Quarta-feira, 28 de Janeiro de 2009
A vastíssima informação em segredo de justiça publicada nos jornais ao longo dos últimos dias permite-me concluir o seguinte:
1. Não houve nenhuma irregularidade na aprovação do projecto Freeport.
2. A alteração da zona de protecção ocorreu depois da aprovação, pelo que não a influenciou.
3. A reunião com os representantes do Freeport pedida pelo tio de José Sócrates ao seu sobrinho nunca teve lugar.
4. José Sócrates participou apenas numa reunião pedida pelo Presidente da Câmara de Alcochete, na qual participaram também o Secretário de Estado e os técnicos responsáveis pelo licenciamento.
5. O primo de José Sócrates invocou abusivamente a sua relação familiar com o então Ministro do Ambiente para tentar vender serviços ao Freeport.
6. A proposta do primo de Sócrates foi recusada pelo Freeport.
Embora qualquer pessoa minimamente dotada possa entender isto, é de esperar que os investigadores demorem agora meio ano a redigir um relatório de 500 páginas, lido o qual ninguém entenderá o que se passou.
Na primeira semana de Junho, o tio e o primo de Sócrates serão constituídos arguidos e Sócrates será arrolado como testemunha. Em Setembro, Sócrates será chamado a depor.
Queriam justiça mais célere?
De Anónimo a 29 de Janeiro de 2009 às 10:04
Not so fast, Mr. Pinto and Castro...
Pedro
De Luís Lavoura a 29 de Janeiro de 2009 às 10:08
Tenho a impressão que, neste relatório, o JPC está a tomar todos os depoimentos e testemunhos como verdadeiros.
Qualquer investigação séria toma em conta a possibilidade de um ou mais dos declarantes ter mentido, na totalidade ou em parte das suas declarações.
Fico ansiosamente esperando a sua contra-argumentação.
De jpt a 29 de Janeiro de 2009 às 11:08
João, obrigado, mas já ouvimos isso tudo da boca do PM, não vale a pena repetir os argumentos.
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