Não vejo nada de criticável, até ao momento, no ataque de Israel contra alvos militares do Hamas, depois de este ter unilateralmente escolhido o caminho da provocação bélica. Só espero que mantenha a sua acção dentro dos limites impostos pela proporcionalidade e pelo respeito pelos civis palestinianos.
De Alberto Dias a 28 de Dezembro de 2008 às 19:43
Só falta acrescentar uma frase a este post: "Como, aliás, sempre acontece."
De silva a 28 de Dezembro de 2008 às 19:43
Nada a censurar, porque de facto a proporcionalidade mantem-se: tu, palestino, roubas-me uma maçã, eu, judeu, arranco-te um braço. Roubas-me um cesto de maçãs, eu corto-te a cabeça e destruo-te a casa com mulheres e filhos dentro. Tudo, portanto, dentro dos limites do que se pode considerar uma resposta proporcional, já que um judeu velhinho e doente vale duzentos palestinos jovens e saudáveis. Nada a censurar, portanto, que nós não somos palestinos nem fazemos ideia do que seja uma vida palestina. Visto daqui, onde não chegam gritos nem bombas nem sangue, tá tudo bem, ou, parafraseando a anedota do tipo em queda livre: até agora tudo bem. Para achar outra coisa seria necessário ter imaginação, informação e sentido moral. Mas quem é que quer coisas que só servem para atrapalhar a vida? Ainda por cima no Natal...
De TiagoDF a 28 de Dezembro de 2008 às 20:02
Este post foi motivado por ironia ou nem por isso?Quais são os limites da proporcionalidade? Um israelita morto vale por 300 palestinianos mortos, como é o caso? O dia mais sangrento na região desde 1967? É isto proporcionalidade, a um mês e pouco de eleições em Israel e a mais alguns dos votos nos territórios ocupados?
Recomendo este texto do FT: http://www.ft.com/cms/s/0/59f8afea-d513-11dd-b967-000077b07658.html
E já agora este de Daniel Levy: http://www.prospectsforpeace.com/2008/12/what_next_on_gazaisrael_and_wh.html
De Luis Moreira a 28 de Dezembro de 2008 às 20:13
Eu vejo 200 coisas censuráveis,mortas!
agora fiquei na dúvida, poderá o caríssimo esclarecer-me o que quer dizer quando escreve: "limites impostos pela proporcionalidade e pelo respeito pelos civis palestinianos."? agradecida.
De milodon a 28 de Dezembro de 2008 às 21:29
ok entendidos.
uma criança deve ser morta porque quando crescer vai ser um terrorista... logo limpem todas já agora não se esqueçam dos adultos.
olho por olho dente por dente ... e o Herodes é que era o mau da matança dos inocentes... pois assim vai a civilização.
De dsm a 28 de Dezembro de 2008 às 22:09
Pois é. A gente não vê nada de criticável até ao momento e só esperamos que. É sempre assim. As coisas a acontecer e a gente a não ver nada de criticável até ao momento e a só esperarmos que. É sabido que as coisas que entram pelos olhos dentro dificultam a visão. Talvez por isso não vejamos nada de criticável até ao momento e só esperemos que. Foi assim no caso do Camboja há trinta anos. Terá sido assim na Alemanha, há sessenta. Milhões de pessoas a não verem nada de criticável até ao momento e a só esperarem que. Foi assim com o Ruanda. Seria assim com o Darfur, não fora dar-se o caso de o Sudão ter petróleo e ser predominantemente muçulmano. Foi assim na União Soviética de Estaline, que era tida por milhões de pessoas em todo o mundo - que, obviamente, não viam nada de criticável até ao momento e só esperavam que - como a alvorada de um terra sem amos. É sempre assim, o que entra pelos olhos dentro dificulta a visão.
E depois vem o dia seguinte. E vem o pasmo: como é possível? Como foi possível isto acontecer sob os nossos olhos?
E depois são memoriais a dar com um pau, pilhas de ensaios sobre o mal e a indiferença, oceanos de lágrimas sentidas enxugadas a resmas de prémios sakharov type, milhões de minutos de silêncio perante milhares de milhões de velinhas acesas.
E mesmo que, logo a seguir, nos cheguem notícias sobre coisas que nos lembram coisas que na altura própria não soubemos associar a coisas que já tinham acontecido, haverá sempre quem nos sossegue e nos reconduza à razão: a história não se repete, dizem, e citam, e explicam. É imensa a nossa capacidade para não vermos nada de criticável até ao momento e só esperarmos que. Maior que ela só a nossa capacidade para, ulteriormente, nos convencermos de que não poderíamos ter adivinhado que.
"Guerra justa"? Não percebes a enorme barbaridade que acabas de escrever? Uma guerra é, à partida, injusta, nunca, jamais, justa. Uma guerra implica a morte de pessoas, logo como pode ser justa?
Queres falar de justiça? Pois então começa por falar do bloqueio de água, electricidade, alimentos e ajuda humanitária que os palestinianos têm vindo a sofrer nos últimos meses por parte de Israel. Podes falar da apropriação de terra aos palestinianos, a destruição das suas casas e das suas culturas para construção de colonatos.
"Só espero que mantenha a sua acção dentro dos limites impostos pela proporcionalidade e pelo respeito pelos civis palestinianos."
1 Israelita morto para 300 Palestinianos mortos? Quererá isso dizer alguma coisa? Compreendo... Para ti, um israelita vale a vida de 300 palestinianos, certo? Qual é afinal o teu sentido de proporcionalidade? E onde é que está o teu respeito pelos palestinianos?
É por pessoas como tu, que Israel continua a fazer o que faz. É triste...
De viana a 29 de Dezembro de 2008 às 00:43
Espero que João Pinto e Castro não tenha a mínima ideia da barbaridade do que está a dizer. Porque senão é extremamente grave. Esperaria encontrar comentários a dizer que não é criticável provocar a morte de crianças árabes em blogues de Direita, mas não num cujos membros se acham de Esquerda. Espero que os seus colegas de blogue não se mantenham silenciosos sobre a gravidade do que foi afirmado por João Pinto e Castro. Encontro opiniões e relatos mais imparciais em Israel. Por exemplo, no site do Haaretz. Para saberem o que se passa em Gaza basta ler as crónicas da jornalista do Haaretz que vive lá: Amira Hass. Por exemplo:
http://www.haaretz.com/hasen/spages/1050636.html
Leia sff o meu post SILENCIO E CONDESCENDENCIA.
Cumprimentos e com ano 2009
Torres
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