De facto, depois de deplorar a «inacreditável intolerância» dos que se opõem à fantástica lei da blasfémia, que poupará aos contribuintes a maçada de decidirem sobre a sua oportunidade em referendo, e de denunciar os histéricos apóstolos, com cérebros do tamanho de ervilhas, de teorias da conspiração, Dermot Ahern declarou-se mistificado pela reacção da Organisation for Security and Cooperation in Europe (OSCE) à sua fantástica lei. O representante da organização para a liberdade de imprensa afirmou que a proposta de lei da blasfémia irlandesa viola todos os acordos internacionais sobre liberdade de expressão.
De
Fotuna a 26 de Maio de 2009 às 11:41
E a si interesa-lhe muito o que se passou com as criancas? ou sera mais uma boa oportunidade para bolsar odio as religioes? Aqui que ninguem nos ouve diga la, nisto o que lamenta foi o facto de o numero de criancas abusadas nao te sido o dobro nao ? no fundo a palmira esta-se nas tintas pros miudos e sff deixe de verter lagrimas de crocodilo.
Claro Fortuna, sigh... é tudo uma conspiração contra a ICAR, está conluiado para «bolsar» ódio às religiões.
E claro, ninguém está genuinamente preocupado com a violência contra as criancinhas, (nem contra ninguém, nunca aqui falámos do tema, sigh), só a Igreja é que se preocupa com os mais desfavorecidos e assim...
Em relação ao seu comentário, vou deixar falar quem o expressou melhor falar por mim:
The vanity of it, the self-love and self-absorption, the misdirection, the narcissism, the callousness - it's just staggering.
De S a 26 de Maio de 2009 às 12:20
E a si interessa-lhe muito o que se passou com as criancas, Fortuna? Ou está mais interessado em desviar a atenção do facto de os torturadores serem padres e freiras e da Igreja os ter escondido e protegido? Incomoda-o que parte, as crianças torturadas ou a identidade dos torturadores?
Aqui que ninguem nos ouve diga lá, a hipocrisia e o cinismo guarda-os para assuntos relacionados com a religião ou também os extende a casos como o da Casa Pia? Como não estão envolvidos padres presumo que não se importe com toda a atenção que o caso recebeu e recebe nos media, agora dois posts quanto ao caso irlandês e a reacção é a que se vê... Se todos os católicos fossem assim, o mundo bem que estava necessitado de ateus.
De S a 26 de Maio de 2009 às 11:46
Kafka?
De Fortuna a 26 de Maio de 2009 às 12:19
Sim, no seu caso parece me que sim, enfim deduzo que tambem se tenha escandalizado com os casos da casa pia que pelos vistos todos conheciam e ninguem falava e nao tenha posto em causa o estado por isso pois nao? claro que nao existe essa conspiracao contra a icar mas ha o aproveitamento da desgraca em prol da sua particular agenda anti-religiao.
P.s. nao deve ser a mesma coisa ser abusado por um clerigo nos anos 50 que por um macon justo e fraterno nos anos 90 pois claro este ultimo tem o que chama etica republicana
De Anónimo a 26 de Maio de 2009 às 14:07
Fortuna, quem se está nas tintas para as crianças é você, a prova é que a noticia não lhe merece nenhum comentário, nada. Para si, é como se aquelas crianças não existissem.
Hugo
De Anónimo a 26 de Maio de 2009 às 23:44
Ó Fortuna, é claro que se pôs em causa o Estado por causa da Casa Pia, toda a gente pôs em causa o Estado,e foram até pedidas indeminizaçoes ao Estado. Mas no caso da Igreja, está agora você a dizer que a Igreja não deve ser resonabilade
De Anónimo a 26 de Maio de 2009 às 12:24
Abominável!
Toda a tentativa de limitação e criminalização da liberdade de expressão deve ser condenada e combatida, venha ela de onde vier.
Proibir o criticismo, ou blasfémia, também não é exclusivo da Irlanda nem de arcebispos lunáticos. Na Inglaterra, o lobby gay quer fazer o mesmo em relação à homossexualidade.
http://www.guardian.co.uk/world/2009/may/24/church-of-england-incitement-hatred
De António Parente a 26 de Maio de 2009 às 12:33
Caro Anónimo
Tal como devemos manifestar-nos contra a lei da blasfémia também não podemos ser tolerantes com a intolerância de quem não permite críticas ao estilo de vida gay.
É necessário defender com toda a energia a liberdade de pensamento, opinião e expressão, venham as ameaças de onde venham porque a liberdade de pensamento, expressão e opinião é um valor absoluto. Não podemos defender o máximo da liberdade para nós e o mínimo para os outros. Não é justo, não é leal, é uma porta aberta para o totalitarimo, seja qual for a cor com que se revista.
Foi muito oportuno esse seu link do Guardian. É um dever de cidadania ir contra o politicamente correcto.
De S a 26 de Maio de 2009 às 17:31
"estilo de vida gay"
Vou chegar ao fim da vida sem perceber que raio de coisa é esta... Ofender os homossexuais que são homossexuais, por oposição aos que o são mas não se sabe nem chateiam, nem perturbam a ordem social?? É isto o estilo de vida gay? Também podemos falar em estilo de vida feminista, ou do género? Ilumine-me quem souber...
"Na Inglaterra, o lobby gay quer fazer o mesmo em relação à homossexualidade."
Sim, proibição de incitamento ao ódio... tretas do lobby gay. Tenho ideias conflituosas na matéria, mas se é proibido o incitamento ao ódio racial, de género, xénofo, etc, então faz todo o sentido que se inclua esta proibição. Claro que as outras chateiam muito menos, não é verdade?
De Catarina a 26 de Maio de 2009 às 18:00
quais outras S? as fufinhas queridas e lindas que apetece dar beijinhos? :)
De S a 28 de Maio de 2009 às 01:53
Catarina... Que convencida, pá! XD
De Anónimo a 26 de Maio de 2009 às 18:10
Leia bem o artigo no Guardian. É muito fácil perceber que não se trata de proibir o incitamento ao ódio, já previsto na lei existente e com a qual os cristãos britânicos concordam. Trata-se sim de retirar da lei uma cláusula que impede aqueles que discutem a homossexualidade de serem perseguidos.
De S a 26 de Maio de 2009 às 18:48
Voltei a lê-lo e mantenho o que escrevi.
"Trata-se sim de retirar da lei uma cláusula que impede aqueles que discutem a homossexualidade de serem perseguidos."
Não me custa a acreditar que certas palermices homofóbicas incitadoras de ódio sejam entendidos por alguns como posições razoáveis. Sinceramente, do artigo em si não posso tirar conclusões. É inegável que a doutrina religiosa relativa à homossexualidade é um dos maiores incitadores de ódio (não vamos pôr-nos com hipocrisias, por favor... poupem-me a história do Amor de Deus e salvação eterna...), agora como já referi a liberdade de expressão não pode servir como desculpa para actos como o incitamento à violência racial, por exemplo. Não tenho uma opinião formada quanto a este assunto, nem conheço suficientemente bem o caso... É uma clara limitação da liberdade de expressão, mas esta não pode justificar tudo... o resto, olhe, áreas cinzentas...
De Zé carioca a 26 de Maio de 2009 às 12:59
Diz Palmira: "Ou seja, para o ministro da Justiça irlandês abusar e maltratar crianças é coisa pouca que nem sequer merece castigo. Pelo contrário, blasfemar é um crime abominável que não pode passar sem punição."
Como Palmira não é tola, deveria saber que a demagogia lhe fica mal.
O ministro achar que blasfemar é crime. Está no seu direito. Mais, está no seu dever porque é o que a constituição deles diz.
O ministro não disse que blasfemar era um crime abominável. A pena até nem é grande coisa. Muitos crimes existem e devem ser punidos independentemente do grau de abominação.
Eu não creio que o ministro ache que "abusar e maltratar crianças é coisa pouca que nem sequer merece castigo". O crime mantém-se na lei irlandesa e quem o cometer terá o seu castigo. Acontece que em certas momentos da vida das sociedades é preferível para o bem-estar dessas mesmas sociedade amnistiar ou perdoar certos atos que puni-los. Há milhares de casos destes.
Palmira pode estar contra o acordo, a amnistia ou lá o que é. Palmira pode não gostar da constituição da Irlanda. Palmira pode até não gostar da revisão da lei da blasfémia. Mas misturar alhos com bugalhos, como ele faz neste caso, é pouco mais que demagogia.
Palmira também não tem razão quando diz que apenas os países islâmicos aplaudem a sua iniciativa de punir a blasfémia. Palmira deveria saber que punir a blasfémia não é na Irlanda nem em parte nenhuma impedir a discussão sobre questões religiosas. A blasfémia deve ser punida quando constitui um insulto aos crentes; são estes como qualquer cidadão que merecem proteção legal, e não a divindade. Quem blasfema jamais pretende agredir a divindade, mas agredir aqueles que nessas divindade creem.
E sobre a coragem de reconhecer actos que ninguém duvida errados, talvez Palmira tenha dificuldade de interpretação. Mas é bem de ver que há sempre coragem em reconhecer um pecado ou um crime (ou como lhe quiser chamar). Isso não invalida que o pecado ou crime tenha existido. Além disso é preciso coragem sim quando se põe nos ombros de uma organização os crimes e pecados de alguns dos elementos destas. Porque quem comete crimes de molestar crianças não foi a ICAR nem as ordens religiosas. Foram pessoas; e aqueles que agora dão a cara por esses crimes e pecados não foram sequer os que os cometeram.

Caro Zé Carioca:
diz que O ministro não disse que blasfemar era um crime abominável. A pena até nem é grande coisa.
Pois, o que são 100 000 euros de pena ... coisa pouca, de facto :)
mas o que mais confusão me faz é achar normal que, ao contrário da blasfémia, crime tão horrendo que acha coisa pouca um castigo de 100 mil euros, ache perfeitamente normal, a bem do bem-estar social, que o abuso de crianças não seja punido. Okay, aparentemente apenas se cometidos por padres.
Sobre o seu parágrafo final, muitos dos padres que cometeram os crimes estão vivos; mas as ordens religiosas e a Igreja são também culpados de crimes de encobrimento.
De Zé carioca a 26 de Maio de 2009 às 16:36
Palmira
Demagoga uma vez mais.
Diz Palmira "...o que são 100 000 euros de pena ... coisa pouca, de facto ..." 100 000 euros é um máximo; não é uma pena única. Alguém que pela blasfémia provicasse (E PROCURASSE PROVOCAR) uma perturbação social grave saí-se bem com uma pena SÓ de 100 000 euros.
Em diversas ocasiões específicas é pereferível à sociedade amnistiar crimes qualquer que seja a sua gravidade, sejam blasfémias, torturas, maus-tratos de crianças, ou terrorismùo e assassínios. A sua demagogia é fazer a ligação entre os dois assuntos, e achar que a amnistia só é adotada por ios crimes terem sido cometidoss por padres. Creio bem não é o caso.
Quanto casos conhece de amnistias de séries de crimes abomináveis. O que é lamentável não é amnistia, mas que a sociedade não tenha querido ou conseguido evitar ou punir esses crimes em devido tempo. Tendo passado esse tempo, é socialmente mais eficiente ir-se por uma amnistia sejam crimes na África do Sul da segregação racial, da ditadura franquista, das FP25 ou dos maus-tratos de crianças na Irlanda.
Afirma também que "as ordens religiosas e a Igrejasão culpados de encobrimento". Não, os crimes nunca são cometidos por pessoas coletivas, mas pelos indivíduos. Mas eu não duvido que a responsabilidade de encobrimento de certas personalidade na hierarquia da ICAR é tão ou mais grave que os que cometeram o mau-trato.

Ah! pois, como é que eu podia não pensar nisso :) atea culpa, não me lembrei da pele fina de algumas pessoas, que se ofendem por tudo e mais umas botas. Então acha o Zé carioca que 100 mil euros é pouco para esses sub-humanos que blasfemam, ou antes, considera que:
Alguém que pela blasfémia provicasse (E PROCURASSE PROVOCAR) uma perturbação social grave saí-se bem com uma pena SÓ de 100 000 euros.
mas por outro lado tb se indigna com a minha... er... «demagogia», é isso por não perceber que:
Em diversas ocasiões específicas é pereferível à sociedade amnistiar crimes qualquer que seja a sua gravidade, sejam blasfémias, torturas, maus-tratos de crianças, ou terrorismùo e assassínios.
acho que estamos entendidos, não precisa de se esforçar mais. ou antes, não estamos nada entendidos, repudio vivamente o que diz, mas já percebi a sua posição, aliás a mesma do ministério da justiça irlandês...
De Zé Carioca a 26 de Maio de 2009 às 19:38
Tem razão Palmira, estamos entendidos.
Eu tenho a minha opinião e você a sua. E discordamos.
Agora, eu citei-a fidedignamente, creio, e discuti as suas interpretações. Você não foi capaz de evitar resvalar para a demagogia e desonestidade -- sim a palavra é desonestidade -- ao referir-se a "esses sub-humanos que blasfemam" expressão que eu naturalmente não utilizei.

caro Zé Carioca:
Deu-se ao trabalho de tentar perceber ou pelo menos ler o texto? Parece que não, caso contrário teria lido algo que, curiosamente, não foi referido nem por aqueles que me acusam de bolsar odio as religioes, aka, atrever-me a referir um caso que, não fora estar envolvida a ICAR, certamente encheria noticiários na Irlanda.
Estou a referir-me à última parte do texto, aquela que começa Aliás, estas prioridades bizarras não são exclusividade da Irlanda ou do clero irlandês e relata os mimos com que ex e actual arcebispos de Westmonster dirigem aos sub-humanos ateus ao mesmo tempo que exigiam «respeito» para a religião...
De qualquer forma, acho bizarro que insista que as violações e mau tratos são coisas de um passado tão distante que devem ser «amnistiados». leia o artigo da Wikipedia, tão contestado pela beatada que é simplesmente factual, em particular o capítulo referente à Irlanda . Siga tb os links. Veja, por exemplo,
One of the most well-known cases of sex abuse in Ireland involved Brendan Smyth, who is reported to have raped and sexually abused hundreds of boys between 1945 and 1989.[28] The investigation of the Smyth case was obstructed by the Norbertine Order.
De Zé Carioca a 26 de Maio de 2009 às 20:53
Pergunta-me Palmira se eu me dei "ao trabalho de tentar perceber ou pelo menos ler o texto?"
Resposta sim.
"... um caso que, não fora estar envolvida a ICAR , certamente encheria noticiários na Irlanda..."
Não sei se é verdade. Pode ser que sim. Não foi nisso que eu discordei de si, logo na nossa conversa é agora irrelevante
Eu sei bem que você citou no seu texto arcebispo de Westminster na sua posta. Não contestei e não discuti isso. Sei é que na resposta que você me deu utilizou essa expressão 'sub-humanos' como se tivesse sido eu a utiliza-la ou como se eu de alguma forma concordasse com essa expressão. Posso concordar ou não. Não vem ao caso. A referência a essas expressão na resposta que me deu foi por isso desonesta.
"... acho bizarro que insista que as violações e mau tratos são coisas de um passado tão distante que devem ser «amnistiados»..."
Eu não disse que são coisas do passado. E não disse que deveriam ser amnistiados. Limitei-me a tentar explicar-lhe que as amnistias de crimes hediondos - sejam ele quais forem -- podem em certas circunstância ser socialmente uteis.
Se você tiver lido o meu comentário , réplica e tréplica, limitei-me a argumentar que a sua ânsia em aproximar o dois assuntos (amnistia e penalização da blasfémia) é demagógica Só isso.
E insisto, as obstruções à justiça, que não nego tenham existido, não foram cometidos por igrejas, nem ordens, nem nenhuma outra organização. Os crimes são sempre cometidos por pessoas.
Isto é importante porque os católicos irlandeses não são coletivamente responsáveis pela malfeitorias praticadas por pessoas especificas, mesmo que estas partilhem as mesmas convicções religiosas.

E insisto, as obstruções à justiça, que não nego tenham existido, não foram cometidos por igrejas, nem ordens, nem nenhuma outra organização.
Eu não estava a falar tanto de obstrução mas mais do crime de encobrimento...
Ouviu falar no Crimen sollicitationis substituido em 2001 pela instrução da ex-Inquisição, debitada pelo actual papa e que dá pelo nome De delictis gravioribus?
Ambos exigem aos sacerdotes católicos segredo absoluto/pontifício, sob pena de excomunhão, sobre os abusos sexuais por parte de sacerdotes católicos.
Estes documentos ajudam a perceber que numerosos casos de abuso sexual de menores tenham sido sistematicamente encobertos pela hierarquia da ICAR, que, quando havia «escândalo», limitava-se a mudar o padre pedófilo para outra paróquia.
Para começar a perceber a dimensão do problema da pedofilia clerical: Survivors Network of those Abused by Priests.
Mas prontoS, o Zé Carioca certamente que comunga da opinião de Ratzinger que carpiu a campanha «negra» contra a ICAR, mais concretamente afirmou:
Estou convencido que as notícias freqüentes sobre padres católicos pecadores [pedófilos] fazem parte de uma campanha planejada para prejudicar a Igreja Católica."
Ou do Bispo William Skylstad, presidente da conferência episcopal americana que afirmou em finais de 2005, referindo-se ao escândalo da pedofilia no clero americano e pesadas indemnizações decorrentes, que «não há dúvida, irmãos, que estes últimos anos exerceram um pesado tributo sobre nós» não só relegando para o passado os abusos sexuais de menores perpretados por padres mas sugerindo falaciosamente que a Igreja é uma vítima inocente ... dos seus próprios crimes.
A parte que mais me impressionou foi a forma como o prelado ignorou e menorizou o sofrimento das vítimas, as crianças brutalizadas e, em alguns casos, assassinadas para esconder o abuso, como Daniel O’Connell e James Ellison assassinados pelo padre Ryan Erickson, cujos antecedentes de pedofilia tinham merecido da hierarquia católica … aconselhamento psicológico!
É este total desprezo pelas vítimas que mais me repugna, devo confessar
De S a 27 de Maio de 2009 às 02:53
Já que se enquadra na discussão, fica aqui a sugestão de um documentário de 2006, nomeado para o Óscar de Melhor documentário;
Synopsis;
The film chronicles O'Grady's years as a priest in Northern California, where he committed his crimes. After being convicted and serving seven years in prison, O'Grady was deported to his native Ireland, where Berg interviewed him in 2005. Additionally, the film presents trial documents, videotaped depositions, and interviews with activists, theologians, psychologists and lawyers which suggest that not only were Church officials aware of O'Grady's crimes, they actively took steps to conceal them.
Movie Claims
Over 100,000 victims of clergy sexual abuse have come forward in the United States alone. This claim is contradicted, however, by the John Jay Report commissioned by the U.S. Conference of Catholic Bishops.
Experts say more than 80 percent of sexual abuse victims never report their abuse.
10% of graduates of St. John's Seminary, which supplies the "vast majority" of the priests for the West Coast of the United States, since 1960 are paedophiles.
Most countries are just beginning to report clergy abuse.
Since 1950, sexual abuse has cost the US Catholic Church over one billion dollars in legal settlements and expenses (not including the Los Angeles settlement).
Pope Benedict XVI was accused of conspiracy to cover up sexual abuse in the United States. At the Vatican's request, President George W. Bush granted the pope immunity from prosecution.
http://en.wikipedia.org/wiki/Deliver_Us_from_Evil_(2006_film)
Trailer do documentário;
http://www.youtube.com/watch?v=scW90Q6Z_OM
Uma pequena amostra;
http://www.youtube.com/watch?v=daxu6eCzB40
De S a 27 de Maio de 2009 às 08:09
Esqueci-me do nome do documentário (duhhhh):
"Deliver us from evil"
De Zé Carioca a 27 de Maio de 2009 às 08:09
Palmira,
Vamos ver se a gente se entende e se esta discussão é útil para ambos.
Primeiro, disse, insisto e reitero que os pecados ou os crimes são sempre cometidos por pessoas , jamais por reorganizações. A ICAR não é uma entidade que possa ser responsabilizada criminalmente, ainda que alguns membros da sua hierarquia o possam ser. Isto é importante porque acusar a ICAR no seu todo, ou igreja católica irlandesa implicaria responsabilizar coletivamente os católicos de pecados ou crimes sue só podem ser individualizados. Os crimes dos membros de um governo não são os crimes do povo desse pais; os crimes dos administradores de uma empresa não são crimes da empresa nem do socios desta; os crimes da gestão de uma associação não são crimes da associação em si nem dos associados desta; os crimes de certos individuos não se estendem para aqueles que partilham os mesmo gostos, atividades ou convicções, ou a mesma etnia. Alias é nisso que ha coragem no comportamento da ICAR : ou seja pôr voluntariamente sobre os seus ombros e dos seu fiéis as culpas e responsabilidades dos mais odiosos crimes de alguns dos seus membros.
Eu espero que a senhora entenda e reconheça a barbaridade e falta de civilização que é atribuir a um grupo de pessoas com convicções semelhantes responsabilidade pelos atos ilicitos praticados por pessoas especificas e eventualmente encobertos por outros individuos.
Segundo, ha muitas coisas que você diz que são verdades e que eu não a contesto. Agora já que foi a senhora que citou o texto 'De delictis gravioribus ' agradecia que me esclarecesse que há nele que é passível de critica. Admito que senhora saiba ler e interpretar o que la esta escrito. Mas talvez esteja eu errado.
Ja agora; terceiro. Ratzinger tem razão quando diz que '' as notícias freqüentes sobre padres católicos pecadores [pedófilos] fazem parte de uma campanha planejada para prejudicar a Igreja Católica." Isso não é dizer que se devam encobrir esses casos, nem exculpa-los. E' natural que quem critica a ICAR aproveite casos destes para aumentar as suas criticas. Mas isso não torna essa critica ilegitima. E' facil admitir que muitos (não obrigatoriamente você) dos que agoram se interessam por este assunto, o fazem mais por terem um terreno de critica facil (mas legitima, repito) do que por um interesse especial no bem-estar das vitimas.

De S a 27 de Maio de 2009 às 09:16
Já se percebeu, sempre a mesma conversa em todas as conversas ligadas às palermices e crimes da Igreja Católica... perdão, dos representantes oficiais da Igreja Católica, está bem assim? Ou se calhar de meia dúzia de indivíduos, tipo o Papa, ou melhor ainda uns sujeitos quaisquer e que se calhar nem é preciso referir que estão ligados a uma "determinada religião", porque o que interessa é tornar esse pequeno facto o mais irrelevante possível ao ponto de se chegar ao absurdo, certo? Não, nada disto está associado à hierarquia e à própria natureza da instituição (que aconselha o silêncio e encobrimento...), é irrelevante, são apenas indivíduos, crimes individuais, nada relacionados com o outro gigantesco grupo colectivo que espalha o amor e faz importantíssimo trabalho de voluntariado e caridade, que só deseja o bem ao próximo, seguindo fielmente os ensinamentos de Nosso Senhor Jesus Cristo... Se uma ovelha se afasta do rebanho, olhe nem sequer era ovelha, nem sequer pertencia ao rebanho, era um porco ou uma vaca ou uma galinha, ok???
Sim, já PERCEBI!!! Isto não é a vossa Igreja (gostava era que acreditassem nisso...).
De S a 27 de Maio de 2009 às 09:26
"Ja agora; terceiro. Ratzinger tem razão quando diz que '' as notícias freqüentes sobre padres católicos pecadores [pedófilos] fazem parte de uma campanha planejada para prejudicar a Igreja Católica.""
Mas o Ratzinger não tem razão em relação a tudo? O que é que isso tem de novo? Já tinha percebido...
E se não tem razão é porque foi mal interpretado ou vítima de ateus mauzinhos e com cornos pontiagudos na cabeça ou etc e etc e etc... Aliás o Papa não diz absolutamente nada a não ser AMOR, PAZ, FELICIDADE, é um santo.
Já percebi, ok?
De S a 27 de Maio de 2009 às 09:36
"Segundo, ha muitas coisas que você diz que são verdades e que eu não a contesto. Agora já que foi a senhora que citou o texto 'De delictis gravioribus ' agradecia que me esclarecesse que há nele que é passível de critica. Admito que senhora saiba ler e interpretar o que la esta escrito. Mas talvez esteja eu errado."
Ok, ok... O vosso reino é o da Terra não o do Céu, já percebi, ok? E se Jesus viesse à Terra fazia dos padres pedófilos santos, ok?
E depois de tanta compreensão, de esticar todos os limites possíveis, seja um cristão caridoso e passe-me um prozac, sim?
De S a 26 de Maio de 2009 às 17:24
"A sua demagogia é fazer a ligação entre os dois assuntos"
Como é que alguém que diz isto, disse imediatamente antes isto;
"sejam blasfémias, torturas, maus-tratos de crianças, ou terrorismùo e assassínios."
???
De S a 26 de Maio de 2009 às 21:30
:)
Começo a perceber como funcionam estas coisas...
De Nuno Palha a 26 de Maio de 2009 às 19:46
Mas desde quando é que numa democracia digna desse nome pode haver um crime chamado "blasfemar"????
Só o facto de a própria possibilidade estar a ser discutida pelo governo irlandês leva-me a afirmar, parafraseando Hamlet, que algo vai podre na República da Irlanda!
De Anónimo a 26 de Maio de 2009 às 23:51
O Zé Carioca, essa sua tese é fantástica. Conquentão, estão só em causa individuos e não organizações... Esse é um excelente alibi para todas as organizações, incluindo governos. E como é que você fica quando a ICAR pede desculpas por coisas acontecidas no seu seio? É que a Igreja não tem de si própria uma imagem tão etérea como voc~e acha ;) Você conseguiu a proeza de condenar o que se passou na lrlanda sem atriuir quaisquer culas disso á reja.É obra. É melhor advogado da Igreja do que mesmo esta acha que merece.
De Catarina Miranda a 26 de Maio de 2009 às 18:02
...deve ter dado uma trabalheira. Bom post Palmira.
De
m&m a 26 de Maio de 2009 às 13:21
alguém me elucide por favor: em contraponto a estilo de vida Gay existe estilo de vida hetero ? Temo andar fora de estilo
De Carlos Marques a 26 de Maio de 2009 às 13:24
Eu acho é que vou deixar de dar um segundo de atenção às notícias, excepto as económicas para estar sempre a par da subida dos impostos. Raparem, as crianças em risco são entregues a famílias em bebés porque os pais naturais não podem, ou não querem, cuidar delas com um mínimo de condições e depois, anos depois, quando elas já se sabem vestir sozinhas e dão menos trabalho no dia a dia, vêm os pais e levam-nas para onde quer que seja porque os nossos tribunais estão-se nas tintas, até pode ser para o maior buraco, não interessa, são a lei e a formação das técnicas sociais que mandam. Ou as crianças vão para instituições do Estado ou apoiadas pelo Estado, e são maltratadas, abusadas, negligenciadas. Não há alma sensível que resista a isto e eu gosto tanto de ir ao Bica do Sapato em paz...
De
m&m a 26 de Maio de 2009 às 13:34
Adenda: desde que não haja incitamento ao ódio, violência, etc... concordo que a liberdade de pensamento e de opinião não deva ser criminalizada, independentemente do objecto. Óbvio.
Cara Palmira, antes de mais agradeço os varios posts sobre este tema e este caso em concreto. Como ja tive oportunidade de escrever no Pátio, isto é serviço publico, ja que nao leio nem ouço nada disto na nossa comunicação social.
Quanto ao caso, acho que diz muito do estado actual das religiões. Pensam que são superiores, convencidos que estão certos e os outros errados e depois sai isto. Depois admiram-se, claro, de haver cada vez menos fiéis e "catolicos praticantes". Pudera!
Cumprimentos.
De Francisco Gonçalves a 26 de Maio de 2009 às 15:32
E quem lhe disse que há menos fiéis? A julgar pelo último 13 de Maio, em Fátima, diria que é muito discutível essa sua teoria.
O que quer dizer, exactamente, com católicos praticantes? Pretende distinguir os que frequentam locais de culto dos outros? Se sim, quais outros? Os baptizados que não frequentam os tais locais de culto? Os que perderam a fé e gostam de o publicitar, mas não renegam o sacramento do Baptismo?
Ou estará a falar daqueles que não conseguem distinguir entre ateísmo e agnosticismo e nem sequer sabem se são uma coisa ou outra? Quer explicar?
Caro Francisco, vejo pelas pessoas que conheço, as quais andam descontentes por estas recentes posições da Igreja e vao menos vezes à missa, por exemplo. As missas têm menos gente, as recitas das paróquias dominuiram o ano passado (este indicador deve-se, tambem, aos maiores problemas financeiros, mas nao se pod excluir como sintoma de um menor numero de fieis).
Ah e por "fieis" refiro-me aos que, para alem de continuarem a acreditar em Deus (muitos começam a colocar em causa a sua existencia) vao à missa ou seguem os principios catolicos.
Cumprimentos.
De Francisco Gonçalves a 26 de Maio de 2009 às 19:02
É curioso a tentativa de quantificar o número de fiéis pelas receitas das “caixas das alminhas”.
Se, num determinado dia de culto, aparecer um benemérito que deposite na "caixinha" uma quantia avultada, lá ficará a ideia que, nesse dia, a igreja estava sobrelotada.
Não sei a que “recentes posições da Igreja” se refere.
Será que é à preocupação constante da Igreja em matar a fome aos, cada vez mais, portugueses que vão evidenciando carências de toda a ordem e comparecendo, todos os dias, “na sopa dos pobres”?
Será que é à magnífica obra das “Misericórdias”, no campo da educação e da formação profissional?
Será que é na disponibilidade da Igreja em garantir a pré-primária, onde o Estado não cumpre a sua propalada obrigação de cobertura integral do território, nesse domínio?
Será que é na assistência que a Igreja garante na Saúde, outro domínio onde o Estado-Previdência falha estrondosamente?
Poderia continuar a apresentar muitas outras coisas, mas, presumo, que já deve estar a reflectir sobre a imensidão da obra da Igreja, visando o bem-estar social.
Isto só para falar do corpo, porque nos cuidados com a alma, também aí, haveria muito para lhe explicar, mas quero poupá-lo a matérias que não lhe são gratas.
Só mais uma coisa: acredite ou não em Deus, saiba que Ele não é exclusivo dos católicos, mas antes dos crentes, sejam esses de que religiões forem.
De Ricardo S a 26 de Maio de 2009 às 23:25
Caro Francisco, este tema dava pano para mangas...
Quando me refiro as mais recentes posições, refiro-me, antes de mais, a esta relatada pela Palmira, mas tambem aos casos que vieram a publico relacionados com a miuda que abortou para sobreviver, depois de ter sido violada pelo padrasto e a Igreja ter censurado o aborto mas nao a violaçao. A violaçao nao merece castigo para a Igreja? E considerar que quem é ateu nao é completamente humano, ou querer calar todos os padres para evitar as denuncias sobre abusos sexuais. A isso a nossa legislaçao penal chama de conluio ou de conspiraçao. Considera isso correcto?
Tem razao num ponto: a Igreja faz muito. Mas poderia (e deveria, por ser isso que apregoa) fazer bem mais. Aliás, sendo o Vaticano o Estado mais rico do Mundo, poderia doar dez por cento do seu patrimonio, pois chegaria para acabar com a fome em África. E se for preciso apertar nas despesas pode sempre começar pelo proprio Papa, que pode, por exemplo, calçar sapatos mais baratos e deixar os Prada...
Cumprimentos.
De João Alves a 26 de Maio de 2009 às 19:23
Na recente manifestação da virgem mãe do cristo-rei em Lisboa e Almada, vocês conseguiram números que envergonhariam a CGTP!
Menos de 5 mil ao lado do terreiro do paço, no passeio em frente à estação dos barcos para o Montijo.
E menos de 5 mil no Pragal (provavelmente em grande parte as mesmas), no dia seguinte.
É isto a vossa força!?
De Francisco Gonçalves a 26 de Maio de 2009 às 22:19
Não seja imbecil! Imbecil e cego...
De João Alves a 27 de Maio de 2009 às 01:58
Há imagens gravadas, não viu? Ou não sabe contar/estimar?
Contra factos não há argumentos.
Você é parvalhão!
De Francisco Gonçalves a 27 de Maio de 2009 às 21:31
Perdi trinta segundos que você, definitivamente, não merece. Se quiser outros "links" o motor de busca "google" tem às centenas.
Leia, então, os seus imbecis 5.000.
http://jbonline.terra.com.br/pextra/2009/05/17/e17056969.asp
De João Alves a 27 de Maio de 2009 às 22:50
Você não tem emenda!
Olhe, segundo o Correio da Manhã eram 150 mil!!!!
Nºs claramente falsos, mas como você já mostrou à saciedade, pensar, conferir e verificar a realidade não é com você...
P.S.:
O Público disse que se tratava de "alguns milhares". Mas pronto, você, lá está, está habituado a mentiras.
De Francisco Gonçalves a 28 de Maio de 2009 às 09:53
Vá queixar-se à Protecção Civil, os números são deles.
Embora suspeite que está a pedir-me qualquer coisa, não tenho mais nada para si, ...
De João Alves a 28 de Maio de 2009 às 18:34
Ai a Escolasticazinha...
Você como bom religioso que é "emprenha pelos ouvidos"!
De Cam a 26 de Maio de 2009 às 14:50
E o Otelo Saraiva de Carvalho devia ser preso?
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