Segunda-feira, 9 de Fevereiro de 2009
Vasco M. Barreto

João Miranda parece não perceber que, assim como a validade do princípio da não interferência é independente da validade da tese defendida, também uma crítica deve valer pelo seu conteúdo substancial e não ser desvalorizada à luz das interpretações mais apetecíveis. A menos que para o João Miranda seja perfeitamente normal um jornalista revelar na sua coluna de opinião o teor de uma conversa telefónica que um seu entrevistado teve com ele, sem concretizar uma acusação. Para uns isto é falta de educação, para outros será uma falha deontológica. Para o João Miranda deve ser prova da independência do quarto poder ou algo assim.


5 comentários:
De observateur a 9 de Fevereiro de 2009 às 17:18
E para outros será uma denúncia legítima e deontologicamente enquadrada duma pressão dum membro do Governo no sentido de condicionar a sua actividade jornalística.


De f. a 9 de Fevereiro de 2009 às 17:59
observe melhor, ó observador. e já agora observe, se tiver como, a forma habitual de combinação de entrevistas de jornalistas, sejam eles televisivos,radiofónicos, ou da escrita, ou mesmo o mário crespo. e já que está a observar, faça uma observação fundamentada sobre o que considera ser, neste caso, a 'pressão'. desculpe se, só de pensar isso, estamos todos escangalhados a rir.


De Paulo Duarte a 9 de Fevereiro de 2009 às 17:55
Mas afinal o que se critica no texto do Mário Crespo é apenas essa revelação de uma conversa ou é todo o seu conteúdo por ser "uma amálgama"?
Deverá o jornalista também deixar de revelar se alguém o pressionar a fazer entrevistas com perguntas condicionadas, ou é falta de educação?
Meu Deus, esta gente perdeu mesmo a noção de independência...


De Luis Moreira a 9 de Fevereiro de 2009 às 18:25
Ainda o ano passado, no caso Verdes/ campo de milho, em que o Mário Crespo usou a sua condição de jornalista para desancar no rapaz que lhe deu a entrevista, foi classificado de herói nacional.Nessa altura chamei-lhe o Crespo Pasmado com a sua importância, armado em justiceiro, provedor dos bons costumes.Agora, têm aí o sujeito que sempre foi e poucos quiseram ver.É como o Ministério Público e as suas fugas de informação. Todos adoramos ver arder na praça pública um qualquer cidadão que não conhecemos, mas quando nos bate à porta...


De observateur a 10 de Fevereiro de 2009 às 10:38
"desculpe se, só de pensar isso, estamos todos escangalhados a rir. "

Meninos, a mãezinha mandou rir
Toca a rebate, todos a rir.

Poupe-me Fernandinha. Quem se presta ao que você se presta, moral não tem nenhuma.


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