Domingo, 14 de Junho de 2009
João Galamba

Obama made it clear that Bush's "war on terror" was dead and buried. As was the case throughout the speech, his most crucial point was made more by what he did not say than by what he did. Obama never once used the words "terror" or "terrorists." And when he spoke of "violent extremists" whom America had to defeat, it was clear that he meant apocalyptic Islamist groups like al-Qaida, not militant national resistance organizations like Hamas or Hezbollah, or for that matter Islamist political movements like the Muslim Brotherhood. Fanatics like al-Qaida have little standing in the Arab/Muslim world, and Bush's ill-advised conflation of them with groups that do have popular followings only enhanced their popularity. By rejecting "terrorism" as the defining term for America's Middle East policy, and by abandoning Bush's amorphous and unwinnable "war" against it, Obama instantly recast America's entire relationship with the Middle East. The era of moralistic and self-defeating name-calling in U.S. Middle East foreign policy appears to be over.


Gary Kamiya, Salon

 

O discurso de Netanyahu deixou bem claro que os inimigos da paz não estão apenas do lado palestiniano. A partir de hoje, e pela primeira vez, torna-se evidente que a política externa americana e a posição de Israel não só não coicidem, como estão em clara contradição. E não falo apenas da posição de Netanyahu sobre os colonatos: a maior diferença reside no facto de Netanyahu não parecer querer abandonar a interpretação do terrorismo utilizada pela administração Bush. Um exemplo disto: ao contrário de Obama, Netanyahu continua a insistir na divisão entre palestinianos e desvaloriza o significado político do Hamas. Acreditando nas palavras de Obama, a relação entre os EUA e Israel tem de mudar. Resta saber se o presidente americano é coerente. A possibilidade de paz depende sobretudo dele.


2 comentários:
De Pedro Jordão a 14 de Junho de 2009 às 22:33
A única surpresa nesta questão foi a utilização pouco inteligente do medo por parte dos israelistas na hora de votar. Aquele foi mesmo o momento errado para votar num político de falhas provadas e que será sempre incapaz de alcançar qualquer solução permanente para a região. Não foi capaz (e não quis, nunca quis) quando se comprometia a cumprir acordos prévios, não será agora quando os deixa para trás em detrimento de acordos impossíveis. Os EUA têm um papel decisivo, mas que não pode prescindir de um apoio efectivo da população israelita. Também é preciso actuar aí.


De Franco a 15 de Junho de 2009 às 00:19
A possibilidade de resolver os diferentes conflitos no Médio-Oriente por acordos negociados é cada vez mais uma miragem. A acrescentar às já existentes dificuldades na aproximação diplomática dos US ao Irão, questão interligada com o conflito Israelo-Palestiniano, aparece agora um novo obstáculo: tornando-se cada vez mais evidente a existência de fraude maciça nas eleições iranianas, Ahmadinejad só se manterá no poder através da repressão violenta da oposição e dependendo do resultado do confronto de forças entre a elite religiosa. Além dos danos que tal repressão venha a causar, se a facção afecta a Ahmadinejad vier a ganhar, ela será sempre um governo que se mantem no poder pela fraude, e que a Administração Obama precisa de reconhecer como legítimo para com ele poder negociar. Além de Obama ter que engolir sapos, os Republicanos, que nunca gostaram da aproximação ao Irão, não vão deixar de aproveitar para fazer oposição a Obama, apoiando-se nos mais básicos princípios americanos sobre legitimidade democrática.


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