessoas que trabalham lá na cantina da escola são ladras? bem ...(hesita, isto de dar nomes aos bois...) que não, mas é preciso regulamentar,muitas portarias para que a escola ande direitinha! E os professionais não fazem greve,manifestações de rua contra esta humilhação? Que não,diz o arroto, sentem-se seguras, protegidas!Que seria a vida desta gente sem arrotos? Arrotar é uma arte!
De algarviu a 12 de Dezembro de 2008 às 16:23
Já percebi a encanzinação do Luis Moreira contra os professores! Deve ter levado umas valentes reguadas na primária por conta dos erros ortográficos!
A arte está em descobrir os arrotos.
De Luis Moreira a 12 de Dezembro de 2008 às 18:46
Levei e não foram poucas.E, no entanto, das cinco/seis pessoas mais iimportantes da minha vida duas foram professores.Nada tenho contra os professores.Se ler bem verá que estou a defender a dignidade dos professores e das escolas.O ministério e os sindicatos não podem tratar os professores como se fossem mentecaptos, que nada sabem fazer sem o "dirigismo" central.Defendo uma escola autonoma,digna, em que os professores tomam nas suas mãos o mérito, os resultados do seu esforço e a hierarquia assente no mérito, não na velhice.
De Helena Velho a 12 de Dezembro de 2008 às 18:58
Rogério, Rogério
tanta "farpa" não lhe fará mal? olhe que os antipsicóticos estão pela hora da louca! bem, sempre os há de borla:o estado comparticipa totalmente alguns, mas julgo que o seu quadro clínico e a portaria ainda não se lhe aplica.
Tente ler qq coisita mais leve( quanto pesa o código civil?), please, please.
Helena, gosto de escrever umas coisitas assim mais ásperas de vez em quando. Adoro farpar. E estou farto de códigos. Mas também sou um anjinho qdo quero, ora vá ali à tag cloud e carregue em luz.
De Helena Velho a 12 de Dezembro de 2008 às 19:27
Ó Rogério! tão poético. sério, sem sarcasmo.
Afinal até os advogados(ou juristas, nã sei!) têm noção do que é vinculação.
Fiquei orgulhosa de pertencer ao grande clube de comentadores/as dos seus "posts", algumas vezes hiperbólicos e outras vezes nem tanto.
Merece um beijo.
De Luis Moreira a 12 de Dezembro de 2008 às 19:54
E eu levo com o lápis azul do Algarviú!!!Isto anda tudo mal distribuído!
De Helena Velho a 12 de Dezembro de 2008 às 20:22
nã fique cabisbaixo Luís. eu sou uma mãos largas.
em honra às suas crónicas, quase viages intemporais em forma narrativa, aqui vai:
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