Terça-feira, 23 de Dezembro de 2008
Palmira F. Silva

Em Novembro, um grupo de fundamentalistas que dá pelo nome «Christian Voice» e que se tem destacado no passado por acções profundamente imbecis e atentórias dos valores consagrados na declaração de que celebrámos há pouco os seus 60 anos, impediu o lançamento de um livro de poesia publicado pela Cinnamon Press e da autoria de Patrick Jones, irmão de Nicky Wire dos Manic Street Preachers.

 

Como refere o Guardian, o livro «is a collection of poems dealing with issues including domestic violence against men, war, religion and the environment». Embora seja um pouco tarde para considerar o «Darkness is where the stars are» para prenda de Natal, o livro que o fanático bully boy da Voz cristã considerou ter «enough profanity and references to female genitalia to get the literati excited» parece-me bastante interessante. 

 

A mesma opinião tem o democrata liberal Peter Black que convidou o poeta para uma leitura da obra na Assembleia galesa. Os deputados foram menos sensíveis quer às ameaças quer aos protestos que as fundamentalistas vozes encenaram à porta (e que outras organizações cristãs  apoiaram) e dia 10 de Dezembro foi um dia bom para a democracia no País de Gales. O deputado galês passou a papel as suas impressões sobre o evento, que valem a pena ler na íntegra. Ao ler o trecho que transcrevo tive uma sensação de déjà vu em relação ao que encontramos nas nossas caixas de comentários sempre que o tema é religião:

 

«What has disturbed me throughout this process has been the attitude of Christian Voice and their supporters. They are not democrats, they do not believe in the freedom of thought and expression. In fact their leader, Stephen Green has said that he believes that we are living in a theocracy.


Everybody knows the famous Monty Python sketch in which 'nobody expects the Spanish Inquisition'. Well, if Christian Voice had their way it would be re-established in this country and anybody who offends them or takes the name of their saviour in vain will be silenced.


Another disturbing aspect of their campaign was its Islamphobia. Jesus was in fact a prophet of Islam as well. And yet all of the e-mails I have received made reference to Islam as an essentially vengeful and violent religion. This is not the case and yet that did not stop Christian Voice attacking Muslims as violent extremists in order to justify their own extremism.»


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