Terça-feira, 24 de Março de 2009

A(s) blogosfera(s) é imensa e, frequentemente, acabamos por nos mexer em pequenos nichos compostos, na sua maior parte, por blogs com quem partilhamos identidades. É muito raro, por exemplo, que um blogger luso preste atenção a um blog com temáticas especificamente  africanas. Se não houver sequer o vínculo da lusofonia é quase certo que não despertará interesse especial.

Não sou imune a esse vício mas tento contrariá-lo e é por isso que hoje venho aconselhar uma visita a um projecto interessante, da Escola Superior de Jornalismo de Lille, o Congo Blog - Ba Leki, que é dirigido por um jornalista congolês, Cédric Kalonji.


1 comentário:
De Guilherme Pereira a 24 de Março de 2009 às 11:02
Maria João:

A introdução que fazes sobre a blogosfera tem pano para mangas.

Não sendo o meu caso, o que nada interessa para aqui, é verdade que, nas simpaticamente chamadas autoestradas da informação planetária, o trânsito só aparente flui porque a regra são mesmo ou os engarrafamentos e a balbúrdia, ou a multiplicação vertiginosa de nichos de pseudo comunicadores que, munidos de códigos restritos e temáticas redutoras, não só se conformam à situação de reclusos nos respectivos estabelecimentos prisionais, como dificilmente gozam de saídas precárias ou liberdades condicionais e, pior que isso, cercam os casulos onde se anicham a falar sobre coisa nenhuma ou mais do mesmo.

Depois, e felizmente, ou paradoxalmente, é nessa mesma blogosfera que irrompem ao minuto fenómenos espantosos de libertação e afirmação das várias cidadanias universais, em muitos casos implodindo os muros espessos dos sistemas prisionais que as ditaduras impõem aos seus concidadãos-vítimas – o caso que referes é esclarecedor.
Só um exemplo: o texto sobre as mulheres em luta contra a miséria, em Kipushi, se publicado num jornal, naquele Congo que conhecemos, em edição papel faria passar as passas do Algarve não apenas ao autor como aos responsáveis do jornal.
Há fenómenos desses em vários outros regimes autoritários ou de ditadura tout court, China incluída.

Finalmente: talvez a tua introdução ( comecei e termino com ela) pudesse ser um bom instrumento de reflexão entre os(as) 13 magníficos(as) do JUGULAR…

:)


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