Quarta-feira, 29 de Outubro de 2008
"Das 609 escolas consideradas na listagem do DN, com base nas médias de exame às 20 disciplinas com mais inscritos, 502 (82,4%) chegaram pelo menos aos 9,5 valores. Uma subida assinalável face aos 66% de positivas do ano passado, impulsionada pela Matemática. Desta vez, a melhor do ano foi a Academia de Sta. Cecília." [DN]
São estes os verdadeiros números do «ranking» que interessam.
À medida que as medidas de Maria de Lurdes Rodrigues foram sendo implementadas, as escolas públicas foram desaparecendo do mapa:
Média 2001/2006 – 2 escolas públicas nos 10 primeiros lugares; 6 nos 20 primeiros; 10 nos 25 primeiros; 33 nos 50 primeiros.
2007 – 1 nos 10 primeiros; 5 nos 20 primeiros; 9 nos 25 primeiros; 28 nos 50 primeiros.
2008 – 0 (ZERO) nos 10 primeiros; 3 nos 20 primeiros; 7 nos 25 primeiros; 23 nos 50 primeiros.
É a isto que tem conduzido a política educativa da Ministra da Educação e do actual Governo.
E de quem é a culpa que as escolas públicas estejam a desaparecer progressivamente dos primeiros lugares do ranking?
Deve ser dos professores. Os tais que, pelos vistos, dantes não eram avaliados, mas que conseguiam melhores resultados para os seus alunos do que agora.
Deve ser dos alunos. Aqueles que são cada vez menos responsabilizados e cujo sistema facilita cada vez mais a sua progressão, ao ponto de se querer acabar com as reprovações. Aqueles que vêem que tanto faz reprovar porque se está doente ou porque se vai para o café. Aqueles que vêem que tanto faz estudar ou não.
Da senhora ministra? Que ideia! Nem pensar! Então não se vê o clima sadio que ela criou nas escolas para professores e alunos.
Então não se vê como as escolas privadas vão esfregando as mãos de contentes?
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