Sexta-feira, 24 de Abril de 2009

Segundo VPV, José Sócrates não pode actuar judicialmente contra indivíduos. Pelos vistos, o cargo de primeiro ministro é incompatível com o recurso à justiça contra pessoas singulares. Está visto: temos jurisprudência, e a partir da agora vale tudo.

26 comentários:
De Anónimo a 24 de Abril de 2009 às 21:44
"o cargo de primeiro ministro é incompatível com o recurso à justiça contra pessoas singulares."

claro. e faz todo o sentido que seja assim.


De Francisco Gonçalves a 24 de Abril de 2009 às 22:03
Curioso! Afinal, não obstante os impropérios de José Sócrates, esta gente continua a ver o Jornal Nacional, da Manuela Moura Guedes!

Parece, no entanto, que não viram a parte em que Medina Carreira disse que é profundamente injusto que os cento e vinte mil reformados que, por desconhecimento da Lei, não apresentaram os seus rendimentos, em sede de IRS, paguem uma multa que corresponde, em muitos casos, a metade da sua miserável reforma, ao invés do primeiro-ministro, José Sócrates que durante quatro anos não apresentou, ao Tribunal Constitucional, a sua declaração de rendimentos, como impõe a respectiva Lei.

Esta gentinha anda a brincar com os portugueses!

Cada vez mais, dou razão ao jornalista António Ribeiro Ferreira, quando diz que este sítio é manhoso, hipócrita e cada vez mais mal frequentado.


De artur mendes a 25 de Abril de 2009 às 00:18
Podem dizer que o telejornal da TVI (sextas ) é travesti...ou prostituto... mas sem ele (hoje) ´nao ficariamos a saber das dezenas de ambulâncias do INEM escondidas...e do escandaloso aterro clandestino! Se todos os telejornais fossem assim travestidos o país seria outro...
Acho-o preferivel a "putas" disfarçadas...


De burns a 25 de Abril de 2009 às 19:18
sabe meu caro,
isso não convem muito ressalvar
dá má imagem


De José Magalhães a 24 de Abril de 2009 às 22:09
Sobre este assunto, escrevi assim


http://atributos-1.blogspot.com/2009/04/travestidos.html


Melhores cumprimentos

JM


De j a 24 de Abril de 2009 às 22:11
O que o João Galamba escreve retira do contexto o que VPV disse.
E que me desculpe, não acredito que o não tenha percebido, pelo que, e não querendo ser ofensivo com o senhor, acho que não está a ser intelectualmente sério.


De Anónimo a 24 de Abril de 2009 às 22:38
Sócrates tem tido uma relação demasiado complexa com os jornalistas. Passa o tempo a processar uns, a fugir de outros e a posar para outros ainda. Será que lhe restam 10 minutos diários para governar um país difícil de governar e em crise?


De JMG a 24 de Abril de 2009 às 23:56
Os 10 minutos estão reservados para o comício do dia.


De Ricardo a 24 de Abril de 2009 às 22:40
Abençoado primeiro-ministro, só esta atitude de força perante a monstruosidade jornalística que é o pseudo-jornal nacional da tvi já merecia o meu voto nas próximas eleições. Muito honestamente, e fora deste primeiro desabafo de brincadeira, poderá ter-se excedido no modo como se expressou, mas não disse nada que não seja justo e verdadeiro. O jornal da TVI é uma palhaçada, e só o zé-povinho ansioso do drama é que pode apreciar tal novela de ficção.
O jornalismo, pelo menos o de qualidade, deve ser o mais objectivo e imparcial possível. E nesse exemplo, o da TVI é o pior que conheço a nível nacional e internacional.
Durante as sextas-feiras Manuela Moura Guedes apresenta um jornal que funciona em função da sua opinião. A cantora comenta, senão todas, quase todas as notícias que são apresentadas como se estive a falar com a sua vizinha. O rigor e ética jornalística não lhe dizem rigorosamente nada, e gosta de exibir as suas opiniões, que, pelo menos no meu entender, ultrapassam de longe o básico e o ridículo.

O jornalismo da TVI em geral é patético e mesmo estrambótico. Qualquer espectador consegue ver o entusiasmo com que uma noticia de desgraça é transmitida, “Ouve um ataque terrorista que provocou a morte 1000 pessoas!” (o Yupiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii, apesar de não audível é praticamente intrínseco). Tudo isto pelo prazer ridículo que lhes dá a emoção e dramatismo de uma noticia que aumente as audiências.
Inclusivamente na Economia e situação de crise que passamos o mesmo se sucede, o sorriso quando o desemprego aumenta é inconveniente e mesmo desumano.
Todo este quadro negro se justifica pela luta das audiências, interesses políticos e partidarismos de segunda. Não admira a indignação do Primeiro-Ministro, porque o ataque feito a sua pessoa vai muito além das suas convicções e enganos ou desenganos políticos, é um ataque pessoal do mais baixo nível, como só a TVI gosta de fazer. E cada um de nós, que ponha de lado as desavenças políticas e aquilo que lhe vemos de negativo, e pensemos se gostávamos de ser alvo das mesmas injúrias.
A TVI que tanto critica, devia ser autocrítica. Em termos de Jornalismo, não passa de uma empresa de cariz familiar, em que a matriarca é, e desculpem a franqueza, uma boba da corte transvestida e perturbada.


De Ricardo a 24 de Abril de 2009 às 22:53
Não posso ainda deixar de dizer, que pessoalmente não tenho nada contra a Dr. Manuela, formada em Direito em Lisboa, com sucesso e distinção, que deu aulas como assistente, e que chegou em tempos bem remotos a ser uma boa jornalista. Mas que confunde as suas convicções com o seu profissionalismo, e o seu local de trabalho com a sua casa e seio familiar. A distinção tem a ver com dignidade, seriedade, profissionalismo e equilíbrio, não com sensacionalismo.


De Olhar Ateu a 24 de Abril de 2009 às 23:10
Não fica bem a um primeiro ministro ser objecto de tantos casos de suspeição sobre a sua conduta ética como governante. Envergonha-se como homem político, envergonha a democracia e envergonha o país.

Por muito menos foram demitidos ministros ou secretários de estado.

É suposto que esteja ao serviço dos cidadãos e como tal que seja escrutinado na sua acção. Fôsse a sua acção impoluta e nada disso aconteceria.

Culpar um órgão noticioso privado, concorde-se ou discorde-se com aquilo que diz, é inquestionar-se sobre a ética na política, que essa sim é um bem mais importante.

Cordialmente


De Vitor a 24 de Abril de 2009 às 22:59
Portugal na vanguarda! Portugal o único país do mundo em que uma pessoa que exerce o cargo de Primeiro Ministro perde implicita e explicitamente os seus direitos de cidadania.
Se não fosse tão imbecil o historiador "académico frustrado" Vasco Pulido Valente teria piada. Assim é apenas trágico com ares de decadente!


De Anónimo a 25 de Abril de 2009 às 00:22
se evitasse o insulto, talvez fosse capaz de perceber que um primeiro ministro está sempre em situação privilegiada sobre qualquer cidadão.

se josé socrates acha que foi pessoalmente afectado por alguém, que se demita e vá lutar pelos seus interesses para tribunal.

se por acaso acha que é um ataque político, então os tribunais não são o melhor sítio para tratar o assunto.

porque a continuara assim, qualquer pessoa que diga que o primeiro ministro faltou à verdade arrisca-se a levar um processo em cima. ora, isto não lembrava nem ao salazar.



De Anónimo a 25 de Abril de 2009 às 13:56
Deixemonos de metáforas e chamemos as coisas pelos nomes. Faltar à verdade é mentir, certo? Então o homem mentiu, e ponto.


De rui david a 26 de Abril de 2009 às 12:22
esta é boa. não querias mais nada. seria um bom processo de evitar o debate político. bastaria caluniar o primeiro ministro até que ele se demitisse "se fosse sério". Não pá, ganhem primeiro as eleições e depois mudem de primeiro ministro, democraticamente, se foram capazes.


De Figueiredo a 26 de Abril de 2009 às 17:48
Ó seu cavalo, o Salazar não punha processos, mandava prender, torturar e matar quem ousasse criticá-lo!


De Guilherme Pereira a 26 de Abril de 2009 às 18:02
Muito bem observado, Caro Figueredo.
O Salazar, de facto, punha processos - a PIDE, em nome dele.
Eram julgados onde eu fui: nos deliciosos tribunais plenários, constituídos por "juízes" ao serviço do regime fascista, alguns dos quais, juízes, não foram tocados, nem fisica nem profissionalmente, com a Revolução de Abril
Vários deles ascenderam ao Supremo Tribunal de Justiça...os nomes são conhecidos.


De Maria Ramalho a 27 de Abril de 2009 às 08:46
E quem são esses Majestosos Ministrados , Podem ser divulgados os nomes? Agradecia, para 1 leitura das Sentenças dos Mesmos, OK?? Acho que são dados importantes, até para entendermos o nosso Estado da Justiça actual, pode ser um ponto que desenrole tanta trapalhada, entende?
Maria Ramalho


De ana a 26 de Abril de 2009 às 20:20
"ora, isto não lembrava nem ao salazar."

ou o caro anónimo não viveu com salazar ou já se esqueceu. Qualquer comparação com o que se passava nesses tempos é ignorante, imbecil e atrevida.


De Francisco Gonçalves a 24 de Abril de 2009 às 23:01
Hum... este Ricardo não inspira confiança! Começa por tratar Manuela Moura Guedes por cantora e acaba a tratá-la por Doutora!

Ou muito me engano, ou a palavra da semana vai ser "travestido" e com imensos destinatários!


De Carlos Vidal a 24 de Abril de 2009 às 23:02
Se o vosso "menino de oiro" ganhar algum dos seus justíssimos processos, tão efusivos têm andado por aqui, orgasmizando post sobre post, como é que vocês, dizia eu, vão festejá-lo?


De burns a 25 de Abril de 2009 às 19:22
voçê é um bocadinho anjinho
assim que o paixão martins lhe disser que não ganha nada com isto o homem retira a queixa
ou acha que isto algum dia ia chegar a tribunal


De Andre a 26 de Abril de 2009 às 03:42
Não sei caro Pidal, mas vc não será convidado.


De junu a 25 de Abril de 2009 às 14:35
Em relação ao que foi dito por Vasco Pulido Valente, parece-me simples e fácil de entender; passo a explicar: um primeiro ministro no exercício da sua função pública está sujeito ao escrutínio dos cidadãos/público, quer goste ou não goste; quer seja justo ou injusto; e se não consegue lidar com essa realidade que se demita.

O que incomoda, de alguma forma, é a falta de sentido de estado e de dignidade do senhor primeiro ministro, que tem por obrigação decorrente das suas funções ter um outro tipo de abordagem, não se deixando envolver em "diz que disse" comezinho, que ele próprio, diga-se de passagem, alimenta.





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