De j a 11 de Abril de 2009 às 13:30
Eu não tenho nenhuma dúvida de que você é isenta e séria, nenhuma mesmo.
Mas a questão não é essa, e também não vou perder mais tempo com isso, não adianta... até porque você acaba a dizer que lhe mando «bocas rascas».
Bom fim de semana.
De
f. a 11 de Abril de 2009 às 13:44
tem graça, não sei do que fala. eu disse-lhe o quê? acho q está a confundir com uma resposta a outra pessoa.
De Carlos Marques a 11 de Abril de 2009 às 13:44
Dear f.
Concordo consigo, no entanto se o jornalismo está como está é porque não há consequências para os poderosos, todos os poderosos, jornalistas incluídos. Se não há justiça, de quem é a culpa? Quantos anos passaram desde o inicio da Democracia por cá? A quem interessa que a Justiça não funcione desde que se tenha poder? Falando da questão da namorada, também não gostei daquele anúncio à capa da revista cor-de-rosa: "...vai ao cinema com a namorada". Acho que a Fernanda devia ter-se revoltado logo. A Fernanda faz falta, essa é que é essa. Continue a preocupar-se com as injustiças.
Acho que o Carlos faz todo o sentido ao concordar com o texto da f. Faz menos sentido quando justifica a situação com generalizações um pouco gastas. Acho mesmo que o problema é o contrário: gastar-se tanto tempo a dizer que o mal está "no estado da Justiça" e outras inconsistências do género em vez de se começar a atacar eficzmente e caso a caso o que falha. De resto, o problema é básico: se a classe se protege sem critério de justiça, não há modo de se auto-regular. E os abusos e a hipocrisia, como se vê, existem.
No próprio DN, comentei a tua crónica.
Transcrevo:
“Estás, Fernanda, infelizmente quase sozinha na substância do que escreves neste texto, que susbscrevo como jornalista e cidadão. Aliás: és, tu, jornalista, vítima do jornalismo que denuncias, inclusivamente na tua própria casa de trabalho, que não implica os "donos" da dita mas alguns mais mordomos que o mordomo - falo dos delactores teus colegas (?) e dos directores sérios que tens.”
Nota
Sou amigo pessoal do Rui Hortelão, que é director-adjunto do DN e um puto fixe. Além de bom camarada de profissão, é um excelente futebolista na nossa equipa de futebol de praia…
:)
De Manuel Fazenda Lourenço a 11 de Abril de 2009 às 13:49
Eu não tenho, como é natural, quaisquer certezas sobre o caso Freeport . Apenas muitas dúvidas e questões sobre a conduta da justiça e dos jornalistas.
Mas há uma coisa a que sou sensível. Ao facto de uma mulher, neste caso, defender com coragem e inteligência o homem que ama. Há já muitos anos li uma frase do Camus que me marcou para sempre : «Se tivesse que escolher entre a justiça e a minha mãe, escolheria a minha mãe».
Quero crer que não é esta a opção que motiva as suas intervenções. Mas se fosse, para mim estaria bem.
Não são investigações de pretensos justiceiros que tornam o mundo melhor.
O que pode tornar o mundo melhor é uma mulher defender o seu homem, ou um homem defender a sua mulher.
Mesmo que tenham de pagar um preço elevado por essa atitude.
"Não são investigações de pretensos justiceiros que tornam o mundo melhor. " - esta frase é na mouche, Manuel.
Freeport: eu tenho pelo menos uma certeza - Sócrates não tem nada a ver com aquilo, não será sequer arguido, embora se sujeite a esta prostituição intelectual de um certo tipo de jornalismo de merda com que o tentam cravar na cruz, levar ao calvário e posteriormente à capitulação.( usei esta linguagem pascal a propos...)
Estou bem informado, meu amigo.
O Freeport vai ser mais um flop e o rato que sairá das vísceras da montanha garanto-lhe que é de esgoto.
Só não lhe faço o desenho ou faculto foto porque este não é o meu blogue.
Páscoa Boa!
De Paulo Bastos a 11 de Abril de 2009 às 18:26
Se cancio quer escolher entre a justica e o socrates que escolha. Mas que o diga para quem a ler que fez a escolha.
O que me interessa é o processo Freeport e a questão das pressões sobre o poder judicial
O resto... se os patrões da cancio a querem manter (desde que nao seja com dinheiro meu sob a forma de subsídios ou publiicade estatal), mantenham. Dela só leio grátis e como puro divertimento.
De Jose Nunes a 11 de Abril de 2009 às 16:17
Infelizmente o corporativismo salazarento ainda não foi apagado na nossa sociedade.E até pessoas que me pareciam ser imunes a este virus mostram que afinal ainda estão prisioneiros dessa sarna peçonhenta.No jornalismo isto é mais visível.
De alexandra tavares-teles a 11 de Abril de 2009 às 16:19
f, só venho aqui deixar-te (ando por longe, estes dias) um beijo
De Amado Estriga a 11 de Abril de 2009 às 19:47
Começo por pedir imensa desculpa por me intrometer num tão "convivial" ambiente como este e, desde já, com duas declarações iniciais de interesses: não sou, nunca fui nem serei jornalista e, não a conheço de lugar algum.
Devo confessar-lhe que - eventualmente não sem alguma vergonha! - jamais tinha lido algo escrito por si. Questão de deambulações por universos diferentes, tão só!
Mas, tanta zurzidela (quanta defesa) por essa blogosfera " adentro, despertou-me um instinto básico, inerente a qualquer ser humano. Curiosidade. Quem é e o que fará correr tanta tinta?
Sou, por natureza, pouco dado a circunlóquios. Isso é apanágio de quem não sabe o que quer e ao que vai.
Devo cumprimentá-la? Estou em crer que sim, com uma pequena ressalva. Carrega em si o que de mais importante a vida nos dá. O seu código genético. Só a esse deve obedecer. Só esse lhe deve merecer respeito, porque o único que nos pode magoar! Só esse lhe dirá, sem sofismas, o que está certo e o que está errado. Qualquer outro, seja ele deontológico ou do processo civil, é falho porque gerado numa miríade de genéticas avulsas. Daí a necessidade de estar constantemente a ser revisto. Para o bem e para o mal!
Acima de tudo, ouça-se!! Consulte o Código Deontológico apenas para saber se nesse dia deve pôr saia ou calças !!
A gritaria dos outros é apenas acicate para se ouvir ainda com mais vigor!
Fico satisfeito por tê-la "descoberto".
De Pois pois a 11 de Abril de 2009 às 22:22
Pois pois... e nós somos como o Pai Natal, não?
De SMA a 12 de Abril de 2009 às 00:17
Qualquer consumidor de informação fica consumido com o nível de corporativismo de muitos jornalistas que nos directos televisivos chega a ser de um tom confrangedoramente liceal - parabéns pela coragem de ser Jornalista e de exigir tanto à sua classe quanto ela exige aos demais.
De Sérgio a 12 de Abril de 2009 às 09:40
Força Fernanda!
Não ligues à canalhice.
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