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  <title>jugular</title>
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    <name>jugular</name>
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  <updated>2009-11-23T13:18:31Z</updated>
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    <author>
      <name>Maria João Pires</name>
    </author>
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    <issued>2009-11-23T14:30:16</issued>
    <title>Ainda o Irão</title>
    <published>2009-11-23T12:16:08Z</published>
    <updated>2009-11-23T13:06:54Z</updated>
    <content type="html">&lt;p style="text-align: left;"&gt;&lt;a href="http://www.rue89.com/tele89/2009/11/23/vie-et-mort-de-neda-icone-de-la-repression-en-iran" target="_blank"&gt;Un minutieux travail documentaire sur la vie et la mort de Neda Agha-Soltan, la victime emblématique de la révolte des Iraniens contre la fraude électorale en juin dernier, permet de mieux comprendre ce qui se joue dans ce pays. &lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: left;"&gt;&lt;a href="http://www.rue89.com/tele89/2009/11/23/vie-et-mort-de-neda-icone-de-la-repression-en-iran" target="_blank"&gt;Réalisé par les chaînes publiques américaine et britannique PBS et BBC, ce documentaire remet les événements de juin dans leur contexte grâce à de nouvelles images, et de nombreux témoignages qui révèlent la personnalité et les idées de Neda, et les conséquences désastreuses de ces événements sur tous ceux qui étaient liés à elle.(...)&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: left;"&gt;&lt;a href="http://www.rue89.com/tele89/2009/11/23/vie-et-mort-de-neda-icone-de-la-repression-en-iran" target="_blank"&gt;Les réalisateurs du documentaire, Arash Sahami et Angus Macqueen, révèlent que Neda n'était pas, comme on l'avait cru à l'époque, une simple passante atteinte par hasard par une balle : elle était une manifestante engagée contre la fraude électorale.&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: left;"&gt;&lt;a href="http://www.rue89.com/tele89/2009/11/23/vie-et-mort-de-neda-icone-de-la-repression-en-iran" target="_blank"&gt;Les témoignages recueillis par les auteurs révèlent que Neda avait été empêchée de voter par les officiels du régime lorsqu'elle s'était présentée à deux bureaux de vote de son quartier, et qu'elle était révoltée. Selon sa soeur, elle a participé à toutes les manifestations de protestation qui ont suivi le vote, jusqu'à sa mort le 20 juin. Elle a apporté un détail terrible : &lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;blockquote&gt;
&lt;p style="text-align: left;"&gt;&lt;a href="http://www.rue89.com/tele89/2009/11/23/vie-et-mort-de-neda-icone-de-la-repression-en-iran" target="_blank"&gt;« Un jour, à une manifestation, une femme en tchador noir s'est approchée d'elle et lui a dit : &amp;ldquo;Ma fille, tu devrais t'habiller de manière plus conservatrice pour aller à ces manifestations, car ces animaux [les forces de l'ordre, ndlr] ont des problèmes psychologiques et s'en prennent aux plus jolies filles. Et tu es vraiment jolie.&amp;rdquo; »(...)&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/blockquote&gt;
&lt;p style="text-align: left;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: left;"&gt;Um excerto do documentário (mais &lt;a target="_blank" href="http://www.youtube.com/results?search_query=June+19th%2C+Iran...and+the+events+that+led+to+Neda%27s+death&amp;amp;search_type=&amp;amp;aq=f"&gt;aqui&lt;/a&gt;):&lt;/p&gt;
&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/gPvyyXuZntA&amp;amp;hl=pt_PT&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/gPvyyXuZntA&amp;amp;hl=pt_PT&amp;amp;fs=1&amp;amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;</content>
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    <author>
      <name>João Galamba</name>
    </author>
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    <issued>2009-11-23T13:00:22</issued>
    <title>Economistas aos papéis</title>
    <published>2009-11-23T12:56:09Z</published>
    <updated>2009-11-23T13:12:15Z</updated>
    <content type="html">&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Como escreveu o João Pinto e Castro &lt;a href="http://jugular.blogs.sapo.pt/1333768.html#comentarios" target="_blank"&gt;aqui&lt;/a&gt; (e eu &lt;a href="http://jugular.blogs.sapo.pt/1326427.html" target="_blank"&gt;aqui&lt;/a&gt;), alguns dos nossos economistas andam baralhados com estas coisas do endividamento. O que fazer quando os mercados financeiros não confirmam os juízos que, &lt;i&gt;teoricamente&lt;/i&gt;, deviam ser verdades axiomáticas? Nogueira Leite tem uma teoria: os mercados andam distraídos. Fabuloso. É uma estratégia conhecida: quando a teoria não parece estar a funcionar, introduz-se uma excepção que permite ir mantendo a ilusão que a economia não anda aos papéis e continua a saber muito bem como estas coisas funcionam.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Se me permitem, eu tenho outra teoria. Cá vai: o endividamento não é um pecado de um conjunto de economias esclerosadas, mas sim uma necessidade sistémica da economia mundial. Não podemos falar de economias endividadas e viciadas em níveis de consumo insustentáveis sem olhar para os vícios dos produtores &amp;mdash; excedentes comerciais, moedas subvalorizadas, controlos de capitais, consumo interno demasiado baixo, etc. Posto isto, torna-se difícil impossível punir os &amp;quot;infractores&amp;quot;. Mas quando ouvimos falar os nossos economistas-catástrofe, até parece que quem empresta vive noutro planeta e que, caso a situação continue a piorar, podem sempre passar a comprar dívida pública de Marte.&lt;/p&gt;</content>
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    <author>
      <name>Isabel Moreira</name>
    </author>
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    <issued>2009-11-23T12:30:19</issued>
    <title>Parece que temos mais uma "agenda escondida"</title>
    <published>2009-11-23T12:31:42Z</published>
    <updated>2009-11-23T13:18:31Z</updated>
    <content type="html">&lt;p style="text-align: justify;"&gt;João Marques de Almeida (JMA) vem defender &lt;a target="_blank" href="http://economico.sapo.pt/noticias/liberdade-e-religiao_75049.html"&gt;aqui&lt;/a&gt; que ficou patente no debate prós e contras que os defensores do casamento entre pessoas do mesmo sexo têm claramente uma agenda escondida.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Ao contrário de &lt;a target="_blank" href="http://cachimbodemagritte.blogspot.com/2009/11/adopcao-oculta.html"&gt;outros&lt;/a&gt;, que defendem que o PS (e quem apoia a proposta do mesmo) está a esconder a adopção, JMA avança com a curiosa tese de que a verdadeira agenda escondida, a motivação mais profunda, de muitos (não de todos) é um ataque à religião e a um modo de vida conservador. Segundo o cronista &amp;quot;aquela discussão foi um bom exemplo de como, muitas vezes, as lutas de libertação se tornam rapidamente em novas formas de opressão. O direito à diferença também inclui um modo de vida conservador e muito próximo da religião. E deve ser defendido por todos aqueles que valorizam a liberdade, mesmo que não o pratiquem&amp;quot;. &lt;br /&gt;
Também defende que quem é contra o casamento aposta no casamento para o impedir e que quem é a favor do casamento afasta o referendo porque tem medo de perder.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Vamos por partes.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;JMA, com o devido respeito, não podia ter chutado mais ao lado. Quem, efectivamente, quer impor um &amp;quot;modo de vida&amp;quot;, &amp;quot;conservador&amp;quot;, por vezes, muitas vezes, &amp;quot;próximo da religião&amp;quot; a uma sociedade inteira é precisamente quem estava, no programa citado, do lado do não ao casamento entre pessoas do mesmo sexo.  Esses sim desrespeitam o tal princípio de liberdade individual que surge citado e prezado pelo cronista. Basta pensar em como se defendeu que o casamento é uma instituição milenar, anterior ao Estado, necessariamente entre um homem e uma mulher, definidor do estatuto da mulher.&lt;/p&gt;
&lt;a name="cutid1"&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="ljcut" text="Ver mais..."&gt;&lt;br /&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Claramente, quem defende isto está a falar de matrimónio e não de casamento civil, instituição estadual de século e meio, mutável e não estática, assente na igualdade entre os cônjuges, aberta, como o TC já teve oportunidade de explicar, a uma decisão política que alargue o âmbito dos seus titulares, como aqui se pretende.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;O que se passa é que há quem se meta na cama nos outros e há quem tenha isso por violador da vida íntima de cada um. E é precisamente por a lei se meter na cama das pessoas que na sua identidade escolhem por parceiros pessoas do mesmo sexo que essa mesma lei, actualmente, apoiada nos preconceitos homófobos de longa data continua a dizer: vocês não são normais para este efeito.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Ora, o que todas as pessoas que estavam no prós e contras a defender a igualdade pretendem, ao contrário da injusta inversão operada por JMA, é precisamente que a lei permita que cada um, casando, viva a sua vida de casado de acordo com as legítimas convicções pessoais. Daí que no debate, Paulo Corte Real tenha dito que o casamento católico dos Reis de Espanha não tenha ficado menos católico com a alteração legal verificada.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;O que nós não admitimos é o monopólio legal de uma concepção ideológica de casamento. Com a aprovação da proposta do PS, não se pretende atacar nenhuma fé, nenhum credo. Cada um viverá o seu casamento como quiser. Tendo-o por católico, hindu, indissolúvel, meramente civil, o que seja. Está a ver? É isso.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Afinal quem é que tem uma agenda escondida em matéria de costumes?&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Quanto ao referendo, não se trata de medo de perder, como é dito com ligeireza. Eu por acaso aprendi em criança a não ter mau-perder. E estou cansada de explicar o que é uma &lt;a target="_blank" href="http://jugular.blogs.sapo.pt/1281760.html"&gt;fraude ao acto eleitoral.&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;E sim, a proposta até poderia perder em referendo. Eu não tenho de discutir isso. A homossexualidade iria a votos, como se sabe. Haveria essa inevitabilidade. O fim da escravatura, na América se tivesse sido referendada, teria passado? Não sei. E o sufrágio feminino? Não sei. E o casamento inter-racial? Não sei. Todas estas questões são identitárias. Para além de o casamento entre pessoas do mesmo sexo constar de um programa (mais do que um) que foi a votos e que tem maioria parlamentar, quando defendemos que estamos perante um direito contramaoritário, não estamos a falar de minorias matemáticas, como o Professor Bacelar Gouveia contrapunha no prós e contras com exemplos metralhados à velocidade da luz. Estamos a falar de minorias, repito, identitárias, com características que as definem na sua dimensão de pessoa.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Neste último sentido, os direitos fundamentais, enquanto expressão da dignidade da pessoa humana, garantem ao indivíduo um espaço de não intervenção alheia, querendo aqui chamar-se a esse espaço uma moral colectiva maioritária que lhe não permitisse esse acontecimento único que é ser-se, em liberdade, o que se é.    Por isso mesmo, contra direitos fundamentais não valem, sem mais, maiorias, sob pena de se funcionalizarem os primeiros; é por isso, também, que os direitos fundamentais não admitem e devem resistir ao discurso do que diz a maioria sobre o comportamento a ele associado. Mais: é ainda pelo que se vem afirmando que as liberdades e competências, fortemente ligadas à dignidade das pessoas, não têm de esperar pelo consenso social para terem plena efectividade. É nesse sentido que se aponta  para uma vocação contramaioritária dos direitos fundamentais.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Por isso, não é medo do referendo. É respeito pela democracia e verdadeiro horror ao totalitarismo.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;</content>
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    <author>
      <name>Rogério da Costa Pereira</name>
    </author>
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    <issued>2009-11-23T11:57:09</issued>
    <title>Os inimigos de Sócrates</title>
    <published>2009-11-23T11:58:40Z</published>
    <updated>2009-11-23T12:11:46Z</updated>
    <content type="html">&lt;p&gt;&lt;img height="54" width="165" border="4" align="left" src="http://farm3.static.flickr.com/2514/4127182571_c9d6a2b0e3.jpg" style="border-color: white;" alt="" /&gt;Na &lt;a target="_blank" href="http://www.sabado.pt/getattachment/eeeb5f1c-28cf-498a-a5c1-f5b6abe570e3/Image.aspx?width=440&amp;amp;height=610"&gt;capa da última Sábado&lt;/a&gt;, o Sol e o Público são apresentados como os &amp;quot;inimigos de Sócrates&amp;quot; a quem o BCP cortou publicidade. Alguém me sabe dizer se os referidos jornais já vieram desmentir serem inimigos do Primeiro Ministro? Ou, doravante, deve passar a ser reconhecido como notório que assim é? Que tudo o que ali se faz e ali se diz é feito e dito por inimigos de Sócrates? E que se trata pois - sempre tratou - de uma questão pessoal?&lt;/p&gt;</content>
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    <author>
      <name>Miguel Vale de Almeida</name>
    </author>
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    <issued>2009-11-23T11:50:44</issued>
    <title>The danger of a single story</title>
    <published>2009-11-23T11:52:34Z</published>
    <updated>2009-11-23T12:00:11Z</updated>
    <content type="html">&lt;p&gt;Ouvir a conferência de Chimamanda Adichie &lt;a href="http://www.ted.com/talks/chimamanda_adichie_the_danger_of_a_single_story.html" target="_blank"&gt;aqui&lt;/a&gt;. Faz bem a quem passa a vida a ouvir as conferências da intelectualidade portuguesa ou a ouvir os discursos parlamentares. Ao contrário do que dão a entender, nunca há uma só estória.&lt;/p&gt;</content>
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    <author>
      <name>Maria João Pires</name>
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    <issued>2009-11-23T11:48:03</issued>
    <title>Eu bem sabia que era justa a minha embirração com MACs</title>
    <published>2009-11-23T11:50:50Z</published>
    <updated>2009-11-23T11:50:50Z</updated>
    <content type="html">&lt;p&gt;&lt;a href="http://economico.sapo.pt/noticias/apple-recusase-a-reparar-computadores-de-fumadores_75067.html" target="_blank"&gt;&lt;span class="mainText"&gt;&lt;strong&gt;A Apple é acusada de não prestar assistência técnica a computadores de clientes que fumam, alegando que os aparelhos estão &amp;quot;contaminados&amp;quot; e podem prejudicar a saúde dos técnicos. &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class="mainText"&gt;(apanhado no twitter do &lt;a href="http://twitter.com/joaovillalobos" target="_blank"&gt;João Villalobos&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;)&lt;/p&gt;</content>
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    <author>
      <name>Maria João Pires</name>
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    <issued>2009-11-23T11:18:50</issued>
    <title>1 ano </title>
    <published>2009-11-23T11:34:21Z</published>
    <updated>2009-11-23T11:34:21Z</updated>
    <content type="html">&lt;p&gt;&lt;a href="http://www.flickr.com/photos/38813618@N02/4127122219" target="_blank"&gt;&lt;img height="345" width="320" border="0" src="http://farm3.static.flickr.com/2731/4127122219_8ec905ae3e.jpg" style="border-color: black;" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Tenho a certeza que quer o&lt;a href="http://arrastao.org/sem-categoria/free-the-blogfather/" target="_blank"&gt; Daniel&lt;/a&gt; quer &lt;a href="http://jugular.blogs.sapo.pt/671194.html" target="_blank"&gt;eu&lt;/a&gt; não esperaríamos que, quase 1 ano depois de termos falado do caso, &lt;a href="http://freehoder.wordpress.com/2009/11/02/one-year-later-hoder-is-still-behind-bars/" target="_blank"&gt;Hossein Derakhshan (aka Hoder) continuasse &amp;quot;desaparecido&amp;quot; numa qualquer prisão iraniana&lt;/a&gt;. O seu crime foi, se bem se lembram, ter usado a internet para promover reformas sociais e políticas no Irão. Agora que faz um ano que desapareceu de circulação, e no momento em que começam a surgir &lt;a href="http://jornal.publico.clix.pt/noticia/23-11-2009/irao-condena-antigo-vicepresidente-reformista-18272599.htm" target="_blank"&gt;notícias das penas aplicadas &lt;/a&gt;aos participantes nas &lt;a href="http://jugular.blogs.sapo.pt/search?q=junho+ir%C3%A3o" target="_blank"&gt;revoltas de Junho&lt;/a&gt;, foi lançada uma &lt;a href="http://www.gopetition.com/online/31859.html" target="_blank"&gt;petição pedindo a libertação de Hoder&lt;/a&gt;. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;As petições podem, por vezes, parecer ineficazes mas têm pelo menos o mérito de não deixar morrer certos assuntos. Demoram só uns segundos a assiná-la, vá lá.&lt;/p&gt;</content>
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    <author>
      <name>João Pinto e Castro</name>
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    <issued>2009-11-23T10:29:12</issued>
    <title>Mercados ou ratings?</title>
    <published>2009-11-23T10:30:42Z</published>
    <updated>2009-11-23T11:09:43Z</updated>
    <content type="html">&lt;p&gt;É um &lt;a href="http://krugman.blogs.nytimes.com/2009/11/23/deficit-hysteria/" target="_blank"&gt;facto&lt;/a&gt;: os extremistas liberais certificados pelas mais ortodoxas universidades deixaram de orientar-se pelos sinais do mercado.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Como os mercados financeiros não confirmam os seus dramáticos alertas sobre o alegado endividamento excessivo dos estados, a autoridade que agora veneram é a das agências de rating (as agências de rating, meu Deus!).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;As taxas de juro dos títulos da dívida pública mantêm-se a níveis razoavelmente baixos, mesmo as dos países com maior risco. Em contrapartida, as agências de rating baixam os índices de solvabilidade dos Estados. Quem estará mais próximo da verdade?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O sectarismo da argumentação contra a intervenção pública massiva visando impedir uma maior degradação do emprego tem destes paradoxos.&lt;/p&gt;</content>
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    <author>
      <name>Ana Matos Pires</name>
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    <issued>2009-11-23T10:16:41</issued>
    <title>Um "facto político" é como o Noel, é quando um Homem quiser</title>
    <published>2009-11-23T10:37:10Z</published>
    <updated>2009-11-23T13:05:08Z</updated>
    <content type="html">&lt;p&gt;Na passagem rápida pelos jornais &lt;i&gt;on line&lt;/i&gt; desta manhã fiquei a saber que o hospital de Guimarães decidiu reforçar as equipas de urgência &lt;a href="http://www.ionline.pt/conteudo/34242-hospitais-obrigados-reforcar-urgencias-com-medicos-inexperientes" target="_blank"&gt;&amp;quot;requisitando os  &lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="http://www.ionline.pt/conteudo/34242-hospitais-obrigados-reforcar-urgencias-com-medicos-inexperientes" target="_blank"&gt;internos do segundo ano&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;a href="http://www.ionline.pt/conteudo/34242-hospitais-obrigados-reforcar-urgencias-com-medicos-inexperientes" target="_blank"&gt; que o hospital está a formar&amp;quot;&lt;/a&gt; para assegurar a triagem. Recordo que, como a notícia também refere, os &amp;quot; &lt;strong&gt;planos de contingência&lt;/strong&gt; para a epidemia permitem que os  serviços de saúde adoptem várias &lt;strong&gt;medidas de excepção&lt;/strong&gt;&amp;quot;. &lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;br /&gt; O bastonário já reagiu, &amp;quot;&amp;quot;Os internos fazem urgências para aprender a sua especialidade, não para fazer  trabalho de especialistas.&amp;quot; E garante que a Ordem dos Médicos vai estar atenta  porque quando ainda não têm autonomia para desempenhar funções &amp;quot;devem ter sempre  alguém a tutelá-los&amp;quot;&amp;quot;.&lt;/p&gt; &lt;p&gt; &lt;/p&gt; &lt;p&gt;É engraçado que a triagem em contexto de urgência seja trabalho de especialista no hospital de Guimarães e não no  hospital de Santa Maria, só para citar um exemplo, onde (toda) a triagem é (sempre) assegurada por enfermeiros. Por outro lado, está formalmente errado dizer que durante o Internado Completar (IC) se faz medicina tutelada.  Há, e&lt;b&gt; deve haver&lt;/b&gt;, supervisão do trabalho clínico, personificada na figura do Orientador de Formação, mas isso não é sinónimo de medicina tutelada - se um doente que está a cargo de um médico interno morre e a família decide instaurar um processo legal, quem vai responder é o médico interno e não um qualquer médico sénior envolvido na sua formação. Isto no SNS, porque em contexto privado (e durante o IC os médicos podem desenvolver actividade privada) nada está definido.&lt;/p&gt; &lt;p&gt; &lt;/p&gt; &lt;p&gt;Comecei a fazer urgência no terceiro mês de internato e, &lt;b&gt;felizmente&lt;/b&gt;, as coisas mudaram de então para cá, mas daí a fazer um caso desta decisão, tomada como medida de excepção, não me parece &amp;quot;lá muito católico&amp;quot;, vá.&lt;/p&gt;</content>
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    <id>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:jugular:1333628</id>
    <author>
      <name>Palmira F. Silva</name>
    </author>
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    <issued>2009-11-23T08:44:02</issued>
    <title>Climategate: the sequel</title>
    <published>2009-11-23T09:00:45Z</published>
    <updated>2009-11-23T09:03:56Z</updated>
    <content type="html">&lt;p&gt;As prevísiveis reacções &lt;a href="http://jugular.blogs.sapo.pt/1328321.html" target="_blank"&gt;ao material hackado&lt;/a&gt; da Unidade de Estudos Climáticos da Universidade de East Anglia &lt;a href="http://camirror.wordpress.com/" target="_blank"&gt;não se fizeram&lt;/a&gt; esperar. Entre elas, destaco o artigo «&lt;a href="http://www.timesonline.co.uk/tol/comment/columnists/guest_contributors/article6927598.ece" target="_blank"&gt;Copenhagen will fail &amp;ndash; and quite right too&lt;/a&gt;», de Nigel Lawson,&lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Nigel_Lawson" target="_blank"&gt; ministro das Finanças de Margaret Tatcher&lt;/a&gt;, hoje no The Times, que anuncia, entre outras coisas, a criação &lt;a href="http://www.thegwpf.org/" target="_blank"&gt;de um novo think tank&lt;/a&gt; sobre alterações climáticas:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;«There may be a perfectly innocent explanation. But what is clear is that the  integrity of the scientific evidence on which not merely the British  Government, but other countries, too, through the Intergovernmental Panel on  Climate Change, claim to base far-reaching and hugely expensive policy  decisions, has been called into question. And the reputation of British  science has been seriously tarnished. A high-level independent inquiry must  be set up without delay.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;It is against all this background that I am announcing today the launch of a  new high-powered all-party (and non-party) think-tank, the Global Warming  Policy Foundation (www.thegwpf.org), which I hope may mark a turning-point  in the political and public debate on the important issue of global warming  policy.»&lt;/p&gt;</content>
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    <id>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:jugular:1333302</id>
    <author>
      <name>Ana Matos Pires</name>
    </author>
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    <issued>2009-11-23T03:07:18</issued>
    <title>Quase, quase 25 de Novembro e 3(+1) mortas</title>
    <published>2009-11-23T03:20:02Z</published>
    <updated>2009-11-23T03:20:02Z</updated>
    <content type="html">&lt;p&gt; &lt;a target="_blank" href="http://dn.sapo.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1427466"&gt;Bastaram quatro dias&lt;/a&gt; para que morressem três raparigas às mãos de actuais ou ex-namorados (mais uma amiga de uma delas).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;25 de Novembro é o Dia Internacional para a Eliminação da Violência Contra as Mulheres. Tenho muita pena de não estar em Madrid, no &lt;a target="_blank" href="http://www.melonbytes.com/experiences/international-day-against-domestic-violence-november-25th-2009-in-chueca-madrid-spain"&gt;Chueca&lt;/a&gt;, mas vou tentar ir até à &lt;a target="_blank" href="http://www.cig.gov.pt/"&gt;Estação do Rossio às 18.30h&lt;/a&gt;. &lt;/p&gt;</content>
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    <author>
      <name>Ana Vidigal</name>
    </author>
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    <issued>2009-11-23T02:26:52</issued>
    <title>Inhotim</title>
    <published>2009-11-23T02:30:32Z</published>
    <updated>2009-11-23T02:52:05Z</updated>
    <category term="coisas da &amp;quot;terceira margem do rio&amp;quot;"/>
    <content type="html">&lt;div&gt;&lt;object width="560" height="336"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.dailymotion.com/swf/xb5z8a&amp;amp;colors=special:0A0A09;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowScriptAccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.dailymotion.com/swf/xb5z8a&amp;amp;colors=special:0A0A09;" type="application/x-shockwave-flash" width="560" height="336" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;a href="http://www.dailymotion.com/video/xb5z8a_nine-new-destinations-at-instituto_creation"&gt;Nine New Destinations at Instituto Cultural Inhotim, Brumadinho, Brazil&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;</content>
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    <id>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:jugular:1332736</id>
    <author>
      <name>Maria João Pires</name>
    </author>
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    <issued>2009-11-22T18:29:23</issued>
    <title>Abençoadinhas mãos</title>
    <published>2009-11-22T18:49:52Z</published>
    <updated>2009-11-22T18:49:52Z</updated>
    <content type="html">&lt;p&gt;Descubro &lt;a href="http://dn.sapo.pt/desporto/interior.aspx?content_id=1427734" target="_blank"&gt;pelo DN&lt;/a&gt;, que a mãozinha milagrosa de Thierry Henry inspirou uma canção por bandas da Irlanda (reacção quase tão rápida como a da &amp;quot;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=R94wRqV0udI" target="_blank"&gt;Dance du coup de boule&lt;/a&gt;&amp;quot; há uns anos). Não sei o que se passará na Irlandas mas em França os últimos dias têm sido marcados por muitas mãos, houve mesmo quem recuperasse &amp;quot;&lt;a href="http://www.rue89.com/2009/11/19/les-5-plus-jolis-coups-de-main-du-football-126569?page=0%2C1#" target="_blank"&gt;la tragédie marseillaise de 1990&lt;/a&gt;&amp;quot;, quando a mão do benfiquista Vata foi de muita utilidade. &lt;/p&gt;

&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/YgQNJd0y-hU&amp;amp;hl=pt_PT&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/YgQNJd0y-hU&amp;amp;hl=pt_PT&amp;amp;fs=1&amp;amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;</content>
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    <id>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:jugular:1332685</id>
    <author>
      <name>Alexandra Tavares Teles</name>
    </author>
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    <issued>2009-11-22T18:25:43</issued>
    <title>muito, muito triste</title>
    <published>2009-11-22T18:30:34Z</published>
    <updated>2009-11-22T19:38:51Z</updated>
    <content type="html">&lt;p&gt;A propósito deste&lt;a target="_blank" href="http://jugular.blogs.sapo.pt/1327374.html"&gt; post&lt;/a&gt;, lembrei-me que não ouvi uma voz, um trinado, uma interjeição, um pio à Comissão da Carteira quando, em 2009, a jornalista Fernanda Câncio foi vítima de uma tentativa de homicídio profissional, preparada com a disciplina dos atiradores de elite e posta em prática com a ladineza dos mais arborescentes métodos de execução pública. Porque considerar a alegada - quem sabe o que é rigoroso no retrato íntimo de alguém? Os deuses? - vida privada de um jornalista como factor de incompatibilidade profissional ou, em em consequência  da devassa desse território privado, ensaiar o furto à liberdade de quem vive da sua profissão, é isso mesmo: um homicídio profissional em forma de execução pública.&lt;br /&gt; Quando se analisa a opinião publicada em jornais e revistas de informação, deve ter-se em conta, acima de tudo, o valor do argumento de quem a emite. É o valor do argumento, juntamente com a coerência da argumentação, que determinam a credibilidade de opinião e opinador. Bastaria à Comissão da Carteira ter perdido uma hora a ler algumas das páginas que a jornalista Fernanda Câncio tem, de forma lúcida e coerente, escrito ao longo dos anos sobre Jornalismo em geral e investigação jornalística em particular, para confirmar a justeza de um comunicado, uma nota, uma frase, uma palavrinha sobre a reptilínea perseguição de que Câncio foi alvo. Mas nem uma voz, um trinado, uma interjeição, um pio quando em causa estava, afinal, o direito de um jornalista ao seu trabalho: quando se ameaça o valor, a coerência e - dessa forma - a integridade de um jornalista, não se faz menos do que pôr em causa o próprio direito ao trabalho desse profissional. &lt;br /&gt; No caso de Fernanda Câncio, esse direito transformou-se num dever. O dever de não ceder. E os senhores e senhoras da Comissão da Carteira, na sua maioria jornalistas (embora pareçam, por vezes, mais dotados para a procrastinação), deveriam ser os primeiros a reconhecer a importância de direitos e deveres dessa classe e natureza. Em nome do Jornalismo e dos jornalistas. Em nome do exercício da cidadania. &lt;br /&gt; Perante os mais &lt;a target="_blank" href="http://www.ccpj.pt/decisoesdisciplinares.htm"&gt;recentes acontecimentos&lt;/a&gt;, percebe-se que não vale a pena lembrar-lhes nada disto: são simplesmente incapazes de o compreender. E isso, antes de ser grave, é muito, muito triste. Em benefício dos seus representados, poderiam ao menos lembrar-se de que, no caso de Fernanda Câncio, a calúnia está em toda a parte; o caluniador, em nenhuma.&lt;/p&gt;</content>
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    <id>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:jugular:1332458</id>
    <author>
      <name>Ana Matos Pires</name>
    </author>
    <link rel="alternate" type="text/html" href="http://jugular.blogs.sapo.pt/1332458.html"/>
    <issued>2009-11-22T17:16:43</issued>
    <title>Sobre adopção por casais do mesmo sexo</title>
    <published>2009-11-22T17:47:42Z</published>
    <updated>2009-11-22T17:48:45Z</updated>
    <content type="html">&lt;p&gt;Diz o Pedro Morgado na caixa de comentários &lt;a target="_blank" href="http://avenidacentral.blogspot.com/2009/11/adopcao-caso-caso.html"&gt;deste &lt;/a&gt;&lt;i&gt;&lt;a target="_blank" href="http://avenidacentral.blogspot.com/2009/11/adopcao-caso-caso.html"&gt;post&lt;/a&gt;&lt;/i&gt; que é perigoso o João Moreira Pinto hierarquizar condições de &amp;quot;ad&lt;b&gt;o&lt;/b&gt;ptabilidade&amp;quot; da forma como o faz, a saber:  &lt;a target="_blank" href="http://31daarmada.blogs.sapo.pt/3461885.html"&gt;&amp;quot;Da mesma forma os casais financeiramente capazes de sustentar uma família deverão estar à frente dos que dependem financeiramente de outros, os casais saudáveis estão à frente dos casais doentes, os casais pacíficos à frente dos violentos, e por aí fora&amp;quot;&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Não Pedro, não é perigoso, é errado, pois dá-se o caso que casais que dependem financeiramente de outros, doentes e (ou) violentos são casais que &lt;b&gt;não&lt;/b&gt; reunem condições para adoptar, espero eu.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O João irá desculpar-me, mas esta sua hierarquização só me lembra aquela horrorosa piadola &amp;quot;tanto aperto a mão a um branco como o pescoço a um preto&amp;quot; .&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Nota: Hei-de voltar ao assunto, agora não posso aqui continuar.&lt;/p&gt;</content>
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    <id>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:jugular:1332078</id>
    <author>
      <name>Ana Vidigal</name>
    </author>
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    <issued>2009-11-22T17:08:31</issued>
    <title>Se não foi ao cinema hoje</title>
    <published>2009-11-22T17:15:41Z</published>
    <updated>2009-11-23T02:32:24Z</updated>
    <category term="coisas da &amp;quot;terceira margem do rio&amp;quot;"/>
    <content type="html">&lt;p style="text-align: center"&gt;&lt;a target="_blank" href="http://65.181.178.190/porter/figurines.html"&gt;Veja um video&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: center"&gt;(Liliana Porter, &amp;quot;Rehearsal&amp;quot; - 2008, Artists' Web Projects - DIA Art Foundation )&lt;/p&gt;</content>
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    <author>
      <name>f.</name>
    </author>
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    <issued>2009-11-22T16:59:35</issued>
    <title>limpar a casa</title>
    <published>2009-11-22T17:01:48Z</published>
    <updated>2009-11-22T17:01:48Z</updated>
    <content type="html">&lt;a name="cutid1"&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="ljcut" text="ligue o aspirador"&gt;&lt;br /&gt;






     
&lt;p class="MsoNormal"&gt;Descobri recentemente algo de revolucionário. Descobri que nos países nórdicos (leia-se ricos) as maioria das pessoas não tem empregados domésticos &amp;ndash; esses a que damos, por hábito, estereótipo e atrofia de género, o nome de &amp;ldquo;mulheres-a-dias&amp;rdquo;. A primeira pessoa a afiançar-mo, numa conversa em que vá-se saber como tal veio a propósito, foi uma eurodeputada dinamarquesa. A eurodeputada, que, dizem (e, parece, é verdade), como todos os eurodeputados, não ganha nada mal, não tem quem lhe limpe a casa &amp;ndash; limpa-a ela. A seguir confirmei a informação numa reportagem com noruegueses que vivem em Portugal: num país (a Noruega) considerado o de melhor nível de vida do mundo no índice de desenvolvimento humano, cada um varre, aspira, esfrega e limpa o pó ao que é seu.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal"&gt;À conversa com uma norueguesa de 70 anos, fui iniciada nos segredos: primeiro, ninguém entra em casa de sapatos (ficam logo à entrada), para não sujar o chão; segundo, não se passa quase nada a ferro &amp;ndash; &amp;ldquo;Só as camisas dos homens à frente e mais nada&amp;rdquo; &amp;ndash; terceiro, toda a gente que vive na mesma casa trabalha para a manter asseada, ao invés do que sucede noutras paragens, em que se convencionou que o trabalho doméstico tem género &amp;ndash; o feminino, claro &amp;ndash; e que não há mulher que não tenha nascido para fazer camas, passar colarinhos e escorrer esfregonas em condições e com, claro está, irreprimível alegria.  &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal"&gt;É caso para nos pôr a pensar, não é? Tipo, nós aqui a achar que somos os mais pobres e desgraçados da Europa (ou, pelo menos, da Europa &amp;ldquo;antiga&amp;rdquo;) e afinal damo-nos a luxos que a Noruega, a Dinamarca e a Suécia não se podem dar. E sem sequer termos noção disso. É certo que em Portugal nem toda a gente tem posses para pagar a alguém para fazer o tal do trabalho doméstico, mas a maioria das pessoas da chamada &amp;ldquo;classe média&amp;rdquo; tem pelo menos umas horitas de &amp;ldquo;empregada&amp;rdquo; por semana. É talvez, digamos, a definição de classe média: ter uma/um empregada/o para &amp;ldquo;puxar as orelhas à casa&amp;rdquo;. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal"&gt;Que pensar disto? Que se trata, no caso português, de um sinal de atavismo? Que ter possibilidade/hábito de contratar pessoas para limpar a casa é mau, e que num estádio superior de desenvolvimento nem nos passará tal pela cabeça? Ou que este facto corresponde a um sinal de bem estar que aqueles especialistas que estabelecem os critérios, os coeficientes e os escalões do &amp;ldquo;desenvolvimento humano&amp;rdquo; nunca reparam nestas coisas? Tenho para mim que nunca lhes deve ter mesmo passado pela cabeça &amp;ndash; como decerto não passou pela cabeça de ninguém em Portugal, e é pena &amp;ndash; saber qual é o índice de empregados domésticos per capita em cada país (sim, qual é? A prosperidade, pela vossa rica saúde, não é só carros e telemóveis &amp;ndash; pela parte que me toca, é mesmo poder não me ralar com o pó nas estantes e com a limpeza do fogão) e que coisas como &amp;ldquo;quantas horas passa a aspirar e a estender roupa e a limpar a banheira por semana&amp;rdquo; não surgem como minimamente relevantes para quem se propõe aferir conforto, felicidade, bem estar e prosperidade. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal"&gt;Podia pôr-me para aqui com uma teoria feminista sobre este desmazelo científico (mais certo é que não se dê importância a algo que é considerado &amp;ldquo;coisa de mulheres&amp;rdquo;), mas prefiro ir por outro lado &amp;ndash; o da invisibilidade da vantagem. Ao invés do que se passa com o valor dos salários ou com o nível de escolaridade, o que se ganha em ter empregados domésticos só se afere em tempo. E o tempo, provavelmente um dos bens mais preciosos de que se pode dispor, não costuma ser muito considerado. Por outro lado, a existência de muitos empregados domésticos tenderá a &amp;ldquo;baixar&amp;rdquo; o salário médio de um país &amp;ndash; mesmo que, como é o caso português, os salários dos empregados domésticos sejam falseados por ausência de declaração ou pelo nivelamento artificial pelo salário mínimo. Uma pescadinha de rabo na boca. Mas a partir de agora, quando lhe disserem que os noruegueses é que vivem bem, pense nisso: algo que para eles é luxo para nós é normalíssimo. (publicado na coluna 'sermões impossíveis' da notícias magazine de domingo passado)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;span lang="PT" style="font-size: 20pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
 &lt;br /&gt;
 &lt;/div&gt;</content>
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    <author>
      <name>mj</name>
    </author>
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    <issued>2009-11-22T15:58:53</issued>
    <title>vá.agora.já</title>
    <published>2009-11-22T17:10:04Z</published>
    <updated>2009-11-22T17:19:16Z</updated>
    <content type="html">&lt;p&gt;Hoje à noite, pela última vez em Portugal, sobem ao palco do Teatro Maria Matos 5 cães pastor belga, 5 treinadores, 1 psiquiatra, 1 filósofo, 1 actor e 1 bailarino. O autor (o próprio prefere dizer-se gerente) chama-se Michel Schweizer e o espectáculo &lt;a href="http://mmblogue.wordpress.com/2009/11/18/bleib-opus-3-estreia/" target="_blank"&gt;Bleib opus#3&lt;/a&gt;. Num palco onde grande parte do elenco não fala, discute-se tudo: política e manipulação, liberdade individual e ditadura do consumo, parentalidade e educação. Discute-se uma sociedade em que o deus ditador foi substituido pela ditadura do objecto desejado, uma sociedade que em vez de cidadãos tem agarrados nunca satisfeitos pelo mercado, uma sociedade em que já ninguém quer ser o educador, o dominador, e em que tudo funciona por contrato. Discute-se a passagem da sociedade de consumo à sociedade de consolo, munida de drogas para qualquer estado de alma, da necessidade de euforia à necessidade de aquietação. Discute-se e encena-se o &amp;quot;homem sem gravidade&amp;quot; que, num mundo auto-regulado e convenientemente dopado, já não precisa de se dar ao trabalho de pensar. Além de um dos mais lúcidos e lúdicos espectáculos que vi este ano, Bleib opus #3 é,  como eles dizem, uma acção &amp;quot;certamente artistica mas, principalmente, política&amp;quot;. Corra, vá, pode ser que ainda apanhe bilhete.&lt;/p&gt;</content>
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    <author>
      <name>Maria João Pires</name>
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    <issued>2009-11-22T15:20:37</issued>
    <title>É sempre boa altura para falar destes temas</title>
    <published>2009-11-22T15:30:56Z</published>
    <updated>2009-11-22T16:54:43Z</updated>
    <content type="html">&lt;p&gt;&lt;a href="http://remixtures.com/2009/11/o-que-acontece-quando-um-jornal-online-plagia-um-blog-em-portugal-nada/#IDComment44290265" target="_blank"&gt;&lt;b&gt;&amp;quot;O que acontece quando um jornal online plagia um blog? Em Portugal, nada&amp;quot;&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Esta é só uma das múltiplas perguntas que podem ser feitas a propósito da relação entre os &lt;i&gt;media&lt;/i&gt; a a blogosfera. Se neste meio é norma (são muito raros os casos em que tal não acontece) referir a fonte e, sempre que tal é possível, &lt;i&gt;linká-la&lt;/i&gt;, já nos &lt;i&gt;media&lt;/i&gt; a coisa pia de outra forma. Há casos óbvios de - porque não chamar os bois pelos nomes? - parasitismo chupista* da blogosfera sem qualquer indicação da origem da informação. Até nas situações mais simples não há um mínimo de esforço, estou a pensar, por exemplo, nas edições &lt;i&gt;online&lt;/i&gt; de jornais onde, de vez em quando, se fazem artigos referindo expressamente um&lt;i&gt; blog&lt;/i&gt; , um &lt;i&gt;post&lt;/i&gt; ou um&lt;i&gt; blogger&lt;/i&gt;. Custaria muito fazer um simples &lt;i&gt;link&lt;/i&gt;? Não seria tal procedimento uma mais-valia para o leitor já que lhe permitia, à distância de um clique, ter acesso a mais informação? Pelo menos nas edições &lt;i&gt;online&lt;/i&gt; seria extraordinariamente fácil e eficaz.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;* adiante-se que não tenho nada contra parasitismo chupista, é isso que alimenta, em grande medida, a blogosfera, só me parece muito questionável que a referência apenas funcione num sentido.&lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2009-11-22T14:15:33</issued>
    <title>trigo roxo</title>
    <published>2009-11-22T14:29:05Z</published>
    <updated>2009-11-22T14:55:04Z</updated>
    <content type="html">&lt;p&gt;dou uma volta pelos blogues e noto que há quem discuta se os jornalistas/media que revelam (ou dizem revelar) matérias em segredo de justiça devem ser ou não penalizados -- isto a partir de um artigo de pacheco pereira, que não li, a falar disso.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;ora o actual código penal, se eu sei ler, diz, no seu artigo 371º, que quem  '&lt;b&gt;&lt;i&gt;independentemente de ter tomado contacto com o processo, ilegitimamente der conhecimento, no todo ou em parte, do teor do acto de processo penal que se encontre coberto por segredo de justiça, é punido com pena de prisão até dois anos&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; (...)'. assim à partida, depreendo que isto inclui jornalistas e media. à partida. mas como tenho visto poucos processos por violação de segredo de justiça quando todos os dias há manchetes e aberturas de telejornal que assumem dar conhecimento de partes de processos em segredo de justiça, das duas uma: ou eu depreendi mal, e a lei não inclui os jornalistas, caso em que a discussão nos blogues faz sentido; ou depreendi bem e a discussão nos blogues não está onde deveria estar, já que o caso será que quem tem de fazer alguma coisa -- ou seja, os titulares da acção penal -- não está a fazer o que deve. claro que há uma terceira hipótese: a de que tudo o que sai todos os dias como sendo parte de processos em segredo de justiça não o seja, caso em que não há violação do segredo de justiça, há é fontes envenenadas e gente que bebe alegremente delas. &lt;a target="_blank" href="http://dn.sapo.pt/inicio/opiniao/interior.aspx?content_id=1427303&amp;amp;seccao=Ferreira%20Fernandes&amp;amp;tag=Opini%E3o%20-%20Em%20Foco"&gt;milho aos pombos, como diz ferreira fernandes, com a particularidade de ser, afinal, trigo roxo -- do qual comemos todos&lt;/a&gt;. todos, ou ainda não perceberam?&lt;/p&gt;</content>
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    <id>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:jugular:1330853</id>
    <author>
      <name>Maria João Pires</name>
    </author>
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    <issued>2009-11-22T13:17:56</issued>
    <title>Outras Drosophilas, que não as do Rogério</title>
    <published>2009-11-22T13:21:08Z</published>
    <updated>2009-11-22T13:21:08Z</updated>
    <content type="html">&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://asmoscasdocostume.blogs.sapo.pt/" target="_blank"&gt;&lt;img height="104" width="455" border="0" src="http://farm3.static.flickr.com/2515/4124781292_dcbee239e9.jpg" style="border-color: black;" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: center;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: center;"&gt;Ei-los de volta, certamente tão verticais, diria mesmo&lt;a href="http://asmoscasdocostume.blogs.sapo.pt/" target="_blank"&gt; erectos&lt;/a&gt;, como de costume(clicar na imagem).&lt;/p&gt;</content>
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    <id>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:jugular:1330472</id>
    <author>
      <name>Palmira F. Silva</name>
    </author>
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    <issued>2009-11-22T12:30:23</issued>
    <title>Esta gente passa-se big, big, big time!</title>
    <published>2009-11-22T13:11:13Z</published>
    <updated>2009-11-22T13:11:13Z</updated>
    <category term="sono da razão"/>
    <category term="charlatanice"/>
    <content type="html">&lt;object width="560" height="340"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/4RQ5zRh2fF4&amp;amp;hl=en_US&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/4RQ5zRh2fF4&amp;amp;hl=en_US&amp;amp;fs=1&amp;amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="560" height="340"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;
&lt;p&gt;No dia 19, no Público, Mário Cordeiro, Pediatra e professor de Saúde Pública, escreveu um artigo, «&lt;a href="http://www.publico.pt/Sociedade/comentario-vacina-da-gripe-a--lucidez-ou-paranoia-a-escolha-e-sua_1410509" target="_blank"&gt;Vacina da gripe A - lucidez ou paranóia? A escolha é sua&lt;/a&gt;», que vale mesmo a pena ler.  O artigo menciona «&lt;i&gt;um &amp;quot;famoso&amp;quot; vídeo da autoproclamada ex-ministra da Saúde da Finlândia, denunciando várias conspirações e maroscas que, resumidamente, davam a vacina contra a gripe A como um produto feito pelos americanos, destinado a extinguir a população de várias zonas do globo. O vídeo circulou, mas poucos se deram ao trabalho de questionar tamanho disparate. Pois a senhora Rauni Kilde era médica e directora-geral da Saúde quando, em 1986 (há mais de 20 anos), teve um acidente de viação e ficou, digamos, com uma diminuição acentuada da sua lucidez&lt;/i&gt;».&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;a name="cutid1"&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="ljcut" text="De sono da razão e diminuições acentuadas da lucidez"&gt;
&lt;p&gt;Hoje fui recipiente não uma mas duas vezes de mensagens aconselhando o tal vídeo da &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Rauni-Leena_Luukanen-Kilde" target="_blank"&gt;senhora Rauni Kilde&lt;/a&gt;, uma arrazoado de disparates criteriosamente retirado de um debitar mais longo de alucinações e paranóias, que &lt;a href="http://abundanthope.net/pages/article_3733.shtml" target="_blank"&gt;pode ser encontrado aqui&lt;/a&gt;,  em que a senhora efabula sobre «Mind Control, UFOs, Para-normal experiences  &amp;amp; Swine Flue».&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Uma pesquisa muito rápida na internet devolveu imediatamente coisas mais mirabolantes do que esta pretensão de que &lt;span id="ctl00_ctl00_bcr_maincontent_ThisContent"&gt;os Estados Unidos têm um programa de implantação de microchips em recém-nascidos para controlo cognitivo das mentes dos cidadãos e por isso Obama foi eleito. Ou seja, não deu trabalho nenhum descobrir que a senhora tem, usando o eufemismo de Mário Cordeiro, «&lt;/span&gt;&lt;i&gt;uma diminuição acentuada da sua lucidez&lt;/i&gt;» e confirmar serem um total disparate as suas teorias da conspiração.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
Este é mais um exemplo do que referi ser a minha objecção principal a charlatanices e banhas da cobra no post «&lt;a target="_blank" href="http://jugular.blogs.sapo.pt/1308800.html"&gt;Pensamento Mágico e o Sono da Razão&lt;/a&gt;», o mal que fazem à sociedade como um todo.  Apenas o abandono da razão crítica em favor do pensamento mágico, que se alastra qual &lt;a href="http://dn.sapo.pt/inicio/ciencia/interior.aspx?content_id=1399657&amp;amp;seccao=Sa%FAde" target="_blank"&gt;vírus da mente&lt;/a&gt;, explica que tanta gente nem se preocupe em verificar &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=JpOB4xkpjgQ" target="_blank"&gt;lixo como este&lt;/a&gt; que acriticamente engole e pressurosamente reenvia!&lt;/div&gt;</content>
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    <id>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:jugular:1330203</id>
    <author>
      <name>Palmira F. Silva</name>
    </author>
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    <issued>2009-11-22T11:12:28</issued>
    <title>Onde é que eu já vi isto?</title>
    <published>2009-11-22T11:28:53Z</published>
    <updated>2009-11-22T11:28:53Z</updated>
    <content type="html">&lt;p&gt;A Onion é uma revista satírica que consegue a proeza de caricaturar de forma certeira a realidade. &lt;a href="http://www.theonion.com/content/news/area_man_passionate_defender_of" target="_blank"&gt;Um dos últimos artigos&lt;/a&gt; representa de forma magistral o que acontece hoje nos Estados Unidos mas que, por qualquer r&lt;a href="http://jugular.blogs.sapo.pt/1100949.html" target="_blank"&gt;azão enviesada&lt;/a&gt;, me fez recordar a situação nacional. Reproduzo a parte em que encontro semelhanças:&lt;/p&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;i&gt;Spurred by an administration he believes to be guilty of numerous transgressions, self-described American patriot Kyle Mortensen, 47, is a vehement defender of ideas he seems to think are enshrined in the U.S. Constitution and principles that brave men have fought and died for solely in his head.&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;i&gt;&lt;br type="_moz" /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;i&gt;&amp;quot;Our very way of life is under siege,&amp;quot; said Mortensen, whose &lt;b&gt;understanding of the Constitution derives not from a close reading of the document but from talk-show pundits, books by television personalities, and the limitless expanse of his own colorful imagination&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;.&lt;/p&gt;</content>
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    <id>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:jugular:1330175</id>
    <author>
      <name>Maria João Pires</name>
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    <issued>2009-11-21T23:03:49</issued>
    <title>Ça bouge</title>
    <published>2009-11-21T23:26:48Z</published>
    <updated>2009-11-21T23:32:36Z</updated>
    <content type="html">&lt;p&gt;&lt;a target="_blank" href="http://www.flickr.com/photos/38813618@N02/4122561397"&gt;&lt;img height="424" width="302" border="0" alt="" style="border-color: black;" src="http://farm3.static.flickr.com/2520/4122561397_4c922722a9.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Foi através do &lt;i&gt;Expresso&lt;/i&gt;, e com atraso, que cheguei à notícia da &amp;quot;improvável&amp;quot; capa do&lt;a target="_blank" href="http://www.femmesdumaroc.com/Accueil"&gt;&lt;i&gt; Femmes du Maroc&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;. A foto é  semelhante (ligeiramente mais casta) à que Annie Leibovitz tirou a Demi Moore - e fez capa da &lt;a target="_blank" href="http://maryellenhunt.com/archives/Election2008/demi-moore-pregnant.jpg"&gt;&lt;i&gt;Vanity Fair&lt;/i&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; -&lt;/span&gt; em 1991&lt;/a&gt;, provocando uma &lt;a target="_blank" href="http://www.nytimes.com/1991/07/11/style/chronicle-317491.html"&gt;escandaleira&lt;/a&gt;. Obviamente que esta, de Nadia Larguet, está a fazer o mesmo, afinal estamos a falar de uma marroquina que exibe o corpo nu na capa de uma revista de um país muçulmano. Mas há mais &lt;a target="_blank" href="http://gilgamesch.blog.lemonde.fr/2009/11/20/la-guerre-du-corps-mondialise-ou-le-choc-des-libidos-dans-le-monde-arabe-et-musulman/"&gt;corpos a abanarem o mundo muçulmano&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;</content>
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    <author>
      <name>Rogério da Costa Pereira</name>
    </author>
    <link rel="alternate" type="text/html" href="http://jugular.blogs.sapo.pt/1329724.html"/>
    <issued>2009-11-21T22:54:00</issued>
    <title>Bzz, bzz, bzz</title>
    <published>2009-11-21T22:59:59Z</published>
    <updated>2009-11-22T19:23:22Z</updated>
    <category term="coisas"/>
    <content type="html">&lt;p&gt;&lt;img border="0" align="left" alt="" style="border-color: black;" src="http://websmed.portoalegre.rs.gov.br/escolas/obino/revista/c12_insetos/mosca.gif" /&gt;Bzz, bzz, bzz. Alguns seres foram imaginados para serem enxotados (enxotar e esmagar são aqui sinónimos). Zotes &lt;i&gt;bzudos&lt;/i&gt;, têm como destino um encontro imediato forçado e sangrento e de asas partidas com o vidro da janela que não percebem. Não percebem que o &lt;i&gt;varejento&lt;/i&gt; disforme que os encara é o reflexo do filho da mãezinha que os desovou (são filhos únicos). Tentam desviar-se, uma e outra vez, até que alguém lhes ponha fim ao anseio. Um pano de cozinha basta. É um favor que lhes fazem, que as moscas domésticas querem-se higienizadas em casa ‒ e depois pela sanita abaixo. O  horizonte que se vê de cá da janela, por mais cinzento que apareça, é um azul em potência que eles não podem impedir. O Campo Pequeno é prós touros.&lt;/p&gt;</content>
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