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  <title>jugular</title>
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  <description>jugular - SAPO Blogs</description>
  <lastBuildDate>Fri, 10 Feb 2012 17:47:58 GMT</lastBuildDate>
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  <pubDate>Fri, 10 Feb 2012 17:39:29 GMT</pubDate>
  <title>A pólvora seca do BCE</title>
  <author>Diogo Serras</author>
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  <description>&lt;p&gt;Ouvem-se por aí alguns paralelismos entre a actuação do BCE agora e a actuação da Reserva Federal em 2008. É verdade que o balanço do BCE é hoje superior, em termos de % do PIB da zona euro ao que o balanço da Reserva Federal alguma vez foi em % do PIB dos EUA. E que o nível de apoio ao sistema bancário, entre as operações de financiamento a 3 anos e as novas regras de colaterais elegíveis para desconto junto do BCE anunciadas ontem (o modo como passaram despercebidas diz muito da iliteracia do jornalismo económico), tem sido muito mais que generoso.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Há, no entanto, uma diferença enorme. O apoio concedido pela Reserva Federal em 2008 aconteceu em simultâneo com uma política orçamental expansionista. O que, por sua vez, ao ter um impacto positivo em termos das perspectivas de crescimento da economia, permitiu que a liquidez concedida ao sistema financeiro fluísse para a economia real. Ora, o que se passa na zona euro é exactamente o contrário. Com uma política fiscal de austeridade generalizada a todos os países, a juntar-se ao processo de desalavancagem de empresas e famílias, as perspectivas económicas na Europa nem com óculos cor-de-rosa parecem positivas. O que quer dizer que o sistema financeiro, em vez de utilizar a liquidez concedida para financiar a economia, prefere depositá-la no próprio BCE, mesmo recebendo de juros 1/4 do que paga pelos empréstimos da mesma entidade.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Para a actuação do BCE ser mais do que um alívio de curto-prazo, e não apenas para o sistema financeiro, seria necessária uma coordenação efectiva entre política monetária e política fiscal na zona euro. Só que, infelizmente, no sentido contrário ao que o aplaudido &quot;pacto fiscal&quot; se propõe realizar.&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Fri, 10 Feb 2012 12:42:21 GMT</pubDate>
  <title>o piegas coelho</title>
  <author>f.</author>
  <link>http://jugular.blogs.sapo.pt/3138763.html</link>
  <description>&lt;p&gt;Alguma coisa errada em se ser contra a pieguice? Nada: ninguém deve ter paciência para gente que se vitimiza. Um discurso político contra a lamúria e pela exigência não terá assim, à partida, qualquer problema. Grandes discursos ficaram na história por, precisamente, apelarem à coragem e à resiliência perante situações brutais.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Por que motivo, então, perguntar--se-á, tão generalizado repúdio e indignação face às palavras de Passos na segunda-feira, repúdio a que nem o próprio Governo foi alheio, com Portas a frisar que &quot;os portugueses devem ser tratados como um povo que está a conseguir&quot; (o que estarão os portugueses a conseguir sendo, é claro, outra questão)? É muito simples: porque a situação brutal com a qual os portugueses são confrontados é não só em grande parte uma escolha do primeiro-ministro, que não se coíbe de dizer e fazer repetir pelos seus álvaros que &quot;o que estamos a fazer não fazemos porque a troika nos pede mas porque é o que queremos&quot;, como surge depois de este ter passado uma campanha a prometer o contrário e a atacar o Governo anterior por &quot;impor demasiados sacrifícios&quot;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Este primeiro-ministro é a mesma pessoa que, de voz embargada, pediu &quot;desculpa aos portugueses&quot; por ter viabilizado medidas do Governo Sócrates que caracterizava como &quot;muito duras&quot;. É a mesma pessoa que garantiu no Natal de 2010 que na sua casa &quot;só haveria prendas para a filha mais nova&quot;; que com toda a oposição chumbou o último PEC por ser &quot;excessivamente penalizador para os portugueses&quot; enquanto defendia que &quot;a única saída&quot; era o pedido de ajuda externa - e desde então nada mais faz que responsabilizar o Governo anterior por esse pedido que ele próprio tornou inevitável, usando-o como justificação para aplicar, &quot;custe o que custar&quot;, o programa que, confessa agora, sempre foi o seu.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Este é o PM que mal tomou posse se locupletou com meio subsídio de Natal do País alegando &quot;graves desvios orçamentais&quot; e que no fim de 2011 foi desmentido pela Unidade Técnica de Apoio Orçamental - sem por isso se lembrar de &quot;morder a língua&quot;. É o PM que acusa os portugueses de terem demasiadas férias, mas passou três semanas no Algarve mal tomou posse, depois de ter garantido que &quot;nem teria tempo para se sentar&quot;. É o PM que ganhou as eleições a chamar malvados, incompetentes e ladrões a quem &quot;fazia sofrer os portugueses&quot; e a garantir que com ele a austeridade deixaria de incidir sobre as pessoas, os mercados desceriam os juros, o Governo não mais seria &quot;uma agência de empregos para amigos&quot; e a crise internacional, que nunca tinha existido, deixaria de ser &quot;uma desculpa&quot;. E que agora, severo, paternal e sobretudo exemplar, decreta que o problema mesmo são os portugueses e a sua &quot;falta de exigência&quot; - porque, afinal, já começa a precisar de outro bode expiatório para a tão arreliadora resistência da realidade às suas teorias. Ninguém melhor para o papel que quem, embarcando na sua pieguice falsa e ignara, o pôs onde está.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;(&lt;a href=&quot;http://www.dn.pt/inicio/opiniao/interior.aspx?content_id=2295926&amp;amp;seccao=Fernanda%20C%E2ncio&amp;amp;tag=Opini%E3o%20-%20Em%20Foco&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;publicado hoje no dn&lt;/a&gt;)&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Fri, 10 Feb 2012 09:57:52 GMT</pubDate>
  <title>&quot;Sit Ubo Sit!.Good dog!!!!&quot;</title>
  <author>Ana Vidigal</author>
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  <description>&lt;p&gt;&lt;iframe src=&quot;http://www.youtube.com/embed/dU391h882uE&quot; width=&quot;590&quot; height=&quot;430&quot; frameborder=&quot;0&quot; style=&quot;margin-right: auto; margin-left: auto; display: block;&quot;&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <category>&quot;quem escuta de si ouve&quot;</category>
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  <pubDate>Thu, 09 Feb 2012 18:27:19 GMT</pubDate>
  <title>joão duque, </title>
  <author>f.</author>
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  <description>&lt;p&gt;esse grande especialista em merdia, a &lt;a href=&quot;http://31daarmada.blogs.sapo.pt/5464268.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;grandiosa &lt;span style=&quot;text-decoration: line-through;&quot;&gt;nova&lt;/span&gt; &lt;span style=&quot;text-decoration: line-through;&quot;&gt;velha&lt;/span&gt; &lt;span style=&quot;text-decoration: line-through;&quot;&gt;antiga&lt;/span&gt; &lt;span style=&quot;text-decoration: line-through;&quot;&gt;tradicional&lt;/span&gt; primeva contratação do 31 (até nos erros de escrita, olhem aquela virgulazinha entre o sujeito e o predicado)&lt;/a&gt;. a bem da nação e da falta de noção.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Thu, 09 Feb 2012 17:38:59 GMT</pubDate>
  <title>Populus in res publica sua est imperator (?)</title>
  <author>Domingos Farinho</author>
  <link>http://jugular.blogs.sapo.pt/3138036.html</link>
  <description>&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;À hora que escrevo (porque nesta matéria o tempo mede-se agora em horas) a Grécia é um país destruído. A questão que ainda se pode discutir é, pois, a da medida da salvação conseguida ou da desgraça maior evitada.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Com o agudizar da crise financeira de 2008 e a sua mutação em crise das dívidas soberanas, que perdura, a opinião pública europeia (para não ir mais longe) tem sido confrontada com um cenário maniqueísta, que tem a vantagem de facilitar as manchetes e as análises: há a bancarrota ou há ajuda externa. A primeira é a chegada do Anti-Cristo e um Juízo Final de proporções, evidentemente, bíblicas e a segunda o mal menor, entretanto, estilisticamente discorrido e decomposto em: austeridade, ajustamento, etc. Tudo porque há dívidas e, dê lá por onde der, elas têm que se pagar, independentemente das circunstâncias.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Eu gosto de regras. Para vos dizer a verdade eu adoro regras. É por isso que sou jurista, que sou investigador em direito, que sou docente. As duas principais razões pelas quais adoro regras (simplificando) resumem-se a isto: as regras libertam e as regras limitam.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A primeira não importa agora para a economia deste texto, mas apela à ideia, muito contrária ao que vou percebendo do espírito luso, de que as regras (boas e bem feitas) simplificam e melhoram a nossa vida, libertando-nos de chatices, de perdas de tempo, e, por isso, dando-nos liberdade para fazer coisas que nos dão prazer e felicidade. Mas é a segunda dimensão que me interessa aqui: as regras limitam. Pessoas que gostam de regras, que gostam verdadeiramente de regras, não se bastam em ter nas regras a sua zona de conforto. Elas gostam de regras porque sabem que as regras traçam a fronteira entre a civilização e a barbárie, entre o conhecido e construído e o desconhecido e por construir, entre a luz e as trevas. Isto,&lt;span style=&quot;text-decoration: underline;&quot;&gt; ao contrário do que possa parecer&lt;/span&gt; não serve (embora já tenha servido no passado a pessoas sinistras) para defender a obediência cega no direito. Serve,&lt;span style=&quot;text-decoration: underline;&quot;&gt; exactamente ao contrário&lt;/span&gt;, para nos fazer perceber que as regras só podem servir para o que foram criadas e que não abarcam tudo. O Direito não faz milagres. Há mundo para além das regras e nesse mundo não faz sentido apelarmos para elas. Pelo contrário, é errado, é injusto.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Nestes momentos, do fim do direito, do fim das regras por confronto com situações para as quais não há regras, há que ter a coragem de parar e pensar numa solução, de acordo com valores. Como no princípio dos tempos, é sobre valores que as regras se constroem e é, por isso, a eles que temos que regressar quando somos confrontados com situações para as quais as regras que temos não servem. Há aqui qualquer coisa do jovem Wittgenstein, quando separava o mundo entre aquilo que conseguimos pensar e dizer e o que não conseguimos pensar (Tr 5.6). O mesmo com as regras: não faz sentido querer aplicar regras a situações para as quais elas não foram pensadas. Há que primeiro pensar nas novas situações e então criar novas regras.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O que tem acontecido na Grécia e pode muito bem vir a acontecer com Portugal, é um problema de regras, assente no maniqueísmo que vivemos: como o cenário de &lt;em&gt;default&lt;/em&gt; é tomado como inaceitável e, sobretudo, pior do que a alternativa, ou seja, a austeridade dos pacotes chamados de ajuda. E como as regras são para cumprir e os países se endividaram livremente sabendo as regras que lhes eram aplicáveis, então há que tudo fazer para que possam aplicar-se as regras. Mas tudo isto é uma falácia de proporções colossais. Em que as primeiras vítimas são as próprias regras e as últimas serão as pessoas, como se verá na Grécia se tudo continuar neste caminho.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;a name=&quot;cutid1&quot;&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class=&quot;ljcut&quot; text=&quot;Ver mais...&quot;&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A ideia maniqueísta que preside ao debate europeu é a primeiria ideia que é preciso desmontar. E não se trata sequer de colocar em dúvida esse maniqueísmo - ou seja, de que o não pagamento da dívida seria muito pior do que a austeridade que está a ser imposta à Grécia. Do que se trata é de dizer que desde 2008 até agora, e com tendência para continuar, estamos a viver uma situação para a qual não há regras pensadas e adequadas. Situação de excepção como sucedeu a seguir a guerras mundiais ou a grandes depressões económicas. E, assim sendo, é preciso voltar aos valores para construir novas regras. &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;E voltar aos valores para construir novas regras significa colocar em plano de igualdade o pagamento da dívida e o não pagamento da dívida. Pelo menos se a Europa ainda se basear nos valores em que creio que se baseia. O Direito sempre previu situações de excepção e de limite e ensaiou modos de explicá-las e resolvê-las  (o juiz Hércules de Dworkin vem à memória). Situações em que as regras que estão pensadas para um caso têm que ser suspensas ou abandonadas para se resolver um problema de tal modo excepcional que as regras não conseguem aplicar-se a esse caso. A Europa não consegue admiti-lo. Por um lado tenta criar regras novas, mas por outro tenta criar regras novas como se o quadro dessas regras fosse uma realidade rotineira, conhecida e simples: havia uma dívida e alguém está em risco de não conseguir pagá-la mas tem que pagá-la, por inteiro e o mais depressa possível. Como se fosse assim tão simples. Como se 2008 não existisse, como se 2009 não existisse, como se 2010 não existisse, como se 2011 não existisse. Mas sobretudo como se certos limites às regras - os próprios valores que as legitimam - não existissem.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Tenho ouvido dizer que os países, como a Grécia e Portugal, têm perdido soberania. Não é verdade. Ainda não. Pelo menos se estivermos a falar da soberania que encontra os seus primórdios na Idade Média e que foi teorizada por Bodin e outros. Essa soberania continua a ser exercida, os legítimos Governos, como o da Grécia, continuam a exercer total soberania e é nos termos dessa soberania que têm aceite o que têm aceite, por muito que isso venha custando aos seus cidadãos. Se querem realmente um problema interessante de soberania pensemos nestes termos: &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;o povo é imperador na sua república e no dia em que decidir - se esse dia chegar - que é hora de voltar aos valores e de criar novas regras, pagar ou não pagar dívidas, aceitar ou não a bancarrota, tudo isso estará em cima da mesa e tudo isso terá que ser respeitado, se a soberania ainda quiser dizer alguma coisa. Se a Europa ainda tiver os valores que penso. Ou então, tudo se resolverá como sempre se resolveu ao longo da história, com pressões, coacção e guerras. E o vencedor fazendo regras que os derrotados terão que cumprir. Até à próxima guerra.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Thu, 09 Feb 2012 17:19:46 GMT</pubDate>
  <title>Os Cinco Pecados Mortais anti-Acordo Ortográfico, parte II</title>
  <author>Paulo Pinto</author>
  <link>http://jugular.blogs.sapo.pt/3137728.html</link>
  <description>&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Muito do que se escreve, lê e comenta acerca do Acordo resulta de simples preconceito ou de deficiência de informação; há também teimosia, bairrismo, disparate puro e muito de &quot;protesto&quot; (contra a crise, contra a agitação do presente, sabe-se lá que mais?). Uma boa amostragem pode ser vista na página &quot;&lt;a href=&quot;http://ilcao.cedilha.net/&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;ILC contra o acordo ortográfico&lt;/a&gt;&quot;, sobretudo nos comentários. Apreciei, em especial, a parte respeitante à subscrição que dela fez Ricardo Araújo Pereira, a 13 de janeiro. Os comentários na página do Ricardo, no Facebook, no mesmo dia, são também interessantes. Numa palavra, é uma espécie de bazucada em todas as direções e um &quot;não porque não&quot;. Mas, como comecei, reduzo tudo isto a cinco erros principais. &lt;/p&gt;
&lt;a name=&quot;cutid1&quot;&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class=&quot;ljcut&quot; text=&quot;...&quot;&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span&gt;Estreiteza de vistas - consiste, fundamentalmente, na incapacidade de vislumbrar a floresta e na fixação no galho de uma árvore. &lt;/span&gt;&lt;span&gt;Ora, &lt;/span&gt;&lt;span&gt;o português passou de instrumento do império a alvo de impérios alheios. &lt;/span&gt;A grande ameaça à projeção e sobrevivência da língua portuguesa no mundo não está na consoante muda ou na mínúscula nos meses do ano, mas sim na dominância imparável do inglês, que não apenas se espalha em efeito mancha de óleo e substitui gradualmente outras línguas, como as penetra profundamente. Setorialmente, e ao que sei, afeta em especial Angola e Moçambique, enquanto que na Guiné a maior ameaça provém do francês do Senegal; o caso de Timor é deveras especial, mas mais do que o &lt;em&gt;bahasa&lt;/em&gt; indonésio do período 1975-1999, é, uma vez mais, o inglês do vizinho australiano que está em causa. Há, portanto, uma dimensão global, fundamental, a considerar, mas muita gente prefere apegar-se à questiúncula do&lt;span class=&quot;apple-converted-space&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;em&gt;ótimo&lt;/em&gt; ou da&lt;span class=&quot;apple-converted-space&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;em&gt;ação&lt;/em&gt; e achar que é uma cedência inadmissível, enquanto utiliza alegremente o&lt;span class=&quot;apple-converted-space&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;em&gt;parcar&lt;/em&gt; a viatura, o &lt;em&gt;por defeito&lt;/em&gt; ou o&lt;span class=&quot;apple-converted-space&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;em&gt;basicamente&lt;/em&gt;. Há depois, evidentemente, a absorção de palavras e expressões abreviadas, resultante da utilização de redes sociais e de mensagens escritas de telemóvel. Curiosamente, nunca vi ninguém insurgir-se contra isto, porque não tem alvo visível e identificável (ao contrário do português do Brasil) nem avatares ou eminências mais ou menos pardas, a dirigir o CCB, a fazer petições ou a largar bitaites para a imprensa, nem é visto como uma &quot;cedência&quot;, mas sim como uma &quot;modernidade&quot;.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Ignorância - Uma língua é, por definição, viva e dinâmica. O&lt;span&gt;s dicionários estão cheios de vocábulos arcaicos que cairam em desuso, e todos os dias surgem novas palavras. &lt;/span&gt;Ocasionalmente, é necessário adequar a sua expressão escrita, tendencialmente conservadora e sempre atrasada, à sua utilização prática e quotidiana de quem a utiliza. Esta relação é desigual: é a escrita que se adapta e não o contrário. Por muito que se tente, não é possível impor formas na escrita aos milhões que falam a língua. Por exemplo, mesmo que a forma correta e recentemente dicionarizada seja &quot;correio eletrónico&quot;, a utilização de &quot;email&quot; está generalizada e é imparável. Já a sobrevivência de formas arcaicas de grafar palavras correntes pode ser aparada e corrigida. É uma opção correta e inevitável, caso contrário estariamos a escrever como há 5 ou 6 séculos, num desvio intolerável e ridículo entre fala e escrita. Por outro lado, a difusão do português levou a diferentes evoluções na grafia. Uma uniformização elementar da escrita é, a todos os títulos, salutar e ocorreu em diversos momentos. Por fim, o Acordo incide sobre um pequeno número de vocáculos, no universo da língua portuguesa, e é apenas um ajustamento corretivo da sua ortografia. Fazer corresponder a tudo isto a ideia de que &quot;temos que passar a falar brasileiro&quot; roça o ridículo, depois de chafurdar na demagogia. &lt;span&gt;O Acordo não só não constitui qualquer ameaça à língua, como é um importante contributo no sentido oposto, ao definir uma norma ortográfica comum, do Acre a Los Palos (ou Macau).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Arrogância - &lt;em&gt;&lt;a href=&quot;http://ilcao.cedilha.net/?p=3127&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;&quot;&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;&lt;span&gt;&lt;em&gt;&lt;a href=&quot;http://ilcao.cedilha.net/?p=3127&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Sou totalmente contra este Novo Acordo Ortográfico, mais importante que tudo está a LÍNGUA PORTUGUESA QUE FAZ PARTE DO NOSSO PAÍS E DA NOSSA HISTÓRIA. Até porque fomos nós que ensinámos muitos Povos a falar na altura das Descobertas&quot;&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;. Este delicioso libelo sintetiza praticamente tudo: a língua é nossa e fomos nós que ensinámos muitos a falar (depreendo que antes do Infante zurrasem ou grunhissem); &lt;/span&gt;isto, evidentemente, no País das Maravilhas. A realidade de 2012 diverge um pouco: há 10 milhões de falantes do &quot;português de Portugal&quot; num universo de 176 milhões. As melhores perspetivas de crescimento da língua estão em África e, sobretudo, na América do Sul, enquanto que na Europa é insignificante. Os tempos do galaico-português já se foram há muito; os do império também. Talvez fosse a hora de acordar para a realidade e de acertar os relógios. O português é uma das grandes línguas mundiais, não é o lituano ou o romeno. Mas à vezes penso que haja quem assim preferisse. &lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Preguiça - Remeto, uma vez mais, para os comentários acima referidos: tanto tempo a aprender a escrever e agora ter que aprender outra vez? Dá trabalho, já não tenho idade para isso, era o que faltava. Motivo? razão? não importa, desde que dê trabalho, a resposta é não. Não há problema: o mundo continua a girar; afinal, há quem escreva com aparo e tinteiro toda a vida, usando &quot;ph&quot;, &quot;ll&quot; e &quot;z&quot;.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Reacionarismo - a aversão ao que é novo, a resistência à mudança, a desconfiança acerca de hábitos enraizados, pelo sim, pelo não, é melhor não; a permeabilidade aos esqueletos agitados; o medo é sempre uma boa estratégia, e resulta quase sempre. &lt;span&gt;Outro comentário, na mesma página, diz: &lt;/span&gt;&lt;em&gt;&quot;Estamos no Brasil ou em Portugal?? Qual é a lingua original?? Será que somos nós que nos temos que adaptar, ou são eles que tem que aprender a escrever o Português de Portugal?&quot;&lt;/em&gt;. Não sei bem como se obriga 150 milhões a &quot;escrever o Português de Portugal&quot;. Como não se consegue, ahhh então amuo e pronto. É mais ou menos isto.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Termino com uma ode à língua portuguesa de um autor do século XVII; puro exagero elogioso, mas isso não importa; importa, sim, o sentido da sua universalidade: &lt;em&gt;&quot;es tan copiosa la lengua Portuguesa, que no solamente tiene todas las palabras de las otras, sino muchas más. Y si otra lengua tiene alguna d&lt;/em&gt;e&lt;em&gt; las dichas palabras, es tomandola de la Portuguesa. (...); &lt;/em&gt;&lt;em&gt;La segunda qualidad que ha de tener la lengua, es la buena pronunciacion: y esta en la lengua Portuguesa es muy facil, grave, y suave (...)&lt;/em&gt;&lt;em&gt; y assi digo, que todas las naciones pueden con mucha facilidad pronunciar el Portugues. Otra cosa se sigue tambien de ser la lengua Portuguesa buena de pronunciar, y es, que haze habiles a los Portugueses para tomar otra qualquiera con gran brevedad, y perfecion, de manera, que yendo a terras estrañas, no se diferencian de los naturales en el hablar&quot;&lt;/em&gt; (António de Sousa de Macedo, &lt;em&gt;Flores de España, Excelencias de Portugal&lt;/em&gt; (1631).&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;</description>
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  <pubDate>Thu, 09 Feb 2012 17:17:48 GMT</pubDate>
  <title>Os Cinco Pecados Mortais anti-Acordo Ortográfico, parte I</title>
  <author>Paulo Pinto</author>
  <link>http://jugular.blogs.sapo.pt/3137364.html</link>
  <description>&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Quando, em 1492, Isabel, &lt;em&gt;a Católica&lt;/em&gt;, perguntou para que servia a gramática de língua castelhana que Antonio de Nebrija acabara de escrever, alguém lhe respondeu que &lt;em&gt;&quot;después que vuestra Alteza metiesse debajo de su jugo muchos pueblos bárbaros y naciones de peregrinas lenguas, y con el vencimiento aquellos terían necessidad de recebir las leyes: quel vencedor pone al vencido y con ellas nuestra lengua&quot;&lt;/em&gt;. Do lado português, a primeira gramática, de Fernão de Oliveira, já enunciava, em 1536, que um objetivo era &lt;em&gt;&quot;que a possamos ensinar a muitas outras gentes e sempre seremos delas louvados e amados, porque a semelhança é causa do amor, e mais nas línguas&quot;&lt;/em&gt; mas, &lt;em&gt;&quot;agora que é tempo e somos senhores&quot;&lt;/em&gt;, era chegado o momento de fazer uso da portuguesa, &lt;em&gt;&quot;porque melhor é que ensinemos a Guiné cá, que sejamos ensinados de Roma&quot;&lt;/em&gt;. Pouco depois, João de Barros completava o raciocínio: as armas e os padrões de pedra que os portugueses deixavam além mar acabariam por ser consumidos pelo tempo, mas não a língua e os costumes de Portugal, &lt;em&gt;&quot;pois é certo que mais pode durar um bom costume e vocábulo, que um padrão&quot;&lt;/em&gt;. &lt;/p&gt;
&lt;a name=&quot;cutid1&quot;&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class=&quot;ljcut&quot; text=&quot;...&quot;&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A língua sempre foi um instrumento do império. De todos os impérios, desde o latim romano ao russo soviético, até ao inglês americano da atualidade. Para uma visão global sobre o tema aconselho a obra de Nicholas Ostler, &lt;em&gt;Empires of the Word &lt;/em&gt;(Harper Collins, 2005). As pp. 380-395 são dedicadas à expansão da língua portuguesa e nelas pode ser encontrada uma breve síntese explicativa do modo como se tornou, nos séculos XVI e XVII, uma língua franca na Ásia das Monções e, mais importante, como veio posteriormente a conhecer um poderoso impulso no continente sul-americano com o alargamento das fronteiras do Brasil, até se tornar hoje a 7ª língua mundial com 176 milhões de falantes, dos quais a esmagadora maioria são brasileiros: &lt;em&gt;&quot;o crescimento do português até à sua atual situação (...) é devedor, em praticamente tudo, do desenvolvimento económico, e consequente crescimento populacional, do Brasil ao longo de 300 anos, e muito pouco da sua difusão a partir de Portugal enquanto língua da administração colonial ou como língua franca na Ásia, tendo ambos estes fatores atingido a sua máxima expressão há mais de 400 anos&quot;&lt;/em&gt; (p. 395, trad. minha).&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Hoje há língua, mas já não há império. O português é um património e uma riqueza de todos aqueles que a utilizam, um elo de ligação que une muitos milhões, o legado de um império mas já não o seu veículo de difusão e afirmação. Ora, um bem comum deve ser gerido de modo comum, e quando há necessidade de acordo entre as partes, esse entendimento deve ser obtido por consenso, em prol da sobrevivência da riqueza que todos partilham e que é, em última análise, património de todos. Um património ameaçado e em risco. Portugal, como berço da língua, deveria estar consciente deste facto. Ao invés, na interminável novela do Acordo Ortográfico, há quem continue a exprimir tiques de potência colonial, arrogantes e insuportáveis, reclamando uma exclusividade pseudo-purista e invocando uma hegemonia tão irreal quanto anacrónica. &lt;span&gt;A oposição ao Acordo, interminável novela que há mais de 20 anos anima de forma intermitente os brios nacionais e inflama o ego inchado de alguns lusitos, incorre, fundamentalmente, em cinco erros fundamentais, por ordem decrescente de importância: estreiteza de vistas, &lt;/span&gt;&lt;span&gt;ignorância, &lt;/span&gt;&lt;span&gt;arrogância, preguiça e reacionarismo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;</description>
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  <pubDate>Thu, 09 Feb 2012 16:25:37 GMT</pubDate>
  <title>AT/DT</title>
  <author>Domingos Farinho</author>
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  <description>&lt;p&gt;Precisamos de grande momentos para as grandes mudanças. Resoluções sem a motivação certa, dão boas histórias e nada mais. Por isso, de tudo o que a troika poderia trazer de bom ao país, creio que a única coisa que desejaria, se fosse um pouco mais inocente, um pouco mais crédulo, seria um modo distinto de agir politicamente. Aproveitar para corrigir velhos maneirismos, maus hábitos. Aproveitar para mudar, ainda que forçados.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Claro que nada disto acontecerá, mas não ajuda quando somos nós próprios, nos cafés como na imprensa, que perpetuamos os piores vícios. Por exemplo, suspender a capacidade crítica, desculpar os nossos políticos, com o argumento de que todos os que vieram antes fizeram igual ou pior. Passos é mau, mas também Sócrates era mau ou pior. Cavaco uma desgraça, mas também Sampaio e Soares. E se a coisa estiver mesmo dramática ainda há Salazar, D. Pedro IV e D. Sebastião.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Com este argumento, como com outros, consegue-se manter o debate político estéril. Não se discute nada senão nomes, traumas e preconceitos. E, claro, o mais importante, a crítica dos políticos presentes e actuais, como se fossem os únicos que importassem - porque são - fica sempre por fazer. E o país anima-se. Pois já se sabe: se não há pão, convém compensar com o circo. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Thu, 09 Feb 2012 12:21:37 GMT</pubDate>
  <title>Todos os dias há uma nova</title>
  <author>Shyznogud</author>
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  <description>&lt;p&gt;Acabei de ouvir o ministro Relvas dizer &quot;Não se pode fazer política com coisas tão sérias&quot;, com ar carregado, sério, como se estivesse a proferir uma declaração solene, grave e cheia de sentido de estado.  Estes gajos são todos atrasados mentais? A política faz-se com coisas pouco sérias, é? Quem são estas pessoas?! Como é possível que um ministro contribua, desta forma infame, para alimentar o discurso anti-político/a?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Adenda: &lt;a href=&quot;http://serras.blogspot.com/2012/02/vao-caindo-as-mascaras.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;o Serras sobre o mesmo assunto.&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Wed, 08 Feb 2012 17:18:27 GMT</pubDate>
  <title>Hum, como falar do assunto sem dizer muitos impropérios?</title>
  <author>Shyznogud</author>
  <link>http://jugular.blogs.sapo.pt/3136536.html</link>
  <description>&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/nacional/ensino/reitor-da-catolica-defende-aumento-de-propinas-com-video&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;O reitor da Universidade Católica quer que se aumentem as propinas das universidades &lt;strong&gt;públicas&lt;/strong&gt;. &lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Adenda bíblica: &lt;a href=&quot;http://ladroesdebicicletas.blogspot.com/2012/02/nao-cobicaras-dt-5-1-21.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Deuterónimo 5: 1-21 &lt;/a&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Wed, 08 Feb 2012 12:14:32 GMT</pubDate>
  <title>Leituras: History Will Teach Us Nothing (tomo não-sei-quantos) e outros clássicos</title>
  <author>Shyznogud</author>
  <link>http://jugular.blogs.sapo.pt/3136504.html</link>
  <description>&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;http://www.dn.pt/inicio/opiniao/interior.aspx?content_id=2290854&amp;amp;seccao=Ferreira%20Fernandes&amp;amp;tag=Opini%E3o%20-%20Em%20Foco&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;&quot;Não leia, isto é velho de 75 anos&quot;&lt;/a&gt; do Ferreira Fernandes no DN sobre estranhas - ou não tão estranhas assim - repetições do passado.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Velhos fantasmas ressuscitados são assustadores, &lt;a href=&quot;http://digitaljournal.com/article/319064&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;&quot;Greek MP&apos;s raise the issue of German war reparations&quot;&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;E, nos clássicos, o Zé Pedro relembra, e bem, o velhinho &lt;a href=&quot;http://lobidocha.com/475020.html?utm_source=twitterfeed&amp;amp;utm_medium=twitter&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;&quot;Cala-te e mama!&quot;&lt;/a&gt; .&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Wed, 08 Feb 2012 10:21:15 GMT</pubDate>
  <title>João Fernandes no Reina Sophia, Madrid</title>
  <author>Ana Vidigal</author>
  <link>http://jugular.blogs.sapo.pt/3136195.html</link>
  <description>&lt;p&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/anabvidigal/fotos/?uid=faVV1OgoJswT3ZZMbJN8&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0px currentColor; margin-right: auto; margin-left: auto; display: block;&quot; src=&quot;http://c8.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/G81077d1c/10169637_fwrpj.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;590&quot; height=&quot;786&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;(imagem: Cortesia &lt;a href=&quot;http://www.emptycube.org/english/home_en/home_en.html&quot;&gt;João Silvério&lt;/a&gt;)&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;+ info &lt;a href=&quot;http://www.publico.pt/Cultura/joao-fernandes-vai-para-o-museu-rainha-sofia-em-madrid-1532701&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;aqui&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <category>coisas da &quot;terceira margem do rio&quot;</category>
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  <pubDate>Wed, 08 Feb 2012 01:30:14 GMT</pubDate>
  <title>O tempora! O mores!</title>
  <author>Paulo Pinto</author>
  <link>http://jugular.blogs.sapo.pt/3135948.html</link>
  <description>&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Já suspeitava, Portugal está a tornar-se um país insuportavelmente maçador. Apesar da propalada crise (que é sobretudo moral), os portugueses teimam nos seus vícios e maus hábitos enraizados, típicos de uma terra atrasada. O mais preocupante e perigoso de todos é, sem dúvida, o de procurarem uma vida melhor, em especial o de estudar, habilitar-se, mandar os filhos para a universidade. Não sei quem, e ao serviço de que obscuros interesses, terá inventado a triste máxima de que o povo também tem direito à educação. Mas já se sabe: estas coisas crescem como os cancros, e depois de incutidas num qualquer pobre de espírito, propagam-se como a peste. A verdade é que Portugal vai de mal a pior: procura-se uma criada de servir e não se encontra, a preços razoáveis; as que há são estrangeiras, careiras e nunca modestas; tenta-se encontrar um mainato que nos lave a roupa, nos leve a carga e nos trate dos afazeres normais de um normal cavalheiro, e é um problema para conseguir alguém decente, com referências e que nos cobre o preço justo; só há estrangeiros; busca-se uma ama competente para cuidar dos infantes, dotadas do devido recato e respeito, e é só ver mulheres desonestas, impertinentes e a exigir fortunas, acompanhadas por um rol de exigências inadmissíveis. Nem falo de moços de recados, escudeiros ou quem nos trate das mulas: só rapazes emproados e arrogantes, que se pavoneiam pelas ruas e recusam o sadio trabalho braçal como seus pais ou avós. Este país perdeu o respeito. As gentes não sabem colocar-se no seu devido lugar, &lt;span&gt;reconhecer a sua condição e &lt;/span&gt;respeitar o escol. Isto é - já cá se sabia - o que se passa nas cidades, onde o povo mergulha na perdição e no pecado, inebriado pelos fumos &quot;sociais&quot; que insidiosamente lhes são inculcados, em nome de uma ilusória e sedutora &quot;modernidade&quot;. É só exigir, exigir, emprego, emprego, só direitos e nenhuns deveres, nem sequer os próprios da sua classe.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Mas há pior: imaginem que, vim ontem a saber, este caos socialista já chegou aos nossos campos. Antigamente o bom povo do Portugal genuíno e profundo trabalhava alegre e feliz a nossa terra, povoava as nossas aldeias e alimentava a nação de todos nós; cada um sabia qual a sua função e dever e colocava o seu destino nas mãos da Divina Providência. Havia uma ordem natural das coisas. Bastava-lhe a missa aos domingos e o bodo aos pobres anual. Hoje, infelizmente, está tudo a perder-se e a abastardar-se. &lt;a href=&quot;http://corta-fitas.blogs.sapo.pt/4734200.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;D. João Afonso Machado, no insigne Corta-Phitas&lt;/a&gt;, dá conta de mais um sinal do descalabro social e moral para que a nossa pobre pátria está a resvalar: neste &quot;país de doutores&quot; (como certeiramente o classifica), não se consegue encontrar, em pleno Ribatejo, um ferrador que trate convenientemente das montadas (nem as de el-Rei, ao que adivinho). Os que há são, também ali, estrangeiros (ainda por cima do Norte, provavelmente herejes) e cobram escandalosos contos de reis. O bom povo campino, enganado e ignorante, continua a mandar os seus filhos para a Universidade, para o turbilhão onde fervilha o desemprego e, pior, o germe da desordem e da revolta, contra as propinas altas e sabe Deus que mais. Onde irá isto parar? &lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Tue, 07 Feb 2012 09:51:00 GMT</pubDate>
  <author>Paulo Pinto</author>
  <link>http://jugular.blogs.sapo.pt/3135743.html</link>
  <description>&lt;p&gt;&lt;span&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href=&quot;http://aeiou.expresso.pt/passos-pede-aos-portugueses-para-serem-menos-piegas=f703170&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;piegas&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;(origem obscura) &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;div class=&quot;aAO&quot;&gt;&lt;em&gt;adj. 2 g. 2 núm. s. 2 g. 2 núm.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;span&gt;1. &lt;/span&gt;&lt;span class=&quot;varpt&quot;&gt;&lt;span&gt;[Depreciativo]  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span title=&quot;Duplo clique para ver definição&quot;&gt;Que ou quem é muito sensível ou assustadiço.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;span&gt;2. &lt;/span&gt;&lt;span class=&quot;varpt&quot;&gt;&lt;span&gt;[Depreciativo]  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span title=&quot;Duplo clique para ver definição&quot;&gt;Que ou quem se prende com pequenas coisas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;span title=&quot;Duplo clique para ver definição&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://rr.sapo.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=224&amp;amp;did=11330&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;&quot;De passagem por Bragança, o líder do PSD, Pedro Passos Coelho, disse hoje que tem o direito à indignação&quot;&lt;/a&gt; (26.5.2011)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;</description>
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  <pubDate>Mon, 06 Feb 2012 22:50:49 GMT</pubDate>
  <title>Antoni Tàpies (1923- 2012)</title>
  <author>Ana Vidigal</author>
  <link>http://jugular.blogs.sapo.pt/3135240.html</link>
  <description>&lt;p&gt;&lt;iframe src=&quot;http://www.youtube.com/embed/J68KR7n-PoE?rel=0&quot; width=&quot;590&quot; height=&quot;430&quot; frameborder=&quot;0&quot; style=&quot;margin-right: auto; margin-left: auto; display: block;&quot;&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/p&gt;
&lt;a name=&quot;cutid1&quot;&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class=&quot;ljcut&quot; text=&quot;continuar a ver&quot;&gt;&lt;iframe src=&quot;http://www.youtube.com/embed/DyyvydSpPB0?rel=0&quot; width=&quot;590&quot; height=&quot;430&quot; frameborder=&quot;0&quot; style=&quot;margin-right: auto; margin-left: auto; display: block;&quot;&gt;&lt;/iframe&gt; &lt;iframe src=&quot;http://www.youtube.com/embed/MFFD1Xgi4S0?rel=0&quot; width=&quot;590&quot; height=&quot;430&quot; frameborder=&quot;0&quot; style=&quot;margin-right: auto; margin-left: auto; display: block;&quot;&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://www.publico.pt/Cultura/pintor-antoni-tapies-morre-aos-88-anos-1532544&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;+aqui&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <category>coisas da &quot;terceira margem do rio&quot;</category>
</item>
<item>
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  <pubDate>Mon, 06 Feb 2012 22:37:02 GMT</pubDate>
  <title>A bem da minha úlcera vou ignorar a do &quot;menos piegas&quot;...</title>
  <author>Shyznogud</author>
  <link>http://jugular.blogs.sapo.pt/3135187.html</link>
  <description>&lt;p&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://www.flickr.com/photos/38813618@N02/6832333193&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0pt none;&quot; src=&quot;http://farm8.staticflickr.com/7160/6832333193_74570fe817.jpg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;322&quot; height=&quot;331&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;... e limito-me a trazer para aqui a fotografia que animou o twitter nos últimos minutos. Muitos, e ao mesmo tempo, exclamaram &quot;Parece o Relvas&quot; e depois a Ana acrescentou, acertadamente, &quot;parece o fenómeno dos donos que ficam parecidos com os seus cães&quot;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;a name=&quot;cutid1&quot;&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class=&quot;ljcut&quot; text=&quot;cfr. infra (actualizado)&quot;&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;iframe src=&quot;http://www.twitvid.com/embed.php?guid=PC7KR&amp;autoplay=0&quot; width=&quot;480&quot; height=&quot;360&quot; frameborder=&quot;0&quot;&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Mon, 06 Feb 2012 14:43:24 GMT</pubDate>
  <title>&quot;Estúpido e irracional&quot;?</title>
  <author>João Pinto e Castro</author>
  <link>http://jugular.blogs.sapo.pt/3134936.html</link>
  <description>&lt;p&gt;Sabe-se que Assunção Cristas, tão empenhada no desenvolvimento da agricultura como o meu Bóbi, projeta cancelar os investimentos na distribuição de água que permitiriam concluir o Alqueva. Pode-se lá perder uma oportunidade de contrariar uma promessa do Sócrates?&lt;br /&gt; O Público sai hoje em defesa de Assunção (não deveriam, em coerência, chamar-lhe antes Assumpção?) na sua patusca secção &lt;em&gt;Sobe e desce&lt;/em&gt; , lamentando-a pela &quot;pesada herança&quot; do Alqueva que herdou e declarando não se &quot;vislumbrar uma saída airosa do processo&quot;.&lt;br /&gt; E insiste no editorial: &quot;O Alqueva tornou-se (...) em mais um símbolo de uma era obreirista, estúpida e irracional&quot;. Que provas tem o editorialista do que afirma?&lt;br /&gt; Acaso essa tese encontra sustentação na reportagem que ocupa as páginas dois a quatro e que o jornal destaca com uma chamada intitulada &quot;Dez anos depois, o Alqueva está a falhar a revolução prometida no turismo e na agricultura&quot;?&lt;br /&gt; Como de imediato se depreende, trata-se de uma reportagem com tese. Para a vindicar, os jornalistas recolheram os depoimentos de alguns velhotes e reformados apanhados ao acaso que pintam um retrato invariavelmente negro da situação.&lt;br /&gt;No meio de todo este pitoresco relambório, porém, pode-se ler as seguintes palavras de Sevinate Pinto, ex-ministro da agricultura de Durão Barroso:&lt;/p&gt;
&lt;blockquote&gt;&quot;&apos;Graças em grande parte a ela [água do Alqueva] o país atingiu a auto-suficiência na produção de azeite&apos; (...) Sevinate Pinto fala ainda do surgimento de centenas de hectares de pomar, frutos secos e vinha para defender os proveitos daquele que considera ser &apos;o maior e mais promissor projecto agrícola português das últimas décadas.&quot;&lt;/blockquote&gt;
&lt;p&gt;E mais adiante, citando a opinião do Presidente da Câmara Municipal de Ferreira, escreve-se:&lt;/p&gt;
&lt;blockquote&gt;&quot;No lugar das searas e trigo e de outras culturas de sequeiro (...) cresce o novo olival, a vinha, as culturas do melão, melancia, tomate e outras, que no conjunto já ocupam cerca de 10 mil ha de regadio.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &quot;Se não fosse o Alqueva, &apos;dificilmente&apos; os agricultores do concelho &apos;poderiam dispor de 40 milhões de m3 de água, necessários à viabilização da nova agricultura que já tem uma taxa de adesão de 75% na área disponibilizada para rega&apos;.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &quot;´Agora estamos à espera das agro-industriais´, acentua, optimista, sem evitar uma crítica ao anúncio da suspensão das obras feito pela actual ministra da Agricultura, Assunção Cristas.&quot;&lt;/blockquote&gt;
&lt;p&gt;Fracasso do Alqueva ou fracasso do Público? Vocês decidam.&lt;/p&gt;</description>
  <comments>http://jugular.blogs.sapo.pt/3134936.html</comments>
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  <pubDate>Mon, 06 Feb 2012 12:29:02 GMT</pubDate>
  <title>International Day of Zero Tolerance to Female Genital Mutilation</title>
  <author>Ana Matos Pires</author>
  <link>http://jugular.blogs.sapo.pt/3134557.html</link>
  <description>&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;http://www.who.int/mediacentre/events/annual/female_genital_mutilation/en/index.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;&quot;FGM is affecting about 140 million girls and women, and more than 3 million girls are at risk every year.&quot;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Adenda1&lt;/strong&gt;: A secretária de estado da Igualdade disse hoje que a &lt;a href=&quot;http://aeiou.expresso.pt/mutilacao-genital-sensibilizacao-e-prioridade-mas-governo-admite-aumentar-punicao=f703114&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;&quot;primeira abordagem à mutilação genital feminina deve ser &quot;o mais amigável possível&quot;&quot;&lt;/a&gt;. Porque as palavras são importantes &quot;amigável&quot; não me parece, de todo, uma escolha razoável.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Adenda2&lt;/strong&gt;: Estou com a Shyz, &quot;há muita gente a precisar de olhar para pipis! olhar, mexer, etc...&lt;a href=&quot;http://aeiou.expresso.pt/mutilacao-genital-feminina-como-reconhece-la=f703117#ixzz1lcVgy4qy&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;44% &quot;talvez&quot; reconhecesse uma mgf&lt;/a&gt;?&quot;. Quem eram, ou melhor, o que eram estes &quot;profissionais de saúde? Estou estupefacta.&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Mon, 06 Feb 2012 07:53:33 GMT</pubDate>
  <title>Pai</title>
  <author>Fátima Rolo Duarte</author>
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  <description>&lt;p&gt;&lt;img style=&quot;border: 0px currentColor;&quot; src=&quot;http://i594.photobucket.com/albums/tt28/frdblog10/pai.jpg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;571&quot; height=&quot;687&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O &lt;a href=&quot;http://pedroroloduarte.blogs.sapo.pt/252351.html&quot;&gt;Pedro&lt;/a&gt; lembrou o número certo de anos e eu acrescento-lhe as horas. Que horas são estas horas para o pai quando o pai nos deixou a todos? Num dia vivo, no outro morto. Lembro-me das pessoas que estavam presentes, eram muitas, muitas, muitas. O pai morreu sozinho num hospital. Que horas terão sido aquelas horas? O que sentiu? O que sentiu o pai? Se o pai fosse vivo faria 83 anos. Seria um senhor velho bonito, como tão bonito é nesta imagem que todos recordamos, os que o conheceram. De cada vez que leio notícias sobre velhos que morrem sozinhos nas casas, largados à sorte deles, sinto cada minuto que passa antes e depois e brinco para afastar daqui deste sítio a coisa má. Muito para trás e muito para a frente. Não há notícia sobre velhos, mulheres, crianças que me cansem, que não me façam parar. Por piores que sejam, por notícias que de notícias não têm nada dentro? Têm. Têm a morte. E a morte, a ausência, a perda não é normal. Não é normal a saudade, não é normal perder pessoas, não é normal a vida que contém a morte. Sendo que sentido tem sentir desta forma tão intensa e ir contra tudo o que de mais normal tem a vida? A morte certa. O pai não foi só um homem bonito, foi o pai. Que diria ele ao ver-se aqui? Não gostaria. Seria contra mas tão contra que aproveitando a sua ausência, a filha oportunista o cola aqui porque a morte é violenta e incompreensível. Sentir não tem certo ou errado. Sentir é isto, uma coisa tão pequena e íntima que tira ao pudor um bocadinho do grande pudor que o pai tinha, que o Pedro tem, a mãe, eu tenho. Souberas tu como cada um de nós, a nosso fraco modo, tem a tesoura grande arrumada. Se pudesses ver como nasceu o dia aqui, há neves e sol, os passos das pessoas, o cheiro das neves. Se não tivesses desandado sozinho para o sítio onde ninguém bom quer alguém bom. Que terás sentido naquelas horas que não sei quantas foram? Terão sido minutos? Pensaste em quê? Pensaste em quem? Pensaste no filme da tua vida, digo, o filme dos filmes que vias no cinema? Como foi a partida, sozinho? Devia haver uma lei, universal, que regulasse cada morte com uma notícia. Todas as mortes merecem notícia. Todas. Mesmo que a notícia comece com a palavra nasceu e termine com morreu e nos pareça parva, irrelevante e risível. Para afastar a morte do sítio onde a morte está, por todo o lado, é normal que seja a cabeça a comandar o coração e que tudo fique racionalmente arrumado para que a vida continue, como aqui, neste espaço carregado de tanta coisa e coisa alguma. Que continua, para baixo, para baixo, empurrada, para baixo. Como o papel de jornal onde eu te lia sobre os outros e li sobre ti: nasceu e morreu.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Mon, 06 Feb 2012 00:17:25 GMT</pubDate>
  <title>o meu país produz muita cultura</title>
  <author>Paulo Pinto</author>
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  <description>&lt;p&gt; Sugestão final para uma qualquer gala oficial da RTP, no D. Maria II (ou não), com a presença (ou não) do Primeiro Ministro e esposa.&lt;/p&gt;
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  <category>o meu país</category>
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  <pubDate>Mon, 06 Feb 2012 00:08:22 GMT</pubDate>
  <title>o meu país produz muitos desabafos</title>
  <author>Paulo Pinto</author>
  <link>http://jugular.blogs.sapo.pt/3133937.html</link>
  <description>&lt;p&gt; Mais uma sugestão para uma qualquer gala oficial da RTP, no D. Maria II (ou não), com a presença (ou não) do Primeiro Ministro e esposa.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;object width=&quot;640&quot; height=&quot;26&quot; classid=&quot;clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000&quot; codebase=&quot;http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0&quot;&gt;&lt;param name=&quot;allowfullscreen&quot; value=&quot;true&quot; /&gt;&lt;param name=&quot;allowscriptaccess&quot; value=&quot;always&quot; /&gt;&lt;param name=&quot;quality&quot; value=&quot;high&quot; /&gt;&lt;param name=&quot;cachebusting&quot; value=&quot;true&quot; /&gt;&lt;param name=&quot;flashvars&quot; value=&quot;config={&amp;#39;key&amp;#39;:&amp;#39;#$aa4baff94a9bdcafce8&amp;#39;,&amp;#39;playlist&amp;#39;:[{&amp;#39;url&amp;#39;:&amp;#39;desabafo.mp3&amp;#39;,&amp;#39;autoPlay&amp;#39;:false}],&amp;#39;clip&amp;#39;:{&amp;#39;autoPlay&amp;#39;:true,&amp;#39;baseUrl&amp;#39;:&amp;#39;http://www.archive.org/download/desabafo/&amp;#39;},&amp;#39;canvas&amp;#39;:{&amp;#39;backgroundColor&amp;#39;:&amp;#39;#000000&amp;#39;,&amp;#39;backgroundGradient&amp;#39;:&amp;#39;none&amp;#39;},&amp;#39;plugins&amp;#39;:{&amp;#39;audio&amp;#39;:{&amp;#39;url&amp;#39;:&amp;#39;http://www.archive.org/flow/flowplayer.audio-3.2.1-dev.swf&amp;#39;},&amp;#39;controls&amp;#39;:{&amp;#39;playlist&amp;#39;:false,&amp;#39;fullscreen&amp;#39;:false,&amp;#39;height&amp;#39;:26,&amp;#39;backgroundColor&amp;#39;:&amp;#39;#000000&amp;#39;,&amp;#39;autoHide&amp;#39;:{&amp;#39;fullscreenOnly&amp;#39;:true},&amp;#39;scrubberHeightRatio&amp;#39;:0.6,&amp;#39;timeFontSize&amp;#39;:9,&amp;#39;mute&amp;#39;:false,&amp;#39;top&amp;#39;:0}},&amp;#39;contextMenu&amp;#39;:[{},&amp;#39;-&amp;#39;,&amp;#39;Flowplayer v3.2.1&amp;#39;]}&quot; /&gt;&lt;param name=&quot;src&quot; value=&quot;http://www.archive.org/flow/flowplayer.commercial-3.2.1.swf&quot; /&gt;&lt;embed width=&quot;640&quot; height=&quot;26&quot; type=&quot;application/x-shockwave-flash&quot; src=&quot;http://www.archive.org/flow/flowplayer.commercial-3.2.1.swf&quot; allowfullscreen=&quot;true&quot; allowscriptaccess=&quot;always&quot; quality=&quot;high&quot; cachebusting=&quot;true&quot; flashvars=&quot;config={&amp;#39;key&amp;#39;:&amp;#39;#$aa4baff94a9bdcafce8&amp;#39;,&amp;#39;playlist&amp;#39;:[{&amp;#39;url&amp;#39;:&amp;#39;desabafo.mp3&amp;#39;,&amp;#39;autoPlay&amp;#39;:false}],&amp;#39;clip&amp;#39;:{&amp;#39;autoPlay&amp;#39;:true,&amp;#39;baseUrl&amp;#39;:&amp;#39;http://www.archive.org/download/desabafo/&amp;#39;},&amp;#39;canvas&amp;#39;:{&amp;#39;backgroundColor&amp;#39;:&amp;#39;#000000&amp;#39;,&amp;#39;backgroundGradient&amp;#39;:&amp;#39;none&amp;#39;},&amp;#39;plugins&amp;#39;:{&amp;#39;audio&amp;#39;:{&amp;#39;url&amp;#39;:&amp;#39;http://www.archive.org/flow/flowplayer.audio-3.2.1-dev.swf&amp;#39;},&amp;#39;controls&amp;#39;:{&amp;#39;playlist&amp;#39;:false,&amp;#39;fullscreen&amp;#39;:false,&amp;#39;height&amp;#39;:26,&amp;#39;backgroundColor&amp;#39;:&amp;#39;#000000&amp;#39;,&amp;#39;autoHide&amp;#39;:{&amp;#39;fullscreenOnly&amp;#39;:true},&amp;#39;scrubberHeightRatio&amp;#39;:0.6,&amp;#39;timeFontSize&amp;#39;:9,&amp;#39;mute&amp;#39;:false,&amp;#39;top&amp;#39;:0}},&amp;#39;contextMenu&amp;#39;:[{},&amp;#39;-&amp;#39;,&amp;#39;Flowplayer v3.2.1&amp;#39;]}&quot; /&gt; &lt;/object&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <category>o meu país</category>
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  <pubDate>Mon, 06 Feb 2012 00:03:01 GMT</pubDate>
  <title>o meu país produz muitas emoções</title>
  <author>Paulo Pinto</author>
  <link>http://jugular.blogs.sapo.pt/3133681.html</link>
  <description>&lt;p&gt;&lt;span&gt;Outra sugestão para uma qualquer gala oficial da RTP, no D. Maria II (ou não), com a presença (ou não) do Primeiro Ministro e esposa.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;object width=&quot;640&quot; height=&quot;26&quot; classid=&quot;clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000&quot; codebase=&quot;http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0&quot;&gt;&lt;param name=&quot;allowfullscreen&quot; value=&quot;true&quot; /&gt;&lt;param name=&quot;allowscriptaccess&quot; value=&quot;always&quot; /&gt;&lt;param name=&quot;quality&quot; value=&quot;high&quot; /&gt;&lt;param name=&quot;cachebusting&quot; value=&quot;true&quot; /&gt;&lt;param name=&quot;flashvars&quot; value=&quot;config={&amp;#39;key&amp;#39;:&amp;#39;#$aa4baff94a9bdcafce8&amp;#39;,&amp;#39;playlist&amp;#39;:[{&amp;#39;url&amp;#39;:&amp;#39;nosso_filho.mp3&amp;#39;,&amp;#39;autoPlay&amp;#39;:false}],&amp;#39;clip&amp;#39;:{&amp;#39;autoPlay&amp;#39;:true,&amp;#39;baseUrl&amp;#39;:&amp;#39;http://www.archive.org/download/NossoFilho/&amp;#39;},&amp;#39;canvas&amp;#39;:{&amp;#39;backgroundColor&amp;#39;:&amp;#39;#000000&amp;#39;,&amp;#39;backgroundGradient&amp;#39;:&amp;#39;none&amp;#39;},&amp;#39;plugins&amp;#39;:{&amp;#39;audio&amp;#39;:{&amp;#39;url&amp;#39;:&amp;#39;http://www.archive.org/flow/flowplayer.audio-3.2.1-dev.swf&amp;#39;},&amp;#39;controls&amp;#39;:{&amp;#39;playlist&amp;#39;:false,&amp;#39;fullscreen&amp;#39;:false,&amp;#39;height&amp;#39;:26,&amp;#39;backgroundColor&amp;#39;:&amp;#39;#000000&amp;#39;,&amp;#39;autoHide&amp;#39;:{&amp;#39;fullscreenOnly&amp;#39;:true},&amp;#39;scrubberHeightRatio&amp;#39;:0.6,&amp;#39;timeFontSize&amp;#39;:9,&amp;#39;mute&amp;#39;:false,&amp;#39;top&amp;#39;:0}},&amp;#39;contextMenu&amp;#39;:[{},&amp;#39;-&amp;#39;,&amp;#39;Flowplayer v3.2.1&amp;#39;]}&quot; /&gt;&lt;param name=&quot;src&quot; value=&quot;http://www.archive.org/flow/flowplayer.commercial-3.2.1.swf&quot; /&gt;&lt;embed width=&quot;640&quot; height=&quot;26&quot; type=&quot;application/x-shockwave-flash&quot; src=&quot;http://www.archive.org/flow/flowplayer.commercial-3.2.1.swf&quot; allowfullscreen=&quot;true&quot; allowscriptaccess=&quot;always&quot; quality=&quot;high&quot; cachebusting=&quot;true&quot; flashvars=&quot;config={&amp;#39;key&amp;#39;:&amp;#39;#$aa4baff94a9bdcafce8&amp;#39;,&amp;#39;playlist&amp;#39;:[{&amp;#39;url&amp;#39;:&amp;#39;nosso_filho.mp3&amp;#39;,&amp;#39;autoPlay&amp;#39;:false}],&amp;#39;clip&amp;#39;:{&amp;#39;autoPlay&amp;#39;:true,&amp;#39;baseUrl&amp;#39;:&amp;#39;http://www.archive.org/download/NossoFilho/&amp;#39;},&amp;#39;canvas&amp;#39;:{&amp;#39;backgroundColor&amp;#39;:&amp;#39;#000000&amp;#39;,&amp;#39;backgroundGradient&amp;#39;:&amp;#39;none&amp;#39;},&amp;#39;plugins&amp;#39;:{&amp;#39;audio&amp;#39;:{&amp;#39;url&amp;#39;:&amp;#39;http://www.archive.org/flow/flowplayer.audio-3.2.1-dev.swf&amp;#39;},&amp;#39;controls&amp;#39;:{&amp;#39;playlist&amp;#39;:false,&amp;#39;fullscreen&amp;#39;:false,&amp;#39;height&amp;#39;:26,&amp;#39;backgroundColor&amp;#39;:&amp;#39;#000000&amp;#39;,&amp;#39;autoHide&amp;#39;:{&amp;#39;fullscreenOnly&amp;#39;:true},&amp;#39;scrubberHeightRatio&amp;#39;:0.6,&amp;#39;timeFontSize&amp;#39;:9,&amp;#39;mute&amp;#39;:false,&amp;#39;top&amp;#39;:0}},&amp;#39;contextMenu&amp;#39;:[{},&amp;#39;-&amp;#39;,&amp;#39;Flowplayer v3.2.1&amp;#39;]}&quot; /&gt; &lt;/object&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <category>o meu país</category>
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  <pubDate>Mon, 06 Feb 2012 00:01:25 GMT</pubDate>
  <title>o meu país produz muitas lágrimas</title>
  <author>Paulo Pinto</author>
  <link>http://jugular.blogs.sapo.pt/3133362.html</link>
  <description>&lt;p&gt;Sugestão para uma qualquer gala oficial da RTP, no D. Maria II (ou não), com a presença (ou não) do Primeiro Ministro e esposa.&lt;/p&gt;
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  <category>o meu país</category>
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  <pubDate>Sun, 05 Feb 2012 23:49:29 GMT</pubDate>
  <title>A mensagem do senhor presidente</title>
  <author>João Pinto e Castro</author>
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  <description>&lt;p&gt;Imaginem que houve uma mudança de direção na vossa empresa. Há natural expectativa em relação ao que fará o novo presidente. A maioria das pessoas gostava do anterior, mas, ao cabo de tantos anos, reconhece que talvez fosse altura de mudar.&lt;br /&gt;Nos corredores e no espaço onde se encontram para tomar café, especulam sobre o que irá acontecer. Já alguém o viu? Os diretores que falaram com ele contaram alguma coisa? Vai haver mudanças na estrutura? Haverá nomeações na calha?&lt;br /&gt;Ninguém parece saber o que pensa ao certo o novo presidente, mas fala-se muito. Há grandes expectativas quanto ao que poderá acontecer. Cada qual faz propaganda das suas próprias ideias sobre que transformações deveriam ser introduzidas. Mas todos dão por adquirido que o homem traz consigo novas ideias e que não tardará a divulgá-las.&lt;br /&gt;Um belo dia, a ordem chega por email: o senhor presidente mandou apagar o corretor instalado em todos os computadores pessoais e proibiu o uso da nova ortografia em todos os documentos de serviço.&lt;br /&gt;Que impacto supõem que isto terá? Como irão os colaboradores interpretar esta decisão? Que sinal deu o chefe às tropas com esse email?&lt;br /&gt;Todos considerarão que, recém-empossado nas suas novas funções, o que mais preocupa o senhor presidente, a sua máxima prioridade, é valer-se do poder de que agora desfruta ao serviço de numa cruzada pessoal em que os quadros da empresa serão meros joguetes.&lt;br /&gt;O que o entusiasma não é renovar a instituição, animá-la a cumprir a sua missão com um entusiasmo renovado, mobilizar toda a gente para prestar um bom serviço à comunidade. A ortografia está primeiro.&lt;br /&gt;O senhor presidente não passa, todos o compreenderam, de um tiranete caquético e mesquinho. Uma semana depois de entrar ao serviço conseguiu desmoralizar definitiva e irremediavelmente todos os que têm a infelicidade de se encontrar sob a sua pata e persuadi-los de que os próximos anos se contarão entre os mais infelizes e inúteis de toda a sua vida profissional.&lt;br /&gt;Que tristeza.&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Sun, 05 Feb 2012 11:06:04 GMT</pubDate>
  <title>olé!</title>
  <author>Paulo Pinto</author>
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