Ontem, numa conferência de imprensa no Parlamento Europeu em Bruxelas, os realizadores Marjane Satrapi -Persepolis- e Mohsen Makhmalbaf -Silêncio (Sokout) e Kandahar - pediram ao PE que não reconhecesse a vitória de Ahmadinejad, apresentando provas de que as eleições foram fraudulentas.
Hoje, os protestos pacíficos, silenciosos e anónimos dos que acreditam no mesmo continuaram. Mas hoje foi também dia de protestos, igualmente simbólicos mas muito pouco anónimos. Pelo menos seis jogadores da selecção do Irão usaram bandas verdes nos pulsos durante a primeira parte do jogo de apuramento para o Mundial da África do Sul, incluindo o capitão Mehdi Mahdavikia. Um jogador, Ali Karimi, usou bandas verdes nos dois pulsos.
Após o intervalo, a maioria regressou sem o manifesto de apoio a Mousavi, mas Mahdavikia não retirou o seu. A Time especula que a ordem de remoção das bandas verdes tenha sido dada por Ali Abadi, o presidente da federação iraniana de futebol, próximo de Ahmanidejad.
Durante o jogo, transmitido em directo pela televisão estatal iraniana, os iranianos que no exterior se manifestaram com uma faixa dizendo «Go To Hell Dictator» cantando «compatriotas estaremos convosco até ao fim com a mesma força», mostraram a faixa às câmaras, agitaram bandeiras verdes dizendo «Where is my vote?» e bandeiras nacionais escritas com «Free Iran». Vale a pena ver esta peça da BBC sobre o jogo.
Isabel Moreira
Miguel Vale de AlmeidaRogério da Costa Pereira
Rui Herbon
