Sexta-feira, 16 de Janeiro de 2009

Here's a thought experiment:

Imagine that Egypt, Jordan, and Syria had won the Six Day War, leading to a massive exodus of Jews from the territory of Israel. Imagine that the victorious Arab states had eventually decided to permit the Palestinians to establish a state of their own on the territory of the former Jewish state. (That's unlikely, of course, but this is a thought experiment). Imagine that a million or so Jews had ended up as stateless refugees confined to that narrow enclave known as the Gaza Strip. Then imagine that a group of hardline Orthodox Jews took over control of that territory and organized a resistance movement. They also steadfastly refused to recognize the new Palestinian state, arguing that its creation was illegal and that their expulsion from Israel was unjust. Imagine that they obtained backing from sympathizers around the world and that they began to smuggle weapons into the territory. Then imagine that they started firing at Palestinian towns and villages and refused to stop despite continued reprisals and civilian casualties.

Here's the question: would the United States be denouncing those Jews in Gaza as "terrorists" and encouraging the Palestinian state to use overwhelming force against them?

Here's another: would the United States have even allowed such a situation to arise and persist in the first place?


Stephen Walt

 

Também gostava de saber se, perante esta situação hipotética, os amigos de Israel iriam criticar eventuais rockets de extremistas judeus.

 

Aqueles que se satisfazem com a justificação 'Israel está apenas a defender-se' têm necessariamente de desumanizar os Palestinianos, pois falam deste conflito como se só existisse o Hamas e o inocente Israel. A cegueira perante a causa Palestiniana tem um nome muito simples: Racismo. Era bom que ao menos fossem honestos e admitsssem a coisa.


20 comentários:
De jcd a 16 de Janeiro de 2009 às 14:43
"Imagine that a million or so Jews had ended up as stateless refugees confined to that narrow enclave known as the Gaza Strip"

Suspeito que a faixa de Gaza seria já a mais bem sucedida democracia do médio oriente.


De HélderEga a 16 de Janeiro de 2009 às 15:14
Nem mais! E seriam os próprios israelitas a erguer muros em volta de Gaza para evitar a invasão maciça de emigrantes palestinianos em busca de uma vida melhor.
Enquanto do outro lado, provavelmente, haveria conflitos armados entre movimentos radicais, tentando impor a sharia e movimentos moderados.
Mas isto é só um cenário. Também tenho direito à imaginação!


De João Pinto e Castro a 16 de Janeiro de 2009 às 17:35
Eis o protótipo de um comentário genuína e sinceramente racista.


De HelderEga a 16 de Janeiro de 2009 às 20:22
Eu não sou racista! Tu é que és! Tu é que és! Tenho um amigo preto e tu não! Toma!

Agora a sério: o Hamas tomou conta da situação. Os seus líderes vivem da guerra e para a guerra. Não sabem ou não querem fazer mais nada. É principalmente uma questão de poder, como o é para tantos senhores da guerra por esse mundo fora. E, desgraçadamente, comprometem o futuro do seu povo, com o endoutrinamento fanático, baseado no ódio, que exercem sobre as crianças desde tenra idade. Já vi algures excertos dos manuais escolares que são uma tragédia no que a este assunto diz respeito. Neste panorama, ainda há ingénuos (ou talvez não) que preconizam a existência de um só estado com judeus e palestinianos. Como?
Não sou maniqueísta, pelo que acho que o estado israelita não está, de forma, alguma isento de culpas pela situação em que se encontra a região.
Mas há que ser realista: Israel tem uma cultura democrática, de liberdade, progresso científico e económico e os seus vizinhos estão muito longe disso e a tendência é para piorar, com o ascendente que a corrente islamita tem tido. Por isso, seria bastante plausível o cenário que adiantei. Se isto é ser racista...
Mas também não estou preocupado com a sua opinião, pois não o conheço de lado nenhum!


De joaquim a 16 de Janeiro de 2009 às 14:44
se a minha avó não tivesse morrido, ainda hoje era viva.

ou seja, quando não há nada para dizer, inventam-se cenários para justificar aquilo que pretendemos fazer e dizer.

na verdade este post só tem uma intenção: chamar racistas "amigos de Israel".

imagino, portanto, que o autor esteja no lado oposto: nos inimigos de israel.


De Valupi a 16 de Janeiro de 2009 às 14:45
Estás perdidinho.


De oIsabel Prata a 16 de Janeiro de 2009 às 15:44
o mais grave e não no cenário hipotético mas no real, é que a que hora que passa há um palestiniano moderado que se converte em extremista.


De joaquim a 16 de Janeiro de 2009 às 16:11
tem razão. o daniel oliveira está quase a colocar um cinto de explosivos e a rebentar-se num autocarro ou mercado público qualquer.


De João Pinto e Castro a 16 de Janeiro de 2009 às 17:37
Mais um exemplo de humor repugnantemente grosseiro.


De joaquim a 16 de Janeiro de 2009 às 18:32
de facto é horrível. de uma falta de gosto. espero que o cinto, pelo menos, seja dolce & gabbana.


De joaquim a 16 de Janeiro de 2009 às 18:45
quase que aposto que este tipo de humor tem mais a ver consigo

http://31daarmada.blogs.sapo.pt/2064260.html

até porque é humor inteligente. ai, ai...


De maria inês a 16 de Janeiro de 2009 às 16:22
Isabel,
lamento discordar (em parte), mas o mais grave no cenário real é que a cada hora que passa morrem mais palestinianos.


De Isabel Prata a 16 de Janeiro de 2009 às 16:33
olhe Joaquim, Deus tenha piedade de gente como o senhor.

Maria Inês, claro que o mais grave são os que sofrem hoje, o meu comentário refere-se ao amanha e àqueles que acreditam que vão ter paz através desta guerra.


De joaquim a 16 de Janeiro de 2009 às 16:45
ó isabel, diga lá ao seu deus, que pode tudo e mais alguma coisa, para acabar com a guerra.



De NachtEldar a 16 de Janeiro de 2009 às 16:29
Caro JG:

Esse cenário fica-se por trocar israelitas por palestinos, e, na minha opinião, a resposta seria também invertida. Nesse cenário, aliás, como no real, os ultra-ortodoxos devem ser vistos como terroristas - não olvide que assediam os judeus moderados e lembre-se de Rabin...
Se tivesse lido a sugestão que fiz, saberia que repudio o fundamentalismo religioso com pretenções teocráticas. O Hebraico e o Islâmico.
Saberia também que advogo o cumprimento da resolução da ONU referente ao resultado da Guerra dos 6 dias.
Houve um blogger que sustentou (numa determinada ocasião) a legitimidade de Israel manter a ocupação dos territórios, à luz do Direito Internacional, na qualidade de estado agredido.
Este argumento é inválido, pois foi Israel que iniciou as hostilidades, para se antecipar aos vizinhos. Este detalhe é importante, porque torna ilegítima a ocupação dos territórios.
A acusação de racismo que o caro profere é hipócrita, pois os palestinos só são vistos como vítimas quando sujeitos a operações militares Israelitas e isto sim, é que é racismo.

E ainda lhe afianço mais: gosto muito da cruz suástica, um símbolo solar, cuja rotação no espaço, conforme o sentido de rotação, pode simbolizar o enrolamento dos polipéptidos, dos acidos nucleicos e dos polissacáridos, justa e respectivamente: o suporte estrutural, o suporte da informação para a replicação, e o combustível dos sistemas biológicos.

Cumprimentos


De Raquel a 17 de Janeiro de 2009 às 17:12
O que é q aconteceu à tua imparcialidade celestial?

João, como é que tu podes negar a questão de auto-defesa depois de 6500 rockets terem sido disparados nos últimos 10 anos? Não causaram muitos mortos, dirás tú!!? Teriam que causar mortos para que se justificasse uma intervenção militar?? Hoje, o sr Eizenberg, representando a org Peace Now, falou na France 24. O jornalista perguntou-lhe o seguinte: O que teria feito o sr para impedir a entrada de rockets pelo egipto etc para gaza (o prob é infinitamente + complexo)??? Sabes qual foi a resposta: 0 (zero)

Toda esta cegueria emana do seguinte pressuposto: quase toda a op pública NÃO acredita que eles, hamas, usam (e em gaza isto não é mt dificil) as populações como escudos. Isto está descrito em tudo o que é manual de guerrilha. Quem acredita que o suicidio é um meio político...não tem qualquer pudor em usar populações civis como escudos. Como deves saber, os conceitos de martirio e de sacrificio são particularmente importantes no pensamento Radical islâmico. Aqui é o transcendente que importa. Um transcendente radical que leva à instrumentalização dos mortais.

Eu acho que tu gostarias q os Israelitas fossem racistas. Só que não são. NUnca conseguirás fazer deles (leia-se: da vasta maioria, deverão existir racistas em Israel, com toda a certeza) racistas. É um absurdo. O hamas tb é racista por ter chacinado + de 2000 inocentes palestinianos??? Onde estavam vocês quando isto aconteceu? OS inocentes só aparecem quando Israel aparece na equação. Se Israel não aparece na equação...tu...miguel portas...daniel oliveiras...falam da coisa...mas NÃO FAZEM NADA...uma hipocrisia repugnante.

Aconselho uma visita ao memri tv, onde poderás ver e ouvir o testemunho de muitos radicais, alguns deles verdadeiramente racistas, que proclamam a legitimidade do suicidio e do sacrificio como armas. Porque raio é que o hezbollah e o hamas escondem armas etc em zonas civis. Não me venham com o argumento de que isto acontece porque gaza é ridiculamente pequena. Um grupo de terroristas que tem escolas de (putos) suicidas é capaz de tudo. Isto não é propaganda. São factos amplamente e independentemente estabelecidos.

João, este artigo faz-te parecer racista. Não percebo. Passaste de mentor celestial a partisan em poucos dias. As imagens fazem-te impressão? Claro que sim. Tb a mim, e muito.



De Lidador a 17 de Janeiro de 2009 às 20:58
Grande comentário, este da Raquel.
Raquel..onde é que você escreve?


De JC a 18 de Janeiro de 2009 às 09:05
"A cegueira perante a causa Palestiniana tem um nome muito simples: Racismo. "

A cegueira com a causa palestiniana tem um nome muito simples: anti-semitismo.

Não, não estou a exagerar. Porque os mesmos que gritam indignações com os palestinianos mortos pelos israelitas, ensurdecem-nos com o seu silêncio sempre que:

-são os palestinianos a matar palestinianos.
-os palestinianos matam israelitas
-os turcos lançam ataques aéreos e terrestres sobre o Curdistão, exactamente com o mesmo racional dos israelitas.
-os sudaneses matam centenas de milhares de sudaneses
-Os hutus matam centenas de milhares de tutsis e vice-versa.
-Os paquistaneses matam centenas de indianos
-Os cingaleses matam milhares de cingaleses
-Os chineses matam centenas de muçulmanos
-Os russos matam milhares de georgianos, chechenos ou o que calhe
-Os talibans matam milhares de paquistaneses.
-Os xiitas matam milhares de sunitas e vice-versa, do Paquistão ao Líbano.
-Os argelinos matam milhares de argelinos.

etc,etc...e podia continuar por mais uma folha inteira, desde o Zimbabwe a Cuba, passando pela Coreia do Norte, etc.


O facto de nenhuma destas "causas", todas elas bem mais urgentes e sangrentas que a "causa palestiniana contra os judeus", não estar no radar das indignações dos Galambas, Portas, Danieis Oliveiras e demais esquerda "anti-sionista", é por si só demonstrativo do que realmente os faz saltar... de resto, a própria ONU deu certa vez em postular que "sionismo é racismo".
É certo que mais tarde limpou a lostra verde, mas para estes Galambas, a coisa é clara: quem não é "anti-sionista" é racista.

É tudo simples, é tudo velho, é a novilíngua a funcionar em plemo e o Galamba o Ministro da Verdade.


De Dorean Paxorales a 18 de Janeiro de 2009 às 13:54
Guerra dos seis dias? Logo no armistício de 1949 (guerra da independência) Egipto, Síria e Jordânia foram unânimes em recusar a criação de um Estado da Palestina. Acaso tivessem ganho a guerra teria sido diferente? Parece-me bastante improvável.




De Raquel a 18 de Janeiro de 2009 às 20:01
Eu e duas amigas escrevemos aqui. O blog é recente mas esperamos dar-lhe vida.

Melhores cumprimentos,

www.kritik.blogs.sapo.pt


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