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Seguro baralhadote, aldrabão ou de como pensar com o intestino não resulta

O mesmo sujeito que recusa agora uma decisão política para o PS - usando um formalismo para impedir um congresso - vem falar em "solução política" e, em simultâneo, em "abdicar". Estou esclarecida.

 

Além disso alguém lhe explique o que é um processo de primárias abertas. Ninguém abdica de ser PM num processo de primárias abertas, quanto muito decide não se candidatar a poder vir a ser candidato a PM e eventualmente ser eleito.

 

Isso para já não falar nos argumentos que usou há um ano para impedir a discussão, em congresso, da "proposta dos 45". Foi então explicado que "essas propostas ou outras" seriam passíveis de discussão depois das eleições legislativas (ler abaixo uma notícia do Público de 23/4/2013)

45 militantes com menos de 45 anos mas com currículo no PS divulgaram carta aberta ao secretário-geral onde propõem um debate em congresso para discutir primárias, independentes, petições e referendos

Que diga se concorda ou discorda. Mas que debata e tome uma decisão. É isto que o grupo de 45 socialistas com menos de 45 anos (que inclui ex-governantes, deputados, autarcas e dirigentes partidários) pediu ontem a António José Seguro com a carta aberta onde avança com um conjunto de propostas para enfrentar a "desconfiança" dos portugueses nos partidos.

Foi João Tiago Silveira, ex-secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros e ex-porta-voz do PS de José Sócrates, quem ontem, na Fundação para a Ciência e Tecnologia, solicitou ao actual secretário-geral que incluísse na ordem de trabalhos do congresso o "debate" que implica uma revisão dos estatutos do PS.

A lista ontem anunciada foi apresentada como um sinal de "abertura" à sociedade. Primárias para o cargo de secretário-geral, inclusão de não-militantes nos órgãos internos e mecanismos de apresentação de propostas por meros cidadãos ao congresso. "Fazer política é estudar, discutir e apresentar propostas concretas à sociedade, sabendo depois aprovar ou reprovar, tomando posições. Queremos [no congresso] uma discussão com um resultado à vista, com uma aprovação ou reprovação de medidas num processo democrático", frisou o ex-governante.

Silveira reconheceu que o texto estava "há meses a ser trabalhado". Os proponentes estudavam estas propostas, pelo menos desde meados de Fevereiro, quando António Costa e Seguro enterraram o machado de guerra numa reunião da comissão nacional do PS. Na altura, o PÚBLICO noticiou a possibilidade de alguns militantes de peso avançarem com a possibilidade de primárias para o candidato a primeiro-ministro.

"Ponderámos as várias opções, não somos fundamentalistas, estamos prontos a discutir outras opções", disse o ex-governante ao PÚBLICO, antes de precisar que com a solução proposta "estar-se-á também a escolher o líder da oposição". Sobre o apelo ao secretário-geral para incluir o tema na ordem de trabalhos do congresso, Silveira apenas disse que para o grupo esta "não era uma questão procedimental".

Alguns elementos do grupo de signatários contactados pelo PÚBLICO admitiram ainda que a opção das primárias para secretário-geral - por oposição à candidatura a primeiro-ministro - foi uma forma de evitar a leitura de ameaça à actual liderança. Aliás, Silveira fez questão de o frisar ontem. "Estas medidas não significam nenhuma disputa, nem nenhum desafio à liderança do PS. Não é isso que está em causa", asseverou. Mas a lista de subscritores contém nomes de socialistas que têm assumido posições mais divergentes em relação a Seguro. Como o ex-presidente do Governo Regional dos Açores, Carlos César, que foi primeiro subscritor online da petição que apoia o documento. E entre os seus proponentes encontram-se Pedro Nuno Santos, Duarte Cordeiro ou Pedro Delgado Alves. O próprio Silveira fez, na comissão nacional de Coimbra, uma intervenção bastante crítica em relação ao tratado de paz acordado entre Costa e Seguro.

O apelo parece condenado ao fracasso. A resposta da direcção não demorou muito. O membro do secretariado nacional para a organização, Miguel Laranjeiro, atirou o debate para mais tarde. "Essas propostas ou outras que possam ser apresentadas serão certamente debatidas e analisadas na altura própria, no momento certo, que é naturalmente depois das eleições legislativas".

Confrontado com esta resposta, João Tiago Silveira disse que o grupo mantinha a "expectativa que o secretário-geral se pronuncie". Mas com um alerta: "O PS não deve esperar anos para tomar medidas que possam abordar a desconfiança dos portugueses nos partidos."

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