Segunda-feira, 1 de Junho de 2009
Palmira F. Silva

«In modern times, we’ve seen mass rape as an element of warfare in Congo, Darfur, Bosnia, Rwanda, Liberia — but the lesson here in Liberia in West Africa is that even when the fighting ends, the rape continues. And that brings us to Jackie, a lovely 7-year-old with tight braids and watchful eyes.

Jackie is too young to remember the 14-year civil war in Liberia, from 1989 to 2003, when as many as three-fourths of women were raped

 

«After Wars, Mass Rapes Persist» é um artigo de Nicholas Kristof no New York Times a que cheguei a propósito do testemunho a uma comissão do Senado norte-americano de Eve Ensler, a autora da peça «Monólogos da vagina» e fundadora do V-Day, um movimento global para acabar com a violência  contra mulheres e meninas.

 

A CNN fez uma peça com o excerto do testemunho de Eve, que descreve as atrocidades que se cometem diariamente na República Democrática (?) do Congo, atrocidades principalmente dirigidas contra mulheres e crianças, e termina com um apelo;

 

«Let Congo be the place where we ended femicide, the trend that is madly eviscerating this planet -- from the floggings in Pakistan, the new rape laws in Afghanistan, the ongoing rapes in Haiti, Darfur, Zimbabwe, the daily battering, incest, harassing, trafficking, enslaving, genital cutting and honor killing. Let Congo be the place where women were finally cherished and life affirmed, where the humiliation and subjugation ended, where women took their rightful agency over their bodies and land.»

 

Um apelo semelhante em relação à Libéria foi lançado hoje na blogosfera americana, despoletado pelo artigo de Kristof, a iniciativa «O SIlêncio é o Inimigo», que foi subscrita rapidamente entre os bloggers de ciência. A iniciativa pretende, para além de reunir um donativo razoável aos Médicos sem Fronteiras, lembrar que o silêncio é o pior inimigo das mulheres e crianças na Libéria, que continuarão a ser violadas enquanto nós assobiamos para o lado e não denunciamos o que acontece.

 

Demos também em Portugal voz a estas mulheres e crianças violentadas, sensibilizemos e mobilizemos a opinião pública nacional para o que está a acontecer na Libéria e no Congo,


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