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O Estado-Providência em Portugal não tem 50 anos. Tem menos de 40 anos

O título deste texto pode parecer totalmente escusado, pois no longuíssimo prazo, em História, “tanto faz” que o Estado social tenha nascido, dez anos antes ou dez anos depois, ainda para mais porque se vive, em Portugal e noutros países europeus, um período em que ele está a ser desmantelado (pelo actual governo, e não pelos sucessivos governos nos últimos anos).

 

No entanto, considero que é importante a questão e a distinção entre situar-se a emergência do Estado social há 50 anos, ainda durante a vigência do regime ditatorial de Marcello Caetano, ou posteriormente. É que entretanto houve um acontecimento de grande importância, o golpe de Estado de 25 de Abril de 1974, que não possibilitou apenas a transição para a democracia, mas também, entre outros factores, o nascimento do Estado-Providência em Portugal.

No entanto, considero que é importante a questão e a distinção entre situar-se a emergência do Estado social há 50 anos, ainda durante a vigência do regime ditatorial de Marcello Caetano, ou posteriormente. É que entretanto houve um acontecimento de grande importância, o golpe de Estado de 25 de Abril de 1974, que não possibilitou apenas a transição para a democracia, mas também, entre outros factores, o nascimento do Estado-Providência em Portugal.

 

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Texto publicado a 5 de Março, no Jornal Público

A revolução em gama de cinzentos

A f., a Ana, o Miguel, a Isabel já fizeram os seus relatos. Este é o meu.

Nem todos têm um passado (antes/durante o 25 de Abril) de “canhoto”

O meu nem ambidestro foi. Foi mesmo de direita (mas tenho que confessar que esses termos de direita e esquerda só os aprendi nas horas que se seguiram à revolução). O primeiro comentário que ouvi lá por casa foi « isto nem daqui a vinte anos se endireita». Como podem constatar não é a melhor forma de saudar a revolução. A bem da verdade foi suavizado por um « bem, pelo menos os garotos já não vão à guerra nas colónias» (colónias, leram bem). Adiante. Perfilados de robe escocês assistimos eu e os meus irmãos ao cerco do Carmo com barbudos empoleirados em arvores, aos cravos nas espingardas (G3 também foi termo que aprendi depois) às chaimites Chiado acima Chiado abaixo, à saída dos presos políticos de Caxias, ao comunicado da Junta de Salvação Nacional, tudo pela televisão (a preto e branco) a bem dizer um pouco aparvalhados. Ou seja a revolução chegou-me via RTP, numa excelente gama de cinzentos…

Tudo se passou numa 5ªfeira (se a memória não me falha) e que me lembre só voltei a por o pé na rua (que parece estava cheia de comunistas) na 2ª feira seguinte. Para voltar às aulas no colégio, onde as “desgraças” eram mais que muitas (até me senti mal porque lá em casa não éramos suficientemente “fascistas” - o meu pai nem sequer tinha sido preso). Nos tempos que se seguiram a “coisa” não foi pêra doce, deixou de haver “liquidez” (uma forma airosa de dizer que estávamos sem cheta) e apertamos o cinto até ao último furo. Mas lá continuamos todos fieis a Freitas e Sá Carneiro... Muito mais tenho para relatar (os maravilhosos anos do PREC passados num colégio de freiras, o primeiro comício do CDS e a moda dos “Wool-Cashmere Loden”, a minha moca de Rio Maior, as minhas aventuras na zona F do PPD, o eléctrico da AD, eu e a Reforma Agrária em quinta de família) mas deixo para outra ocasião.

Por hoje basta-me dizer, 25 de Abril Sempre

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