Domingo, 15 de Março de 2009
Obrigada pelas simpáticas palavras, João. Aproveito para lhe dizer que nem só de violência de género se falou, foram também abordadas outras formas de violência doméstica, nomeadamente sobre crianças, adolescentes e idosos. A violência doméstica sobre os homens e sobre os homossexuais também não foi esquecida.
Pela minha parte, estou muitíssimo contente por ter participado nesta semana de sensibilização para a temática da violência doméstica promovida pelo Rádio Clube. Foi um trabalho louvável que contou com o envolvimento de muita gente daquela casa. Na pessoa da Joana Aurélio agradeço-lhes o empenho e o profissionalismo - um abraço apertado, Luís (Osório), por me teres desafiado para o projecto. Next... há mais, muito, muito mais a fazer.
De
Eremita a 16 de Março de 2009 às 00:05
Caríssima Ana,
Não nos conhecemos, mas gostei muito de ouvir alguns trechos na rádio ao longo da última semana. Parabéns. Aqui por Ourique creio que existe um caso, mas ainda estou a reunir elementos e conto intervir a tempo.
Cumprimentos
Esteja atento, então. E diga quando subir à capital, podemos combinar um copo ou assim, boa?
De António Parente a 16 de Março de 2009 às 00:53
Estimada Ana Matos Pires
Não ouvi o programa, por isso não posso elogiá-la nem criticá-la. Todavia, registo com apreço a sua referência a todas as formas de violência doméstica.
Há algo sobre o qual não me lembro de a ver mencionar: a violência psicológica. Não deixa nódoas negras, não dá braços nem pernas partidas e é difícil de provar em tribunal. Muita gente sofre-a sem queixumes públicos. E o número de vítimas é, especulo eu sem dados empíricos, muito superior ao da violência física.
Pouco atento, António Parente, já por diversas vezes falei no assunto e de quão terríveis são as posturas passivo-agressivas e os ganhos secundários da vitimização.
Ouvi-te no RCP, Ana – parabéns.
A iniciativa foi magnífica, embora tenha havido, em minha opinião, pouca atenção ( tempo de antena, simplificando) para um tipo de violência (também muitas vezes) doméstica, que é a que se verifica quase sempre em silêncio – contra os velhos.
O Instituto para o Desenvolvimento Social, honra lhe seja feita, tem tido nesse particular uma actividade meritória, chamando a atenção para os casos de abandono, desqualificação da personalidade e experiência, infantilização, atropelamento ao direito de ser ouvido, a negação de um espaço físico onde se possa sentir seguro, ou a interdição para a administração dos seus próprios bens, para além da superprotecção que é muitas vezes uma forma dissimulada de agredir, impedindo o idoso de fazer coisas para as quais tem condições plenas.
Deixo a este propósito um link porventura interessante para o(as) eventuais interessados (as).
http://psicology.blogs.sapo.pt/3662.html
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