Quarta-feira, 29 de Outubro de 2008
João Pinto e Castro

Martin Wolf volta à carga no Financial Times de hoje:

"The only way to let the private sector deleverage, without mass bankruptcy and hige falls in spending, is by substituting the asset everydody wants: government debt."

Na semana passada, ele avisara:

"In current conditions, monetary policy will be insufficient. This is a Keynesian situation that requires Keynesian remedies. Budget deficits will end up at levels previously considered unimaginable. So be it."

A opinião pública, incluindo muitas pessoas com responsabilidade, ainda não entenderam que enfrentamos uma situação de emergência. Políticas impensáveis noutras circunstâncias são agora inevitáveis.

Não me digam que temos níveis de endividamento elevadíssimos, porque eu já sei. Não repitam que as garantias prestadas pelo governo aos bancos comportam um risco elevado, porque a alternativa ainda seria mais arriscada. Não pretendam que o investimento público retira fundos ao investimento privado, porque nem os privados estão dispostos a investir, nem os bancos estão dispostos a emprestar-lhes.

O problema mais grave do momento é a falta de liderança. Os americanos não têm presidente nos próximos meses, enquanto a Europa não dispõe de instituições capazes de promoverem (já não digo decidirem) uma política económica comum.

O navio está no meio da tormenta, mas os passageiros ainda não se aperceberam de que não há comandante, nem leme, nem bússola.

Os economistas têm obrigações particulares nestas circunstâncias. Porém, descobre-se agora que muitos deles, destituídos do mínimo sentido pragmático, preferem continuar a brincar com modelos e doutrinas.

A concluir, eu sei também que seria suicida o governo português tomar isoladamente a decisão de aumentar o défice e o endividamento à revelia da União Europeia. Mas alguém tem que se mexer - nem que seja o Sarkozy, só para impressionar a garota.

1 comentário:
De CN a 30 de Outubro de 2008 às 01:26
So be it:

Inflação rampante quem sabe a resvalar para hiper-inflação.

Keynes como a maior parte da "ciência económica" é anti-científico.

Eu sugiro uma guerra sem mortes:

Se uma Guerra pode ser boa para a economia
http://ventosueste.blogspot.com/2008/10/se-uma-guerra-pode-ser-boa-para.html







Comentar post

Autores
Alexandra Tavares-Teles
Ana Matos Pires
Ana Vidigal
Diogo Serras
Domingos Farinho
Fernanda Câncio / f.
Filipe Nunes
Gonçalo Pires
Hugo Mendes
Inês de Medeiros
Inês Meneses
Irene Pimentel
João Cóias
João Galamba
João Pinto e Castro
Maria João Guardão
Mariana Vieira da Silva
Palmira F. Silva
Paulo Côrte-Real
Paulo Pinto
Shyznogud
Tiago Julião Neves

Arquivo

Isabel Moreira

Miguel Vale de Almeida

Rogério da Costa Pereira

Rui Herbon

correio | twitter | facebook

Maio 2012
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5

6
7
8
9


23
24
25
26

27
28
29
30
31


artigos recentes

Regresso ao bucolismo

...

Filosófos Rei

Com que então, é isto que...

bem-vindos ao maravilhoso...

E agora, completamente a ...

ligar os pontos

Frase Pró Infinito e Mais...

frase Twilight Zone do di...

frase Twilight Zone do di...

errar outra vez, outra ve...

vamos por partes

O que é isto?

Do twitter para aqui: cor...

Sim sim, o gajo só ligou ...

últimos comentários
este país já deu o que tinha a dar, mim estar de m...
Neste ponto o governo está muito certo. Há excesso...
Duplo choque....
Estou em choque. 
bom dia, nao se preocupe, ele foi deixando cair un...
bom dia, porquê? diga lá...por achar a relaçao do ...
-bom dia, interessante a gente séria que conhece.....
Mais um que é muito sério. Porque não cria um part...
"Sócrates - corrupçao - falencia - troika..."Tem a...
este post pretende ser uma crítica de que tipo...?...
arquivo
tags

todas as tags

outros lugares
Subscrever feeds