Domingo, 26 de Abril de 2009

Embora se debata com uma inexplicável míngua de vocações, a Igreja católica é toda-poderosa nas Filipinas, país no qual são seguidas à risca as emanações vaticânicas em especial no que à sexualidade diz respeito, pelo menos a nível das disposições legais. Assim, o divórcio não é permitido, excepto para a reduzida comunidade muçulmana na qual se aplica a… Sharia, são censurados abertamente todos os programas de televisão que mostrem modos de vida diferentes do preconizado pela Igreja, os direitos da mulher são uma aberração do «feminismo radical» e, claro, falar em saúde reprodutiva das mulheres é uma blasfémia

 

Todos os métodos contraceptivos «artificiais», preservativo incluído, são assim um anátema neste tão católico país. Aliás, para não haver quaisquer dúvidas, o ano passado a Igreja Católina filipina emitiu um comunicado oficial informando que o Vaticano não permite que usem preservativos duas pessoas casadas em que uma delas está infectada com o vírus da SIDA .

 

O aborto em particular não é permitido em nenhuma circunstância, nem sequer para salvar a vida da gestante, e existem brigadas especiais, a Special Operations Task Force e a Women and Children's Protection Desk, que velam pelo cumprimento da lei.  Não obstante, a ONU deu conta há dias de um relatório arrepiante que indica que se realizam por ano, em condições sub-humanas,  mais de meio milhão de abortos, que resultam na hospitalização de cerca de 90 000 mil mulheres, na sua maioria muito maltratadas pelos católicos médicos, e matam cerca de 1000 filipinas.

 

Há uns dias, aproveitando a época em que os arroubos de fé levam muitos filipinos aos extremos um pouco incompreensíveis que o vídeo exibe, Cerge Remonde, o secretário de estado para a Imprensa, explicou ao Manila Times que a moral e a ética são as razões por que Gloria Arroyo e o seu gabinete apoiam a posição da ICAR em relação à sexualidade e ao seu (des)controle e partilham a execração clerical dos pecaminosos métodos contraceptivos.  Remonde afirmou ao jornal que a adopção dos ensinamentos da Igreja sobre a dignidade da vida humana por Arroyo era assim uma questão de elevados princípios, não apenas mais um cortejar àqueles que se devotaram a mantê-la no poder, nomeadamente pregando contra o seu impeachment por fraude eleitoral.

 

Mais concretamente, Remonde informa que:

«Mrs. Arroyo has repeatedly said is standing by her policy of natural birth control, the same position taken by Catholic bishops lobbying against the pending Reproductive Health bill that its opponents have seen to ultimately promote abortion and immoral sexual habits.The President personally believes that it is morally upright to adopt the pro-Life stance and its emphasis on curtailing sexuality and continence

 

Remonde deixa no ar a hipótese de a presidente vetar a «imoral» lei proposta pelos seus oponentes políticos no caso de o clã Arroyo não conseguir convencer os pares da necessidade de obediência à santa Igreja. Remonde refere ainda o facto de os mesmos oponentes políticos, quiçá em conluio com todas as organizações de direitos humanos internacionais, ONU inclusive, acusarem injustamente a presidente de incentivar os esquadrões de morte que actuam impunemente no país, ou pelo menos nada fazer de facto para lhes pôr termo.

 

A palavra injusta de facto é apropriada uma vez que  Arroyo, que se desdobra em declarações de que segue estritamente os ensinamentos da Santa Sé,  leu certamente a encíclica Evangelium Vitae que afirma que «a vida na sua condição terrena não é um valor absoluto», em particular o ponto 57 que resume a posição da ICAR sobre a inviolabilidade da vida humana: apenas é condenável «a eliminação directa de um ser humano inocente». Ora os esquadrões de morte apenas eliminaram (e eliminam) «culpados» de malfeitorias sortidas pelo que Arroyo deve estar de consciência tranquila...

 

Não é assim coincidência que amanhã o ex-general Jovito Palparan tome posse no Congresso,  uns escassos dois meses depois de Arroyo ter dado a saber que planeava recompensá-lo com um cargo no Dangerous Drug Board. Palparan foi identificado por uma comissão de investigação constituida para o efeito em 2006 como o principal suspeito de liderança de um desses esquadrões, especializado no assassínio de jornalistas e activistas de esquerda.


28 comentários:
De artur mendes a 26 de Abril de 2009 às 13:34
Este BLOG sou deixará a Igreja Catolica em PAZ... quando o PAPA destribuir preservativos no Vaticano...



De S a 26 de Abril de 2009 às 15:08
E olhe que mesmo assim não sei...

E diga-me, que estou curioso, quando é que as ovelhinhas cegas, surdas, mas infelizmente não mudas, vão perceber que o cristianismo ou catolicismo não se esgota na Igreja?

Vá, a Igreja não, então a quem é que se pode dar porrada à vontade , e difamar quando nos apetece, e perseguir tipo Inquisição (ooops.... escapou-me, instituição mal compreendida e maltratada por historiadores ateus com certeza, ou espera aí, como já passaram uns tantos séculos já se pode criticar à vontade, ou será que é porque o Papa já pediu desculpa pelos crimes cometidos pela Inquisição e, assim, os católicos já não precisam de fazer ginástica e malabarismos e desviar o assunto para defendê-la, que sortudos então, podem estar mais descansados... não sei... ai!... mas que me estiquei, parece-me demasiada coisa para pôr dentro de parêntesis...), e torturar, achincalhar, insultar e provocar?

Caro Artur, veja as coisas deste modo, sempre se testa a sua fé, tal como Deus e o Diabo se divertiram a testar a de Job. A sua fé na Igreja parece-me ceguinha de todo, por isso muitos parabéns!


De artur mendes a 26 de Abril de 2009 às 16:18
" A sua fé na Igreja parece-me ceguinha"...
Por aacso conhece-me para dar palpites sobre a minha fé?
Simplesmente:
Constato que este blog "ataca " persistentemente a I.Católica... Deixando na santa Paz
outras "igrejas" onde os Direitos-Humanos são mais barbaramente violados...por exemplo:
A lapidação... não lhe diz nada?

Passe bem


De Shyznogud a 26 de Abril de 2009 às 16:22
Um passeio pelos arquivos do blog não lhe faria mal nenhum, caro artur.


De Ana Matos Pires a 26 de Abril de 2009 às 16:55
ops, não tinha visto este teu comentário.


De S a 26 de Abril de 2009 às 16:35
"Por acaso conhece-me para dar palpites sobre a minha fé?"

Por acaso conhece este blog para dar palpites sobre o seu conteúdo ou a reduzi-lo curiosamente e por um acaso qualquer, a ataques sistemáticos à Igreja? De onde fui tirar a estranha ideia que tal comentário vinha de alguém que se chateava não com o conteúdo monótono e repetitivo de posts mas com alguém que se chateava porque não queria que se perdessem tempo em certos e determinados assuntos que, por razões de ordem intíma, o chateavam a ele?

Veja o arquivo.

Passe bem


De Ana Matos Pires a 26 de Abril de 2009 às 16:54
Ora vasculhe aí os arquivos.


De Myris a 26 de Abril de 2009 às 20:09
Não seria uma má ideia o Papa distribuir preservativos, não apenas no Vaticano, mas em todas as igrejas. Certamente seria bem menos ridículo que as notícias que vemos diariamente no jornais à respeito dos processo de reconhecimento de paternidade envolvendo o ex-bispo e actual presidente do Paraguai Fernando Lugo .


De Luís a 26 de Abril de 2009 às 14:11
Palmira, lá conseguiu arruinar mais uma vez o meu fim-de-semana [>;P]! Estava eu todo satisfeito, contente por sair e ir apanhar este sol radioso, e lá vem a Palmira com estas coisas! Olhe, sabe o que eu lhe digo, eu não ligo patavina ao Vaticano, mas também acho que o Vaticano nunca pediu as estes pobres seres humanos para se autoflagelarem (ou pediu?). Talvez seja altura de pararmos de culpar o Vaticano por todo o mal que se passa no mundo. Esta gente tem que começar a pensar por eles também...


De Luís a 26 de Abril de 2009 às 14:16
Ok, ok, antes que toda a gente me caia em cima, confesso que me precipitei no meu comentário anterior. Fi-lo antes de ler o artigo todo (a pressa de sair para apanhar sol faz destas coisas!).
Afinal, talvez as pessoas nas Filipinas não tenham muita escolha quanto ao estilo de vida que querem levar.


De Pinto a 26 de Abril de 2009 às 15:12
Alberto, como tens razão. Sempre tão incisivo, tão pertinente e tão oportuno.

Sexta-feira, 24 de Abril: A péssima fé

Sou ateu (por convicção), assisti a duas missas (por favor) e nunca falei com um padre (por acaso). Por isso acho graça a certas pessoas que fazem questão de exibir desprezo pelas opiniões da Igreja e passam os dias a escrutinar as opiniões da Igreja, de modo a dedicar-lhes fúria ou galhofa. E desprezo, claro. Imagino que, à semelhança de uma temporada num spa, o exercício tenha efeitos retemperadores. Desde logo, permite aos iluminados pela descrença confrontarem o seu "progressismo" com a tradição religiosa e sentirem-se imensamente "modernos", "racionais" e, vamos lá, superiores.

É por isso que essa gente aguenta calamidades sem se distrair do essencial: se Lisboa sofresse um terramoto de magnitude oito, os fundamentalistas ateus estariam no meio dos escombros, a criticar nos respectivos blogues as últimas declarações de um bispo qualquer sobre a homossexualidade. Não conheço católicos assim atentos à doutrina eclesiástica.

Ainda há dias, as notícias de que a economia nacional afocinhou para níveis quase inéditos foram, em alguns meios, ignoradas em favor de uma frase do cardeal patriarca acerca dos contraceptivos. Disse D. José Policarpo: "O preservativo é falível".Num ápice, as caixas de comentários on line encheram-se de comentários furiosos com a irresponsabilidade e o reaccionarismo do homem. Inchados com o seu íntimo esclarecimento, nenhum dos comentadores desmentiu um simples facto: o preservativo é falível.

A polémica, aliás, limitou-se a reproduzir à escala caseira a anterior polémica global que envolveu o Papa. O Papa disse: "Combater a sida (em África) com preservativos pode agravar o problema." Seguiram-se indignação, protestos e acusações de que Bento XVI aspira ao extermínio dos africanos. Nenhum dos indignados ouviu as inúmeras vozes locais que invocaram especificidades (culturais, económicas, sexuais, clínicas, etc.) para defender uma tese (naturalmente discutível): combater a sida em África com preservativos pode agravar o problema.

E, de qualquer modo, ninguém notou a irrelevância de tudo isto num continente em que os próprios políticos (e as políticas que produzem) chegam a recusar a existência de doenças venéreas. Na África do Sul, onde vive quase um terço dos africanos infectados com Sida, o presidente recém-eleito viu-se em 2006 julgado por violação de uma portadora de VIH. Acabou absolvido e a proclamar que o vírus mal contamina os homens e que, se contaminar, sai com um duche. Já o antecessor de Jacob Zuma, Thabo Mbeki, negava o vírus e nomeava ministras da Saúde avessas a medicamentos e crentes nas virtudes curativas do alho e do limão.

Talvez a sida se resolva mesmo com alho e limão, não sei. Sei que muitos profissionais da racionalidade não condenam o ANC, dono e senhor do território, pelo genocídio calculado de que acusam com furor uma religião sem poder real e seguida (ou "seguida") por 7% dos sul-africanos. Exotismo? Paternalismo? Oportunismo? Ideologia? Mandela? Seria útil perceber o critério que decide entre a aflição humanitária e a indiferença, mas suspeito tratar-se, ironicamente, de uma questão de fé. Boa ou má-fé, de acordo com o ponto de vista.




http://dn.sapo.pt/inicio/opiniao/interior.aspx?content_id=1212680&seccao=Alberto%20Gon%E7alves&tag=Opini%E3o%20-%20Em%20Foco

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De S a 26 de Abril de 2009 às 17:40
“Disse D. José Policarpo: "O preservativo é falível".Num ápice, as caixas de comentários on line encheram-se de comentários furiosos com a irresponsabilidade e o reaccionarismo do homem. Inchados com o seu íntimo esclarecimento, nenhum dos comentadores desmentiu um simples facto: o preservativo é falível.”

Pois, mas a questão não era propriamente o facto do preservativo ser falível, que o é, big news.

“A polémica, aliás, limitou-se a reproduzir à escala caseira a anterior polémica global que envolveu o Papa. O Papa disse: "Combater a sida (em África) com preservativos pode agravar o problema." Seguiram-se indignação, protestos e acusações de que Bento XVI aspira ao extermínio dos africanos. Nenhum dos indignados ouviu as inúmeras vozes locais que invocaram especificidades (culturais, económicas, sexuais, clínicas, etc.) para defender uma tese (naturalmente discutível): combater a sida em África com preservativos pode agravar o problema.”

Pois mas isto do vem do Santo senhor que é contra o uso de preservativos PONTO FINAL. O Papa quando o disse também se esqueceu de invocar as tais especificidades e não me parece que estivesse tanto a defender uma tese enquanto cidadão de Mundo preocupado com o combate ao HIV munido de estudos e estatísticas, apenas a doutrina da Igreja, independentemente de TUDO O RESTO.

“E, de qualquer modo, ninguém notou a irrelevância de tudo isto num continente em que os próprios políticos (e as políticas que produzem) chegam a recusar a existência de doenças venéreas.”

É irrelevante e portanto torna-o menos grave e estúpido? Além do mais, veja-se mais acima a irrelevância… no post da Palmira. Ok, outro continente, mas as posições da Igreja são as mesmas. Perigosas, não? Já agora, os políticos sacanas já são criticáveis sem a ameaça de se ser reduzido a um “fundamentalista ateu”? Se estas notícias sobre os políticos, me tivessem chegado ao conhecimento mais cedo (que infelizmente não chegaram) a minha reacção de nojo seria a mesma, o que aliás é.

Portanto, Pinto e Alberto, sou ateu (por convicção), assisti a duas missas (por favor) e a um funeral (infelizmente), safei-me de ir a casamentos e baptizados (graças a Deus!) e nunca falei com um padre (por acaso), mas não sou isto:

"Certas pessoas que fazem questão de exibir desprezo pelas opiniões da Igreja e passam os dias a escrutinar as opiniões da Igreja, de modo a dedicar-lhes fúria ou galhofa. Desde logo, permite aos iluminados pela descrença confrontarem o seu "progressismo" com a tradição religiosa e sentirem-se imensamente "modernos", "racionais" e, vamos lá, superiores."

A mania da superioridade reconheço-a em quem não discute e reduz as críticas sobre a doutrina da Igreja a manias enquanto se congratula por se limitar a olhar de cima, para baixo, com, o que não duvido, desprezo, paternalismo e arrogância, para com estes ateus tipo vampiros com sede de sangue, movidos por gula e não por razão. Pior, posso estar enganado, mas de tudo o que li do Alberto (não digo que seja muito), parece-me que a indiferença é sempre elevada à maior das virtudes. Quem tem razão, se existe razão, se é relevante, é um pormenor, o que interessa é dizer aos miúdos para fazerem menos barulho.

“Sempre tão incisivo, tão pertinente e tão oportuno.”

Deve ser de falta de capacidade de compreensão minha.


De Pinto a 26 de Abril de 2009 às 18:55
Discutir o quê S? A doutrina de uma organização à qual adere quem quer, permanece nela quem quer, a segue quem quer e acredita nela quem quer?

Isto não é uma questão de razão S (até porque ninguém se pode achar dono dela). É uma questão de fé. De fé em algo que nos transcende.
Quem não acredita em entidades divinas que nos vigiam, que nos ajudam, que nos guiam, que nos irão salvar após a morte, etc. etc. etc., não pode impor a sua razão a quem acredita.
Já pensou que pode haver pessoas bem esclarecidas quanto aos métodos contraceptivos, quanto às palavras de Bento XVI, quanto à doutrina social da Igreja, mas que, por uma questão de fé própria, não usa esses métodos? Que acredita que o uso dos mesmos reveste a forma de pecado, à luz da sua Igreja? E não tem esse direito?

Dá-me a sensação que existe um nicho de intelectuais que olha para as pessoas de fé como gente limitada, que não consegue discernir e fazer juízos de valor relativamente às palavras de Sua Santidade o Papa. Então é necessário a intervenção deles para "abrir os olhos" dessa gente diminuída de cabeça. Isso tem um nome: prepotência.

Bento XVI disse o que disse (e não disse mentira nenhuma). Cada qual dá-lhe a importância que acha que deve dar. Até porque a doutrina social da Igreja Católica não tem carácter obrigatório.
Quanto ao facto do uso do preservativo ser ou não pecado, é uma matéria à qual ninguém pode dizer que é dono da verdade. Portanto a discussão, em termos de qual dos lados está a razão, é inútil. Basta respeitarmos a fé de cada um. E não ridicularizarmos a fé dos outros.


De S a 26 de Abril de 2009 às 20:17
“Discutir o quê S? A doutrina de uma organização à qual adere quem quer, permanece nela quem quer, a segue quem quer e acredita nela quem quer? “

Discutir se as afirmações do Papa são admissíveis ou não, se têm consequências ou não, que alguns consideram ateísses. Já foi discutido em inúmeros posts atrás e não estou para fazer uma lista ou repeti-los. E isso de que quem se guia pela Igreja é quem quer tem muito que se lhe diga, veja só as Filipinas. As posições da Igreja católica não tem consequências na vida daqueles que não professam a religião? Mesmo nos EUA, o criacionismo nas escolas, a abstinência em vez da educação sexual, os ministérios ex-gay, etc, etc, as religiões não se expressam na sociedade de formas que podem ser perfeitamente criticáveis? Era o que faltava… Se a Igreja assume posição X ou Y essa posição é perfeitamente criticável, bem como a instituição.
A propósito, adere a ela quem quer??? Bem os meus pais não tiveram a escolha quanto à fé que professaram, a irem à catequese ou missa, etc… mais tarde foi a Igreja, as posições e a hipocrisia, que os afastou da mesma. Essa, sim, uma escolha.

”Isto não é uma questão de razão S (até porque ninguém se pode achar dono dela). É uma questão de fé. De fé em algo que nos transcende.”

Desculpe??? Sim, nada contra os indivíduos que têm fé, mas não me venha dizer que a razão não é para aqui chamada. Pense só nos países muçulmanos e tudo o que ocorre em nome da FÉ, agora é tudo permitido em seu nome?

”Quem não acredita em entidades divinas que nos vigiam, que nos ajudam, que nos guiam, que nos irão salvar após a morte, etc. etc. etc., não pode impor a sua razão a quem acredita.”

A “sua” razão? Há dados, evidências científicas and so on… Senão, olhe, a respeito de um caso que conheço; O pai tinha um cancro, a filha (enfermeira!) foi falar com um vidente, que a mandou dar ao pai apenas uns medicamentos de mel durante 2 semanas. Consequência? O pai ficou diabético (o que nunca foi) e pior que nunca. Sim, vamos respeitar as crenças e estes rituais, só acredita neles quem quer, daí que só se f*** quem quer… Mas isto é o quê, a defesa da ignorância, de se deixar manipular? Olhe, tenho a certeza que a Igreja não se importava nada em deixar que as pessoas acreditassem no que bem entendessem; a crise de valores!, a destruição da família!, os contra-natura!, mulheres de calças!. “A double standard?”

”Já pensou que pode haver pessoas bem esclarecidas quanto aos métodos contraceptivos, quanto às palavras de Bento XVI, quanto à doutrina social da Igreja, mas que, por uma questão de fé própria, não usa esses métodos? Que acredita que o uso dos mesmos reveste a forma de pecado, à luz da sua Igreja? E não tem esse direito? “

Mas acha que a Igreja está muito interessada em esclarecer o rebanho quanto ao uso de métodos contraceptivos, ou simplesmente negar-lhes o uso? Em promover uma escolha bem informada? Mais, padres que espalham mentiras sobre o uso de preservativos (alguns afirmam que o látex têm o vírus lá dentro) existem em África. Quando as crenças resultam em acções estúpidas e perigosas fecham-se os olhos?

“Dá-me a sensação que existe um nicho de intelectuais que olha para as pessoas de fé como gente limitada, que não consegue discernir e fazer juízos de valor relativamente às palavras de Sua Santidade o Papa. Então é necessário a intervenção deles para "abrir os olhos" dessa gente diminuída de cabeça. Isso tem um nome: prepotência.“

Nada contra pessoas de fé… portanto não é comigo. Acho a Igreja uma instituição hipócrita e podre (padres pedófilos, posições públicas assumidas, etc) mas não me venham é dizer que discordo da Igreja, ou que não a posso criticar, resumindo-o ao ser ateu. Mal estávamos se não existissem pessoas de fé (e eu conheço-as) que criticaram estas afirmações do Papa bem como o caso da menina brasileira que realizou o aborto. Estas afirmações magoaram-lhes a eles mais do que a mim com certeza.


De S a 26 de Abril de 2009 às 20:17
“Bento XVI disse o que disse (e não disse mentira nenhuma). Cada qual dá-lhe a importância que acha que deve dar. Até porque a doutrina social da Igreja Católica não tem carácter obrigatório. Quanto ao facto do uso do preservativo ser ou não pecado, é uma matéria à qual ninguém pode dizer que é dono da verdade. Portanto a discussão, em termos de qual dos lados está a razão, é inútil. Basta respeitarmos a fé de cada um. E não ridicularizarmos a fé dos outros.”

A discussão é inútil??? Eu compreendo que alguns prefeririam que não existisse mas inútil não é de certeza. E que tal respeitar a dignidade e saúde de cada um?

Para terminar, o que o Alberto escreveu e o que o Pinto escreveu são coisas completamente diferentes e você quer fazer-me crer que se defendem uma à outra. Tretas… O Alberto quer picar, diz palermices, insinuando que o Papa e a Igreja foram atacados por ateus raivosos (cujo desporto favorito é persegui-los) e não pelas tristes cenas de que são culpados. O que Pinto está a defender, é que bora não criticar nada, respeitinho por todos, o que se quer é ofender o menos gente possível, toda a gente faz o que lhe vem na real gana. Se é que é isto que defende, que de facto foi apontar para tanto lado que fico na dúvida…


De Pinto a 27 de Abril de 2009 às 11:59
S, você disse que o seu pai foi obrigado a ir à catequese. E?
O meu filho também será obrigado a ir. Eu quero que ele aprenda a doutrina social católica. Quando crescer interpreta-la como entender.

Coisa diferente seria o caso da doutrina religiosa (como acontece com os jeovás) reprovar, por exemplo, transfusões de sangue. Os pais têm o direito de ensinar a doutrina religiosa aos filhos. Mas não têm o direito de proibir os médicos de fazer essa transfusão. Já se a pessoa for maior e mentalmente capacitada e não quiser essa transfusão, o médico deve acatar esse desejo.
Isto não é a minha opinião. É, tão só, o procedimento jurídico a ser tomado.


Mas, no que concerne à doutrina religiosa, pelo menos os pais podem escolher se querem que os filhos a aprendam ou não. Coisa diferente é a doutrina que o Estado impinge obrigatoriamente. O meu filho irá levar boas doses de patranhas sobre o meio ambiente: que se não desligar a água enquanto escova os dentes iremos ficar sem água e morrer todos no espaço de poucos anos, entre outras toleimas. São os caldeirões do inferno do Séc. XXI. É a religião do Séc. XXI. E ai de quem não acreditar nisso.

Relativamente à forma fundamentalista como algumas pessoas olham para a letra da Bíblia, há que salientar que o Papa João Paulo II e este já reprovaram aquelas formas de auto flagelação por várias vezes. Mas continua a haver gente a olhar de forma radical para as liturgias.
Da mesma forma como há pessoas que olham para estes fantasmas sobre o meio ambiente de forma radical e cometem actos terroristas em nome da salvação do planeta. Sabia que há casos desses? E não é por isso que as escolas deixam de injectar, de forma a amedrontar e aterrorizar as crianças, essas ideias de que o mundo irá acabar se não interviermos de forma drástica no espaço de muito pouco tempo. E nem sequer há provas concretas que a poluição está relacionada com as pseudo-alterações climáticas.





De S a 27 de Abril de 2009 às 15:00
“S, você disse que o seu pai foi obrigado a ir à catequese. E?
O meu filho também será obrigado a ir. Eu quero que ele aprenda a doutrina social católica. Quando crescer interpreta-la como entender.”

Exactamente - E? Reconheço todo o direito aos pais de darem uma educação religiosa aos seus filhos, mas parece-me mais que óbvio que esta educação os irá influenciar na construção da personalidade e nas suas crenças e preconceitos. Daí que não me pareça irrelevante o que lhes é ensinado, como com certeza concorda, só porque num “suposto” dia acordam e questionam tudo o que aprenderam, incluindo quaisquer palermices. E ensinar aos filhos para manterem a virgindade e que os preservativos são coisa do Demo, parece-me um desastre à espera de acontecer. Mais uma vez, refiro que isto não influencia apenas crentes, as políticas de Bush eram de apoio ao ensino da abstinência nas escolas e apenas ISSO. A educação sexual deve fazer parte da formação de qualquer cidadão. Será uma medida ditatorial inclui-la nos programas escolares, quando certos grupos (incluindo um pelo Não ao aborto… sem comentários) desejam ser eles os únicos responsáveis pela educação sexual dos filhos? Que o façam fora do tempo lectivo, peço imensa desculpa, mas era o que faltava começar a negar determinados conteúdos ensinados na escola devido a pressões fundamentalistas. Onde isto ia dar…

”Coisa diferente seria o caso da doutrina religiosa (como acontece com os jeovás) reprovar, por exemplo, transfusões de sangue. Os pais têm o direito de ensinar a doutrina religiosa aos filhos. Mas não têm o direito de proibir os médicos de fazer essa transfusão. Já se a pessoa for maior e mentalmente capacitada e não quiser essa transfusão, o médico deve acatar esse desejo.
Isto não é a minha opinião. É, tão só, o procedimento jurídico a ser tomado.”

Pois, concordo.

”Mas, no que concerne à doutrina religiosa, pelo menos os pais podem escolher se querem que os filhos a aprendam ou não. Coisa diferente é a doutrina que o Estado impinge obrigatoriamente. O meu filho irá levar boas doses de patranhas sobre o meio ambiente: que se não desligar a água enquanto escova os dentes iremos ficar sem água e morrer todos no espaço de poucos anos, entre outras toleimas. São os caldeirões do inferno do Séc. XXI. É a religião do Séc. XXI. E ai de quem não acreditar nisso.”

Religião baseada em evidências científicas? Essa é nova. Se lhe ensinam a desligar a água quando não é necessária, sempre ajuda nas contas de casa… Sou eu a desconversar lol. O seu discurso pode utilizado contra o Holocausto pelos malucos de extrema-direita, contra o ateísmo evolucionista (?) pelos fanáticos religiosos… and so on. As terríveis verdades inquestionáveis… Não se pode agradar a todos os pais, nem é possível. Tem que se acreditar em alguém e, nesta questão, é o que reúne mais consenso entre a comunidade científica e do que sei, me parece mais bem documentado. Claro, que sempre se pode agarrar à minoria contrária à maioria, o que não invalida o que quer que seja, mas os dados científicos faltam-lhes.

”Relativamente à forma fundamentalista como algumas pessoas olham para a letra da Bíblia, há que salientar que o Papa João Paulo II e este já reprovaram aquelas formas de auto flagelação por várias vezes. Mas continua a haver gente a olhar de forma radical para as liturgias.”

E? Fundamentalista em algumas coisas, noutras não. Big deal… continuam a ser igualmente ridículas certas posições.


”Da mesma forma como há pessoas que olham para estes fantasmas sobre o meio ambiente de forma radical e cometem actos terroristas em nome da salvação do planeta. Sabia que há casos desses? E não é por isso que as escolas deixam de injectar, de forma a amedrontar e aterrorizar as crianças, essas ideias de que o mundo irá acabar se não interviermos de forma drástica no espaço de muito pouco tempo.”

Sim, tudo é possível de chegar ao ridículo e ao fundamentalismo, E? Big deal…
Como dizia o Einstein,
“Two things are infinite: the universe and human stupidity; and I'm not sure about the universe.”



De Pinto a 27 de Abril de 2009 às 19:56

mas parece-me mais que óbvio que esta educação os irá influenciar na construção da personalidade e nas suas crenças


Ainda bem

e preconceitos

Preconceitos tanto os pode ter pelo que aprende na catequese como na escola. Com a agravante que na escola é obrigado a aprende-los.


como com certeza concorda, só porque num “suposto” dia acordam e questionam tudo o que aprenderam, incluindo quaisquer palermices.

Na minha adolescência achava aquilo tudo uma palermice. Hoje não vejo assim as coisas. A doutrina social católica não ensina nada que possa prejudicar a personalidade da pessoa. Cada qual olha para ela como entender. Não penso que advogar uma vida monogâmica, ou outros ensinamentos como o “não se deve roubar”, “não se deve mentir”, “não se deve enganar”, seja palermice.

Será uma medida ditatorial inclui-la nos programas escolares, quando certos grupos (...) desejam ser eles os únicos responsáveis pela educação sexual dos filhos?

Não diria que seja ditatorial (hoje enche-se a boca com essa palavra por tudo e por nada) mas com toda a certeza que é mais uma palermice muito na moda.
É cool, é fixe, é moderno ... bora lá fazer. É esta a política instalada.


Que o façam fora do tempo lectivo, peço imensa desculpa, mas era o que faltava começar a negar determinados conteúdos ensinados na escola devido a pressões fundamentalistas.

S, a escola deve ensinar conceitos estabelecidos e criar alicerces para a vida de uma pessoa. Não tem como missão incitar ideologias, formas de pensar e de viver, ou algo do género.
A escola estar a ensinar como é que se devem comportar sexualmente (se o devem fazer com ou sem preservativo; antes ou depois do casamento) é o mesmo que ensinar o que devemos comer e vestir.
A sexualidade é algo com o qual, cada pessoa deve vive-la da forma que entender.

Nesse caso o Estado está a fazer o mesmo que uma qualquer doutrina religiosa: a ensinar a sua própria doutrina, a sua própria "religião". Não é essa a função do Estado laico, do Estado constitucional.

Religião baseada em evidências científicas?

Na Idade Média a Igreja também criava a ilusão de verdade absoluta.


O seu discurso pode utilizado contra o Holocausto pelos malucos de extrema-direita, contra o ateísmo evolucionista

Ou pelos malucos da extrema-esquerda que passam a vida a incitar ao anti-semitismo.
Bem, também não interessa.

Com uma diferença: há testemunhos do Holocausto, há provas vivas do Holocausto, há imagens do Holocausto. E do "aquecimento global"?

Tem que se acreditar em alguém e, nesta questão, é o que reúne mais consenso entre a comunidade científica

Negativo.



e do que sei, me parece mais bem documentado.

Negativo.

Se me disser mais propagandeado, aceito.
Há uma comunidade científica tão ou maior que a que defende a tese de um suposto aquecimento global causado pela intervenção humana, que desmente categoricamente essa versão. Mas ninguém lhes dá importância. Estão abafados pelo peso das ideias impregnadas.
Quando é que se passou algo semelhante? Ah, já sei: na Idade Média. Os que iam contra o que a Igreja dizia eram silenciados. Com uma diferença: as formas de silenciamento estão mais refinadas.

(estes paralelismos constantes entre o que se passa hoje com a "doutrina" do aquecimento global e o que se passava na Idade Média com a doutrina católica não são por acaso"

E? Fundamentalista em algumas coisas, noutras não. Big deal… continuam a ser igualmente ridículas certas posições.

Onde é que a Igreja é fundamentalista? Em defender a monogamia? Isso é mau? É fundamentalismo?


Sim, tudo é possível de chegar ao ridículo e ao fundamentalismo, E?

E o fundamentalismo não é, exclusivamente, coisa das religiões. Também provém de ensinamentos do próprio Estado.




De S a 27 de Abril de 2009 às 15:00
“E nem sequer há provas concretas que a poluição está relacionada com as pseudo-alterações climáticas.”

Nenhumas que o Pinto, na sua modéstia opinião, considere válidas, desculpe o atrevimento…

Bem, isto foi só desconversar, pegar num pequeno pormenor que eu referi e levá-lo para lugares pouco prováveis… Voltando a recentrar a questão, o Papa é parvo.


De S a 28 de Abril de 2009 às 00:06
”mas parece-me mais que óbvio que esta educação os irá influenciar na construção da personalidade e nas suas crenças… Ainda bem”

Sim, suicidem-se para arranjarem 70 virgens… Sim, todas as crenças transmitidas serão necessariamente positivas…

”Preconceitos tanto os pode ter pelo que aprende na catequese como na escola. Com a agravante que na escola é obrigado a aprende-los.”

Você responde a seguir;

”Na minha adolescência achava aquilo tudo uma palermice. Hoje não vejo assim as coisas. A doutrina social católica não ensina nada que possa prejudicar a personalidade da pessoa. Cada qual olha para ela como entender. Não penso que advogar uma vida monogâmica, ou outros ensinamentos como o “não se deve roubar”, “não se deve mentir”, “não se deve enganar”, seja palermice.”

---> os ensinamentos reduzem-se a isto quer ver…

”Não diria que seja ditatorial (hoje enche-se a boca com essa palavra por tudo e por nada) mas com toda a certeza que é mais uma palermice muito na moda.
É cool, é fixe, é moderno ... bora lá fazer. É esta a política instalada.”

Argumento infantil… Sim, o aborto e o casamento homossexual são modernices que o PS quer seguir para parecer melhor lá fora…

”S, a escola deve ensinar conceitos estabelecidos e criar alicerces para a vida de uma pessoa. Não tem como missão incitar ideologias, formas de pensar e de viver, ou algo do género.
A escola estar a ensinar como é que se devem comportar sexualmente (se o devem fazer com ou sem preservativo; antes ou depois do casamento) é o mesmo que ensinar o que devemos comer e vestir.
A sexualidade é algo com o qual, cada pessoa deve vive-la da forma que entender.”

Conceitos estabelecidos? O que é isto? Existe? Não serão os que reúnem mais consenso? Se calhar só determinados é que o incomodam, o que é diferente…

”Nesse caso o Estado está a fazer o mesmo que uma qualquer doutrina religiosa: a ensinar a sua própria doutrina, a sua própria "religião". Não é essa a função do Estado laico, do Estado constitucional.”

Por amor de Deus, há pais que nem devem querer que os filhos aprendam que o 25 de Abril foi uma revolução que pôs fim a uma DITADURA… que imposição, que falta de respeito não levar em conta as individualidades e opinões dos pais… o mesmo pode ser dito de mil e uma coisas, basta que alguém discorde do seu ensino… logo estão a impor a sua doutrina aos miúdos, pobres vítimas… Fala-se também dos negadores do Holocausto, do criacionismo, não se imponha nada, dê-se a escolha. Já agora, a negação da educação sexual nas escolas não é uma imposição?


De S a 28 de Abril de 2009 às 00:07
”Religião baseada em evidências científicas?
Na Idade Média a Igreja também criava a ilusão de verdade absoluta.”

Alhos com bugalhos?

”Ou pelos malucos da extrema-esquerda que passam a vida a incitar ao anti-semitismo.
Bem, também não interessa.”

Pois não.

”Com uma diferença: há testemunhos do Holocausto, há provas vivas do Holocausto, há imagens do Holocausto. E do "aquecimento global"?”

LOL o aquecimento global está a ocorrer, a única posta em causa é a influência humana… Das consequências deste aquecimento já há testemunhos, provas vivas e imagens.

”Se me disser mais propagandeado, aceito.
Há uma comunidade científica tão ou maior que a que defende a tese de um suposto aquecimento global causado pela intervenção humana, que desmente categoricamente essa versão. Mas ninguém lhes dá importância. Estão abafados pelo peso das ideias impregnadas.”
Quando é que se passou algo semelhante? Ah, já sei: na Idade Média. Os que iam contra o que a Igreja dizia eram silenciados. Com uma diferença: as formas de silenciamento estão mais refinadas.”

A sério? Podia-me mostrar onde arranjou isso da MAIOR comunidade científica? O Nobel que o Al Gore ganhou e o Comité para as mudanças climáticas é tudo uma conspiração, aldabrice, intrujice… E já agora de quem e com que propósito? De comunistas para diminuir o poder do Ocidente e atacar o capitalismo? Haja pachorra… Eu ando um bocadinho farto de conspirações para justificar porque determinadas opiniões minoritárias não atingem o mainstream…

“Onde é que a Igreja é fundamentalista?”

Ahhh… Caso da menina de 9 anos excomungada, não usar preservativos mesmo quando um dos membros do casal tem HIV, preferindo a abstinência? Só alguns exemplos mais recentes… Mas isto é o quê então?


De Pinto a 2 de Maio de 2009 às 08:00
Sim, suicidem-se para arranjarem 70 virgens… Sim, todas as crenças transmitidas serão necessariamente positivas…

De que religião está a falar? Quando andei na catequese nunca me ensinaram isso.
Talvez quem nunca pôs um pé na catequese não devesse falar com tanta convicção.


os ensinamentos reduzem-se a isto quer ver…

Mais coisa menos coisa.
Ou que? Acha que apelam ao suicídio de 70 virgens? Ou que o sexo só deve ser praticado para fins de procriação (outra alarvice tantas vezes repetida)?

Sim, o aborto e o casamento homossexual são modernices que o PS quer seguir para parecer melhor lá fora…

Pelo menos reconhece isso.

Conceitos estabelecidos? O que é isto? Existe?

A matemática, a língua portuguesa, a geografia.
Agora uma disciplina em que dizem: "meninos, quando fizerem sexo usem o preservativo." Tenha paciência S.


Por amor de Deus, há pais que nem devem querer que os filhos aprendam que o 25 de Abril foi uma revolução que pôs fim a uma DITADURA

Ui ui. Este tema dava pano para mangas.
Eu quero que ensinem ao meu filho que o 25 de Abril pôs fim a uma ditadura. Mas gostava que lhe contassem a história toda. Não uma propaganda.

Há muita gente que diz só ter tido conhecimento do que efectivamente se passou em Abril quando chegaram a uma certa idade e pesquisaram por elas próprias.
Na escola nunca lhes ensinaram que o 25 de Abril foi, na verdade, uma tentativa de implementação do comunismo, mal sucedida. Não ensinaram que muitos dos que executaram a Revolução foram os mesmos que, nos meses precedentes, tentaram contra-revoluções. Não ensinam que certas pessoas envolvidas foram as mesmas que, uns mais tarde, estiveram envolvidas nas FP 25 de Abril. Não explicam o processo de julgamento das FP 25 de Abril de forma clara: o que aconteceu em 1987 e como em 1996 o Tribunal Constitucional absolveu os arguidos.
Gostaria que lhe ensinassem, por exemplo, o que motivou os capitães àquele exercício

Portanto eu quero que ensinem o 25 de Abril ao meu filho. Mas gostaria que lhe contassem exactamente o que aconteceu. E não andar a criar a ilusão que aquilo se tratou de meia dúzia de capitães que já estavam fartos da opressão e fizeram uma Revolução para libertar o povo; gente com um coração do tamanho do mundo que lutaram contra gente tenebrosa (historietas ao estilo dos filmes de Hollywood).
Sublinhe-se que não sou contra o 25 de Abril. Considero que foi positivo, foi o meio achado para se pôr termo à ditadura. Mas um pouco menos de euforia e mais de isenção não faz mal a ninguém.

LOL o aquecimento global está a ocorrer

A minha avó, com 90 anos, jura que nunca viu nevões como os deste ano. Deve ser da idade.

Das consequências deste aquecimento já há testemunhos, provas vivas e imagens.

E também jura que há 70 anos havia anos de seca severa (como em 2005) e outros em que chovia bastante (como o ano passado). Que havia verões com um calor insuportável (como em 2005) e outros mais amenos (como o do ano passado).
Mas deve ser da idade.

O Nobel que o Al Gore ganhou e o Comité para as mudanças climáticas é tudo uma conspiração, aldabrice, intrujice… E já agora de quem e com que propósito? De comunistas para diminuir o poder do Ocidente e atacar o capitalismo? Haja pachorra...

Mas qual conspirações qual quê. Acredito nas coisas que vendem (e a ideia do aquecimento global vende, produz dinheiro; e Al Gore é a prova disso). E a melhor forma de vender é a via do medo. Do medo do fim do mundo.

Não acredito nos adivinhos e bruxos que invadem os classificados dos jornais. Mas que a ideia vende, lá isso vende. E bem.

Qual conspiração de comunistas qual quê. O comunismo está morto, enterrado e putrefacto.

Eu ando um bocadinho farto de conspirações para justificar porque determinadas opiniões minoritárias não atingem o mainstream...

"Le réchauffement climatique n'existe pas, affirme le président tchèque"

http://www.lemonde.fr/web/recherche_breve/1,13-0,37-1068596,0.html

Foi o Presidente de um país soberano. Não foi ninguém dessa malha conspiradora.

Ahhh… Caso da menina de 9 anos

S, o Papa excomungou a menina?


De S a 2 de Maio de 2009 às 13:17
/yawn

Discussão fora de prazo... moving on...


De Pinto a 3 de Maio de 2009 às 08:58
Fora de prazo porquê? Você discute ao sabor dos post's que aqui põem?
Se um dos que escreve neste blogue voltar à baila com o tema, já fica dentro de prazo?


De S a 3 de Maio de 2009 às 10:14
"Fora de prazo porquê? Você discute ao sabor dos post's que aqui põem?
Se um dos que escreve neste blogue voltar à baila com o tema, já fica dentro de prazo?"

O que eu queria dizer é que esta discussão CONSIGO já cansa e claramente não vamos chegar a lado nenhum... era só uma espécie de piada, percebe? Já se afastou completamente do tema inicial...

http://www.youtube.com/watch?v=x0i4Sx1edJE

Fique com este link e se lhe apetecer discuta com a rapaziada do YouTube... i'm out. O que os pobres republicanos e gentes ligadas as petróleo tem que recorrer para repôr a "verdade"... à censura. tsk tsk

Só uma última coisa, o aquecimento global, não é necessariamente homogéneo em todas as partes do planeta, pode traduzir-se em alterações climáticas "malucas", se quer ver as consequências directas e irrefutáveis do aumento da temperatura média do Planeta vá à Antártida. Pergunte à sua avó se o actual ritmo do derretimento das calotas polares era igual à altura em que era jovem.

Vários países estão a concorrer pelos recursos naturais da Antártida e também na exploração de novas rotas marinhas, que resultam precisamente das actuais alterações geográficas do continente. Tanta guerra à volta de quem pertence o solo antáctico por explorar, incluindo, curiosamente, companhias petrolíferas, as mesmas que são tão receptivas ao aquecimento global. Nisso tem toda a razão Pinto, o aquecimento global gera riqueza.


"S, o Papa excomungou a menina?"

-_- pois... por causa se coisas destas é que eu estou fora. Mas vale a pena responder a isto? Se não vê o ridículo da pergunta para a fazer, então olhe, o que quer que eu lhe faça?

P.S.;"Talvez quem nunca pôs um pé na catequese não devesse falar com tanta convicção."
Mas conheço quem lá pôs... os que partilham da mentalidade são de fugir. Claro que para mim incluem moralismo-indutor-de-vómito, hipocrisia e cinismo...tolerância e amor é para rir (voluntariado aos pobrezinhos não chega...), claro que deve discordar disto tudo.


De Pinto a 3 de Maio de 2009 às 11:18
Se não lhe apetece continuar a conversa tudo bem mas fique só com esta: Sua Santidade o Papa não excomungou a menina.

O acerbispo de Olinda e Recife, Dom José Cardoso Sobrinho, excomungou, esta quarta-feira, a mãe, os médicos e outros envolvidos no aborto realizado por uma menina de 9 anos, grávida de gémeos
http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Mundo/Interior.aspx?content_id=1162133


Acontece que o arcebispo de Recife não é Papa.


De S a 3 de Maio de 2009 às 16:48
Jesus Fu**ing Christ... E ele a dar-lhe!


De Sérgio Bernardo a 26 de Abril de 2009 às 21:46
Antes de qualquer outro comentário gostyaria de assumir que sou cristão evangélico de cariz pentecostal (se alguéms se interessar).
A única razão que me leva a comentar este post é a necessiade que sinto, sempre que vejo textos destes, de separar catolicismo e cristianismo, são duas coisas completamente diferentes, tanto quanto se pode dizer que crentes e ateus são iguais.
Sim o cristianismo mantém uma raiz comum com o catolicismo, a fé no mesmo Deus, tal como a compartilhamos com judeus e muçulmanos, só que diferentemente destes acreditamos, tal como os católicos, na divindade de Cristo. No entanto, e isto faz toda a diferença, enquanto o cristianismo busca na Bíblia a única fonte de doutrina e prática, no catolicismo esta está aliada, aliás relegada para último plano, sendo sempre suplantada pela veracidade histórica da Igreja Católica - fora dela não há salvação, afirmam - e pela infalibilidade papal.
No cristianismo não há Papas, o cabeça é assumidamente Cristo, não há episcopado, as comunidades reunem-se para decidirem o rumo da mesma, sob a tutela e a diligência de um presbitério de leigos e ministros, não há interpretações mais um menos musculadas da Palavra, ela é julgada, analisadas e estudada. Desde muito pequenos que os filhos dos cristãos são ensinados a colocarem em questão o que ouvem, pegarem nas suas Bíblias e procurarem o sentido do que lhes é dito. Claro que temos doutrinas e práticas, mas são consensuais entre todos, não há um dito papal ao qual todos se curvam. É estimulado o pensamento, a meditação, a reflexão, o estudo e o desenvolvimento pessoal. Nunca, mas nunca, um casal é impedido de usar meios contraceptivos, a sexualidade é encarada como uma função normal do ser humano, sendo o casamento um meio natural pelo qual essa função é reguldada e se deve alcançar satisfação nessa área. Ainda assim sabemos que as nossas ideias estão longe do muito progressismo, que a nosso ver tem destruído a nossa sociedade. Não somos a favor da liberalização do aborto, mas não somos obtusos para perceber que uma menina de 9 anos grávida de gémeos, depois de uma violação, com menos de 30 Kg de peso, não possa fazer um aborto; somos contra o reconhecimento do casamento homossexual, mas não somos obtusos, como por vezes vemos de certa gente, para dizer que Deus odeia os homossexuais, posso dizer que Deus ama os homossexuais, mas não a homossexualidade; somos a favor da virgindade até ao casamento, por isso somos a favor de uma educação sexual séria e responsável, que dê aos jovens a capacidade de escolher o seu momento, apesar de todas as pressões sociais existentes; somos pela santidade, mas sabemos que ninguém é santo por si mesmo; enfim somos humanos, que erram, mas estão dispostos a assumir o seu erro e perante ele esforçarem-se cada dia para serem melhores.


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