Há mais de um ano andou pela blogocoisa uma cadeia muito simples que pedia aos visados para estenderem a mão, agarrarem no livro que estivesse mais perto e, feito isso, copiassem a 5ª linha do primeiro livro que encontrassem. O meu resultado, ou melhor, o resultado da minha outra identidade está aqui. Acabei de perceber que a Joana Lopes me tinha lançado de novo o desafio, desta vez para o meu eu baptismal, que pelo Jugular se aloja. Se não tivesse escaqueirado a estante do escritório há uns dias (conforme prova fotográfica que anexo), e porque sou uma conservadora no que à organização bibliográfica diz respeito, o resultado seria mais ou menos o mesmo... só que a tragédia "estantal" fez-me virar tudo do avesso e já não são os mesmos livros que estão mesmo aqui ao lado. Faça-se, portanto, o que me pedem. Estendido o braço saiu o Rol de Cornudos do Camilo José Cela (Lisboa, Notícias Editorial, 1999) na rifa, em cuja 5ª linha da página 161 se lê "(...) e sem muita demora.". Hum, isto assim soa estranho, não se percebe nada, deixa-me lá contextualizar a coisa:
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Cornudo Rafeiro. Ou que tem manchas na pele. Cornudo com inclinações bamboleantes ou muito confusas e os cornos difíceis de desenhar. É uma espécie para passar em claro e sem muita demora.
E agora quem serão as próximas vítimas? Preguiçosa como sou vai sair um blog colectivo. Ah! Já sei, vai para as meninas e moças, cachopas e gajas, elas que se orientem escolhendo as 5 que responderão. Existe uma razão para ter pensado nelas, a responsabilidade é imputável às minhas ligações neuronais, neste blog colectivo escreve a autora do texto que nasceu numa destas correntes que mais prazer me deu a ler. Na altura a menina limão, porque é dela que falo, foi por mim desafiada a descrever as suas brincadeiras infantis (corrente iniciada, se não estou enganada, pelo Der Terrorist) e o resultado foi a pequena delícia que vos convido a ler.

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