De carlos moura carvalho a 3 de Maio de 2009 às 17:41
António Costa não reduziu a entrada de veículos em Lisboa. Limitou-se a reduzir o transito numa zona da cidade, o que não é de todo a mesma coisa. E fê-lo de forma (a forma de implementar medidas é importante...) pouco consistente, sem criar alternativas e apenas ao fim de semana. Numa altura em que o Terreiro do Paço está de novo paralisado com novas obras foi apresentado um plano que não está ainda implementado. É uma intenção, não uma medida. Proibir o trânsito em zonas da cidade, ao contrário do que diz f., fez Pedro Santana Lopes no Bairro Alto, em Alfama, na Bica e noutras zonas históricas através de um sistema inovador que resultou e que foi executado ao fim de dois anos de mandato. Sistema de pilaretes sofisticado que foi articulado com a Carris e o Metro e completado com o Lisboa Porta a Porta, serviço de transporte gratuito da CML e com novos parques de estacionamento, como o da Calçada do Combro e o do Campo Mártires da Pátria, por exemplo. Foi também reduzida a circulação de automóveis em Monsanto em certas zonas.
O artigo do Pedro Magalhães aborda o tema da redução de automóveis à entrada em Lisboa, o que pessoalmente defendo, desde que executado sob determinadas condições. Aproveitar o tema para falar do que não se pode comparar e ainda por cima distorcer factos parece-me muito infeliz e despropositado. Além de que enfraquece o debate sobre o essencial do artigo do PM. O que o PM não merece.
De
f. a 3 de Maio de 2009 às 18:34
exmo carlos moura carvalho, está mal informado. a actual restrição de circulação na zona central devido às obras na praça do comércio -- como está claramente explicitado no texto -- não sucede só aos fins de semana, mas todos os dias. aliás, graças a ela, foram já colocadas paragens de autocarro nas ruas da baixa que até agora eram vias rápidas, com proibição de qualquer paragem que não nos semáforos. o plano de restrição definitivo, como também está explicitado no texto, foi anunciado, não está em vigor. no texto está também claramente explicitado que durante o executivo de carmona rodrigues foi restringida a circulação em bairros como o bairro alto -- planos que, se me não engano, já estavam em estudo desde o executivo de joão soares --, restrição essa que se aplaude mas não teve qualquer impacto no trânsito de atravessamento do centro da cidade, que é o que está em causa no texto. quanto às suas considerações finais, desculpar-me-á mas demonstram uma certa incapacidade para lidar com pontos de vistas diversos do seu e parece perder de vista algo de essencial: restringir o trânsito de atravessamento do centro da cidade é obviamente uma medida tendente a limitar o número de automóveis que entra na cidade -- sendo que, se é partidário dessa limitação, é com dificuldade que se percebe a objecção que apresenta face à dita restrição de atravessamento, a de não terem sido criadas alternativas. se quer menos carros no centro, para que quer as alternativas?
De carlos moura carvalho a 3 de Maio de 2009 às 19:35
Agradeço a resposta, mas não estou mal informado. A medida de atravessamento da Baixa não está implementada na totalidade, tal como apresentada há semanas e que mereceu criticas quer dos comerciantes da baixa, quer do ACP. Criticas que nem partilho na generalidade. O que está em curso actualmente é a procura de soluções alternativas ás obras no Terreiro do Paço e que deviam ter sido implementadas de forma diversa, sem coincidir com outras obras e com uma melhor oferta de transportes. A medida concreta que este executivo de António Costa implementou no sentido de reduzir atravessamento foi aos Domingos na Baixa. É positivo, mas muito pouco. E as medidas de restrição de automóveis nos bairros históricos não foi no mandato de Carmona Rodrigues e sim no de Santana Lopes e não foram medidas pontuais, tal como demonstro no meu comentário. Foram complementadas por outras medidas paralelas.
Quanto à minha posição, sou defensor da introdução de medidas que reduzam a entrada de automóveis em Lisboa, criando-se uma rede de transportes mais eficiente, taxas mais altas a quem possua segundo carro, medidas urbanísticas que não façam aumentar o número de lugares de estacionamento nos edifícios de habitação e parques de estacionamento na periferia. Enfim, um conjunto de medidas que deveriam ser criadas pela Autoridade Metropolitana de Transportes, que nem este Governo, nem António Costa, têm dado a importância devida. Mantendo-se esta falta de articulação de várias entidades, que se prolonga há anos, e que não é resolvida com medidas avulsas.
Reforçando a minha posição direi que as medidas do executivo de Santana Lopes (e não Carmona..) há 5 anos atrás foram mais inovadoras face ao contexto existente na época do que a redução agora anunciada em termos de redução de automóveis em zonas da cidade.
A terminar, gostaria de perceber qual é a sua posição sobre o que o Pedro referia no seu texto, porque, para além de aproveitar esse texto para elogiar o que é positivo mas é curto e para desvalorizar o que Santana Lopes fez, não me parece que se fique a saber verdadeiramente a sua posição. O que é uma pena.
"É positivo, mas muito pouco".
Como é que alguém, minimamente atento, pode considerar "positivo" o fecho do Terreiro do Paço aos domingos?
Pelos vistos, nunca foi à Baixa nesses dias.
Chiça!!!
De
m&m a 3 de Maio de 2009 às 22:11
«criando-se uma rede de transportes mais eficiente»
Novamente o velho falso axioma.
Não é por ineficácia dos transportes públicos que as pessoas entram de carro na cidade, é por «status social» parolo, por má informação, por desconhecimento, por burrice.
Infelizmente, tendo a concordar (infelizmente, porque é sempre desagradável dizer que o problema reside nas atitudes). Faço 90% das minhas deslocações em transportes públicos, sem problemas de maior e notando uma enorme melhoria nos mesmos. Admito apenas - porque não conheço tão bem a situação - que possa ser diferente para quem se desloca para Lisboa.
De Anónimo a 4 de Maio de 2009 às 13:04
não reside nada nas atitudes. reside na organização do território, no caso da cidade de lisboa.
como é que querem reduzir a entrada de carros na cidade, quando toda a gente mora fora?
há pessoas que, até chegarem ao emprego, apanham cinco transportes públicos diferentes.
se tiverem um horário normal, ainda se safam. mas basta terem necessidade de sair mais tarde do trabalho (às 22h, por ex.) e ficam sem transportes para chegar a casa.
quanto ao "«status social» parolo" isso aplica-se mais às pessoas que moram em lisboa, mas que não largam os carros, do que aqueles que vêm de fora.
se duvidam, façam um passeio pelos concelhos limítrofes de lisboa, vejam onde as pessoas moram e como estão servidas de transportes públicos. há sitios onde só se chaga de carro.
enquanto as pessoas não regressarem à cidade, o problema não tem solução.
De
f. a 4 de Maio de 2009 às 14:56
caro anónimo, e essas pessoas foram morar nesses sítios sem transportes porque as obrigaram, foi? vai-m responder com o argumento económico, claro. mas pelos vistos essas pessoas terão feito mal as contas. s tivesse juntado ao preço da casa o do carro (ou carros) e gasolina e seguros e o diabo a sete talvez tivessem concluído q uma casita em lx saía mais barata ou ao mm preço, com a vantagem de não passarem 2 horas -- ou mais -- na estrada mais não sei quanto tempo à procura de estacionamento grátis em cima de um qq passeio. uma coisa é o desordenamento do território, responsabilidade de sucessivas administrações autárquicas e governamentais, q permitiram construção sem mínimos como o transporte colectivo acessível; outra é a decisão das pessoas. muita gente saiu de lx porque queria 'uma casinha nova', com azulejos no chão e mais não sei o quê. ainda hoje o nojo pelas casas 'velhas' continua a vender apartamentos novos nos arrabaldes. é uma opção. mas fazer dessa opção um direito inalienável a trazer o carro para o centro da cidade é simplesmente idiota.
De catarina a 4 de Maio de 2009 às 15:45
f. finalmente concordo inteiramente consigo. O que diz às 14:56 é precisamente o que sinto quando alguém me fala "em qualidade de vida numa vivendaça no "cacém". Concordo. Se tenho alguma coisa contra o cacém? claro que tenho, credo.
eu sei que o que se segue poderá ser entendido como provocação leviana. Não é.
f. porque é que não manda estes tipos todos à fava e se apresenta como candidata independente às autárquicas? Independente? há outra hipótese?
tendo de um lado a Inês que ainda não percebi por quem faz campanha, e do outro o privilégio de uma Amizade MP...e já agora a melguice diária seja lá de quem fôr...a cena está garantida.
Claro, não é fácil entrar naquele edificio ou mesmo sair de boa saúde...mas é possível ou não?
Com sinceridade mesmo que possa parecer ingenuidade...lisboeta
Catarina Miranda
(não a loira de 20 e tal anos da rádio, eu apareci primeiro embora receba os postais de fãs e pedidos de casamento que são para ela, sortuda...olha, é um fenómeno Inês Menezes, mas qual Inês? eu já ouvi falar de tantas sendo que há sempre o Perigo de ser uma que conheço....medo real ;)
porque é que estou a "promover" o meu nome?
ora essa, estou a pedir-lhe que se candidate, acha que o podia fazer sob anonimato? Sim, mas a f. acabava por não ligar nenhuma...também, não é?
Sobretudo, faça o que lhe apetecer desde que não se canse com parvoeiras. obrigada pela atenção:
Sim, acho que podemos ser lisboetas :)
De catarina a 4 de Maio de 2009 às 18:12
*errata corada de vergonha* onde se lê Menezes, leia-se Meneses.
De
f. a 4 de Maio de 2009 às 17:01
e a aclamação vai para? (este sistema de comentários deixa a malta sem pistas)
(tem razão, acabei agora mesmo de perder uns bons 2 minutos à procura do comentário ao comentário que comentava, and so on... adiante)
"De f. a 4 de Maio de 2009 às 14:56
caro anónimo, e essas pessoas foram morar nesses sítios sem transportes porque as obrigaram, foi? vai-m responder com o argumento económico, (...)"
O argumento 'pobrezinhos' dá-me náuseas. Lembro-me do tempo em que os bancos tentavam convencer as pessoas (ou elas os bancos) a comprar carro com o dinheiro do crédito bonificado.
De Luís Viegas a 7 de Maio de 2009 às 13:06
Cara f., como é acertado essa comentário... E como isso juntamente com o congelamento das rendas (uma das formas de rebentar com uma cidade), fizeram toda a diferença. Mas esse mesmo paradigma que levou ao caos, juntamente com o provincianismo e a pequenez de quem não sabe conviver com o crédito e/ou dinheiro, foi responsabilidades de vários agentes económicos e políticos. Agora ai, ai, o que fomos fazer. Só há uma solução - fazer mais com menos, e procurar desinvestir em monos nos subúrbios ao mesmo tempo que se criam condições para as pessoas e empresas regressarem à cidade. Aí já não será preciso tanto carro a atravessar e entupir a cidade diariamente.
De artur mendes a 5 de Maio de 2009 às 11:44
..." essas pessoas terão feito mal as contas
Não, minha senhora, ao contrário de que pensa as pessoas não fizeram mal as contasSIMPLESMENTE NÃO TIVERAM (CONTINUAM) OUTRA ALTERNATIVA!!!
Onde estavam (estao) )andares em Lisboa a preços acessiveis ao povo forçado a "emigrar" para Massama, Alfragide, Merces", Cacem, Rio de Mouro, etc etc etc etc?????
Se achar oportuno gostaria de discutir melhor o assunto.
M/cumptos
É fácil de ver:
De
f. a 5 de Maio de 2009 às 12:32
artur mendes, havia, e continua a haver, casas disponíveis em lx a preços muito razoáveis. em prédios antigos, sem elevador nem garagem, e a precisar de obras. sucede q por motivos q s prendem também com opções estéticas, afectivas e culturais -- e não apenas económicas -- muitas pessoas quiseram e continuam a querer casas novas com elevador, garagem, arrecadação e o diabo a sete e preferem (sim, preferem) além disso não viver no meio da cidade. reduzir tudo ao neo-realismo dos pobrezinhos é não perceber q as pessoas são seres livres, autónomos e responsáveis. e achar q quem arrendou ou comprou casa em lx é rico é simplesmente disparatado. a realidade contradiz cabalmente essa asserção.
De artur mendes a 5 de Maio de 2009 às 17:22
O meu testemunho
A razão porque "emigrei" para Massamá: há 15 anosvivia na Penha de França, num ´prédio muito antigo e degradado. Uma imobiliária compro-o , recebi uma indemnizaçao irrisória.... Hoje,naquele lugar.. está edificado um condomínio de LUXO - isto não é ficção - posso se quiser, dar-lhe a localização exacta.
... o que quero dizer: Os "patos bravos" reconstroem para a classe alta.. expulsando do meio os "indigentes"
"há casas em Lisboa em prédios velhos..."
1 - Os Bancos não concediam crédito para casas velhas,até porque a maioria deles não constituem propriedade- horizomtal.
2 Qualquer jovem casal ( e ão só) tem direito a viver numa moradia com CASA DE BANHO e uma COZINHA condignas.. ( no minimo) "Coisas"que a maioria dos predios velhos não têm!
3 Posso apostar...consigo (perdoe-me o atrevimento)
que no DIA/SÉCULO em que se construirem em Lx urbanizações similares às dos diversos Massamas... assistiremos a uma nova "história" de RETORNADOS!!!
Aí, teremos o transito melhorado,.. Pode crer
De artur mendes a 5 de Maio de 2009 às 18:38
ANUNCIO
COMPRO ANDAR AUTONOMO COM 4 ASSOALHADAS
SEM ELEVADOR NEM GARAGEM / PRÉDIO VELHO EM LISBOA
FAÇO OBRAS
De catarina a 4 de Maio de 2009 às 14:48
"Faço 90% das minhas deslocações em transportes públicos, sem problemas de maior e notando uma enorme melhoria nos mesmos."
É o que se chama, Miguel, ter Sorte. Óptimo.
De
m&m a 4 de Maio de 2009 às 23:10
Quem os utiliza habitualmente reconhece a sua melhoria. Quem não é utilizador tende a ter preconceito; o curioso é que alguns detractores quando viajam para Paris ou Londres acham cool deslocarem-se neles (que são equivalentes ou piores que os nossos). Se nos últimos 15 anos entrámos nalguma coisa no 1º mundo, foi na área dos transportes em Lisboa. É o meu millieu, sei do que falo.
De
f. a 4 de Maio de 2009 às 00:07
aqui estou de novo, carlos moura de carvalho. repito: onde leu no texto q as medidas anunciadas do plano de restrição de circulação na baixa estão em vigor? segundo parágrafo, leia: 'na recente limitação do tráfego na zona da Baixa, devido às obras na Praça do Comércio, e promete ser ainda mais retumbante quando se efectivar a prometida limitação permanente do trânsito nessa zona'.
no entanto, há uma limitação de atravessamento na rua do outro. todos os dias. só os transportes públicos podem descer a rua d ouro até à praça do comércio. os veículos particulares têm de virar à esquerda na rua de são julião, o que significa q é impossível atravessar a baixa no sentido avenida da liberdade -- terreiro do paço. se isso não é uma militação da circulação, não sei o q seja.
estava -- e anda estou -- convencida que foi no mandato d carmona q s efectivaram as restrições em bairros históricos. s m apresentar as datas, agradeço.
por fim, não sabe o que penso do q pedro magalhães referia no seu texto. deixe-me ver: escrevi isto -- 'Magalhães tem razão: Lisboa merece quem se bata por ela e seja capaz de arriscar isso a que se chama “uma carreira política” para fazer o que é preciso.' e isto -- 'Pedro Magalhães lembra como Londres e Estocolmo reduziram a circulação automóvel nos seus centros, taxando-a, e propõe que os lisboetas coloquem como condição para votar num candidato nas autárquicas a proposta de fazer o mesmo ou algo que resulte no mesmo sentido em Lisboa. Diz: “Candidato que não proponha uma maneira séria e radical de impedir a entrada de carros na nossa cidade não merece um único dos nossos votos”.' parece-m evidente que estou a dizer q pedro magalhães tem toda a razão quando diz q tem de haver uma maneira séria e radical de impedir a entrada de carros na cidade. o que acha?
s m está a perguntar s concordo com o sistema londrino ou algo de semelhante, sim, concordo -- qualquer pessoa q costume ler-me saberá que defendo soluções eficazes e essa parece-me uma delas. começaria, no entanto, por fazer algo que tem um efeito semelhante e me parece mais racional: uma efectiva fiscalização do estacionamento. s as pessoas souberem q vão ter de pagar p estacionar e q acabou o estacionamento grátis e à balda, deixam de trazer o carro para o centro (até porque, mesmo a pagar, não há lugar para todos). também creio q dificultar o trânsito de atravessamento ajudará muito. tendo em conta a dimensão das ruas da cidade, essas duas medidas já farão muito para desincentivar o transporte particular. depois, parece-me essencial a coordenação entre autarquias da área metropolitana e a criação de corredores bus.
De catarina a 3 de Maio de 2009 às 18:30
Não acredito na razão do miguel sousa tavares.
Sou sócia do ACP que ainda não me falhou.
O António Costa nem na Lua teria o meu voto apesar de eu admitir que é um homem quase brilhante, é de família.
Assim de repente, lembrei-me, não de Londres mas de Toronto dificilmente comparável a Lisboa.
O meu carro "não polui" mas não é ecológico, não posso.
Adorava poder olhar da minha varanda lisboeta e não ver um único carro à minha frente, mas ainda não percebi como é que isso se faz e o pedro magalhães está longe de me convencer seja do que fôr.
Votaria na Helena Roseta se ela não estivesse tão mal rodeada e não tivesse feito campanha, uma vez, mesmo à porta da "minha" humilde casinha.
Votarei em branco também nas autárquicas, para além das europeias? logo se vê. Pode ser que surja uma candidata surpresa.
Se me preocupa de sobremaneira o desvio do trânsito do centro de lisboa? sim, pelo menos as buzinas dos outros não me davam cabo da cabeça lisboeta...mas como o meu popó também tem buzina e é-me necessário, tenho mais em que pensar. Não gosto do trânsito? azar o meu, paciência. Há coisas piores até à data e há vida para além de Lisboa que a Lisboa vai dar, independentemente dos melhores transportes públicos do mundo e dos privilégios de residente que sou no centro da capital.
Voto em branco nas europeias e nas autárquicas caso não me surja uma surpresa. Ora, eu nunca fui de votar em branco e por isso há-de sobrar algum acto eleitoral para eu votar, desta vez, convictamente.
Pois. Estive a aviar o encontro de família por causa da minha mãe, lembrámo-nos todos que também é DIA MUNDIAL DA LIBERDADE DE IMPRENSA, e depois sais-me tu com esta.
Já escrevi antes sobre o assunto e aqui comentei que sou um reincidente na defesa da liberdade do people que usa transportes públicos ou anda no 11
( piada sem graça, claro; o 11 são as duas pernitas com que andamos a pé) e, portantos, tudo visto e ponderado, se votasse em Lisboa, votaria OBVIAMENTE no António Costa, tal como votarei em Setúbal (Azeitão integra o concelho) na CDU.
Nas tintas para os ou as comentadores (as) que, à pala do que escrevo, aproveitarão para as insinuações ou até insultos do costume.
Trabalho e frequento Lisboa para AVALIAR em liberdade e consciência o trabalho, muitas vezes ou quase sempre ignorado ou falsificado na comunicação social, do actual Presidente da Câmara, que cometeu várias ousadias politicamente incorrectas, como sejam aquela que referes e por exemplo essa ninharia de pagar as dívidas dos santanas que mandaram no executivo.
Subscrevo-te, pois.
Eu, claro, o teu lambe-botas e obviamente ao serviço do Primeiro Ministro de Portugal, Engenheiro José Sócrates.
Cara f.,
Penso que saberá que a maioria das pessoas pensa assim, mas o que fez foi um bom exemplo da tradição norte-americana de expressar publicamente um apoio num jornal. Não ligue por isso aos disparates do costume do Nuno Santos. Dele já dei conta no meu blogue, notando uma perigosa semelhança entre a postura dele face a Valentim Loureiro e a de Carolina Salgado face a Pinto da Costa.
Melhores cumprimentos,
Carlos Santos
De
f. a 4 de Maio de 2009 às 00:09
olá, carlos. obrigada. não costumo ligar a isso que refere.
De catarina a 4 de Maio de 2009 às 00:48
Credo :(
Como é que isto veio dar aos melhores cumprimentos de Carlos Santos?
f. só me sai o instinto de lhe dizer: tudo bem, desde que se proteja convenientemente que isto é muito desgastante para uma mulher só ou não? Palavra. Se calhar estou a ser mariquinhas e galinhola consigo mas isto já começa a parecer demais para uma mulher só ainda que não ligue, só pode não ligar, a esta dinâmica apontada pelo comentário acima.
Credo. Por favor sossegue-me que sempre lhe dei o benefício da dúvida, maior elogio do que este não sei fazer sobretudo quando me assustei com o comentário das 22:23. Credo, como é que um post sobre Lisboa vai dar a qualquer coisa como semelhanças entre valentim loureiro etc.
Eu estaria esgotada. Sou mariquinhas f.?
Atenção que não há ironia na minha pergunta. Só preocupação se calhar é de ser dia da mãe e tar a ser galinhola sem valer a pena ;) Credo, tá tudo a passar-me ao lado? O que é isto? Ando a dormir?
De
MC a 4 de Maio de 2009 às 01:59
Eu detesto fazer publicidade "à la spam" ao "meu" (e de outros dois) blogue, mas este post parece a definição do dito:
menos1carro.blogs.sapo.pt
Miguel
De catarina a 4 de Maio de 2009 às 13:26
Miguel: a la Spam Indeed.
abri o seu blog. percebi agora a expressão "demagogia barata"
apresenta um video para nos chocar com uma velhinha a atravessar uma passadeira num andarilho e quase a ser atropelada.
Miguel: O que é que aquela velhinha está ali a fazer sozinha? Como é que andam os nossos idosos a arrastarem-se Sozinhos pelas ruas?
Não podemos pensar no movimento urbano com base nos idosos, não lance a inconsciência numa altura em que a vida avança vertiginosamente.
temos que pensar é em como evitar que a Velhice chegue a este ponto. Não é apenas com a merdice real do trânsito, desculpe que lhe diga, ainda que também passe por aí.
Mas é só no final do seu post, quando fala da Holanda que eu desperto. mas o que é que a Holanda é para aqui chamada? Há semelhanças? Há 7 colinas ou há bicicletas e túlipas. Então para isso prefiro Toronto, em que a circulação de automóveis é "absolutamente" livre e não há um único problema de estacionamento. E olhe que não são só os residentes torontianos que lá andam, a pé e de carro. Respira-se.
A frase "Este País Não é Para Velhos" não é um ataque aos idosos, é antes a necessidade de os proteger, de os acompanhar, de os amar, de lhes ler um livro ao ouvido para que eles não adormeçam de vez. De lhes mostrar o ET num ecrã gigante para que eles possam voltar a ter ilusões.
"Este País Não é Para Velhos" porque os velhos já se tão bem nas tintas para este país.
O seu post e o seu blog é a chamada Demagogia Barata e eu a pensar que isto era um pleonasmo.
No entanto, vou ficando atenta ao candidato socialista em quem não faço tensões de votar, nem que seja por uma questão de principio. Os problemas podem ter sido criados por carmona e resolvidos por costa mas isso para mim não chega para lhe dar o meu voto.
De
MC a 5 de Maio de 2009 às 00:48
Catarina,
Que confusão que vai por aí...
Não sei onde foi buscar essa "demagogia barata", não foi minha de certeza.
O video da velhinha, com o subtítulo "extremely funny", é uma brincadeira. Qualquer pessoa que ler o texto, perceberá isso.
Tivemos uma discussão sobre o estacionamento no passeio, e agora comenta um comentário meu aqui totalmente vazio, e vai buscar um post meu que não é para aqui chamado. Eu não vou buscar a sua receita de bacalhau à gomes sá para comentar o que escreve, por isso não percebo onde quer chegar.
Aliás, quem chamou a Holanda para aqui foi você!! Não é capaz de notar isso?! A Holanda tem tulipas? Pois tem, e diques e Tribunal Penal Internacional... mas o que é que isso tem a ver?!
Todo o resto do seu comentário não me parece ser dirigido.. não sei do que está a falar. Inclusive o último parágrafo.. Não votei António Costa, nem tenciono votar agora.
De
f. a 4 de Maio de 2009 às 18:10
é muito bem-vindo, miguel.
De catarina a 4 de Maio de 2009 às 18:14
*risos* adoro o sistema de comentários do sapo.
Espero que as centenas de pessoas que passam por aqui e que votam em Lisboa saibam que o principal problema da cidade, ou se quisermos da Baixa de Lisboa, não é o trânsito. Apesar de ser muito mais interessante do ponto de vista da pregação dividir as coisas entre «peões e carros» e ditar os exemplos que se querem enxertar. Muito antes temos que exigir aos candidatos que proponham soluções para a habitação e desertificação do centro da cidade. Todos os falsos problemas têm soluções fáceis. São bonitos e bastante teatrais - a sério que fica bem, sou um amante do teatro – os apelos à «coragem política» que seria fechar o centro aos carros. Não é preciso pensar muito para saber que tem efeitos e basta só essa «coragem». Não se arranja nenhuma soluçãozita para o repovoamento da cidade? É que há muitos lisboetas que são o tal «eleitorado do concelho vizinho» e que foram para a periferia porque não viam outra solução. A perda de população é o mais preocupante. Podem ser lisboetas, ou só merecem qualidade de vida a meia dúzia de pessoas que vivem no centro da cidade?
Ou então se queria fazer o apelo ao voto no Costa foi dar uma grande volta, sim, bem sei talvez seja esse o tal candidato «corajoso». Vivo em Espanha mas para desgraça do Costa voto na Rua dos Remédios.
De
f. a 4 de Maio de 2009 às 02:31
caro samuel, ora muito bem vindo. quem é q falou d fechar o centro aos carros? restringir a circulação não é fechar a circulação. espero q saiba ver a diferença. depois, s m dá licença, eu moro no centro e acho que tenho o direito, eu e os outros como eu, que são muitos mais do que o samuel julgará, d exigir que as ruas do centro não sejam vias rápidas. ou julga q alguém quer viver em vias rápidas? achar q o problema da falta de habitantes se trata sem tratar do excesso de tráfego e do q ele implica -- incluindo ausência de lugares d estacionamento para residentes, por exemplo -- é um pouco, como dizer?, pró esquisito. como é pró esquisito achar q os q vivem na cidade têm d sofrer o assalto rodoviário dos q vivem fora. por q carga d água? as pessoas são seres responsáveis e autónomos. s escolheram viver fora d lx, a culpa é d quem vive em lx? e leu bem: escolheram. as pessoas escolhem. e poupe-m o neo-realismo. conheço imensa gente, incluindo eu própria, que não tem poços d petróleo e arranjou casa em lx -- primeiro arrendada, depois comprada. porque quis d facto viver em lx.
Sei ver a diferença que para o caso acaba por ser um «preciosismo». São poucos, obviamente, comparados com os milhares que tiveram que sair. Faça uma pesquisa sobre o tipo de casas que existem para arrendar no centro, extensível se quiser, aos restantes bairros históricos e às avenidas novas. Nem falo em comprar casa porque acho «sub-desenvolvido» e porque estou a falar de primeiras casas, tipo, para os sub-30 se emanciparem. E não vejo a habitação como um problema de jovens. É um problema também para os idosos, presos em casa e sujeitos a que o tecto lhes caia em cima. É claro que a resolução do problema de estacionamento pode facilitar o repovoamento, mas cá está, é o problema de estacionamento que é subsidiário do problema central – falta de pessoas com tecto. E, a esse propósito, não vi nenhuma referência no seu texto.
Acho fraco que só se fale do trânsito. Acho fácil. Acho copianço. Se quer coragem incentive os «putativos» candidatos a que se mexam no sentido de tomar rumo no património – obras coercivas e expropriações incluídas. Tem é um efeito menos imediato, claro. E já que vive no centro de Lisboa e tem o problema da habitação resolvido até lhe ficava bem ser mais «altruísta» e falar mais nestas coisas, já que, suponho, sabe que muita gente decide como vota com base em critérios pouco racionais. Cumprimentos.
De catarina a 4 de Maio de 2009 às 11:35
Samuel Filipe, subscrevo na íntegra o seu comentário.
Por pouco começo a ter pena de também não viver em Espanha mas ainda vou aguentar, porque não tenho outra hipótese, e fico-me lisboeta por Lisboa.
Agora sim, Cumprimentos Samuel.
De
f. a 4 de Maio de 2009 às 14:34
samuel, o excesso de tráfego no centro da cidade é um problema grave até do ponto de vista da saúde. isso é iníludivel. o meu texto é sobre isso -- o excesso de tráfego -- e não sobre os problemas de lx em geral.
aquilo q denomina como 'problema da habitação' é outra história e aliás em grande parte não depende nem pode depender da autarquia. trata-se, pois, de misturar alhos com bugalhos.
De catarina a 4 de Maio de 2009 às 15:06
sobretudo "do ponto de vista da saúde". aqui não me restam grandes dúvidas. é verdade.
alhos com bugalhos? sim, talvez...sim.é verdade.
só adorava que o costa tivesse cabelo comprido, pele macia e cheirasse ligeiramente a perfume quase imperceptível, e isto é grave em mim?
não mas é o suficiente para não conseguir dar o passo e não acho que isto seja uma futilidade minha.
mas lá está, as outras são diferentes, fazem questão da barba rija deste tipo, ainda agora mo disse uma ao almoço. blargh...argh...;)
Fernanda, vc obviamente domina bem esta arte – domina mesmo - mas de vez em quando aparecem «comentadores» que não são tontos. Vc começa por dizer no seu texto, reportando-o a Pedro Magalhães (cito-a citando): “Candidato que não proponha uma maneira séria e radical de impedir a entrada de carros na nossa cidade não merece um único dos nossos votos”. Eu, fazendo também um downgrade no meu comentário, como vc fez ao seu texto, reduzindo-o agora ao «excesso de tráfego», limitei-me a apelar a uma contra proposta: Candidato que não apresente no seu programa propostas sérias, também podem ser plasmadas de outras cidades…, no sentido de inverter a tendência de desertificação com que Lisboa se depara não merece o voto dos Lisboetas. Isto não é misturar alhos com bugalhos. Espero que o facto das pessoas começarem a falar da habitação se prenda exactamente com o facto de nos programas eleitorais olharem primeiro – primeiríssimo – para as propostas em «matéria» de habitação. E para que essas propostas surjam convém desde já redefinir as prioridades. É uma forma bastante menos superficial de viver Lisboa, embora sejam mais «porretas», e dignas de várias pontos secundários no mesmo programa, as propostas de passear ao ar puro. Naturalmente o problema da habitação foge um pouco do âmbito do presidente da CML, no entanto a pessoa que está na praça do município escusa de ser um mero «enviado especial» do PS ou do PSD. O desequilíbrio demográfico é tão evidente que extravasa os limites do distrito. A CML tem que tomar as rédeas – fazer pressão - no sentido do governo desenvolver politicas de arrendamento e requalificação. Porque se em Beja ou Vila Real provavelmente dá igual elas existirem ou não, em Lisboa essa política é urgente. Dado o infeliz deserto a que foi votado o resto do país, o presidente da CML tem uma importância enorme. Não pode ser um mero «gestor de pagamentos» ou um teddy boy.
Já se sabe. Vc com a sua proposta para o voto terá o seu candidato que indirectamente defende, eu com as minhas, olhe, provavelmente terei um voto em branco. É tristinho. Renovadas saudações.
De
f. a 4 de Maio de 2009 às 18:15
samuel, não creio q haja nada de indirecto no meu texto. digo q votarei em costa s ele fizer aquilo q m parece fundamental -- e q espero tenha coragem p levar avante. em q é q isso é indirecto, quer-m explicar? o q m parece um bocadinho pró-indirecto é fazer menção d relacionar as minhas ideias para a cidade com a defesa de um candidato, como se as primeiras dependessem da segunda e não o contrário. e para isso, digo-lhe directamente, não tenho a menor das paciências.
De
m&m a 4 de Maio de 2009 às 23:47
«depois, s m dá licença, eu moro no centro e acho que tenho o direito, eu e os outros como eu, que são muitos mais do que o samuel julgará, d exigir que as ruas do centro não sejam vias rápidas. ou julga q alguém quer viver em vias rápidas?»
Pode (e deve) defender a restrição dos carros na baixa, por todos os motivos - pq é zona sensível, pq é centro e património histórico, pq tem ruas a definhar , pq é candidata a patrimóniop mundial, pq necessita de revitalização, etc, etc - mas não esse. Os habitantes da Madalena ou de S. Nicolau têm iguais direitos aos de S. jorge de arroios , da Penha de França ou dos Prazeres. Se vai por aí, encerra metade da cidade.
De
f. a 5 de Maio de 2009 às 00:03
m&m, a almirante reis não é uma via rápida. é? não é. tb não creio q nos prazeres haja vias rápidas. a av da liberdade, a rua da prata e a rua do ouro eram as 3 até há um mês vias rápidas. defendo q nenhuma rua do centro deve ser via rápida -- e isso aplica-se à baixa, como a arroios. como até à ribeira das naus e à 24 de julho e à av da república. acho obscena existência d vias rápidas no centro da cidade. isso não significa 'encerrar' a cidade. significa deixar d a ver com um sistema de escoamento d tráfego e passar a vê-la como uma cidade. significa fazer perceber q é má ideia usar tansporte individual a não ser q seja rigorosamente inevitável.
é claro q as outras razões d q fala são todas importantes -- e não mencionou o facto d a baixa ser uma zona comercial e portanto não fazer sentido ter o excesso de tráfego q tinha até há pouco tempo -- mas tornar a cidade vivível no seu todo passa por retirar o império ao carro.
De
m&m a 5 de Maio de 2009 às 00:31
há argumentos pessoais que amiúde prejudicam as lutas das boas causas
De
f. a 5 de Maio de 2009 às 00:46
m&m, toda esta conversa é muito pessoal -- tem a ver com a cidade onde escolhi viver. não m estou a ver a defender apaixonadamente a limitação de circulação no centro de paris ou de madrid. posso fazê-lo por princípio, mas não o farei com a mesma persistência decerto. como os habitantes de odivelas não o farão em relação a lisboa. o facto d eu viver na baixa apenas me faz perceber melhor a diferença q faz a limitação da circulação. não vivo em nenhuma das ruas afectadas. partir do princípio d q defendo a baixa por q vivo nela é ignorar um facto essencial: vivo na baixa porque sempre gostei da baixa e sempre achei q s devia investir nela. mudar-m para a baixa foi a minha maneira de participar nesse investimento. realmente, não se arranja nada de mais pessoal -- mas dificilmente esse facto enfraquece os meus argumentos.
De
m&m a 7 de Maio de 2009 às 23:24
é legítimo que assim seja, repare que não digo o contrário (sou até mais radical, não restringia, cortava os carros na baixa) mas... prepare o corpo às balas.
Tenho dúvidas que o António Costa, Santana Lopes ou quem quer que seja, avance com esta medida. Não por não estarem sensibilizados (lembrei-me da corrida do burro e do ferrari na calçada de carriche), mas por falta de coragem política. Os automobilistas representam votos: há umas semanas o presidente da junta de Benfica colou uns avisos/pedidos de desculpa na Av. Gomes Pereira, onde informava os srs automobilistas e a população em geral, que os seus carros (estacionados em 2ª fila e em cima do passeio) foram rebocados, não por participação da junta , mas sim por iniciativa da polícia.
Sem comentários...
Voltando à vaca fria: para quem nunca reparou, há um bom contraste - de movimento de turistas, de prédios renovados, de lojas abertas, de qualidade, enfim de vida- entre a rua augusta e as ruas paralelas ao rio e até da rua do ouro. Os carros explicam.
De Luís Lavoura a 4 de Maio de 2009 às 09:25
António Costa não fez nada para reduzir o táfego em Lisboa. Ele interditou o tráfego na Baixa por motivo de umas obras imprescindívais a nível de esgotos, e nada mais.
Já agora, desde que o tráfego na Baixa está interrompido, o tráfego na zona da Estefânia na hora de ponta da tarde tornou-se infernal. Não sei exatamente por quê, mas a correlação é muito clara. De dia para dia, o fluxo de tráfego na Rua Dona Estefânia, Avenida Casal Ribeiro e Rua Almirante Barroso torna-se mais calamitoso. Tive que deixar de usar autocarro (e passar a ir a pé) para voltar a casa à tarde, porque os autocarros ficam ali parados horas.
Pelo que, parece-me que interromper o trânsito na Baixa é tudo menos uma boa solução.
De catarina a 4 de Maio de 2009 às 11:54
Luís Lavoura, até agora, o que está a dizer está a fazer-me sentido mas pode ter-me acontecido uma desatenção qualquer na cidade ou fora dela. é importante acompanhar esta caixa de comentários, vou percebendo.
De Francisco Gonçalves a 4 de Maio de 2009 às 11:04
Visando apoiar qualquer medida que torne melhor a qualidade de vida, na cidade de Lisboa, também eu julgo que seria benéfico estabelecer uma taxa a todos os veículos emissores de dióxido de carbono que entrassem em Lisboa.
Da mesma forma, julgo que seria razoável que se estabelecesse uma taxa para todos os veículos dos lisboetas que saiam da cidade, porque quando saem da capital vão, com certeza, provocar a emissão do tal dióxido de carbono para outro lado.
É exasperante observar a conduta de muitos “doutores” de Lisboa que na sua recente descoberta da Beira Baixa e do Alentejo interior, tomam aquelas regiões como coutadas onde tudo é permitido e quando falo em tudo não estou a resumir-me ao dióxido de carbono.
Ou seja, da mesma forma que acho legítimo defender a qualidade de vida em Lisboa, mesmo que para isso se sobrecarregue com mais um imposto aqueles que, por necessidade profissional, precisam de entrar em Lisboa, também julgo normal que os lisboetas paguem de cada vez que vão poluir e entupir outras paragens.
De Luís Lavoura a 4 de Maio de 2009 às 12:01
O título do post fala em "ser lisboeta" mas o texto do post mostra que, infelizmente, a Fernanda continua a confundir gravemente Lisboa com a sua Baixa.
A Fernanda confunde medidas de redução do tráfego na Baixa com medidas de redução do tráfego em Lisboa. Ora, a zona central de Lisboa, mais seriamente afetada pelo tráfego, hoje em dia é muito mais vasta do que a Baixa: começa em Entrecampos, a Norte, em Alcântara, a Oeste, e em Santa Apolónia, a Leste.
Medidas que beneficiam a Baixa podem prejudicar, e a minha opinião é que de facto prejudicam, outras zonas da parte central da cidade, acima definida.
O que é necessário são medidas que protejam do tráfego toda a parte central da cidade, acima definida, e não particularmente a Baixa.
De
f. a 4 de Maio de 2009 às 14:36
luis, como é óbvio o centro d lx nã é só a baixa. sucede q segundo as medições de tráfego e de poluição, a zona da avenida da liberdade e baixa é a pior de todas. é preciso começar por algum lado.
De Pedro a 4 de Maio de 2009 às 12:52
Para mim, esta não é a prioridade. A cidade nem está assim tão engarrafada (gostam muito de falar em certas cidades europeias mas esquecem muitas outras que estão entupidas, e que são cidades do primeiro mundo, como Paris, Atenas, Ljubljana, Bruxelas, Trieste, etc).
Penso que a reabilitação de várias zonas (ATENÇÃO: Lisboa não é só a Baixa-Chiado) é a verdadeira prioridade, tal como o acesso à habitação.
De
f. a 4 de Maio de 2009 às 14:39
desculpe, o que será 'o acesso à habitação'? e em q é q s baseia para dizer q lx não está assim tão engarrafada? e, já agora, posso saber por que raio um texto q fala do tráfego leva comentadores a dizer q o q interessa é a habitação, como se tratar do tráfego ou falar disso pressupusesse dizer q é o único problema existente? haja paciência.
De catarina a 4 de Maio de 2009 às 16:18
Tende paciência e esperança porque pior que o trânsito em Luanda é difícil. haja esperança. acabei de reabilitar em mim, pela segunda vez em 2009, uma palavra que achava parola: esperança (caixa baixa, claro)
De Pedro a 4 de Maio de 2009 às 16:22
f., mais tolerância. Reiteiro a minha opinião. Em comparação com outras cidades europeias que conheço, não penso que Lisboa seja a cidade mais afectada pelo problema. Temos uma excelente rede de transportes e, efeito ou não da 'crise', vejo mais pessoas nos transportes e menos nas estradas, o que é até é bom sinal. Volta e meia durmo na margem sul e uso o comboio Fertagus, e essa tendência aí é notória. Já há muitas medidas dissuasoras do uso do carro, acho que agora é mais uma questão de escolha individual.
Enquanto eleitor, para estas eleições (é dessa forma que é apresentada a questão) escolho a habitação e a requalificação urbana como minhas prioridades.
Posso?
De
f. a 5 de Maio de 2009 às 00:50
pedro, pode o q lhe apetecer. e eu posso não perceber q s argumente com a habitação quando estamos a falar de trânsito, quando não são decerto mutuamente exclusivos.
Comentar post